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9.9.24

Vamos falar de marketing territorial?



Preferi esperar umas semanas após a apresentação da nova imagem do Município de Pombal, de forma a ter tempo para assimilar e, assim, poder abordar o tema de forma mais ponderada, portanto eis que chegou a altura de falar desta questão.
Quem acompanha o azinheiragate e quem me conhece sabe o quanto eu gosto de marketing territorial e as constantes referências que faço ao mesmo. Após analisar esta nova imagem, confesso que não fiquei convencido com a mesma a nível gráfico. Há erros graves, tal como a referência à gruta Talismã, a qual, pasme-se, fica em... Penela. Parece-me que a abordagem deveria ter sido outra, vivenciando, de facto, o território, fazendo um transecto da Serra de Sicó até à faixa litoral. Há diferenças substanciais que deveriam ter sido transpostas. As referências são, no geral, superficiais e pouco apelativas. Seria interessante perceber se os locais foram tidos em conta na elaboração desta nova imagem. Não me parece que tenham sido, dada a falta de profundidade e, diria eu, sentimento, na imagem. O marketing territorial tem de ser como uma esponja que absorve, mas neste caso a esponja ficou meio seca. 
Resumindo, não fiquei convencido e acho que poderia ter ficado algo bem melhor. Não desenvolvo mais por um motivo muito simples, o de que para desenvolver mais teria de abrir mão de técnicas e formas eficazes para fazer marketing territorial em Sicó. Já faço isto há uns anos, desde que me apercebi que outros aproveitavam economicamente as minhas ideias...

22.8.24

A Volta a Portugal em Bicicleta por Sicó!




Neste comentário nem preciso de dizer propriamente ao que vou, pois basta ver as imagens para ter uma boa pista. Sim, trata-se da Volta a Portugal em Bicicleta, a qual costuma passar pela região de Sicó. Este ano a região teve dois destaques especiais durante a etapa que passou por Condeixa e por Penela. Em Condeixa, Conímbriga teve destaque especial, seja nas imagens, seja nas "longas" e sentidas palavras de um dos comentadores (que falou nas visitas que fez em miúdo, tal como tantos de nós...), enquanto que Penela teve o seu castelo bem destacado nas imagens, além de algumas palavras de um dos comentadores. Esta mítica prova de ciclismo pode e deve ser também um bom motivo para fazermos marketing territorial, mas do inovador. Desta última parte não vou falar, já que ao fazê-lo poderia a estar a dar o "ouro ao bandido" e alguém poderia aproveitar para fazer uns trocos com isso às minhas custas. A triste sina de Sicó e a regra é que quem engraxa e quem tem cartão partidário é que consegue projectos, mesmo que  mérito seja coisa escassa na maioria dos mesmos. E eu já me deixei de dar borlas e de ser ingénuo, portanto quem quer ideias que as pague, e não ao preço da china. Ideias boas e trabalho bem feito tem de ser bem pago, embora em Portugal se pense que ideias boas e trabalho bem qualificado deve ser pago ao preço da China. 
Desabafos à parte, esta é uma oportunidade que pode e deve ser bem explorada, com um custo benefício muito bom. No ano passado candidatei-me a um projecto nesta linha, lá fora, mas infelizmente não consegui, mas mesmo assim agradeceram-me a responderam-me, algo que em Sicó é muito, mas muito raro, seja na resposta seja no agradecimento. Nos últimos meses tenho tentado arranjar um patrocinador de peso para um projecto deste tipo, em Portugal, mas não englobando a região de Sicó. Sei que é difícil tentar, mas marketing territorial e bicicletas são duas das minhas paixões!
Para terminar um apelo, façam o favor de andar de bicicleta, pois faz bem ao corpo e à mente. A bicicleta pode substituir o carro em trajectos curtos e médios!

 

9.4.23

Troféu calcário da montanha?


Quando vi este cartaz, a primeira coisa que fiz foi rir. Ri-me bastante quando li "Mountain limestone trophy". Depois mostrei a um amigo, também ele se riu. Porquê, perguntam vocês? Há muitos anos que pugno pelo marketing territorial associado ao carso de Sicó. Claro que do bom, pois não pode ser de outra forma. Não aprecio mau marketing territorial, com falhas que aos olhos de desconhecedores podem passar despercebidas, mas que aos olhos dos que são especialistas no assunto, não passam nada despercebidas. Ainda há umas semanas, enquanto falava com um amigo geólogo, também ele natural de Ansião, falávamos do mau serviço que por vezes se faz a Ansião e à própria região neste domínio, mesmo que tendo boas intenções. Não basta ter boas intenções, há que saber do que se fala e do que se coloca num cartaz.
É fácil lembrar de colocar o termo "limestone" num cartaz, mas daí a saber o que se faz vai muito. Traduzindo o péssimo título escolhido, eis que é publicitado que vai ser realizado o troféu calcário da montanha. Não faz sentido assim ser, tal como o cartaz nada tem a ver com calcário ou com o carso. Poderia ter a ver se, primeiro, fosse utilizada uma imagem ligada, de facto, ao carso de Sicó (e não calcário...) e se outros termos fossem utilizados, como por exemplo o termo "karst". Mas não me surpreende, já que, infelizmente, tenho visto serem utilizados outros termos, em português, e sem ligação aos locais, noutros eventos organizados pelos Ansibikers. Pena que assim seja...

 

20.1.23

Não é um preciosismo, é sim como é suposto ser


Já por várias vezes abordei aqui a questão de erros, imprecisões e traduções à google translator em painéis vários de percursos pedestres na região de Sicó.
Desta vez foi na aldeia dos Poios que me deparei com algo que considero digno de referenciar, numa placa de sinalização de um percurso pedestre. Qual o problema? Bem, estar ali apenas a palavra "canhão". O que deveria constar? "Canhão Fluviocársico do Vale do Poio". Porquê? Porque é isso mesmo que é, falando em "linguagem cársica" e é assim que as pessoas vão aprendendo o que é afinal um canhão fluviocársico. Canhões há muitos e de todos os tipos, as naus também tinham canhões... O marketing territorial faz-se assim, sem tirar nem pôr. Se não sabem, perguntem a quem sabe. E nem precisam sair de Pombal para perguntar a quem sabe e muito tem feito em prol do carso pombalense e não só, o belo carso de Sicó.

5.7.22

Um tema para Pombal reflectir...


Durante uns meses fiz um trajecto que me levava pela auto-estrada de Norte para Sul e vice-versa. Numa das viagens lembrei-me de registar o que parece óbvio e que supostamente está à vista de todos, embora afinal não seja assim tão óbvio para os actores de desenvolvimento local.
Do que falo? Simples, observem primeiro o vídeo por favor. Já viram? Muito bem, o que viram? Eu vi eucaliptos às resmas e uma enorme cratera na Serra de Sicó. O que interessa isto, perguntam vocês...
Bem, há uma coisa que dá pelo nome de atractividade do território, mais concretamente o denominado marketing territorial, o qual é determinante para trazer visitantes a Pombal e à região de Sicó. Pensem agora qual será o turista que, sem referências a Pombal, venha de carro e decida fazer o pisca quando  chega à saída de Pombal, na auto-estrada...
E que tal mudar o paradigma e o cenário actual que aqui apontei? Como se faz? Bem, saber até sei, contudo já há muitos anos percebi que há quem roube ideias e ganhe dinheiro com elas, portanto...

23.6.22

Marketing territorial gratuito para a "minha" bela Sicó!



Há quem possa dizer que vale o que vale, e que é apenas uma migalha. Concordo, contudo lembremo-nos que um pão é constituído por milhares de migalhas. Trocadilho à parte, há poucos dias surgiu na minha conta do Instagram um "alerta" especial, relacionado com uma das minhas publicações. Neste caso foi uma publicação sobre um comentário que fiz, ilustrado com uma bela fotografia (modéstia à parte), a qual chamou à atenção quem o partilhou. Vale o que vale, mas isto pode ser mais uma muito pequena ajuda no marketing territorial da região e concretamente de Alvaiázere. E isto sem custos associados nem campanhas publicitárias. Foi apenas algo feito por carolice e pelo gosto de quem gosta da região e de Alvaiázere. E há quem seja pago para fazer isto sem que chegue longe, imagine-se...
Já não é a primeira vez que isto aconteceu. A última vez foi através de uma outra publicação que fiz, sobre uma corrida de carrinhos de rolamentos em Pombal. Uma foto chegou à televisão, através de um programa da RTP2, também à conta da minha conta do Instagram. A ironia disto é que consigo fazer isto à conta da minha carolice e do meu tempo livre. Imaginem que fosse pago para fazer isto, onde chegaria... Qual a ironia? Bem, a ironia é que nunca consegui, até hoje, qualquer aprovação de projecto na região de Sicó nem fui convidado para trabalhar nestes domínios. Isto ao mesmo tempo que outros, menos bem preparados, são pagos e convidados para trabalhar estes domínios. E a probabilidade de eu poder vir a trabalhar naquilo que mais gosto na região que mais gosto e da qual sou originário é cada vez menor...

 

12.11.19

Chegou o dia!


Já há muito tempo que dizia para mim que este dia haveria de chegar. Ontem fui espreitar o registo e, já passados uns meses, eis que chegou a boa notícia. A Montante é finalmente uma marca registada!
É o início formal, embora ainda prudente, de um projecto que há muito faltava lançar a primeira pedra. Para isso criei uma marca, a Montante. Com ela irei fazer aquilo que mais gosto e para o qual tanto investi em termos pessoais e profissionais nos últimos anos. Os próximos meses não serão fáceis e serão de planeamento, enquanto não surgem projectos. Contudo, e muito brevemente, irei apresentar projectos a algumas entidades da região, e não só, e estarei naturalmente receptivo a quem me queira apresentar ideias ou projectos concretos de pessoas, entidades ou empresas, para, em conjunto, desenvolvermos. As parcerias são, para mim, fundamentais. 
Nem todas as actividades terão como objectivo o lucro pessoal, mas sim um objectivo maior, a mobilização e a capacitação dos cidadãos e entidades na defesa do património, com tudo o que de positivo isso pode representar a nível ambiental, cultural e/ou económico. A educação ambiental também irá entrar na equação, tal como já acontece há muitos anos, claro que, agora, de uma forma mais completa.
A primeira actividade irá ocorrer daqui a poucos dias, ou seja o I Congresso da Bolota de Sicó, através de uma parceria com a Câmara Municipal de Ansião. Nada mais me alegra do que começar deste modo esta aventura, com quem acredita nas minhas capacidades e competências e no território que fez de mim quem sou, Ansião. Que alegria!

8.12.18

Uma limpeza, uns sacos de cal e o aspecto era logo outro...


Esta é uma das imagens visuais que me fica na memória sempre que visito a Redinha. Não falo no edifício religioso em si, mas sim no aspecto do mesmo, ou seja com vegetação e a precisar de ser caiado. Sim, caiado, e não pintado!
Não compreendo como é que, num local tão aprazível para quem visita a região de Sicó, se descura pormenores como este, que prejudicam a imagem do local. Este era o aspecto aquando da minha última visita à Redinha, em Agosto último. Se este edifício fosse limpo e caiado, o aspecto seria fabuloso e o cartão de visita da Redinha teria um melhoramento necessário, que importa não menosprezar. Aquela praça é um local bem catita para visitar e desfrutar, portanto há que pugnar pelas desejáveis melhorias.
No que concerne ao património edificado os olhos também comem. A dica está dada...