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28.5.26

Muros da incompetência.


Tendo crescido literalmente ao lado do rio Nabão, torna-se ainda mais interessante falar sobre aspectos vários associados ao mesmo. Isto porque além do conhecimento científico que tenho do mesmo, tenho o conhecimento de campo, com décadas de conhecimento acumulado. Isto, e desta vez, para falar, mais uma vez, dos muros, que mais uma vez foram abaixo nalguns sectores. Uma obra que nasceu mal e ainda hoje, passados tantos anos, tem reflexos negativos. A forma como os muros foram feitos foi a pior, facto que está à vista com mais uns metros de muro que foram abaixo. Não, não foi culpa apenas da água, foi sim da forma como foram feitos, sem considerar o básico, sendo feitos só para mostrar aparência e pouco mais. E quando assim é não há milagres. 
Nas próximas semanas irei voltar à questão do rio, pois há duas ameaças à vista, duas ideias parvas Qb, que só existem porque a competência não existe, portanto há que mandar betão a ver se dá nas vistas. A identidade local está em risco, sejamos frontais!

 

27.6.25

Dia 11 ou dia 12 de Julho, é só escolher. Vai ser extraordinário!


Os bilhetes são gratuitos, embora sujeitos a reserva e confirmação.  Dia 11 ou dia 12 de Julho, num lugar improvável, é só escolher um dos dias, pois vai ser em dose dupla. Um evento que vai fazer história e mostrar que Ansião e Sicó conseguem criar eventos extraordinários neste território mágico. Cultura, música e geologia, é a receita. Curioso/as? 




 



25.1.25

Só num dia, imagine-se...


Esta semana coloquei nas redes sociais um vídeo da nascente do rio Nabão, num dia em que a quantidade de água que brotava era enorme, dadas aa chuvas intensas no dia anterior. É, para mim, algo de muito especial, dada a minha ligação aquele local, daí ter sido com muito gosto que partilhei para quem não pode ir à nascente ver este espectáculo natural. Não esperava era um tão elevado número de visualizações e reacções. Num dia apenas teve este singelo número de visualizações, sinal que afinal a nossa bela nascente do Nabão é querida por tantos e tantas, ansianenses ou não. Hoje, segundo dia após a publicação, já passou as 13900 visualizações. Que seja um bom pronúncio para a secular Feira dos Pinhões! 

5.5.24

Reflectir sobre esta nossa jóia...

Antes de mais quero referir algo importante, ou seja o facto da ordem destas fotografias ser aleatória, não representando nenhuma hierarquia, seja ela de qualquer tipo. Não vou dizer publicamente qual foi o meu preferido, já que isso não é relevante. Valorizo todos os carros do cortejo alegórico de 2023 de igual forma. Todos estiveram muito bem e foi um orgulho ver todos eles!

O facto de falar deste tema 8 meses depois do último desfile do Cortejo Alegórico do Povo, em Ansião, é propositado, pois fiz questão de não falar nas semanas seguintes ao mesmo. Falo agora, pois o pessoal já "não se lembra" e o assunto já não é tema de conversa como costuma ser nos dias seguintes a este belo e histórico evento. Gosto de fazer com que estes temas (e outros) voltem ao tema de conversa, pois isso é importante. É um tema que falo com especial gosto e, diga-se, sentimento, pois ainda na década de 80 eu cheguei a ajudar à construção de um dos carros do cortejo alegórico, nos Netos. Era o tempo dos carros cheios de flores de papel, tal como podem ver na segunda fotografia. Participar e assistir ao nascimento de um destes carros é uma experiência fantástica. Há todo um trabalho valoroso que muitos não imaginam...

Mas vamos então ao que me traz a este comentário. Nos últimos anos tenho visto com preocupação uma diminuição do número de espectadores deste belo evento. Nas décadas de 80 e 90 mal se conseguia chegar à frente para vermos os carros a passar. A cada cortejo era um mar de gente. Eram outros tempos, eu sei.

Os anos passaram e em 2023 o cenário que vi foi algo desolador, ou seja muito menos gente. Claro que Ansião tem muito menos habitantes, menos uns milhares que nas décadas de 80 e 90. O despovoamento também tem afectado Ansião e a uma escala que mesmo eu não esperava há uns anos.  A qualidade do evento mantém-se, muito graças a muita gente que dá o melhor de si para criar verdadeiras obras de arte, que representam artes e saberes, que mostram a nossa cultura a todos, naturais, residentes e turistas.

O que falta então para voltarmos a ter um mar de gente? Bem, na minha opinião há dois factores, um deles importante, outro fundamental. Primeiro, julgo que o melhor dia para o Cortejo Alegórico do Povo será o domingo, não o sábado. Segundo, publicitar este evento de uma forma específica e criativa, de forma a chegarmos a um maior número de pessoas, nomeadamente visitantes que assim possam vir passar o todo o fim-de-semana a Ansião, ajudando assim sectores económicos como o turismo, a hotelaria, restauração e outros mais. Isto, claro, não numa lógica circense, mas sim de promoção da nossa cultura e dos nossos saberes. 









 

27.3.24

Dia Nacional dos Moinhos: Moinhos Abertos à visitação!


É de aproveitar para visitar os Moinhos da Serra da Portela, em Pousaflores, da Melriça e do Outeiro, em Santiago da Guarda, Ansião. Quem é de fora e quer visitar a região de Sicó tem aqui uma boa oportunidade para passar um fim-de-semana nesta bela região!
Desafio à parte, este é um tema que muito me diz, sendo com muita alegria que vejo passarmos de anos onde só um dos moinhos estava aberto à visitação neste dia emblemático para três moinhos abertos à visitação.
Dois pontos que gosto de relembrar, o primeiro é que há poucos anos submeti ao Orçamento Municipal um projecto que visava a recuperação de todos os moinhos e a criação de uma escola de moleiros, de forma a criar um núcleo de pessoas que dessem seguimento a esta bela arte. Infelizmente não deu em nada, já que em tempo útil não consegui ter um orçamento de uma empresa especializada. O segundo ponto é que mesmo posteriormente já tendo tentado por outra via dinamizar uma escola de moleiros, não consegui, já que a outra parte nunca mais de disse nada. Isto depois de duas conversas, uma dela formal, para que conjugássemos esforços para que isso fosse possível. É um lamento que infelizmente tenho de aqui expor publicamente. Os moinhos têm um potencial extraordinário, e não falo na componente turística, essa já conhecida...
Aproveitando a efeméride, fiquem com um artigo que eu e outros amigos do património elaborámos há uns anos sobre esta temática:



10.7.22

Gosto de folclore, mas não deste género...

Fonte: Facebook da Junta de Freguesia de Pousaflores

Fiquei bastante perplexo quando vi algumas destas imagens, já que a moda pimba ainda consegue surpreender. Compreendo a ânsia em querer divulgar o território e os locais, contudo nunca na base do pimba, da chapa 5 e de modas efémeras. 

Mas vamos ao que me traz a este comentário. Antes de mais, logo que passe ao lado destas mariolas, irei derrubar todas as que vir, já que não faz qualquer sentido as mesmas ali. É pouco mais que um estorvo paisagístico que sem sequer legal é... Copiou-se o balancé, vindo sabe-se de lá onde, copiou-se a moda das mariolas, vindas de onde até fazia sentido, muito embora se tenha tornado um circo nas mãos de algumas pessoas ligadas às modas do momento. Para quê todo este pimba? Onde pára a identidade dos locais?


E teve de se copiar a moda das placas com cores espampanantes... Isto quando se podia ter feito algo de inovador e integrado da paisagem e neste território da Rede Natura 2000.


E depois isto, onde temos uma bela fórnia (fórnia da Ucha), importante elemento geomorfológico que poderia ter sido utilizado em vez do "vale encantado" nesta placa. Ou outro elemento histórico ali existente, escolhas não faltam. Tudo bem que a porta adiante está engraçada, o problema é que continuam a descaracterizar estas serras com elementos estranhos às mesmas, seja objectos, seja nomes.

Mais uma vez, compreendo a vontade de fazer estas coisas, contudo há que o saber fazer com atenção aos factos e aos pormenores, sem modas, importações, chapas 5 e outras coisas à mistura. Há coisas, já feitas na Serra da Portela que ficaram porreiras, contudo outras, como estas, nem por isso...



 

17.2.21

Não gosto do que vejo...

 

Era um assunto que estava pensado para ser falado já há uns tempos, contudo, e dadas as limitações a que tantos de nós estamos sujeitos, ficou em espera. Da última vez que tive a possibilidade de voltar a Ansião, pude finalmente ir ao local em causa e ver objectivamente o que por ali se tem passado.

A Quinta das Lagoas é um local que, apesar de ter um imenso potencial, tem sido desprezado e menorizado nas últimas décadas. Edificado belo q.b., uma localização fabulosa e uma envolvência estratégica, tudo para correr bem, contudo não é isso que tem acontecido. Talvez o mais incompreensível seja a negociata ocorrida há uns anitos com um grupo privado...

Nos últimos tempos parte do terreno começou a ser aterrado, para preocupação minha. À parte da questão cénica e do solo, há também a questão do aquífero bastante produtivo que alguns até conhecem. Eu tive a oportunidade de constatar a brutal capacidade do aquífero em causa quando, numa instrução dos bombeiros, há coisa de 15 anos, fizémos um treino com as moto-bombas. Largos milhares de litros de água que retirámos do poço ali localizado, mas que rapidamente foram repostos, através da rápida retoma do nível da água. Foi aí que compreendi, de facto, o que ali está...

Não sei o porquê daquele terreno estar a ser aterrado. Não sei o porquê de haver tubos, plásticos e afins misturados nas cargas de "terra" que ali têm despejado. Não sei também o porquê de haver ansianenses, javardos, que fazem daquele local um sítio de despejo de resíduos vários...





27.8.19

A memória preserva-se... preservando!


Apesar de ser uma rua bem conhecida por mim, foi algo que só há poucos dias parei para pensar. Andar a pé e andar a desfrutar da rua permite-nos andar mais devagar e notar pormenores que normalmente nos passam ao lado durante algum tempo. Foi o que ali aconteceu, pois apesar desta situação já ocorrer há alguns anos, só quando passei ali por baixo, e num ângulo favorável, é que me apercebi da situação.
Tenho uma opinião muito pessoal sobre esta situação, ou seja, que o nome do notável ansianense, não deveria de nenhuma forma ter sido adulterado. Sim, porque substituir o y pelo i, ou o z pelo s é, na minha opinião, uma adulteração histórica. A memória preserva-se preservando, não adulterando... O senhor em causa terá sido baptizado como Jeronymo Soares Barboza e morreu com o mesmo nome. Considero que este tipo de "actualizações" não é aceitável sob nenhum ponto de vista. Qual a vossa opinião sobre esta situação?

4.3.19

Protecção do perímetro da nascente do Rio Nabão? Isso só estorva...


Foi há vários meses que reparei que um concessionário situado em Ansião estava a fazer algo que me chamou a atenção. Reparei que estavam a fazer um desaterro literalmente ao lado da captação dos Olhos de Água, actualmente desactivada (embora passível de ser reactivada). Tendo o conhecimento que tenho, fiquei bastante preocupado, facto que me levou a fazer uma exposição dos factos à CCDR-Centro, sugerindo o embargo da obra. Na década de 90 este concessionário implantou-se ali, algo que foi um erro em termos de planeamento territorial, tendo em conta que se situa ali a nascente do Rio Nabão e existem ali 3 poços, o da nascente, um outro, agora quase tapado (e que as paredes estão a desabar desde a sua base, tendo previsivelmente desabado ainda mais com esta obra - na imagem abaixo) e o da captação, que consta na primeira imagem. 


Foto da passagem do segundo poço (foto da autoria de Carlos Ferreira)

Agora, que os tempos supostamente são outros e que deveria ser impensável fazer o que se fez agora, fez-se um estacionamento para carros literalmente ao lado da captação. Eu nunca o autorizaria, já que existem perímetros de protecção às nascentes e captações por algum motivo, mas infelizmente a obra fez-se e nem a CCDR-Centro o impediu. Honestamente falando, não compreendo como foi isto possível!
Resta saber as previsívels consequências desta obra, que irão apenas agravar um cenário já bastante preocupante, até porque ali por detrás existe um estaleiro de obras de génese ilegal, feito em meados de 2003, que no último PDM foi... legalizado. E até alcatrão lá enterraram!
Daqui a uns anos vai ser curioso ver o que se vai passar, com a previsível falta de água. Quando se lembrarem que ali há um aquífero e que este é uma reserva de água substancial, estou para ver o grau de poluição que se vai constatar na altura no aquífero. Aí será tarde...



Foto de uma das galerias da nascente do Nabão (foto da autoria de Carlos Ferreira)


12.2.19

Um par de estalos era pouco...

Tinha ido dar uma voltinha a pé por um dos locais que mais me diz, o qual fez parte da minha juventude enquanto espaço de descoberta. Foi, portanto, um dos locais que mais me influenciou, daí ter um carinho muito especial pelo mesmo. Quando passei a ponte em madeira, reparei que ali no antigo moinho, na parte por onde dantes escoava a água, havia algo a mais. Aproximei-me e comecei a perceber do que se tratava. Lixo!
Dei a volta ao edifício, entrei e aí disse umas coisas feias, tal o cenário com o qual me deparei. Paredes grafitadas, colchões e lixo q.b.. Há putos que não têm educação alguma em casa. Um par de estalos era pouco...
Tendo em conta este cenário, fica o apelo à Câmara Municipal de Ansião, para que proceda à limpeza deste edifício com simbolismo, mas sem utilização, colocando uma porta à prova de vândalos. 






23.8.18

Cortar ou não, eis a questão...


É mais um assunto que acompanhei de longe, por ter estado ausente de Ansião durante umas semanas. Tal como no último caso que destaquei aqui no azinheiragate, apenas agora, já depois de ter ido ao local, venho então comentar o caso e dar a minha opinião.
Para quem não sabe, ali naquele passeio, onde está aquela calçada mais branca, estavam árvores, se bem me lembro tílias. Trata-se apenas de um troço de passeio problemático em frente ao centro de saúde de Ansião. Durante anos a fio foi um problema a localização destas árvores, já que estavam posicionadas no meio do passeio e tornaram-no intransitável a cadeiras de rodas, dificultando também a locomoção de pessoas com algum tipo de dificuldade. Quem, como eu, teve de ir com doentes aquele centro de saúde sabe o calvário que era. É apenas um exemplo de mau planeamento do arvoredo que se vê pela Vila de Ansião, típico de tanta vila ou cidade portuguesa...
Possivelmente tendo em conta esta situação, a autarquia local terá decido proceder ao corte destas 3 ou 4 árvores, ficando tal como a foto mais actual o mostra. Isto levou a algumas críticas, umas honestas e outras nem por isso.  Digo que outras "nem por isso" porque estas últimas foram feitas por algumas pessoas que no início de 2017 nada disseram nas redes sociais sobre uma outra situação, em Chão de Couce. Uma delas, que há poucos dias me mandou uma indirecta, que nem ex boy da jota, num jornal propriedade de vários elementos de um partido político, nem chilrreou aquando do abate daquela árvore monumental em Chão de Couce, armando-se agora em rouxinol da denúncia. Será que a perda do ninho muda assim tanto alguém? Será que bebeu demasiada água poluída ali pelos lados do Alvorge?! A bela da politiquice hipócrita... Já li também curiosos comentários de duas destas pessoas em especial, as quais ainda há poucos meses desesperavam com as minhas críticas e que nos últimos meses têm mandado umas indirectas a ver se colam, pensando agora que me podem dizer quando é que comento o que eu entendo no azinheiragate, de forma a fazer-lhes um frete político. A eles, em especial, digo apenas uma coisa que um amigo meu, curiosamente da mesmo cor política deles, embora sem historial de cargos de nomeação política, dizia sobre mim, de forma séria, imparcial e honesta, ou seja que eu não faço favores a ninguém... Não tenho filiação partidária ou sequer preferência partidária, lamento desiludir-vos rapazes! Sim, eu sei que, para vocês, sou persona non grata. Grato pelo elogio e se a azia ainda não passou... temos pena! 
Quanto às críticas honestas, uma das que ouvi foi de que a retirada das árvores notou-se bem, algo que posso confirmar, já que à parte de ter estudado estas matérias (em espaços verdes e em climatologia local), já vivi numa cidade onde notei bastante, em termos de barulho, a retirada de duas árvores de pequena dimensão da rua à frente do edifício onde estava (uma barreira verde consegue reduzir o barulho cerca de 30% e diminuir a temperatura no Verão cerca de 2 ou 3 graus, dependendo do espaço verde). Outra das críticas que li nas redes sociais é que se devia ter transplantado estas árvores. Quanto a esta última questão, discordo, já que se trata de uma operação complexa que, no meu entender só se justifica se a árvore tiver valor botânico/patrimonial de realce, o que não é o caso.
Quanto à retirada/abate destas 3 ou 4 árvores, concordo com a decisão, já que além do mau estado do passeio, era muito complicado para alguém de cadeira de rodas ir ao centro de saúde. Ou seja, a acção foi justificada e focada onde o problema tinha maior relevância. Há outras ruas onde o problema é semelhante, contudo é diferente daquele troço de passeio adjacente ao centro de saúde. Claro que ninguém gosta de ter de cortar árvores, mas nalguns casos é a opção mais acertada, como foi o caso. Acontece também ter de cortar árvores que destroem as canalizações.
Por uma questão de curiosidade, pedi uma segunda opinião a um colega geógrafo, que fez comigo a disciplina de "Espaços Verdes", ainda no tempo da nossa licenciatura, mas que depois se especializou, através de um doutoramento, em botânica. A opinião dele coincide plenamente com a minha, algo que eu esperava.
Como mitigar a questão. Há duas hipóteses, a primeira duvido que agrade a alguns dependentes do popó, já que inclui a perda de 2 ou 3 lugares de estacionamento (onde novas árvores poderiam ser plantadas). A segunda poderia passar por plantar novas árvores nos espaços verdes ali existentes, como por exemplo um dentro do perímetro do centro de saúde, a escassos 2 metros da antiga localização das árvores retiradas. Eu optaria pelo redimensionar do estacionamento, de forma a poder plantar várias árvores, entre estacionamentos, possibilitando daqui a uns anos a retirada das restantes árvores dos passeios, já que representam, de facto, um problema para a mobilidade e daqui a uns anos, quando aquela rua tiver  maior densidade de construção (inevitável...), o problema ganhará nova dimensão e voltaremos à mesma conversa.
Importaria também pensar agora na solução a médio prazo para outras ruas, estas menos problemáticas. Planeamento exige pensamento crítico, de forma a evitar o que agora se passou, por mera falta de planeamento na década de 90 (na rua em causa) e antes disso (noutras ruas).



13.8.18

Vejam o que perderam este fim-de-semana! Roam-se de inveja...

Este fim-de-semana ocorreu mais uma edição do cortejo alegórico, em Ansião, nas festas do concelho. Trata-se de um evento que é simplesmente excepcional, onde o associativismo mostra a sua saúde e pujança e nos honra com belos carros alegóricos. Não há vencedores, pois todos são vencedores, há sim sempre um ou dois que, por um qualquer motivo se destacam. 
No cômputo geral, foi um desfile muito bom, onde se mostrou que também o simples pode ser fabuloso. Havia carros menos e mais elaborados, todos eles cumpriram os objectivos. Todos estão de parabéns e se devem sentir orgulhosos. 
Estranhei o novo trajecto do cortejo, mas confesso que gostei do mesmo, sendo, para mim, um trajecto que favorece mais o cortejo e quem está a ver o cortejo.
É sempre complicado destacar os tais carros que se destacam mais, até porque por vezes se trata de uma questão de gosto ou sensibilidade. Destaco dois, sem querer parecer injusto para com os outros, já que, como atrás referi, são todos vencedores. O carro da Torre (segunda foto e primeiro vídeo) e o carro da ALN (sétima foto e segundo vídeo). O carro da ALN surpreendeu-me bastante, dada a brilhante ideia que tiveram (que bela obra de arte!). É mais uma peça de museu, para ser exposta num espaço digno do mesmo.
Resumindo, é um orgulho ver tudo isto, e é um orgulho ter um associativismo que nos brinda com o que de melhor tem. Eu tive a oportunidade de observar com atenção todos os pormenores dos carros antes de eles entrarem na "arena", algo que enriquece ainda mais a experiência. Deu para ver pormenores fantásticos, que mostram bem a dedicação do pessoal em prol do património e da cultura. Quem não teve a oportunidade de ver este cortejo alegórico deve estar arrependido de não ter ido. O remédio? Simples, vir ao próximo cortejo alegórico, numa próxima edição...















18.6.18

Nabão, uma questão de marketing territorial...


Há uns dias, e enquanto "deambulava" nas redes sociais, deparei-me com dois amigos que estavam a  dissertar sobre a nascente do Rio Nabão, em Ansião (sim, é mesmo em Ansião), após uma referência ao Rio Nabão numa rádio nacional. Como é algo que me é próximo, "intrometi-me" na conversa...
A nascente do Rio Nabão é, para mim, um lugar muito especial. Foi um dos meus locais de brincadeira em miúdo, tal como o antigo lagar ali próximo (arrasado para dar lugar a um pseudo centro de interpretação ambiental, ou como eu sempre disse, um alibi para ir buscar fundos comunitários para depois transformar noutra coisa que não centro de interpretação ambiental...). Familiares tinham também um terreno, o qual foi vendido aquando do início deste projecto (daí eu saber bem toda a história subjacente ao mesmo, ou seja, já sabia que depois iria ser um restaurante...).
Mas voltando ao cerne da questão, os meus dois amigos falavam da nascente do Nabão, ou simplesmente "Olhos de Água". Apontei então uma questão basilar, ou seja o facto de Ansião nunca ter "vendido" a imagem de que é em Ansião que nasce o Rio Nabão. Não são assim tantos os que sabem que é ali que nasce o Rio Nabão. Muitas pessoas não sabem sequer onde é Ansião nem imaginam que é ali que brota a água que vali alimentar o caudal inicial do Nabão. Por outro lado já sabem onde é Tomar e associam o Rio Nabão a Tomar. É aqui que entra o que eu considero uma falha imperdoável em termos de marketing territorial, ou seja, e de uma forma simples, afirmar Ansião também nesta perspectiva.
No mesmo diálogo com os meus amigos, um deles disse que o facto de o caudal ser ocasional era um problema, já que poderia prejudicar uma campanha de marketing da forma que eu idealizo. É algo de compreensível, contudo em termos de marketing territorial não é problema algum, muito pelo contrário. O que é problemático é não existir um marketing territorial que foque esta questão. O que está em défice é mesmo a divulgação e a interpretação de toda esta questão associada aos Olhos de Água, desde o que vemos à superfície até ao que lá está por baixo, sejam as grutas, sejam os aquíferos. Há toda uma interpretação que não existe, prejudicando assim a valorização daquela área e a própria imagem de Ansião. Quantos são os que passando no IC8 sabem que é ali mesmo que nasce o Rio Nabão?
"Nem quero imaginar" o quanto perplexos muitos ansianenses vão ficar quando souberem, de facto, o que ali existe por baixo... Enquanto espeleólogo já tive o privilégio de lá ir abaixo e ver aquela beldade. Lembro-me do que vizinhos meus, já de idade, me diziam há 30 anos sobre o que lá havia em baixo... Um deles dizia que cabia lá uma igreja, muito embora isso não corresponda à verdade, o certo é que iluminou a minha mente e espicaçou a curiosidade que, em parte, me fez quem sou.



13.6.18

Arboricídio a regra e esquadro...


Depois de ter tido conhecimento desta situação, no Alvorge (Ansião) a primeira coisa que me apetece propor é que quem fez esta "limpeza" seja não só responsabilizado pela asneira que fez, bem como ser obrigado a ser acompanhado por um engenheiro florestal, botânico ou afins, de modo a não fazer mais asneira.
Soube disto através das redes sociais e pedi autorização para utilizar estas fotos, as quais foram postadas por uma cidadã lesada por esta acção imbecil.
É um problema que tem ocorrido um pouco por todo o país e que se agravou com aquela tal lei, feita à pressa, e com fins meramente de propaganda política e pouco mais, de modo a evitar novas tragédias como as que ocorreram em Junho e Outubro últimos. De resto está tudo igual, pois não se foi ao cerne da questão.


Limpezas deste tipo não podem ser concessionadas à hora (pagamento à hora). Este tipo de trabalho tem de ser pago na base da competência e da qualidade do trabalho. O que se vê nas fotos é borrada e da grande. Quem fez este serviço comigo nunca mais trabalharia, pelo menos até provar que é competente para este tipo de serviços, que exige conhecimento e respeito pelos valores em causa.
Se fosse nas bermas de uma auto-estrada, fazia sentido que fosse a regra e esquadro, contudo não estamos numa auto-estrada, mas sim na floresta de Sicó.


À hora que escrevo este comentário sei que as entidades oficiais já foram ao terreno, depois de alertadas para esta situação. Tendo em conta os esclarecimentos, julgo que situações deste tipo serão mais difíceis de acontecer. Resta agora tirar ilações do que se passou e pugnar pelo cumprimento das boas práticas neste domínio. Aqui, também, se vê a falta dos Serviços Florestais...
Tem sido demasiadas as árvores abatidas ou irremediavelmente afectadas por limpezas feitas a regra e esquadro, por máquinas que cortam tudo o que aparece, sem distinções nem atenções...
Isto já para não falar da madeira roubada por alguns ou retirada por outros numa de chico espertismo...


E o derrubar de muros antigos também não é aceitável, seja de que forma for. Resta saber se os muros, ou pelo menos as pedras derrubadas vão ser repostas no seu devido lugar.