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9.4.19

Chamada à recepção: venham esses resumos sff!


Ainda faltam uns meses, contudo, e como quem é investigador bem sabe, é preciso preparar os resumos com antecedência. Assim sendo, fica o convite a investigadores das áreas referidas no respectivo site do  congresso, para que pensem em algo de interessante para apresentar. O azinheiragate é visto por muito/s amigo/as do património, esperando eu ver alguns deles neste congresso. A quem não é investigador e, por isso, não vai apresentar nada, fica o convite para que reservem estes dois dias na vossa agenda, de forma a que possam assistir a um congresso daqueles que vale mesmo a pena, onde se aprende e partilha conhecimento e factos sobre o património natural, cultural e afins.
Já agora um desafio às autarquias da região de Sicó, tratem de pensar apresentar o vosso património. Deleguem a tarefa a um dos vossos técnicos, que tenha as competências certas, para apresentar trabalho feito pelas autarquias. O evento em causa ficará concerteza mais enriquecido. É importante motivar mais os bons técnicos que as autarquias ainda vão tendo. Vão ver que o rendimento deles vai aumentar! Fica a dica...

27.1.18

Onde pára a história da Ponte da Cal?


O projecto da Villa Sicó é bastante interessante, contudo tem tido falhas que eu considero inaceitáveis. Ontem andava a matar saudades da minha terra, que nem turista, quando me deparei com esta placa sobre a Ponte da Cal, na Vila de Ansião. A minha primeira reacção foi positiva, contudo só até ter lido os conteúdos. Ou seja, temos ali uma placa aparentemente alusiva à Ponte da Cal, mas que, no concreto, falha os seus objectivos, já que fala de muita coisa menos da história da Ponte da Cal. É, claramente, uma placa que não só confunde, como não contribui para esclarecer e informar quem por ali passa, algo de inaceitável numa estratégia de divulgação turística e histórica.
Há duas histórias sobre esta ponte, a que desde miúdo me contaram e a história descrita por quem de direito, os historiadores, contudo nenhuma delas consta naquela placa informativa.
Fica a sugestão para uma necessária reflexão sobre uma questão que não pode ser menorizada. Falo, claro de uma reflexão por parte da Terras de Sicó, entidade com responsabilidades nesta matéria. 
Fica também o convite para que cada um de vós, ansianense ou turista, passe por este local e veja por si próprio. Podem também observar a outra ponte, a qual perturba gravemente a visualização da Ponte da Cal. Foi mais um de vários erros crassos do anterior executivo da Câmara Municipal de Ansião, que falhou redondamente na projecção de uma ponte que se compreende, mas cujo posicionamento é simplesmente absurdo, dada a proximidade à Ponte de Cal. Uns metros para o lado e a coisa seria bem diferente...


17.2.17

Quando o marketing territorial não tem juízo, Sicó é que paga...


Não sei de quem é a culpa, contudo quem tem moral e tecnicamente essa responsabilidade nos ombros é mesmo a Terras de Sicó, que devia pugnar por um bom marketing territorial e pelas boas práticas. Nunca escondi o meu desagrado pela forma como esta Associação de Desenvolvimento funciona, pois a lógica não é a que deveria ser. Ao invés de ser uma Associação de Desenvolvimento Territorial independente, questão fundamental para o sucesso da mesma, trata-se meramente de uma extensão das autarquias de Sicó, daí o seu notório insucesso em termos práticos. Uma Associação de Desenvolvimento nunca deveria ser uma entidade eminentemente politizada, esse é um erro crasso que se teima em perpectuar.
Mas vamos aos factos. Esta fotografia foi tirada no dia 28 de Janeiro deste ano. Já o cartaz, esse refere-se a um evento realizado há 9 meses. Porque é que o cartaz não foi retirado poucos dias depois do evento, como seria de esperar? Será que quem vê este cartaz fica com uma boa imagem da região de Sicó? E, ironia das ironias, este cartaz está situado mesmo à frente do Museu PO.RO.S, o qual apesar de ser uma infra-estrutura recente, teve também uma série de problemas e atrasos (pormenor desconhecido por muitos...), facto bem ilustrativo do caos que se assiste neste fabuloso território. Tem-se por um lado o "state of the art" e, por outro, algo que lembra as "cavernas", numa dicotomia... curiosa. Trata-se portanto de um problema estrutural que afecta toda a imagem da região de Sicó. Até quando, resta saber. E pactuar com isto não é a solução, mas sim parte do problema!
Resumindo, cartazes como este devem ser retirados poucos dias depois do evento, pois além de ser assim que se trabalha, é assim que se ajuda a que a região tenha uma boa imagem. Há que actualizar as boas práticas e as formas de estar e trabalhar em prol da região de Sicó. Se assim for, ficamos todos a ganhar com isso!

Adenda ao comentário (a 20 de Fevereiro): Ontem, ao passar pelo local, constatei que o painel em causa foi retirado, ficando a questão resolvida. Uma acção tardia, mas a aplaudir!

14.6.16

5000 metros de desnível?! Exige-se um bocadinho de mais atenção...


Mais uma vez tenho de voltar ao tema dos painéis informativos na região de Sicó. Mais uma vez detecto um erro grave...
Foi há poucas semanas, no decorrer de uma pequena caminhada à beira do rio Nabão, que me deparei com um erro crasso, o qual demonstra uma falta de atenção que não deveria acontecer a este nível. Quando se elabora um painel deste género, uma das coisas básicas que importa fazer, antes de mandar para a gráfica, é pedir uma revisão do mesmo a terceiros, obviamente por quem saiba do tema. Quando isso não acontece, há uma elevada probabilidade de acontecer o que se vê na segunda imagem. Há desatenções que podem colocar em causa a imagem das várias entidades afectas ao painel.
Ainda há poucos meses pediram-me uma revisão de alguns painéis, com conteúdos científicos, e fiz questão de investir uns largos minutos a analisar. Detectei ligeiras imprecisões, normais no processo, e as mesmas foram corrigidas. Fiz sugestões e as mesmas foram tomadas em conta. Fiz aquilo porque gosto de ajudar a minha região e pessoas de valor envolvidas em projectos meritórios. Nem sequer se colocou sequer a vertente financeira, pois é um tipo de trabalho que costuma ser feito de forma gratuita.
Mas neste caso nem é um painel eminentemente científico, o que torna o erro ainda mais fácil de evitar. Contudo nem isso fez com que o que deveria ter sido feito fosse efectivamente feito, ou seja uma revisão dos conteúdos. Caso tivesse sido feita uma revisão, facilmente se teria chegado á conclusão que o desnível em causa não passa dos 600 metros, já que a cota máxima registada no Maciço de Sicó é de 618 metros (Serra de Alvaiázere). E se é desnível acumulado, então porque é que não se resolveu o problema simplesmente dizendo que é desnível acumulado? Confuso, muito confuso...



10.4.16

Ao cuidado dos produtores de azeite e entidades públicas da região de Sicó...


Sim, não se vê bem mas o objectivo era mesmo esse. Queria dar um efeito de aspirador de paisagem. Quebras de gelo à parte, hoje venho falar de oliveiras, de azeitona e de azeite, tal como já tinha idealizado há umas semanas. Mas há um bónus e é a partir daí que vou começar este comentário.
Há uns dias recebi uma mensagem de um brasileiro sobre o azeite da região de Sicó. A pessoa em causa viu um comentário deste blogue, datado de 2011, e comentou. Achei bastante interessante o facto, especialmente porque mostra que há algo em que os produtores de azeite da região de Sicó, bem como o turismo desta bela região, devem trabalhar. Tratava-se de uma pessoa que costuma vir a esta região e que desenvolveu um gosto especial por um dos muitos produtos de excelência que a região de Sicó tem, ou seja o azeite. Afirmava que tinha alguma dificuldade em encontrar azeite de Sicó. Este facto não deve ser menosprezado pelos produtores da região de Sicó. O mesmo com as entidades públicas, as quais devem apoiar o olival desta região. 
Lembro-me dos meses em que vivi no Brasil. Mesmo num local afastado dos grandes centros, e numa mercearia muito humilde, via por ali azeite português, algo que me orgulhava bastante e trazia boas memórias numa altura que estava longe de casa. Lembro-me também que vivi grande parte da minha vida a escassas dezenas de metros de um lagar, o qual foi arrasado para construir um suposto centro de interpretação ambiental, com fundos comunitários, que agora é um... restaurante...
Que se tem perdido áreas de olival não é novidade. Chega-se ao cúmulo de se perder olivais para... eucaliptal. Nem tudo está perdido, pois tenho visto várias pessoas a apostar em novos olivais, tal como este se se "observa" na fotografia aspirada pela velocidade.
É importantíssimo voltar a investir na agricultura, de base tradicional, na região de Sicó, pois é um território onde muito se pode fazer pela mesma. Aos autarcas que lerem este comentário, lembro-vos algo que li ontem mesmo, ou seja que investir na agricultura gera uma redução da pobreza 2 a 4 vezes mais efectiva do que outros sectores. Dá que pensar, não dá?! O vosso apoio pode ser importantíssimo para que as novas gerações invistam no olival em vez de na trampa do eucalipto. Na região de Sicó deve ser o sector primário a dar cartas, pois é essa uma das suas princicpais vocações e mais-valias.
Aquele comentário, apesar de não dever ser interpretado como sintomático, é um bom indicador para perceber o muito que falta fazer no domínio da agricultura e afins na região de Sicó. Sei que nem todos vão entender o intuito deste comentário, mas mesmo assim aqueles que pararem para pensar vão perceber bem o que quero dizer. E mais não digo...

25.2.14

Memorial do Hotel


Este é um comentário daqueles que incomoda bastante, no entanto é um comentário que será efectuado, como regra, de forma intelectualmente honesta e à luz de factos concretos, juntando eu algumas questões que julgo pertinentes. No ano onde o mais do que polémico projecto de hotel para a Serra de Alvaiázere será chumbado, impõe-se uma questão sobre outro projecto de hotel, esse nada polémico, embora omitido pelas entidades públicas.
Certo dia, um investidor privado entrou em contacto comigo através da plataforma "azinheiragate", de modo a solicitar ajuda no desenvolvimento de um projecto relacionado com a construção de um hotel, neste caso enquadrado no turismo rural. Este facto ocorreu em 2010.
Cedo alertei para o facto de tendo em conta que o projecto seria para desenvolver em Alvaiázere, este poderia ter dificuldades "inesperadas", tendo em conta o ecossistema político-empresarial ali existente e que se estende por toda a região. Para um investidor privado isto pode revelar-se como algo altamente castrador no desenvolvimento de um projecto. Lembrei a este investidor que em 2009 eu tinha tentado abrir uma empresa ligada ao turismo e que tinha tido sérios entraves, os quais me tinham levado à desistência/suspensão do projecto.
Pedi também para este investidor não revelar a ninguém que eu o estava a aconselhar (gratuitamente), pois se certas pessoas o soubessem, poderiam mostrar uma face menos favorável perante este investidor, quando confrontadas com a "amarga" novidade, já que eu era personna non grata para certos interesses. A minha vontade foi sabiamente respeitada.
O projecto foi então apresentado à Câmara Municipal de Alvaiázere, sendo este situado na freguesia de Almoster. A respectiva entidade recebeu o projecto e disse ao investidor para avançar, tendo o projecto sido endereçado ao Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade, pois este estava em área de Rede Natura 2000.
Confesso que fiquei contente com os avanços e com o projecto, tendo a honra de ter tido a oportunidade de ver o projecto, o qual tinha tudo para avançar.
Mas como não há bela sem senão, os entraves começaram. Em Março de 2011, e já depois da Câmara Municipal de Alvaiázere ter, alegadamente, dito ao investidor que as candidaturas abririam (desde Setembro de 2010), eis que a Associação de Desenvolvimento Terras de Sicó comunica ao investidor que não estava prevista a abertura de candidaturas a projectos de privados para projectos de turismo de natureza, já que, alegadamente, não haveria dotação financeira para este tipo de projectos. Tudo isto já com o projecto de arquitectura aprovado. Partindo do pressuposto que o investidor não mente, isto é curioso, no mínimo. Diga-se que nunca tive a mínima dúvida sobre a seriedade do investidor.
Ora, isto levantou-me dúvidas, em primeiro lugar porque é algo que em situação normal não deveria acontecer. Depois fiquei surpreendido, na medida em que o autarca Paulo Morgado, que mediou o processo tem competências a nível de autarquia e também competências a nível da Associação Terras de Sicó, o que me leva  a várias questões. Será que não era do conhecimento de Paulo Morgado, autarca, que não haveria fundos comunitários para aquele projecto? Se não era, como foi possível o facto, já que precisamente nessa altura o mesmo estava a lidar com o processo do polémico hotel na Serra de Alvaiázere, conhecendo profundamente esta pasta? Como foi possível este acarinhar tanto o segundo projecto referido, com tanta publicidade, e nenhuma referência do mesmo, perante a imprensa local e regional, ao projecto sobre o qual este comentário incide? Que jogo político foi este, que deu tanta atenção a um projecto e pouco atenção a um outro?
Como é que foi possível perder um investimento destes, num projecto já aprovado? Porque é que este investimento nunca foi publicitado e "levado ao colo", como tem sido o mais do que polémico projecto de hotel para a Serra de Alvaiázere? Então, há 4 ou 5 milhões de fundos comunitários para um projecto ainda sem aprovação, sem cabimento em sede de PDM e não há um tostão para um projecto aprovado?
Como é que se elabora um projecto para uma área protegida, assumidamente sem know-how, passando por cima de questões essenciais, procurando depois um investidor que tenha apenas um milhão de euros? Isto ao mesmo tempo que se "manda embora" um outro investidor, já com um projecto, não polémico, já aprovado? Falta explicar esta dicotomia, sabendo que o processo deverá ser explanado por Paulo Morgado, pois, mais uma vez, este além de autarca, e por isso conhecedor da situação, é também um dos responsáveis políticos pela Terras de Sicó, tendo evidentes responsabilidades em termos de gestão em ambas as entidades. Naturalmente que este tem algum know-how, pois este em 2009 tornou-se oficial e publicamente, empresário no domínio do turismo rural (facto), daí melhor do que alguns dever saber acerca desta questão. Na minha opinião houve aqui uma péssima gestão desta questão, sendo o meu intuito saber o porquê das coisas terem seguido um rumo desastroso, já que, na minha opinião, é do interesse público o esclarecimento cabal deste caso.
Até hoje mantive esta questão, do hotel em Almoster, em off, no entanto não aguardo mais pela sua obrigatória divulgação, já que este meu comentário é simplesmente serviço público. Para os mais curiosos, o investidor em causa, depois de desistir do projecto, decidiu investir num outro concelho, mais a Sul e já fora da região. Importa esclarecer esta questão, pois há aqui uma história que tem muito que se lhe diga. Será que este investimento não seria importante para Almoster, Alvaiázere e para a própria região de Sicó?
Os factos são estes e estão em cima da mesa, agora há que debater os mesmos sem receios, sem demagogia e de forma honesta e construtiva. Se a imprensa local ou regional quiser tratar a questão de forma jornalística, estarei à sua disposição, enquanto fonte de informação credível e idónea. Não tenham receio em confrontar as pessoas, pois o confrontar com os factos, mesmo que incómodos, é sinal de democracia.

18.10.13

A bolsa de terras gerida por uma entidade sem vocação...


Escolhi esta foto, da várzea, para ilustrar a questão que agora destaco, a bolsa de terras, mais precisamente a bolsa de terras que abrange a região de Sicó.
Foi com enorme desagrado que soube de uma novidade que, embora esperasse, não compreendo de forma alguma. Há poucos dias soube que é a "Terras de Sicó" que vai (tentar) gerir a bolsa de terras na região de Sicó. Lembro que esta entidade embora seja conhecida como uma Associação de Desenvolvimento Local, é reconhecida por muitos como uma entidade altamente politizada e partidarizada, daí a minha preocupação sobre esta, quanto a mim,  pouco desejável novidade.
A "Terras de Sicó" já mostrou, na minha opinião de geógrafo, que ao longo dos anos nunca conseguiu vestir o papel de dinamizadora de todo um território, o qual "gere" de gabinetes e pela mão de colarinhos brancos, facto altamente negativo em termos de desenvolvimento territorial. É uma entidade que, na minha opinião, não conhece verdadeiramente o território de Sicó, conhece sim aquilo que interessa à política e o que interessa aos interesses do costume (passe o pleonasmo), daí não ser de estranhar o seu insucesso enquanto Associação de Desenvolvimento Local. 
Eu nunca escondi o facto de, pessoalmente, não reconhecer esta entidade como verdadeira Associação de Desenvolvimento. Não aprecio a sua forma de "gerir" o território, pois mais me parece que gere interesses/visões de pessoas específicas, caso dos autarcas, os quais em vez de se centrarem nos seus territórios e deixarem as Associações de Desenvolvimento para os profissionais do território, açambarcam também este tipo de entidades. A macrocefalia é algo de altamente nocivo, daí autarcas e associações de desenvolvimento não darem bom casamento...
Voltando então à questão da bolsa de terras, propriamente dita, a "Terras de Sicó" não é uma entidade com vocação para gerir e dinamizar esta importante matéria que é a bolsa de terras. Na minha opinião falta-lhe o conhecimento sobre o território, o know-how associado à gestão de uma bolsa de terras e a visão de uma Associação de Desenvolvimento Local. Impera a miopia territorial e a falta de sensibilidade perante valores não compreendidos.
Uma bolsa de terras não é meramente um armazém de terrenos, uma bolsa de terras é puro ordenamento do território, facto que é esquecido por quem de direito. Além do conhecimento para gerir uma bolsa de terras, é necessária uma visão sobre todo um território muito valioso em termos ambientais. 
Para gerir uma bolsa de terras é necessário ver o território a várias escalas, desde o terreno que pode entrar para a bolsa de terras, até à própria paisagem. A paisagem não é compreendida pela "Terras de Sicó" e isso está expresso na sua visão sobre este território. O território evolui a várias escalas e nem a "Terras de Sicó" nem os autarcas compreendem isso, pois na teoria defendem o território, mas na prática atentam, de alguma forma, contra a integridade dela, já que promovem muito do que vai moldar a paisagem a favor de interesses particulares e não a favor de interesses comunitários. Além disso não promovem aquilo que mantém e faz evoluir, no bom sentido, a paisagem, aquela mesmo que tanto gabam lá fora. 
É por estas e por outras que tenho bastante receio, devidamente fundamentado, da anunciada gestão da bolsa de terras por parte da "Terras de Sicó". Parece-me apenas que, no final, as pessoas mais favorecidas por esta bolsa de terras, serão aquelas que orbitam em redor da política, parasitando desta forma um território que eu considero fenomenal. Parece-me que os objectivos da bolsa de terras serão altamente desvirtuados, pois em vez de uma gestão aplicada ao território, irá surgir inevitavelmente uma gestão mais favorável aos interesses partidários, dada a evidente politização da entidade "Terras de Sicó". Daqui a uns anos veremos o resultado, altura em que farei concerteza um ponto de situação.
Não poderia terminar sem apresentar a minha solução, a qual nem sequer é inovadora, já que se baseia em algo que já existe, embora esteja desaparecido do mapa. Falo, claro, do cooperativismo, o qual já teve tradição neste território.
É certo que o cooperativismo já quase não tem expressão, mas também é um facto que poderia haver muita gente que, aproveitando esta questão da bolsa de terras, poderia dinamizar o cooperativismo, criando assim um vector de desenvolvimento local que potenciasse este território. Isto seria muito interessante, já que a política ficaria daqui arredada e conseguir-se-ia integrar pessoas de valor, as quais tantas vezes estão fora da política e fora dos vícios e interesses predatórios a ela associada.
Temos muitos jovens que poderiam dinamizar o cooperativismo, com a ajuda dos anciãos deste território (juntando o melhor de dois mundos), no entanto temos também entidades que os impedem de dinamizar este território. Eu já fui uma das vítimas deste impedimento...
Temos aqui uma oportunidade para dinamizar todo um território, seja a nível da agricultura biológica, floresta e tudo aquilo que se pode imaginar, já que o território é um todo!
Vamos reclamar o que é nosso e que a política perversa nos retirou? Já repararam que a nociva política nos tem retirado poder de intervenção sobre o que é nosso? Quem está interessado em desenvolver o cooperativismo nesta região? Eu estou disponível para ajudar!

5.10.13

Terras de Sicó, terra da falta de imaginação!


É curioso, mas poucos dias depois de ter elaborado um comentário sobre o lugar do Zambujal, surgiram duas placas que pretendem publicitar o respectivo lugar. Isto até poderia parecer interessante, não fosse o facto anedótico.
O marketing territorial é algo sobre o qual tenho investido muito nos últimos anos, daí ser um tema que muito me diz. Na região de Sicó não se faz marketing territorial, tenta-se fazer algo que nem se aproxima deste. Impera a parolice. Temos tudo para fazer bom marketing territorial, já que temos muita matéria prima para o alimentar, no entanto falta a sabedoria para o conseguir fazer da forma mais correcta e eficaz.
Em vez de se inovar e criar uma estratégia própria, copiam-se ideias e identidades de plástico e o pior disto é que copiam-se péssimas ideias no domínio do "marketing territorial". Pega-se em algo de fora e nem sequer se adapta às especificidades locais.
Como poderão observar nas imagens, consta ali algo que lembra claramente as "Terras de Sicó", nome de uma entidade altamente politizada e nome de uma, dita, Associação de Desenvolvimento Local. Refiro-me claro às "Terras do Zambujal", nome que não lembra a ninguém...
Já por mais que uma vez alguém pegou na palavra "Terras" para colar a uma outra palavra. Este ano já vi isso mesmo num trail (Terras de Ansião) e confesso que fiquei incomodado com tal falta de imaginação. Com este exemplo, das "Terras do Zambujal" a saga continua e não me parece que acabe por aqui.
Na minha opinião, esta moda é de um profundo mau gosto e evidente falta de imaginação, pois pega-se numa palavra outsider para ajudar a caracterizar algo que é verdadeiro, que tem conteúdo, história e identitário. Se me dissessem "Zambujal, terra de - elemento identitário - ... ", aí até concordava, pois podia pegar-se numa palavra relacionada com aquele local, ou seja identitária, para publicitar este território. No entanto não aconteceu isso, fez-se o oposto, foi-se buscar algo de fora para "caracterizar" o lugar. Do ponto de vista do marketing territorial isto é incorrecto, mais ainda sabendo que prejudica a imagem do lugar, mostrando assim uma falta de conhecimento do mesmo. É a típica chapa 5!
Vejam que de todos aqueles elementos identitários, que constam na parte de baixo do placard, nenhum deles foi incluído na expressão que deveria publicitar correctamente o local. Podia ter-se pegado nestes elementos e elaborar uma frase identitária, mas não, foi-se pelo caminho mais fácil e mais incorrecto, ou seja uma frase sem identidade.
Dificilmente irei (re)visitar, na região de Sicó, locais que tenham antes do nome do mesmo a palavra "Terras", pois isso mostra apenas uma coisa, falta de estratégia, de conhecimento e de seguidismo. No próximo ano terei mais tempo para dissertar sobre estas questões, para já fica apenas um cheirinho...
Um agradecimento a quem me facultou as fotos, já que da última vez que aqui passei, não tinha a minha amiga máquina fotográfica. Tive de pedir a um amigo que fizesse o respectivo registo fotográfico.