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23.3.25

Mais-valia?! Mais valia estar calado...

Fonte: Jornal Terras de Sicó (Ed. 240)

A maioria das pessoas não imagina o quanto dramático será esta questão a nível ambiental nos próximos anos, tendo a mesma já iniciado... À boleia da pseudo descarbonização, e sob um manto do greenwashing puro e duro, vão-nos impor uma falácia ambiental, dizendo que é ecológico, que é ambientalmente sustentável e outras ecotretas. Percebam de uma vez por todas que arrasar terrenos e floresta para colocar painéis solares é dos maiores atentados ambientais que se podem cometer em nome do... ambiente.
Fiquei indignado quando li, no Jornal terras de Sicó (na última edição, cujo recorte da notícia está acima), que o presidente da Câmara de Condeixa afirmou que "é uma mais-valia sempre para o concelho, já que estamos a participar no esforço de ter uma economia verde e de descarbonização e ainda obtemos algumas receitas e a criação de postos de trabalho". Não, não é nenhuma mais-valia para o concelho sr presidente, é sim um atentado ambiental cometido em nome de uma falácia e de interesses privados que vestem a capa "eco" e vendem na sua campanha puro greenwashing que autarcas menos preparados assimilam. Economia verde não é arrasar terrenos e floresta para colocar painéis solares, economia verde é colocar painéis solares nos telhados e paredes. Descarbonização não é destruir valores naturais para colocar painéis solares no seu lugar, isso é apenas destruir os valores naturais em nome de uma ecotreta. Descarbonização é apostar nos transportes públicos, fomentar os modos suaves, promover a arquitectura amiga do ambiente, promover a micro-geração na fonte, etc, etc. Destruir os valores naturais para obter receitas é algo de intolerável. As receitas obtêm-se de forma racional, sem destruir, mas sim criar. Postos de trabalho criados com destruição de valores naturais? Tanto por aprender sr presidente, tanto por aprender. Experimente analisar o ciclo de vida dos materiais e perceberá que o que empresas privadas lhe vendem não tem nada de eco, mas sim de dinheiro criado à custa da destruição dos valores naturais de Condeixa, os mesmos valores que é suposto ter a função de proteger e valorizar. Pense nisto, em vez de se deixar levar em conversas da ecotreta.
Produção económica em Condeixa a partir de sobreiro? Sabe que a venda de cortiça em Condeixa é produção económica a partir do sobreiro certo? E já agora, sabe que os sobreiros têm uma função ecológica e prestam serviços de ecossistema, certo? É por estas e por outras que em vez de estarmos no bom caminho, continuamos a trilhar um caminho de destruição do que de mais valioso temos neste território. Até quando?! 

 

23.11.24

Cercear não é solução!


Foi em 2013 que fotografei este local, quando abordava os lavadouros de Sicó. Há algumas semanas uma pessoa minha conhecida questionou-me se já tinha lá passado desde que tinham iniciado umas obras. Fiquei curioso e disse que ia lá voltar logo que pudesse, tendo assim feito isso mesmo há pouco tempo. Falo, claro, do que se passa no lugar do Furadouro, Condeixa.
Neste primeiro comentário vou apenas focar a questão do poço, guardando para um dos próximos comentários a obra ao lado...
Mas vamos então ao comentário. Compreendo perfeitamente a necessidade de acautelar o perigo, relativo, que representa um poço destes, de fácil acesso e onde pode perfeitamente ocorrer um acidente. O pessoal é cada vez mais fofinho e infelizmente isso traz consigo problemas também no que concerne ao usufruto do património construído. Mas faz algum sentido cercear desta forma o poço, afectando gravemente a contemplação do mesmo? Não haveria uma forma mais racional e menos intrusiva de diminuir o risco de acidente ou incidente neste local? Estamos a chegar ao ridículo de impedir o usufruto de património tão relevante como os poços de pedra da região de Sicó!


Imagem Google Earth


 

28.3.23

Despejar glifosato na via pública é sinónimo de ter os passeios asseados? Desde quando?!


Farto-me de rir com a retórica do lóbi dos herbicidas, especialmente quando afirmam que vão dar asseio ao seu passeio depois de regar o mesmo com glifosato. Não percebo esta mentalidade medieval de insistir em algo que não faz sentido e que, imagine-se, tem opções amigas do ambiente (quando é efectivamente necessário...).
Avisos como este constavam nos postes de Condeixa nas últimas semanas. Pensei que Condeixa gostava de evoluir, contudo esta é a prova que não é bem assim. Práticas medievais no mau sentido continuam a ser a regra quando já deviam ter sido banidas. Há conhecimento científico que mostra que não é boa ideia insistir no glifosato e afins, há práticas que podiam resolver o problema onde efectivamente o há, contudo a mentalidade continua igual, sem querer mudar o paradigma, sem ouvir os conselhos que quem sabe da matéria.
A Câmara Municipal de Condeixa não é consequente com o que afirma nas redes sociais, senão vejamos:

"Câmara leva cinema imersivo às escolas para sensibilizar sobre a escassez da água💧
A Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova deu início ontem, dia 22 de Março, no Dia Mundial da Água, a uma campanha de educação ambiental direccionada ao público escolar, sensibilizando-o para a importância do ciclo da água, da água nos oceanos e alertando para a necessidade do uso consciente e eficiente da água.
“A escassez de água é uma questão que nos deve merecer uma atenção especial, sobretudo depois de tomarmos consciência das suas consequências reais, como aconteceu no ano passado durante um período de seca prolongada. Esta campanha pretende preparar as novas gerações para uma mudança de comportamentos que se exige para minimizar os impactos decorrentes da crise climática”, destacou Nuno Moita, presidente da Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova, durante uma visita à Escola Básica 2,3 de Condeixa, onde decorre a iniciativa.
Durante três dias, entre 22 e 24 de Março, centenas de alunos vão assistir naquele estabelecimento de ensino a sessões de cinema imersivo, com exibição de um filme relacionado com o recurso água, em formato de full dome 360º, incorporando imagens reais e tridimensionais projectadas numa cúpula insuflável.
Participam na iniciativa 550 alunos de 24 turmas dos 4º, 6º, 7º e 8º anos, sendo que aos alunos mais novos será exibido o filme “Oceano fonte de Vida”, que fará uma viagem pela vida nos nossos oceanos e aborda o ciclo da água, e aos mais velhos (7º e 8º anos) será apresentado o filme “Origem da Vida, Formação do Planeta”, que relata, de forma única e espectacular, aquela que pode ser considerada a mais bela história do mundo, ou seja, a história de como começou a vida na Terra.
Esta actividade lúdico pedagógica, que pretende dar cumprimento ao Plano de Redução de Consumos de Água, proporciona aos mais novos momentos de conhecimento, de forma apelativa através de imagem, projetada a 360º, exibida num planetário insuflável.
No final da acção de sensibilização é ainda entregue a cada aluno uma pequena ampulheta para que, em casa, se sintam incentivados a medirem o tempo que gastam a lavar dentes, mãos e a tomar banho, de modo a reduzirem o desperdício de água."

Fonte: Facebook do Município de Condeixa

Ou seja, diz uma coisa num texto, mas na prática faz outra que atenta contra tudo aquilo que o texto que a mesma escreveu defende.
Há uns anos criei uma plataforma informal que dá pelo nome de "Plataforma contra os herbicidas - Sicó", a qual pretende ajudar a mudar mentalidades. Parece que a minha influência neste domínio ainda não chegou a Condeixa. Ajudem a que aconteça, partilhando! Sei que há pessoas de Condeixa preocupadas com esta situação, pois foram elas que me contactaram para falar do assunto, portanto há massa crítica para ajudar a mudar mentalidades e a mudar de uma vez por todas o paradigma!

18.3.22

Como vão estes projectos, alguém sabe?

Fonte: Jornal Terras de Sicó

Fonte: Jornal Terras de Sicó

Tinha estas notícias no arquivo para posteriormente as utilizar quando voltasse a abordar desta questão, a reciclagem. São projectos bastante interessantes e relevantes, daí eu agora querer saber como vão ambos os projectos, um em Condeixa e outro em Penela. Como gosto de interagir com quem acompanha o azinheiragate, peço a quem seja um destes locais me possa informar sobre o estado actual destes projectos, se estão a decorrer bem ou se estão com algum tipo de atraso.
Monitorizar projectos é uma das formas mais eficazes de promover o sucesso dos mesmos, já que monitorizado os projectos, está-se em cima do acontecimento e consegue-se corrigir eventuais falhas ou proceder a melhorias em aspectos que não estavam previstos. Claro que as condições também se alteram e o facto de termos tido um período em que o Covid perturbou a nossa vida pode ter sido impactante no normal decorrer destes projectos.
Caso possam dar testemunhos de como estão ambos os projectos, agradeço de antemão o facto. Caso sejam também as próprias autarquias a dar essa informação, mais completa a imparcial será a partilha dos factos e melhor será o debate sobre a temática da reciclagem na região de Sicó.

18.8.19

A virtude está na Arrifana



É uma das características que mais aprecio na região de Sicó. Qual característica? A diversidade de património que temos nesta bela região, bem como os cantinhos meio escondidos onde encontramos esse mesmo património. 
Há poucos dias passei na Arrifana, a caminho de Coimbra. Ia com tempo e quis parar em alguns locais pré definidos. Parei também na nascente na Arrifana, num belo parque onde podemos picnicar. Infelizmente não vi por ali ninguém, mesmo que o dia estivesse propício para isso mesmo. Ao lado o IC2 e o tráfego que segue sem parar e sem deixar "rasto" na economia local...
Num mês de férias, fica o desafio para pararem em locais catitas como este. No final vão-me agradecer, acreditem! E falem com os locais, que eles têm muito para partilhar...



27.10.18

O PO.RO.S transpira qualidade!


Demorou mas finalmente consegui arranjar tempo para visitar o PO.RO.S - Museu Portugal Romano em Sicó, situado em Condeixa-a-Nova. A expectativa era alta, anda mais sabendo do prémio europeu (Heritage in Motion) que há poucas semanas este Museu ganhou.
Não tinha investigado nada sobre os conteúdos do Museu, portanto fui sem saber o que ia encontrar. À chegada notei um pequeno pormenor, ou seja o facto de haver duas portas abertas (portões) confundiu-me, ficando eu inicialmente a pensar onde era a entrada principal. Um aspecto a melhorar.
Chegado então à recepção, fui bem atendido e toda a informação base foi prestada por quem lá estava, algo que é sempre um bom ponto de partida.
Com o folheto na mão iniciei então a visita, a qual demorou cerca de 2 horas muito bem passadas. Aproveitei ao máximo todos os recursos ali presentes, interactivos ou não, ficando a conhecer muitos pormenores que desconhecia e mais bem informado sobre factos que apesar de já saber, faltavam complementar. Desde o início até ao fim do percurso há muitos e variados pontos de interesse, desde objectos, recursos interactivos, que dão para ter interessantes experiências sobre quem eram os romanos e tudo o que envolvia a sua existência. Parece-me um Museu bem conseguido, o qual recomendo vivamente.
No final, e em em conversa com quem estava na recepção, fiz o que mais gosto, falar com as pessoas que vivem este tipo de espaços todos os dias e interagir. Fiquei a saber que houve um casal que em apenas 20 minutos "visitou" este Museu. Ou seja, não souberam desfrutar este belo espaço museológico, o que é uma pena. Para saborear este Museu precisam de hora e meia a duas horas, dependendo se forem com adultos e/ou crianças. Não abro muito o jogo do que por ali há, de forma a que a surpresa seja maior. Desafio-vos então a irem a este Museu. Para quem é da região é logo ali e para quem é de fora, aproveitem para vir passar um fim-de-semana à região de Sicó e, numa tarde ou manhã, vão então visitar o PO.RO.S. No final vão-me agradecer a dica...