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10.12.10

Um projecto retrógado que destrói a essência da região de Sicó


"Investimentos que empobrecem o património natural", foi um brilhante comentário que ouvi, pelo presidente do GECoRPA, num evento há semanas atrás. Foi na Gulbenkian e tratou-se de um colóquio sobre o impacto de infraestruturas sobre o património natural.
É uma frase que representa na perfeição o assunto que agora vos venho falar. É algo que algumas, poucas, pessoas já sabem, mas que a grande maioria de vós não sabe....
Infelizmente é mais um triste episódio que ocorre em Alvaiázere, este belo case study no que concerne a más práticas de ordenamento e gestão do território. Havendo hipótese de comprar um de dois edifícios antigos magníficos para recuperar e transformar num hotel, Paulo Morgado surgiu com uma ideia que, pessoalmente considero analfabeta do ponto de vista de cultural. Podendo recuperar um de dois edifícios de dimensão considerável (proximais à Serra), de forma a Alvaiázere ter um bom hotel, este autarca decidiu que seria bonito construir um hotel quase no topo da Serra de Alvaiázere, tendo mandado elaborar o projecto ainda em 2006. Isto é no mínimo estranho, já que em primeiro lugar a Serra de Alvaiázere era um ícone patrimonial, portanto o que teria lógica seria recuperar uma de duas quintas históricas e transformá-las num hotel fantástico com vista para a Serra, uma autêntica jóia da coroa. Em segundo lugar é estranho porque o PDM não contempla construção naquele local, tal como está planeado (não é do conhecimento público...), sabendo também que aquele local é área protegida e Reserva Ecológica Nacional.... Nunca se deveria construir naquela serra, é simples e não custa compreender.
Para adensar o mistério, em 2010 mandou para a comunicação social uma nota de imprensa a referir que já havia financiamento comunitário de 6 milhões de euros para este mesmo projecto, pensado para uma área protegida.... Já para não falar que o autarca local falava isto como facto consumado, algo que curiosamente até terá de ser alvo de Estudo de Impacte Ambiental. Disse também que falta apenas surgir um investidor para fechar o processo, talvez um antigo barão de algum partido político, escondido por detrás de alguma sociedade anónima?
Como é isto possível?! Eu sei a resposta, ela já está a ser dada a cada vez que este autarca está envolvido em polémicas, as quais já são bem conhecidas e demasiado frequentes por aqueles lados. São factos e não opiniões.
Para este autarca, os Instrumentos de Gestão Territorial (PDM; PP;PROT;etc) são algo que pode ser agilizado com vista à prossecução dos seus objectivos, e dos interesses predatórios associados ao mesmo, por mais negativos que estes sejam. A descaracterização de um território outrora muito belo é um facto deste que este autarca chegou ao poder.
Choca-me a impunidade que este autarca tem, isto na perspectiva que o mesmo já por várias vezes esteve envolvido em casos de clara violação do PDM, algo que num país de direito daria perda de mandato.
Só para finalizar, algo não menos importante. Para tentar agilizar o processo, este autarca anda a tentar alterar certos artigos do PDM para que as suas intenções possam seguir o seu rumo. Felizmente a população protestou no local próprio, mas não sei se valerá de muito, já que ali quase tudo se consegue fazer em termos de aprovação de projectos impossível em situação normal.
Nos próximos meses iremos ver o que se segue, para já fica a nota de reflexão....

13.9.10

Um feroz ataque aos Instrumentos de Gestão Territorial

Será, porventura, um dos comentários do azinheiragate mais relacionados directamente com a minha profissão de geógrafo, já que o Ordenamento do Território é o meu domínio principal. Pelo mesmo facto será um comentário muito incisivo.
É uma temática estruturante para a sociedade e para todos os cidadãos, mesmo que estes não se apercebam do facto. Por isto mesmo é que faço questão de trazer agora um exemplo do quanto lesiva pode ser a acção de um cidadão com responsabilidades na questão dos Instrumentos de Gestão Territorial, nomeadamente do que se refere aos Planos Directores Municipais. Irá ser um comentário duro, mas mantendo sempre a linha de imparcialidade, seriedade e de crítica construtiva pelo qual o azinheiragate se pauta desde o seu início. Falarei também numa linguagem simples, de forma a conseguir fazer a tal ponte entre ciência e sociedade, a qual tem faltado na sociedade portuguesa.
Tendo em conta o que referi, passo a retratar a situação:
Desde que me tornei geógrafo, tenho vindo a aprender muitas coisas importantes (e continuarei aprender, sempre!), algumas das quais desconhecia, outras até as conhecia mas de forma inconsciente. Após alguns anos comecei então a compreender certas coisas que passam ao lado do cidadão comum, algo que me trouxe muitas alegrias, mas também algumas tristezas.
Os Instrumentos de Gestão Territorial, nomeadamente o Plano Director Municipal, são instrumentos que visam gerir da melhor forma um determinado território. Visam dar o melhor uso às diferentes parcelas do território. A base de qualquer actividade é sempre o território, de forma directa ou indirecta (genericamente falando), sendo portanto normal que o processo de planeamento tenha em conta estes e outros aspectos. Só assim se consegue trazer sustentabilidade aos processos de crescimento e desenvolvimento das regiões.
É e sempre será algo que incomoda certos actores de desenvolvimento, alguns dos quais pensam no curto prazo, esquecendo o médio e longo prazo. Este facto é um pormenor de extrema importância que alguns dos actores de desenvolvimento territorial se esquecem, por isso mesmo é que defendo que os autarcas deviam ser obrigados a ter noções básicas de ordenamento do território quando se propõem ficar aos destinos de um município. É uma ideia natural e racional que tem sido esquecida desde sempre.
Normalmente e em grande parte dos casos, os actores de desenvolvimento não têm formação na área das Ciências da Terra, algo que nos dias de hoje é preocupante tendo em conta as exigências cada vez maiores para a gestão de um território. Para gerir há que conhecer!
Muitas vezes acontece que um autarca tem formação em economia, algo que por si não é um problema de fundo, mas que pode vir a ser...
Em 2009 li um dos livros mais importantes no que concerne à economia ecológica (Daly & Farley), escrito por um economista sábio, o qual sabe que é a economia que tem de seguir a base territorial e não o contrário. Neste livro li uma expressão fantástica que se pode aplicar ao que irei referir já a seguir.
Este economista refere algo de importantíssimo, que a maioria dos economistas sabe o preço de tudo mas não sabe o valor de nada. Este facto pode ser muito problemático em regiões de grande valor patrimonial, como é o caso da região de Sicó.
É uma frase profunda, extremamente pertinente que urge reflectir. Infelizmente é uma frase que tem reflexos muito negativos na região de Sicó e, em especial em Alvaiázere.
Digo isto porque Paulo Tito Delgado Morgado tem vindo a demonstrar uma clara iliteracial cultural durante a sua presidência, não dando a necessária à importância do Plano Director Municipal, nem mesmo à Rede Natura 2000. Ao invés, vê estes como adversários à sua gestão, tentando fazer tudo para reverter parte da integridade dos mesmos, abrindo assim caminho aos seus planos futuros.
Há poucas semanas, este autarca mostrou isso mesmo, tentand0 promover alterações parciais a alguns artigos do respectivo PDM. Alterações que em termos concretos fragilizam, no mau sentido, algumas bases fundamentais do PDM, caso da Reserva Ecológica Nacional.
Desde que iniciou as suas funções naquele organismo público, cedo prometeu um PDM de segunda geração, algo que tendo em conta algumas falhas dos de 1ª geração até fazia todo o sentido. Dizia que queria limitar a dispersão de casas e trabalhar nos principais núcleos urbanos, de forma a garantir a segurança das pessoas e bens (incêndios florestais) e diminuir os custos com infraestruturas, caso de rede de abastecimento de água, esgotos etc. Tudo isto fazia sentido, mas meses depois começou a ver-se que era mais fácil deixar o caminho livre à especulação imobiliária e que as intenções não passavam disso mesmo. Cerca de um terço dos rendimentos das Câmaras Municipais são devidos à construção, assim já todos percebem o que estamos a falar...
O PDM de segunda geração não apareceu, a revisão parece que nunca mais veio em termos concretos, ficando pouco mais que intenções, e agora quer-se alterar certos artigos de forma a abrir portas a planos que apenas favorecem o imobiliário e os interesses financeiros. Com isto perde o território, as suas gentes e o seu património.
Pessoalmente considero isto um erro muito grave deste autarca, o qual curiosamente já teve vários problemas com o PDM, tendo tido problemas em várias situações, duas delas relacionadas precisamente com a Reserva Ecológica Nacional. Escapou a perca de mandato, derivado de duas destas situações, ainda não se percebe porquê, abafaram-se os casos.
Outro facto que me parece tremendamente negativo é que estas possíveis alterações,as quais felizmente tiveram mal aceitação de muitos alvaiazerenses, parece que mais não são do que medidas para facilitar por exemplo a construção de um hotel na Serra de Alvaiázere, em plena REN. Isto, além de facilitar a dispersão no território de casas, algo que numa área de risco de incêndio elevada, a muito elevada afigura-se como que um verdadeiro risco para as populações.
Outro facto preocupante é que tenta-se, através destas medidas propostas, ressuscitar várias pedreiras até agora desactivadas, algo que numa área de imenso valor patrimonial e de Rede Natura 2000 é absolutamente inaceitável. Lembro que este autarca já teve muitos problemas quando esteve ao lado de uma empresa de extracção de pedra, em vez de estar ao lado das populações, o caso chegou inclusivamente ao Nós por Cá, da SIC.
Este autarca não é o único a cometer estes erros, mas é o que estando à menos tempo no cargo já mais danos causou em termos de integridade do território, no que se refere às políticas de desenvolvimento territorial. Facto perturbador é que este autarca, quando questionado sobre as críticas que lhe são feitas, além de nunca as aceitar, refere que quem as faz é impedidor do desenvolvimento. Falta a cultura democrática a este autarca.
Em Outubro irei falar da ideia deste autarca em construir um hotel numa área protegida (Rede Natura 2000), em Reserva Ecológica Nacional e curiosamente numa área onde existe um monumento a dois aviadores falecidos na Serra de Alvaiázere. Como é possível, mesmo não sabendo sequer se o poderá fazer, que já haja financiamento comunitário? Será isto lógico, normal e aceitável? Para onde vai o ordenamento do território em Alvaiázere?
Os Instrumentos de Gestão Territorial não são bonecos nem marionetas para alguns brincarem ao seu gosto e vontades! Não são instrumentos para utilizar conforme as modas nem mesmo algo para instrumentalizar face a interesses financeiros que se regem em primeiro lugar pelo lucro e não pela integridade e sustentabilidade territorial.

18.1.10

As más estratégias de divulgação do património...

Confesso que fiquei perplexo há poucos dias quando entrei mais uma vez no google earth para mostrar um local em especial a um colega, mais ainda, fiquei muito preocupado com o que vi...
Foi já há quase 4 anos que eu coloquei algumas imagens de interesse de alguns locais particulares, no google earth, este local de divulgação do património bem interessante.
Na altura, mais especificamente num colóquio em Alvaiázere, referi a importância desta ferramenta na divulgação de Alvaiázere, bem como da própria região. Disse-o mas com algumas reservas, já que há património que não se deve divulgar sem medidas de protecção.
Na altura não me levaram a sério em Alvaiázere, mas agora surgiu curiosamente uma "avalanche" de imagens, é precisamente sobre algumas delas que quero falar de uma forma concreta e sucinta.
Escolhi alguns dos exemplos que mostram como não se deve fazer esta divulgação no google earth, em primeiro lugar deve-se divulgar os factos com conhecimento de causa, depois deve-se fazer a divulgação, mas de forma responsável...
O primeiro exemplo, é de um local onde coloquei uma foto de um megalapiás agora muito conhecido, é um local de interesse geomorfológico que eu em 2006 destaquei no google earth. Eis que agora surge uma outra imagem, do mesmo local, que não é específica nem científicamente precisa, pois se a ter sido o Município de Alvaiázere a colocar esta informação, este errou. Isto pode parecer um mero erro básico, mas se imaginarem que eu tenho um trabalho de investigação onde retrato este local em particular e que ofereci um exemplar em papel do mesmo ao Município de Alvaiázere, o erro toma proporções de algum alcance, porque é que esta informação científica foi pura e simplesmente ignorada?


Depois passamos para um lapiás que é, segundo o Município de Alvaiázere, de interesse arqueológico, mas será que o lapiás é um elemento arqueológico? Não será antes um elemento geomorfológico?

Megalaiás dos Penedos Altos? Não será antes Megalapiás dos Penedos Altos? E não não é outro mero erro ortográfico, pois ainda há outra foto onde consta megalapiáz, quando é sim megalapiás. Nesta questão da terminologia é pena errar-se de forma tão gravosa, especialmente tendo em conta que eu ofereci em 2007 o glossário ilustrado de termos cársicos ao... Município de Alvaiázere.
Temos de ser exigentes com as entidades públicas, pois estas são bem pagas para fazer este género de trabalhos, portanto não podemos permitir que errem como o faz um aluno de 1º ano de licenciatura.

Sem dúvida um local bonito, mas como pode ser um local desta dimensão de interesse paisagístico? Parece-se que há aqui uma confusão de termos bem como de escala de análise.

Aqui é mais um exemplo, onde se ignorou trabalhos já existentes sobre este tipo de património, já com artigos publicados (Guanilho Duarte) e com conhecimento por parte do Município de Alvaiázere. Este poço de cobertura cónica é afinal um poço de carapuça com púcaro, é assim a denominação correcta.

Já na esfera do "património biológico" temos o que é referido como uma árvore notável ?! Penso que aqui há um notável equívoco, já que esta "árvore" é sim uma bela Opuntia sp. (muito provavelmente...) ou seja um arbusto suculento e espinhoso!
São erros crassos como este que não são de forma alguma compreensíveis por parte de uma instituição pública, exige-se melhor e aconselho muito trabalho de casa para corrigir erros graves como estes que agora enunciei.

Antes de terminar queria salientar algo de importantíssimo e que interessa discutir o seu sentido ético. Será que é prudente divulgar desta forma algum património sem a devida autorização dos donos? Será que agora algum deste espólio agora divulgado abertamente no google earth estará a salvo de salteadores de património, caso por exemplo de noras (ou outro espólio notável móvel)?
Divulgação sim, mas de forma responsável e éticamente correcta, ao proceder-se de forma pouco responsável podemos estar todos nós a colocar algum do espólio da região de Sicó em risco, pois agora ele está visível e é conhecido aos olhos de pessoas que fazem da sua vida o saque do património (móvel, obviamente, pois um dos meus amigos megalapiás ninguém os leva...).

26.11.09

Alvaiázere: Iniciativa Limpar Portugal em risco


Desculpem os mais atentos em estar a insistir tanto no relato de situações lamentáveis em Alvaiázere, já não o fazia há um tempo, mas a gravidade dos factos justifica-o. Prometo que irei dar mais atenção a outros sectores da região de Sicó nas próximas semanas.
Desta vez falo-vos da iniciativa Limpar Portugal, iniciativa que alguns de vós já terão ouvido falar e que daqui a poucas semanas começará a ter um grande impacto nos media nacionais:
Há semanas atrás decidi aceitar o convite que me foi endereçado para ser o coordenador concelhio desta iniciativa em Alvaiázere (e Ansião também), começando eu a mexer-me para dar forma a esta iniciativa neste belo concelho.
Apesar de saber que há atritos entre mim e duas ou três pessoas de destaque em Alvaiázere, sabia também que sou capaz de separar as coisas, portanto entrei em contacto com algumas entidades públicas de forma a pedir o seu apoio a esta nobre iniciativa. Sem o apoio de entidades públicas e/ou privadas o sucesso desta inicativa é quase que impossível.
Infelizmente o ressabiamento é algo que continua a ser um dado adquirido em Alvaiázere, já que não se compreende como é que quase um mês após ter entrado em contacto com estas entidades, não tenha sequer uma única resposta positiva, nem mesmo das entidades que mais responsabilidades têm no domínio das políticas ambientais concelhias.
Tendo em conta estes factos, e para evitar o total insucesso desta iniciativa em Alvaiázere, decidi que a partir de hoje (26/11/2009) deixo de ser coordenador concelhio em Alvaiázere, esperando eu que o meu afastamento leve os ressabiados a apoiar esta iniciativa tão importante em Portugal. Já relatei os factos em reunião distrital e a minha posição foi totalmente compreendida por todos os elementos que fazem parte da coordenação distrital.
É com muita tristeza que me afasto desta lugar de coordenação, já que queria dar muito de mim, mas mesmo assim continuo a ser voluntário e disponível para ajudar quem esteja disponível para assumir a coordenação concelhia, seja quem for.
É triste ver que uma iniciativa tão importante seja alvo de atitudes ressabiadas, mas são coisas que infelizmente acontecem.
Uma coisa vos digo, em Ansião, onde sou coordenador, as coisas estão a correr às mil maravilhas, total cooperação e nenhum vestígio deste tipo de atitudes, algo que mostra quem é quem e que prejudica apenas e só quem continua a ter atitudes vingativas para com a minha pessoa.
Peço a todos que divulguem esta inicativa e que se juntem aos vossos grupos concelhios na região de Sicó (e não só), pois já ha grupos constituídos em todo o país!

26.10.09

A instrumentalização de planos de desenvolvimento locais

Os planos de desenvolvimento local, são um dos instrumentos mais importantes para a aplicação e desenvolvimento de políticas que visam fundamentalmente o desenvolvimento local e regional. A definição de linhas estratégicas é algo de estruturante para cada um dos municípios da região de Sicó (e não só...), mas apesar disso, este tipo de planos tem de ser feito com cabeça, tronco e membros.
Os planos estratégicos, são talvez os mais conhecidos neste âmbito, mas actualmente têm-lhes dado nomes mais pomposos, talvez para fugir à rotina.

Na região de Sicó, mesmo apesar de haver uma Associação de Desenvolvimento (Terras de Sicó), não se vislumbra algo de concreto no que concerne à implementação de uma estratégia comum a toda a região, facto mais importante do que cada um dos planos de desenvolvimento locais pensado para cada um dos municípios. Sendo uma região com uma alma comum, não é aceitável que cada um dos municípios tenha o seu próprio plano desenvolvimento, separado ermeticamente dos outros municípios, devia sim existir algo que complementasse, a nível concelhio, um plano regional de desenvolvimento baseado nas mais do que conhecidas e reconhecidas características naturais e culturais da região.

Por vezes oiço dizer que há isto e aquilo, mas quando se analisam os factos pouco ou nada há para ver, falando, obviamente, na existência de algo que se compadeça com um plano de desenvolvimento para a região de Sicó. O que se observa é a defesa de cada uma das capelinhas (municípios) da parte de cada um dos autarcas, os quais curiosamente... mandam na dita Associação de Desenvolvimento.

Por isto mesmo é fácil perceber o insucesso não só da região, bem como de cada um dos municípios no que toca à defesa, promoção e valorização do rico património que é de todos.

Falando agora num caso concreto, onde se assiste a uma mais do que evidente politização negativa de um plano de desenvolvimento, passo a destacar, pela negativa o Programa Director de Inovação, Competitividade e Empreendorismo para o Município de Alvaiázere - PDICE.

Este plano tem uma história que alguns querem esconder, mas como eu estou cá para denunciar casos que prejudicam a região de Sicó, obviamente que faço questão em "destapar a manta".
Os factos, sei-os por um motivo muito simples, à data de início do processo eu trabalhava em Alvaiázere e, por isso, sei a história que é do interesse público.
Inicialmente, quando Paulo Tito Morgado teve a ideia de elaborar um plano estratégico, facilmente chegou à conclusão que valia a pena contratar os melhores. Na altura fiquei positivamente surpreendido porque uma das pessoas da equipe contratada era nem mais nem menos do que um dos principais especialistas de Portugal, no que se refere à elaboração de planos estratégicos. O Professor Carlos Silva é uma pessoa que efectivamente sabe o que faz, sendo-lhe reconhecidas qualidades referência neste domínio, Leccionou em várias faculdades, foi, inclusivé, meu professor na discuplina de Ordenamento e Gestão do Território, onde um dos pontos chave da disciplina é a elaboração de um pequeno Plano Estratégico (na altura efectuei um para Ansião).

A pessoa com a qual foram feitas reuniões em Alvaiázere, na ADECA, foi um docente do Instituto Politécnico de Tomar, que fazia parte da equipa. Foram-me delegadas algumas competências neste âmbito, tendo eu desenvolvido ao longo de algumas semanas, conteúdos próprios para a inclusão desta informação na elaboração de um plano estratégico para Alvaiázere, algo que me entusiasmou bastante, confesso.
Passados dois ou três meses, o contacto deixou de se efectuar, não sabendo eu o porquê da situação, algo que estranhei bastante. A determinado momento parecia que era tabu falar nesta questão.
Passado muito pouco tempo, soube, por uma pessoa, que tinha sido contratada outra empresa para efectuar este mesmo estudo, algo que me baralhou. Nunca mais ninguém me questionou sobre esta questão.

Houve factos, sem dúvida muito estranhos, o primeiro é que aos alvaiazerenses, só lhes foi pedida opinião quando o estudo já estava feito (mas não apresentado publicamente), revelando-se algo de estranho porque um dos pré-requisitos para a elaboração de um estudo deste género é precisamente a participação pública. Mais concretamente os alvaiazerenses deviam ter sido consultados no início do processo, algo de pouco ético. Apenas algumas pessoas e entidades, próximas do autarca local participaram no processo, sendo algo a lamentar profundamente.

Outro facto muito estranho é que na apresentação do plano (PD-ICE), uma das pessoas presentes era nada mais nada menos do que uma ex figura do PSD nacional, será isto normal?
Ficava uma dúvida no ar, já que era, no mínimo estranho, ter sido escolhida uma empresa ligada de alguma forma a pessoas de relevo da mesma cor política de Paulo Tito Morgado.
Tive, na altura a possibilidade de analisar o documento e, honestamente posso dizer que a qualidade deixa muito a desejar, já que facilmente se detectam falhas graves e pouco aceitáveis, apenas possíveis porque o que é referido como "mergulho no território" foi apenas um molhar de pés no Olho do Tordo.

Como é que se fundamenta, a nível ambiental, que a estratégia passe por a utilização turística de um abrigo nacional de morcegos, área não visitável? Ou então que se diga que um local que está em risco de desmoronamento, caso das minas da porta, seja uma boa aposta?
Confesso que uma das coisas que mais me fez rir, foi quando li no documento que os geoparques são um bom exemplo, no que concerne ao desenvolvimento local. Não porque não o sejam, mas sim porque eu já o dizia muito tempo antes da elaboração daquele estudo, ou também por ter organizado um colóquio regional a demonstrar isto mesmo, através da... Câmara Municipal de Alvaiázere, tendo pedido favores pessoais para trazer a Alvaiázere alguns dos maiores especialistas nacionais no ramo. Andar a gastar dinheiro para tentar inventar a roda quando ela ja existe é algo que dá pouca credibilidade a quem o faz.

Chega-se ao cúmulo, neste estudo, de apresentar um geoparque na.... Bulgária, quando afinal a Câmara de Alvaiázere teve oportunidade de assinar um protocolo com um geopark.... português. Basicamente é o que se chama de um tiro no pé e algo que mostra que os ressabiamentos são algo de lamentável da parte de quem os tem, caso de Paulo Tito Morgado.Esta politização de planos é, não só lamentável como inaceitável, pois assim está-se a moldar ás opiniões pessoais planos que não o devem ser. Este tipo de planos deve ter em conta todos e não ser feito à medida de autarcas e das suas ideias megalómanas.

Muitos de vós se lembram de casos em que ex ministros, quando saem dos caros políticos, vão para grandes empresas, ficando sempre a ideia de favorecimentos pouco disfarçados. No que concerne a Paulo Tito Morgado, resta esperar para ver o que se vai passar nos próximos tempos...

10.3.09

Um ano de desemprego: quanto custou aos contribuintes, consequências e factos pertinentes...

Faz hoje precisamente um ano que entrei em situação de desemprego, ou mais precisamente faz hoje um ano que pedi o subsídio de desemprego, pois o último dia de trabalho na Câmara Municipal de Alvaiázere foi no dia 7/03/2008. É um dia que nunca esquecerei pelo seu simbolismo, associado, claro, ao despedimento encapuzado que Paulo Tito Morgado promoveu à pessoa do João Forte, Geógrafo.

Lembrei-me que seria importante fazer um balanço deste último ano e mostrar-vos o quanto desastrosa pode ser uma atitude como a de Paulo Tito Morgado, falando de factos concretos, quer a nível financeiro quer a nível profissional. Penso que todos os que lerem estas linhas vão ficar revoltados e ver a razão do país estar na situação que está, precisamente devido a pessoas como o caro amigo Tito Morgado, um aprendiz de político, que neste ano de eleições poderá colher os ventos que semeou em termos políticos (se bem que uma população pouco letrada é facilmente enganada por políticos sem moral).

Nesta altura do campeonato já todos sabem os factos concretos da história:

- A não renovação do meu contracto foi uma atitude de represália derivada da denúncia do abate das azinheiras (ainda ninguém sabe quem foi que denunciou nem ninguém vai saber, pois é um segredo muito bem guardado).

- As afirmações de Paulo Tito Morgado que negava taxativamente que não tinham sido abatidas quaisquer azinheiras eram afinal mentira, já que este meu amigo foi desmascarado nestes factos, o youtube muito contribuiu para este mesmo facto.

Estes são apenas os factos mais "badalados", mas há outros que vos pode interessar de sobre maneira de modo a que em ano de eleições façam o vosso juízo face a uma classe política completamente descredibilizada, seja em termos morais, de competência e da própria legalidade afecta a instituições públicas, caso das câmaras municipais. Só para que não haja oportunistas refiro que não faço parte de nenhum partido político, pois já fiz há alguns anos e saí derivado da podridão associada aos interesses políticos. O que faço é em nome do desenvolvimento da região e das pessoas, da sua identidade! ( e não em nome de interesses pessoais e oportunistas).

Ficam então dados que poucos sabem que que muitos ficarão surpreendidos se saber:

- A carta que informava a não renovação do contrato foi-me enviada apenas 3 dias após ter saído para a praça pública o abate das azinheiras.

- Paulo Tito Morgado desculpou-se que a não renovação era derivada de eu não ter implementado em tempo últil os Sistemas de Informação Geográfica, disponibilizando uma aplicação web map no servidor. Curioso este facto, compreendo que tivesse de arranjar uma desculpa esfarrapada, mas o facto é que a aplicação já estava disponível e a funcionar no meu pc, estando eu há espera há mais de 9 meses que me fosse facultado um servidor.... Posteriormente foi alugado um para o efeito (já em 2008 após haver financiamento...). Uma palavra: lamentável!

- Os SIG´s não atrasaram, como eu previ 8 meses, já passaram 16 e está tudo na mesma, estando aliás prestes a ser contratado um... geógrafo para as mesmas funções, surpreendidos? "Neste momento" a Câmara de Ourém disponibilizou-se para ajudar a recuperar este atraso, bem como o gestor do SIGAE implementado na região. O atraso só será recuperado cerca de 3 a 4 meses após a entrada de mais um geógrafo (de SIG).

Desta forma os serviços que me estavam afectos não foram garantidos, como referiu aliás Tito Morgado.

- Tito Morgado, não informou ninguém acerca da não renovação de contrato, o meu chefe de divisão, na altura, soube 4 dias após o sucedido em conversas de corredores..... Desde Novembro de 2007 (antes de me enviar a carta de não renovação) que Tito Morgado me evita, nunca mais se cruzou comigo, atitude nada abonatória da sua coragem e seriedade política, já para não falar na pessoal.

- O acesso às minhas funções foi-me vedado poucos dias após os factos ocorridos, atitude ilegal e profundamente lamentável que mereceu queixa formal ao primeiro-ministro. Curiosamente nunca vi Tito Morgado a ser alvo de processo pelo facto.

- Tito Morgado violou o PDM de forma muito concreta (REN e RN 2000), porque é que nunca foi destituído das suas funções como determina a lei? Este autarca já violou várias vezes o PDM e continua impune, coisas só possíveis num país terceiro mundista onde a sede de poder impera.

- Quando um jornalista do Diário as Beiras foi à Serra de Ariques para ver o sucedido, prontamente uma carrinha da câmara o foi levar, mas antes de chegar ao local estava muito convenientemente um tractor a bloquear o caminho, negando o acesso do jornalista, porque será? Felizmente que o jornalista se apercebeu!

- Tito Morgado contratou uma advogada, sua amiga pessoal (algo de ilegal), para analisar o meu caso (com vista a um eventual processo disciplicar..), já que o mesmo afirmava que eu após ter recebido a carta de não renovação tinha iniciado uma campanha negativa contra a câmara, quando apenas eu mostrei factos dentro da legalidade e quando quem denegriu a imagem da câmara foi Tito Morgado com esta polémica. Curiosamente, quando a advogada lá foi, tive de ir falar com ela no..... gabinete do meu amigo Tito Morgado. Sempre defendi e hei de defender a imagem da câmara de Alvaiázere de gente que não tem moral para fazer quaisquer tipo de afirmações para com a minha pessoa.

- Na altura, como não conhecia os meus direitos fiquei um bocado receoso, mas o facto é que a verdade veio ao de cima, tive quem me defendesse nesta situação (os próprios alvaiazerenses estão do "meu" lado (do lado da verdade) e tive também que marcasse posição contra ameaças que me foram feitas por cobardes não identificados.

- Neste último ano ganhei mais estando em casa do que estando a trabalhar, surpresos? (também eu...).

- A minha tese esteve parada alguns meses porque fui-me abaixo com toda esta situação digna de um Portugal pré 25 de Abril de 1974.

- Após este período "negro" recomecei as coisas e entreguei a tese a tempo em 2008 (caso não entregasse ficava como tese feita já no processo de Bolonha - menos valiosa), o que muito me alegrou! A minha ideia era de entregar um exemplar da tese à câmara de Alvaiázere, mas derivado dos acontecimentos ando seriamente a pensar não oferecer, pelo menos até Tito Morgado Sair, pois já vi que há coisas que fiz a nível pessoal que andam a querer ser "copiadas" com outros nomes. Darei sim à câmara de Ansião, que já manifestou interesse em analisar concretamente os conteúdos da tese, já que um dos objectivos é o de disponibilizar um plano de desenvolvimento para a região, onde as câmaras podem ser actores fundamentais para o desenvolvimento da região a vários níveis.

- O último ano foi talvez o melhor da minha vida em todos os aspectos.

Vamos então ao que mais interessa, os custos da minha saída em termos monetários e em termos de projectos que ficaram na gaveta:

- custo da minha situação de desemprego: aproximadamente 14000 euros

- Custo do aluguer da máquina que estava a abrir o estradão ilegal: a máquina antes de ter sido mandada embora já estava a partir pedra há alguns dias, pelo menos 6, portanto a minha estimativa anda à volta dos 5000 euros de despesa para a câmara. A empresa que alugou a máquina e o manobrador é de Alvaiázere.

- Manobras para impedir que as coisas se soubessem: a minha estimativa ronda à volta dos 2000 euros, onde se incluem carrinhas utilizadas no decorrer da situação, das horas perdidas por alguns funcionários, etc.

- Contratação de um docente universitário para tentar negar o óbvio(não faço a ideia de quem será, mas concerteza não é bem cotado no meio) deve andar à volta dos 500 a 1000 euros, pelo menos. Felizmente que uma das pessoas mais credenciadas de Portugal e profundo conhecedor de Alvaiázere, o Prof. Doutor Mário Lousã, fez um comentário que arrasava a actuação de Tito Morgado

- Custo para o município em termos de imagem: não faço a mínima ideia, pois não é palpável, mas hoje em dia e infelizmente a Câmara Municipal de Alvaiázere está mal cotada em termos de imagem, resta-me ajudar a mesma, de forma gratuita, a restabelecer a boa imagem que tinha, pois eu gosto imenso de Alvaiázere e da maior parte dos colegas com que tive o prazer de trabalhar.

- Custo para o município do atraso relativo aos Sistemas de Informação Geográfica: fazendo as contas ao número de meses que o projecto está parado e ao número de meses que é expectável de retome o rumo - total de 20 meses a 1000 euros cada mês + ajudas externas 1000 euros. O total deve rondar à volta de 21000 euros.

- Custo estimado do desenvolvimento de um CDRom que estava a ser desenvolvido por um webdesigner e em parceria com uma escola tecnológica: 4000 euros


Agora os projectos que foram abaixo com a minha saída e que não são contabilizáveis:

- 5 protocolos de colaboração com universidades (já estavam acertados!), onde se inclui um que resultaria em estágios de alunos de mestrado em geografia a custo zero ou muito reduzido.

- 1 protocolo com um geopark, com vista à troca de experiências de desenvolvimento de políticas associadas ao desenvolvimento do concelho a vários níveis.

- 1 protocolo com um grupo de espeleólogos, com vista à determinação do potencial espeleológico do concelho.

- Projecto de percursos pedestres que estava a ser desenvolvido por mim e para aplicação entre 2008 e 2009 (devido aos fundos comunitários a envolver).

- Projecto de CRRom que estava a decorrer e que iria abranger várias actividades com vista à promoção turística do concelho, o qual estava a ser desenvolvido sob a minha tutela e com pessoas e entidades do concelho e fora dele.

- Projecto de reabilitação de duas antigas escolas primárias com vista à promoção do património natural (biótico e abiótico), onde poderia surgir um centro ciência viva associado ao carvalho cerquinho (na figura abaixo, já com o projecto estrutura feito - por um não trabalhador da câmara, só para que não haja espertezas...). Seria uma reabilitação ímpar, onde a traça dos edifícios seria mantida e potenciado o aproveitamento das energias renováveis (solar e microgeração). Seria também um ponto associado aos percursos pedestres.

- Associado a este último projecto seria a recuperação de outra escola, com vista ao estabelecimento de uma base para investigadores afectos aos vários protocolos de colaboração a celebrar entre câmara e universidades. Tudo isto estava apenas à espera que abrissem as candidaturas do QREN, pois elas atrasaram em 2007. Tudo estava pronto e a postos para a candidatura.

Nesta fase já todos podem ver o quanto cara ficou a atitude irresponsável de Tito Morgado, negando a evidência sem nunca se redimir e reconhecer o erro. Errar é humano, mas há quem não admita que erra...

Directa e indirectamente todo o casso associado à minha saída ficou em dezenas de milhares de euros, algo que é de lamentar num país e especialmente num concelho com tantas dificuldades, onde é preferível gastar quase 100000 euros só para salvar a face e negando as evidências que o tempo tratou de trazer ao conhecimento de todos, por mais que isso custe a alguns e por maior que seja a azia de alguém em especial.

Uma coisa que me deu enorme alegria é que com toda esta situação só fiquei a ganhar quando pensei, ao início, que muito iria perder. Em termos financeiros ganhei mais, em termos profissionais a minha cotação no mercado subiu em flecha, tendo eu mostrado que sou um profissíonal íntegro que deixa o interesse pessoal atrás do interesse público, coisa rara hoje em dia. Além disso tive todo o tempo do mundo para recomeçar a vida, descansar e terminar a tese, actualmente faço planos para começar um projecto daqui a meses, penso que muitos irão gostar do que tenho em mente, mesmo que note que haja interesses lobystas e tentar abortar o projecto no seu início...

Uma coisa melhor é que posso ajudar sem que alguém me possa impedir de ajudar a região e o próprio concelho onde investi 3 anos da minha vida profissional e pessoal, pois dei o litro e dei 2 meses e meio de graça à câmara de Alvaiázere, algo que não me arrependo.

O "azinheiragate" foi algo que começou a mudar as coisas em Alvaiázere, onde um povo subjugado à vontade de dois ou três começou a combater o estado lastimável das coisas, é algo que me dá imensa alegria e que espero que continue até que os "actorzinhos de meia leca" se mudem para outras paragens, a bem da região.

Eu continuarei por cá, doa a quem doer e já mostrei que tenho a coragem suficiente para mudar muitas coisas para melhor, fazendo frente a lobystas e que não tenho telhados de vidro, coisa que muitos têm.....

Poucos são os que sabem, mas já tinha havido problemas para outra pessoa que chateou Tito Morgado, ainda em 2007 (no primeiro semestre) houve uma jornalista de um jornal regional que escreveu umas linhas que irritaram o amigo Tito Morgado, mesmo que fosse um artigo correcto foi considerado pelo mesmo como que uma ofensa, algo de lamentável. Poucos dias depois do sucedido a jornalista foi..... despedida! Ainda me lembro quando ela foi a Alvaiázere e passou apressada ao lado do meu antigo gabinete para pedir explicações a Tito Morgado, estava revoltada com o facto, como é normal. Pena é que ainda haja estes episódios que apenas mostram que a democracia é muito bonita quando nos convém, pois quando permite a outros que possam expressar a sua opinião livre, já é um empecilho.....

Por estas e por outras é que eu coloquei a correr uma petição e exigir a demissão do meu amigo Tito Morgado e do seu executivo. É uma petição legal (já confirmei!) e podem assiná-la no fundo do blog, caso não se queiram identificam podem colocar como anónimo, pois só eu tenho acesso ao nome das pessoas que assinam e que colocam nome anónimo na petição. Para alguns poderá ser uma boa solução pois evita represálias, este mundo é mesmo assim, infelizmente....

5.3.09

O mistério das actas da câmara que teimam em não ser mostradas....

A 23 de Setembro de 2008 fiz uma "ronda" pelos sites das autarquias da região de Sicó tendo como objectivo analisar (num de vários pontos) a transparência das autarquias no que concerne à divulgação de informação absolutamente necessária para que os cidadãos saibam o que afinal anda a ser decidido pelos executivos municipais. A disponibilização desta informação é além de obrigatória, um sinal de boa governança, pois "só assim" eu sei o que os autarcas andam a decidir por mim ou por vós.

Alvaiázere, neste caso, situava-se no penúltimo lugar em termos de disponibilização das actas aos seus munícipes, ou seja em termos de transparência não ficava nada bem aos olhos dos seus munícipes, algo que não surpreendia, de todo, dado o historial do amigo Paulo Tito Morgado. Curioso foi o facto de apenas um mês depois (Outubro) as actas da Câmara Municipal foram disponibilizadas, algo que manifestamente me agradou mas ao mesmo tempo pareceu que apenas foi feito porque pelos lados de Alvaiázere as coisas só se mexem quando são denunciadas.....
Para meu espanto, passado apenas um mês das actas terem sido disponibilizadas, desapareceram da mesma forma que tinham surgido, ficando eu intrigado com o facto. esperei, a ver se seria um problema técnico qualquer, mas até agora (5/3/09) continuam indisponíveis:

In: http://balcaovirtual.cm-alvaiazere.pt/mynet/

Não me surpreende de facto que estas actas não estejam disponíveis (07/08), fica aliás uma pequena dúvida sobre se este facto seja mesmo erro informático, pois mais parece que é demasiado conveniente para Tito Morgado a não publicação das mesmas, especialmente quando em algumas delas (pelo menos numa) constam informações afectas à destruição de património que é de todos. O facto de estas actas não estarem disponíveis não me impede de saber as coisas, a mais curiosa é a de que em reunião da câmara, foi decidido á algumas semanas que a tal estrada ilegal que foi aberta sem autorização na Serra de Ariques (aquando do abate das azinheiras) seria para continuar, se bem que sujeita a aprovação do ICNB. Será que o autoritarismo de Tito Morgado teima em prevalecer numa questão onde manifestamente demonstrou que já não tem legitimidade para continuar à frente de uma autarquia que infelizmente tem estado apenas envolta em polémicas devido à sua acção?

Vamos ver quantos dias demora até que as actas nos sejam disponibilizadas, a bem da transparência, pois se não forem terei de fazer uma queixa à entidade competente, pois as regras são para cumprir, para todos!

Espero desta forma contribuir para a resolução de mais um caso, de forma a trazer de novo a imagem da Câmara Municipal de Alvaiázere a um nível de credibilidade, por mais que incomode o amigo Tito Morgado. Eu gosto "demasiado" de Alvaiázere (e da região de Sicó!) para que permita que indivíduos não competentes façam desta região um parque de diversões para os amigos.

Já mostrei que não me vergo a interesses lobistas e que estou de pedra e cal aqui para defender Alvaiázere de quem mostra não estar ao nível deste concelho tão bonito e com tanto potencial, o qual Tito Morgado tem delapidado de uma forma inaceitável, factos, nada mais. O caso das azinheiras é apenas um de vários exemplos demonstrativos do que refiro, algo que 16 meses após o caso que começou a mudar o destino de Alvaiázere, a bem dos seus habitantes e a mal de meia dúzia de lobistas.

O tempo da censura já passou, mas infelizmente ainda há na região de sicó uns pseudo-aprendizes de salazar...


18.1.09

É mentira sr. presidente!

Após visita ao local e através do diálogo com vários moradores, chega-se muito facilmente à conclusão que as afirmações do meu amigo Tito Morgado, no que se refere ao caso adiante referido, não correspondem à verdade, algo que este meu grande amigo infelizmente já nos habituou.

Começando pelo início da história:

«Ovelhas e cabras albergadas no meio do casario em Alvaiázere
Moradores denunciam “currais clandestinos”

Moscas, barulho e um mau cheiro “insuportável” abalam a “tranquilidade e o bem-estar” de
alguns moradores de Aveleira, Alvaiázere, que habitam paredesmeias com um curral de ovinos e caprinos. A queixa partiu de Joaquim Silveiro e Maria dos Anjos Silveiro, que dizem ter perdido o sossego desde que em 2005, ao lado da sua casa, foi construído um barracão. Garantem que o espaço, inicialmente destinado a guardar alfaias agrícolas, está a servir de exploração de gado ovino e caprino. De acordo com os moradores, os “currais clandestinos” “não estão em conformidade com a lei em vigor e são um atentado à saúde pública”. No local existe uma fonte onde algumas pessoas se abastecem, mas que “por norma está em mau estado, com resíduos das cargas e descargas de animais”. O mau cheiro e o barulho dos camiões que transportam animais de madrugada não os deixa dormir, acrescentam. De acordo com o Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, a Divisão de Intervenção Veterinária de Leiria recebeu em Janeiro de 2007 uma carta de Joaquim Silveirio, denunciando o caso. O Ministério informou a delegada de Saúde, já que a missiva referia problemas de saúde pública.
Fernanda Pinheiro, técnica de saúde ambiental do Centro de Saúde de Alvaiázere, confirma ter visitado o local em Outubro de 2007. Depois dessa visita, a técnica explicou à delegada de Saúde que havia prejuízo para o queixoso. A delegada pediu por sua vez à autarquia que notificasse o proprietário. “Pensava que o caso tivesse ficado resolvido”, diz Fernanda Pinheiro.

O presidente da autarquia, Paulo Tito Morgado, explica que o barracão em causa tem mais de
30 anos e só alberga animais quando o proprietário tem excesso de gado. Além disso, após várias visitas feitas ao local, “apenas uma vez” foram detectados ovinos e caprinos no referido barracão, nota o presidente. “A curto prazo a situação estará resolvida”, acredita o autarca.
»
In: Jornal de Leiria, edição 1276

Obviamente que vemos que aqui há contradições entre o que os habitantes dizem e o que o meu estimado amigo Tito Morgado diz, mas nada melhor do que ir ao local e constatar os factos:

- É falso que o barracão em causa tenha mais do que 30 anos, efectivamente tem pouco mais do que 5 anos e é efectivamente uma obra ilegal, já que foi licenciada para armazém de alfaias agrícolas.

- É falso que só alberga animais quando o proprietário tem excesso de gado, já que efectivamente é um curral utilizado de forma permanente no meio de um lugar e não usado apenas uma vez.

- Além destes factos, constatei que mais abaixo, no meio de um pinhal está a ser feita uma obra, do mesmo dono do curral, a qual não me parece que seja legal, já que não tem o aviso obrigatório de obra, será que é mais um curral ilegal?

Seguem-se as imagens do caso, pois uma imagem vale mais do que mil palavras e o meu amigo Tito Morgado frequentemente é desmentido com fotos e/ou vídeos que mostram que muitas das suas afirmações não correspondem à realidade constatada no terreno, arruinando a sua credibilidade enquanto autarca.


Mesmo quem nunca trabalhou nas obras sabe bem ver que esta obra é recente.... felizmente que eu já trabalhei nas obras e sei bem do que falo!

Que coisa é aquela lá no meio dos pinheiros, outro curral ilegal em construção, onde está a respectiva licença?


É lamentável que situações como esta ainda ocorram em vários locais, Alvaiázere é apenas um bom local de estudo onde se podem encontrar várias situações como esta, lesivas para as populações e para o ambiente (irei apresentar muitas mais...). São casos como este que descredibilizam em grande parte quem nos (des)governa, felizmente que, no caso de Alvaiázere, se começa a assistir a uma contra-corrente que visa acabar com mentalidades de tipo autoritário que pensam que o tempo do quero, posso e mando, ainda é actual....

Os meus parabéns a quem, como eu, não se resigna, pautando-se por uma postura correcta e que visa só e apenas resolver os seus (nossos) problemas do dia-a-dia, contrariando desta forma mentalidades do tempo do fascismo.

Quem não deve não teme, portanto não sejam passivos em situações como esta, sejam sim activos, só assim o país anda para a frente!

Uma coisa concordo com o Tito Morgado, a situação vai ser resolvida no curto prazo, mas não é devido à sua acção, vai ser sim devido à acção de cidadãos livres e imparciais, onde me incluo ...eu!!

5.12.08

Paulo Tito Morgado plageia ideia de projecto?

Sem dúvida que este autarca é bom nas polémicas, na altura em que faz precisamente um ano sobre o abate ilegal de azinheiras, surge então uma nova polémica que sinceramente me causa um desconforto mas que faço questão em colocar na praça pública, afinal o plágio é coisa feia, especialmente se for um possível plágio de um projecto nosso... Posso afirmar que para já a dúvida fica no ar até que se esclareça a questão, mas tendo em conta os factos....

Li, num artigo que saiu na última edição do Jornal de Leiria (a 4 de Dezembro), sobre a questão do eventual parque eólico de Alvaiázere (tem parecer desfavorável!), que este autarca convenientemente e de uma forma populista fala na possibilidade da entidade promotora do projecto ter mostrado interesse em co-financiar um centro de interpretação da Natureza, algo de curioso e muito conveniente.... (é sem dúvida uma boa manobra estratégica para tirar as atenções da questão das ilegalidades do parque eólico, mas aqui estou eu para o contrariar) Refiro também que este autarca diz que as vozes discordantes são forças de bloqueio que contribuem para que Alvaiázere continue encravado, mas afinal quem tem encravado Alvaiázere é a mentalidade política de políticos medianos como este, que mentiu e continua impune em termos políticos, o caso das azinheiras é a prova viva deste facto, uma atitude reprovável por parte deste jovem autarca. Curioso como é que alguém pode afirmar impunemente que pessoas que apresentam ideias e projectos para Alvaiázere e para a própria Terras de Sicó, como é o meu caso, são forças de bloqueio?! É apenas mais um indicador da fraca competência que este autarca demonstra num cargo tão importante. Sinceramente esperava mais originalidade quando nos chama "forças de bloqueio", discurso muito parecido com o do PCP.
Quem pagou a máquina que andou a abater as azinheiras durante vários dias? Quem pagou as manobras para tentar encobrir o caso? Quem pagou a advogada que tinha como objectivo procurar matéria para que me fosse movido um processo disciplinar e que não deu em nada? Quem pagou os vários projectos que foram abaixo com a minha saída? Foram milhares de euros.... Resposta: Os contribuintes.

Referindo-me então ao possível plágio da minha ideia, começo pelo início, em 2006, no âmbito da minha tese de mestrado que versa sobre a área que compreende desde a Serra de Alvaiázere até à Serra da Ameixieira, iniciei um trabalho de investigação que visava a identificação e avaliação de património geomorfológico, sendo objectivo final o de potenciar e divulgar todo este e outro tipo de património. Como na altura trabalhava na Câmara Municipal de Alvaiázere nada mais lógico do que desenvolver este projecto para beneficiar este maravilhoso concelho (além de Ansião também), por isso continuei o meu trabalho pessoal tendo em vista a sua aplicação prática. Meses antes de sair de Alvaiázere (ainda não imagivava o que estava para vir, estanto tudo acertado para mais uma renovação...) comecei a tratar da candidatura de um projecto ímpar na região, a recuperação de duas antigas escolas primárias (Ariques e Bofinho) para centros de interpretação aos quais eu chamei de Escola da Geodiversidade (Bofinho) e Escola da Biodiversidade (Ariques), sendo que ainda se poderia englobar mais uma como um local para receber investigadores. A parte da geodiversidade (património abiótico) seria eu o responsável enquanto a parte da biodiversidade seria a Associação Florestal a tratar (preferencialmente). Esta última poderia fazer com que a Escola da Biodiversidade fosse um centro ciência viva (relacionado fundamentalmente ao carvalho cerquinho, mas não só).

Estas infraestruturas seriam energéticamente autosuficientes (energia solar) e ainda seriam uma fonte de rendimentos para o município de Alvaiázere.
Todo este projecto seria sustentado com parcerias com algumas universidades, com um Geopark e com associações locais de desenvolvimento, mas infelizmente estas parcerias foram abaixo com a minha saída, já que eu era o mentor do projecto e Tito Morgado não gosta de outros tenham protagonismo!
A figura abaixo seria o aspecto de uma das escolas reabilitadas (Ariques), todo o trabalho gráfico foi elaborado por um técnico externo à Câmara Municipal de Alvaiázere, é só para que vejam...


De forma sucinta é esta a história, lembro apenas ao Tito Morgado que lhe irei enviar a minha tese de mestrado brevemente para este autarca ver como se trabalha a sério e como ele pode deixar de ser uma "força" de bloqueio com vista ao desenvolvimento da região. Irei enviar um exemplar por correio com aviso de recepção e registado, exactamente igual ao que ele me fez com a carta de aviso de não renovação de contrato há um ano sem qualquer aviso prévio, algo que mais não pareceu do que uma vingança pessoal, algo de lamentável. Informo-o que estarei disponível para dar ajuda num processo que vise o potenciar do vasto património ali existente, apesar de fazer questão em nunca mais trabalhar com este autarca, apenas e só com a Câmara Municipal de Alvaiázere. Eu sei que sou um "osso duro de roer", mas não desisto de Alvaiázere só porque uma elitezinha pensa que pode fazer o que bem lhe apetece, estou para ficar e continuo com um princípio fundamental, a verdade acima de tudo!
Relembro este autarca que não poderá retirar quaisquer conteúdo do meu trabalho sem autorização quer da Universidade de Lisboa, quer do seu autor (eu), espero sinceramente que não tente "copiar" os percursos pedestres que eu também apresento no meu trabalho de investigação, alé de outras linhas de actuação com vista a desenvolvimento da região. Na mesma linha que estava a implementar o projecto dos dois centros de interpretação, também estava a elaborar percursos pedestres (no âmbito da tese) e mesmo isso foi anulado quando eu saí, porquê? Simples, uma "força" de bloqueio chamada Paulo Tito Morgado. Se não aceita estes factos democraticamente, paciência, eu respeito e cumpro as leis e falo olhos nos olhos, nunca me escondo nem evito me cruzar com ninguém, acima de tudo não tenho medo de falar olhos nos olhos com Tito Morgado acerca de políticas territoriais, algo que não é recíproco.
Além disso não faço uso do meu poder financeiro e lobbysta, como outros fizeram, para tentar queimar boa imagem profissional e pessoal de outros, seja por tentativas cómicas de processar outrém, seja por outras formas pouco próprias.... Isto acontece quando se tem sérios problemas em aceitar a democracia em que vivemos!
Tudo o que refiro neste âmbito está registado legalmente e é comprovável, desde actas de congressos nacionais e internacionais, desde mails trocados com universidades e ONG´s regionais, agora resta-me esperar pela apresentação do tal projecto, isto é se o parque eólico for em frente, pois para já está chumbado e muita água vai correr por debaixo da ponte... Curioso como este autarca diz que o projecto vai avançar no primeiro trimestre, será que ele sabe mais do que a empresa que está por detrás do projecto?
No próximo post irei falar sobre os segredos do eventual parque eólico, que nesta fase está chumbado!! Quem estará por detrás deste processo externo à Câmara Municipal de Alvaiázere?!
Só para finalizar esta questão, tenho o prazer de informar aqueles que gostam de Alvaiázere (e não só...) e não se deixam manipular politicamente com canetas e aventais (além de ameaças de que se não votar em X perde a reforma...), que em 2009 vou começar a colocar Alvaiázere no mapa, como ?! Depois irão ver, nada melhor do que um geógrafo para ajudar a dar um Norte a esta região!
Aproveitando esta polémica aproveito para pedir publicamente a demissão de Paulo Tito Morgado à luz da Lei n.º 27/96 – de 1 de Agosto (Regime jurídico da tutela administrativa) referindo-me ao artigo nº 9:
«Dissolução de órgãos
Qualquer órgão autárquico ou de entidade equiparada pode ser dissolvido quando:
c) Viole culposamente instrumentos de ordenamento do território ou de planeamento
urbanístico válidos e eficazes;
i) Incorra, por acção ou omissão dolosas, em ilegalidade grave traduzida na consecução de fins
alheios ao interesse público.»
Foi comprovado pela tutela que no caso das azinheiras houve violação da lei, nomeadamente os instrumentos de ordenamento do território, consequentemente é meu direito enquanto cidadão exigir a demissão do Presidente da Câmara Municipal de Alvaiázere: Paulo Tito Morgado.
Sei que é normal o visado ficar preocupado com esta minha exigência, mas numa sociedade democrática temos os direitos e também os deveres a cumprir, eu cumpro-os e com isso sou um cidadão exemplar, quer goste ou não.
Nota: no início deste projecto prometi que iria disponibilizar o resultado do mesmo às autarquias de Ansião e Alvaiázere, algo que irei cumprir na íntegra, mas espero que ninguém faça confusões, o projecto é da minha autoria. Terei todo o prazer em desenvolver o projecto em parceria caso haja interesse, mas se alguém plagiar alguma das minhas ideias não terei quaisquer problema em processar quem ousar fazer esta injustiça. É muita dedicação, encargo financeiro e sacrifício pessoal para poder deixar esta possibilidade acontecer, fica o aviso.

23.10.08

Xeque Mate a Paulo Tito Morgado, por João Forte

Provérbio: "A justiça de Deus é infalível"
In: Jornal de Leiria, 23 de Outubro de 2008

Provérbio: "A verdade é nua e crua"


In: Jornal de Leiria, 23 de Outubro de 2008


"A verdade e o azeite vêm sempre ao de cima", é com este provérbio que inicío este comentário. Confesso que fiquei um bocado emocionado com esta notícia, já que a carga emocional é grande, afinal foi este caso que deu origem à minha situação de desemprego inesperado, já lá vão 7 meses.

Quando este caso foi despontado e começou a surgir na comunicação social, começaram os jogos de bastidores, onde Tito Morgado referiu que o meu afastamento (http://www.oalvaiazerense.com.pt/index.php?n=0803_01) seria pelo facto de supostamente eu não ter implementado uma aplicação SIG no site da autarquia, pura mentira, já que esta aplicação estava já pronta há quase 1 ano e só não estava online porque ele não fez o trabalho de casa, ou seja, não providenciou a verba para alugar um servidor web para servir de "casa" à aplicação. Esqueceu-se que tudos estes factos estão registados em acta em local seguro e fora da sua abrangência.... Por algum tempo, algumas pessoas menos informadas ainda pensaram que ele dizia a verdade, mas o tempo passou e a verdade começou a vir ao de cima.

Espero agora a oportunidade de ser entrevistado pelo Jornal o Alvaiazerense (ou outros...), já que com esta condenação de Tito Morgado o facto justifica-se, é uma questão de igualdade de tratamento!

Paulo Tito Morgado negou algo que foi evidente e que eu fiz questão de divulgar no youtube, facto este que não passou despercebido à sociedade no geral e que se reflectiu no enorme número de visualizações do vídeo mais emblemático da minha autoria, onde pretendi apenas desmascarar uma (grande) mentira:


Foram tempos difíceis, onde tive de me expor para me defender de ataques cobardes de alguns, mas estou orgulhoso do que fiz, não me arrependo de nada, a minha única intenção foi desmascarar a mentira e não fazer algo que o mesmo quis referir, nunca despoletei «uma série de ofensivas contra a Câmara Municipal e contra si, pessoalmente, através de e-mail’s e de vídeos no youtube.» Ainda teve a infelicidade de considerar «que as acusações que são feitas são sérias e, estando em causa o seu bom-nome e o da Câmara Municipal, propõe que se lhe instaure processo disciplinar e que se participe criminalmente.» (Acta da Câmara Municipal de Alvaiázere, a 22 de Janeiro de 2008).

Abriu um inquérito de averiguações (com vista a um processo disciplinar), mas acabou por desistir, a fundamentação não existia! Impediu-me de trabalhar, cortando o acesso ao computador que eu utilizava, situação que levou a uma queixa directa ao primeiro-ministro (sendo endereçada à CM de Alvaiázere um pedido de esclarecimentos!) e que mostra uma prepotência inaceitável por parte de um autarca. Tentou destruir a minha imagem de profissional íntegro, mas esqueceu-se que eu era dos poucos que trabalhava a sério e a população de Alvaiázere (e não só) saiu em minha defesa, protegendo-me de males maiores... com isso a minha imagem de profissional íntegro apenas saiu reforçada, a história espalhou-se a todo o país e alguns dos vídeos do youtube serviram para aulas numa universidade brasileira, sendo um exemplo de seriedade de um profissional que se viu em apuros por defender um património que é de todos!

Tenho uma excelente relação com a Câmara Municipal de Alvaiázere, por mais que Tito Morgado não goste ou não, pena é que ele coloque em cheque a imagem da Câmara, quem colocou o bom nome da Câmara foi Tito Morgado, não eu!

O caso seguiu nos media durante três longos meses, mas agora surge o que eu esperava e confirma tudo o que eu referi relativamente ao abate ilegal de azinheiras! Entretanto a aventura no youtube ganhou uma importância que nunca esperei, mas que se revelou uma boa defesa! Nunca hei de retirar os vídeos, apesar de muito exposto, retratam um caso que fica para a história da região e é um exemplo a seguir por outros!

Provérbio: "Quem mentiu e jurou, não me enganou"



Provérbios: "A coragem é a força de resistir e de sofrer"

"Quem está perto da razão, fica longe da culpa"

"A sabedoria não vem dos ricos, vem dos pobres"


Sinceramente não sei que mais escrever, já que a emoção é grande, a sensação de justiça é enorme. Contudo não posso deixar de salientar e agradecer a ajuda de muitas pessoas, as quais me ajudaram especialmente na fase que se seguiu aos ataques ferozes sobre a minha pessoa.

Há muitas a quem não posso agradecer na praça pública porque podem ter problemas nos seus empregos, este mundo é mesmo cão.... Mesmo assim agradeço-lhes, agradeço aos cidadãos "sem nome", agradeço à opinião pública que esteve sempre ao meu lado, ao lado da verdade, agradeço à imprensa que de forma imparcial tratou o tema (mesmo apesar de um jornal ter sido enganado aquando de uma visita ao terreno, onde curiosamente um tractor estava a barrar o caminho das azinheiras - muito conveniente...), e a todos os que me ajudaram e me mantiveram o ânimo, vivi tempos difíceis... felizmente já passaram!!

Se alguém pensa que me fico por aqui... desengane-se, pois a minha luta pela verdade está apenas no início. Lutei até agora em três grandes "batalhas" por Alvaiázere e pelas suas gentes, foram as três grandes lutas e todas elas ganhei:

- Abate ilegal de azinheiras (ganhou a verdade)

- IC3 (ganhou o traçado que mais beneficia Alvaiázere)

- Parque eólico de Alvaiázere (as ilegalidades foram descobertas e a comissão de acompanhamento chumbou o projecto, a ver vamos o que se segue...).

No entanto tenho pena de uma coisa, o facto de quem vai pagar as ilegalidades ser o contribuinte e não quem promoveu a ilegalidade, Tito Morgado. O dinheiro da multa deveria sair do ordenado daqueles que promoveram este atentado ambiental e não de quem não tem culpa!

No comício do PSD em Alvaiázere, a 17 de Fevereiro, Tito Morgado disse:

«O poder autárquico é o bode expiatório de tudo o que há de mal no nosso País» e, a cada dia que passa, «fazemos mais com menos», mas está-se a chegar ao «limite do insuportável e do insustentável».

Ao que eu respondo:

- É bode expiatório por alguma coisa, casos como o abate das azinheiras são só e apenas um dos muitos exemplos do porquê serem bodes expiatórios, pena é que assim seja, mas a verdade é esta mesma. O tempo de crise ajuda a estabelecer prioridades, exposições de pianos não são uma delas, servir o povo sim.

O limite do insuportável e do insustentável é ter em Alvaiázere um autarca que promeveu uma ilegalidade e continua no poder sem pedir a respectiva demissão, a lei é para cumprir!
E se este autarca não lida bem com críticas construtivas, habitue-se, pois vivemos em democracia e podemos expressar opiniões e dar a conhecer factos, sem que haja intenção de vingança, mas apenas justiça!
E se por acaso alguém pensa que eu tenho medo, desengane-se, já provei que sou capaz de me defender de vinganças e não tenho telhados de vidro...

Desculpem o texto talvez desconexo, mas a alegria é por demais evidente!!

Nota: para quem quiser rever o assunto, os conteúdos estão no início do blog, aquando da sua "inauguração" (assim percebem melhor...):


David e Golias: http://www.aciprensa.com/Banco/images/david.jpg

8.9.08

Dupla polémica em Alvaiázere


O que é que têm estas duas fotos em comum?

Bem, a primeira é da EB1 de Alvaiázere em 2005, enquanto que a segunda também o é, mas em 2008 (7 de Setembro de 2008).
O que as diferencia?

Bem, se vocês repararem o lado esquerdo foi cortado, cerca de 2 metros da escola foram demolidos.

Qual a razão deste facto?

Bem, parece que é fundamental para Alvaiázere proceder-se a um alargamento de estrada, demolindo parte de uma escola....

Será que era mesmo necessário?

Bem, como especialista em ordenamento do território não vejo razão alguma, além de que também não há motivo algum para que as crianças tenham de ficar com a sua escola mais pequena e o pátio das brincadeiras com menor área. Já como cidadão acho lamentável o ocorrido!
A escola é um local que deveria ser sagrado e livre de situações como esta, as crianças não têm a culpa!

Parece que as megalomanias políticas (figura de estilo) de Paulo Tito Morgado fazem destas coisas, são já várias ruas que andam a ser alargadas, algumas delas sem razão técnica plausível. Além disso já houve duas pessoas que entraram em contacto comigo porque andam a ser pressionadas para vender as suas casas, as quais posteriormente seriam demolidas para.... alargamento de estradas.

Foram também várias pessoas que me alertaram para outro facto decorrente do mesmo, já que no título são duas as polémicas enunciadas:


As pedras que revestiam a parede demolida, pertencentes outrora ao quartel dos bombeiros voluntários de Alvaiázere, curiosamente foram parar ao terreno adjacente a esta casa, a qual está a começar a ser recuperada e ao que consta (segundo informações de alguns alvaiazerenses)pertence mesmo a.... Tito Morgado! Não vou divulgar a localização da casa porque isto não é nenhuma guerra pessoal. Pretendo acima de tudo justiça social e tratamento igual para todos os cidadãos, já que consta isto mesmo na constituição portuguesa.
Enunciei aqui factos concretos baseados em opinião técnica, com recurso a elementos visuais (fotos) recolhidos de forma legal. Digo isto porque pode haver quem se dê mal com a crítica construtiva e tente mandar areia para os olhos do povo de Alvaiázere e Terras de Sicó.
Uma das coisas boas da democracia é o facto de podermos fazer estas coisas de forma a que a população faça um juízo baseado em factos reais, sem que haja manipulamento político de situações embaraçosas como esta, portanto aqui fica a notícia, façam os vossos juízos, o tempo da censura e manipulamento jornalístico já lá vai...
A minha intenção continua a ser a mesma de sempre, chamar a atenção sobre factos ocorridos por Terras de Sicó, contribuindo não só para a melhoria do que cá temos e denunciando actos pouco ortodoxos em termos ambientais (não esquecendo de salientar também o que de bom por cá se faz). Além disso o património natural ou cultural é para mim um factor decisivo para esta região, só promovendo e protegendo este vasto património poderemos encontrar o tão almejado desenvolvimento, livre de interferências políticas (seja elas quais forem) ou de interesses económicos lesivos para a região!
Polémicas à parte, aquela estrada em lajes calcárias que está a ser feita dentro da propriedade é realmente bonita, um caso de bom gosto!

29.7.08

A sentença final do abate das azinheiras (e destruição de REN) em Alvaiázere!!

Figura disponível em: http://www.dgrf.min-agricultura.pt/portal



Sinceramente era para me conter mais uns dias, mas derivado da importância dos factos, não resisto a partilhar com todos vós a notícia pela qual eu ansiava à 8 meses! Aproveito este dia especial o Dia Nacional da Conservação da Natureza para dar largas à minha satisfação....

Há meses atrás, todos puderam assistir a uma série de episódios em torno do abate de azinheiras e destruição de Reserva Ecológica Nacional (REN), onde de um lado estava eu e vários cidadão/ãs interessado/as nas riquezas de Alvaiázere, bem como ONG´s como a Quercus, a Albaiaz, entre outros. Do outro lado estava alguém que se escondia por detrás do manto do funcionalismo público e negava categoricamente os factos.

Este assunto estendeu-se por largos meses nos jornais locais, regionais e dois nacionais, bem como rádios regionais e a própria televisão (programa Biosfera, da RTP).

Houve muito jogo de bastidores por detrás desta história, não sou eu que o digo, mas muita gente a que assistiu de forma perplexa a esta questão.

Não me vou repetir a falar de novo na história, podem consultar os factos na comunicação social, youtube, etc. Mas há um facto recente que interessa relatar, já que é a conclusão deste processo atribulado e que marcou Alvaiázere para "sempre", abriram-se os olhos a muitas pessoas e a outras tentaram fechar os mesmos....


Á poucos dias chegou finalmente a decisão da investigação sobre o abate das azinheiras, veemente negado pelo autarca local, atitude que em nada beneficiou a Câmara Municipal de Alvaiázere, em termos de imagem (algo que tenho pena, pois oa alvaiazerenses merecem tudo de bom). A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro endereçou a esta autarquia uma contra-ordenação derivada do abate das azinheiras e destruição de Reserva Ecológica Nacional, ocorridos na Serra de Ariques, no final de 2007. Penso que todos sabem o que esta contra ordenação significa!

O cidadão tem direito de ser informado, portanto se quiserem saber por vós o facto, só têm de fazer valer os vossos direitos enquanto cidadãos, o de serem informados pelas entidades competentes, neste caso a CCDR-Centro, é um direito a que vos assiste!

Sei que há algumas pessoas que não vão gostar que isto saia para a praça pública, mas se jogassem limpo, não teriam problemas....

Se estou contente? Sim, fez-se justiça, pena é que quem vai pagar a multa somos nós com os nossos impostos, pois a multa deveria sair do ordenado de quem perpetrou este atentado ambiental!

Com esta situação não só saí com dignidade, porque demonstrei que sou íntegro e bom profissional, defendendo a Câmara Municipal de Alvaiázere e os cidadãos que esta serve, bem como saí de consciência tranquila, defendendo de forma imparcial o bem público.

Em vez de sermos passivos na defesa do bem público, deveremos nós ser sim activos na defesa intransigente do mesmo, não cedendo a chantagens, cobardias e lembrando que mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo! Houve quem chamasse mentirosos à Quercus, mas quem mentiu foi outro....

Eu sempre disse que no final a verdade prevalece, por mais que ginástica façam para a mascarar...

Espero que a lição de vida que dei seja um bom exemplo para outro/as seguirem. Não prescindam do que mais valioso nós podemos ter, a honestidade acima de tudo! Só assim podem honrar o local e a entidade pela qual trabalham, no meu caso defendi acima de tudo os interesses da Câmara Municipal de Alvaiázere e as gentes de Alvaiázere, infelizmente houve gente sem escrúpulos que tentou fazer-me o mau da fita, dizendo que eu tinha despoletado uma ofensiva contra a entidade que defendi até ao último dia, que colocava em causa o bom nome da mesma, quando a defendia honestamente de interesses obscuros .... Quando tiverem a verdade do vosso lado e a honestidade como princípio, não vacilem, sejam fortes!!
Felizmente que a verdade prevaleceu e que quem fez o mal foi desmascarado, se estas pessoas não aceitam este facto, pena é, agora aguentem-se à bronca pois vêm aí horas difíceis.....

25.2.08

O azinheiragate pelo Professor Doutor Mário Lousã

Transcrevo na íntegra um texto que o Professor Doutor Mário Lousã (ISA) escreveu acerca do caso das azinheiras, o seu currículo fala por si e este texto está simplesmente brilhante na minha humilde opinião:

«Ainda o atentado contra o azinhal da Serra de Ariques (Alvaiázere)
Por Mário Lousã*


Azinhais bons sobre calcários já são raros. Desenvolveram-se desta maneira pois quando os solos são de fraca espessura, mesmo que a precipitação seja elevada, a água das chuvas infiltra-se rapidamente através das fissuras das rochas pelo que as árvores vivem em condições de grande secura. A cobertura arbórea típica é assim de azinheiras nesta zona do País constituindo uma série endémica (exclusiva) do Centro de Portugal denominada Lonicero implexae-Querco rotundifoliae sigmetum. Uma série é todo um conjunto de comunidades que se sucedem no tempo evoluindo para uma etapa, geralmente arbórea, em equilíbrio com o meio. Quando os solo derivados do calcário têm maior espessura a formação arbórea característica é de cercal, muito abundante no Centro do nosso País. A azinheira é uma espécie protegida da nossa flora.
Além disso naqueles azinhais aparecem importantes comunidades, especialmente de orquídeas, que constituem um habitat prioritário de conservação. O Sítio de Importância Comunitária da Rede Natura – Sicó-Alvaiázere - está razoavelmente bem preservado pelo que, devido às características próprias dos seus litossolos, foi incluído na Rede de Sítios a conservar pois ainda tem algumas boas formações arbóreas autóctones semi-naturais.
O azinhal da Serra de Ariques está em zona de baldios. Segundo a Lei 68/93 de 4 de Setembro “os baldios são terrenos possuídos e geridos pelas comunidades locais, que são constituídas pelo conjunto de moradores de uma ou mais freguesias que, segundo os usos e costumes, têm direito ao uso e fruição do baldio.” A exploração destes azinhais é portanto para beneficio das populações que ali habitam o que não nos parece que seja o caso. Então para que é que seria a destruição levada a efeito? Para proteger a população dos fogos? Mas as populações estão relativamente longe. Mas para quê? Para abrir o azinhal depois de um fogo sofrido há alguns anos? Mas porquê só agora? Para limpar o azinhal? De quê? Para ser mais uma porta de entrada para a colocação de lixos das construções, de utensílios que se estragaram, de pneus ou de cartuchos de caçadeira? Não será antes para justificar uma batida aos javalis realizada no dia 19 de Janeiro conforme os cartazes afixados em Alvaiázere! Que benefício para as populações da Serra de Ariques trouxe este evento? Pensamos que nenhum. Percorremos há uma semana todo o estradão (há outro aberto há uns anos atrás mas mais pequeno e possivelmente com os mesmos fins) e vários ramais até ao local onde abruptamente pára, devido possivelmente ao alarido que esta notícia estava a provocar. Fizémos a contagem do número de azinheiras abatidas entre pequenas, médias e grandes e totalizavam alguns milhares de exemplares. Ainda vimos azinheiras grandes cortadas com os ramos por cima da base dos troncos. Para esconder o quê? E outras grandes cortadas que o estradão passou por cima. E quantos lapiás (rochas calcárias de grandes dimensões isoladas entre si) destruídos? Se, como diz a Câmara Municipal de Alvaiázere nas notícias, que tudo era legal então porque pararam a continuação da abertura do estradão? Ainda havia azinhal para “limpar”!...
Quem terá autorizado esta mortandade? Que serviços oficiais? Esperemos que alguém seja chamado à responsabilidade!...
Não valerá a pena preservar o que de melhor, mais característico e com mais potencialidades existe no concelho de Alvaiázere? Em todo o Mundo procura-se conservar a natureza pois o turismo, no próximo futuro, é o do Ambiente. Muito países já viram isso. Em Alvaiázere estraga-se! Mesmo em concelhos limítrofes do de Alvaiázere procura mostrar-se o que a natureza tem de melhor através da construção de trilhos de observação do património. Em Alvaiázere nada e ainda por cima se estraga. Outros concelhos não tão ricos em património natural gostariam de ter o que tem Alvaiázere! Aqui os responsáveis ainda não se aperceberam!
Felizmente há algumas pessoas no concelho de Alvaiázere que tentam conservar o património natural para legar aos nossos descendentes uma natureza equilibrada e auto-sustentável. Infelizmente a maior parte das pessoas ainda não pensou nisso ou nem sequer está interessada. Será na próxima geração que isso acontecerá? Ainda se irá a tempo?

* Professor do Instituto Superior de Agronomia»


http://www.al-baiaz.web.pt/
http://www.isa.utl.pt/home/node/373

Depois de lido este texto, elaborado por uma pessoa que além de ser profundo conhecedor de Alvaiázere e da Serra de Ariques é nada mais nada menos do que uma das mentes mais brilhantes da Botânica em Portugal, apenas posso dizer que há em Alvaiázere "alguém" que anda a engolir um sapo do tamanho do mundo! As coisas estão à vista e a verdade marcha....
Parece que o "aprendiz de ambientalista" (como ele carinhosamente me chamou) está a dar-lhe cartas e a dar uma grande lição de vida!!
Como diria Fernando Pessa:
E esta hein?!

19.2.08

Recortes de Jornal do caso Azinheiragate

Mais do que andar aqui a escrever textos aborrecidos e com termos demasiado técnicos, decidi disponibilizar a todos, os recortes de jornal que recolhi até agora sobre o caso das Azinheiras, faltam-me apenas quatro ou cinco, que nalguns casos são praticamente iguais aos que aqui se encontram, à excepção do referente a 19 de Dezembro de 2007.
Antes de iniciarem a visualização dos recortes de jornal, deixo-vos com uma citação que considero fabulosa:


" A verdade marcha e nada conseguirá detê-la"

Autor: Zola, Émile



1 - Diario as Beiras 14 Dezembro

2- Diario as Beiras 19 de Dezembro



3 - Região de Leiria 21 de Dezembro

4 - Jornal Horizonte 1 de Janeiro



5- Diario as Beiras 3 de Janeiro

6- Jornal de Leiria 10 de Janeiro


7- Regiao de Leiria 18 de Janeiro



8- Jornal de Leiria 24 de Janeiro

9- Jornal Horizonte 1 de Fevereiro



Para finalizar esta questão dos recortes de jornal, deixo-vos com outra citação brilhante:

"A maior das homenagens que podemos prestar à verdade é utilizá-la"

Autor: Emerson, Ralph