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19.10.25
Curiosidades curiosas, passe o pleonasmo.
Fiquei com um sorriso na cara quando me deparei com este barco de pesca com um nome que diz muito a Sicó, mais concretamente a Ansião, onde se situa a nascente do rio Nabão. Foi num passeio de barco no porto de Huelva que vi este barco, sendo que puxei logo pela máquina fotográfica para fazer o obrigatório registo do mesmo. É uma mera curiosidade, mas das que vale a pena aqui destacar!
4.11.21
Sobre o maior desastre ambiental dos últimos anos em Ansião...
Tive de adiar a elaboração deste comentário, já que se o fizesse a quente poderia ter utilizado linguagem menos própria, tal a minha fúria depois deste desastre ambiental no meu rio Nabão. Tenho uma relação muito próxima com o Rio Nabão, já que foi um dos meus companheiros de infância, no qual brinquei e com o qual muito aprendi sobre as coisas da vida. Crescer com o Nabão à porta foi uma verdadeira maravilha e uma inspiração, daí a minha defesa incisiva deste curso de água.
Agora já mais calmo, embora ainda muito preocupado com a poluição derivada deste "acidente" ambiental, alegadamente possibilitado por alguém que já por várias vezes teve problemas com a questão "ambiente", e sobre o qual existiam suspeitas de outras descargas, de menor dimensão, neste mesmo local, posso então dissertar com calma sobre esta vergonha.
Confesso que não esperava um desastre ambiental desta dimensão. O local da descarga era já conhecido por fortes suspeitas de descargas menores deste tipo de resíduos, estando a ser monitorizado por algumas pessoas como eu. Desta vez a descarga envolveu óleo de motores. Milhares de litros derramados para o rio Nabão. Um "atentado" ambiental dos mais graves de sempre por Ansião. As consequências ainda estão por determinar, já que não se sabe bem quanto se infiltrou para os aquíferos. Estas imagens foram registadas há cerca de 2 semanas, já depois de uma acção de descontaminação do solo, que envolveu a remoção, através de maquinaria pesada, de uma camada impregnada de óleo. Este solo foi encaminhado para o local indicado para ser processado. Por esta altura já o Nabão corre e quem ali for só irá conseguir ver o ponto por onde o óleo foi despejado. E digo despejado porque o sistema tem ligação directa ao rio Nabão, tal como a descarga colossal de óleo confirmou.
Dou os parabéns a quem denunciou o caso, já que além de ter feito um gesto que demonstrou coragem e cidadania plena, impediu que as consequências da descarga fossem ainda piores. Os meus parabéns também à SEPNA, Câmara Municipal de Ansião e às demais autoridades, pelo trabalho e diligências efectuadas.
À parte da dimensão da descarga, confesso que não me espanta o facto de quem possibilitou este desastre ambiental o tenha possibilitado de alguma forma. Há mais de duas décadas que trabalhei por ali e vi coisas que já na altura me preocupavam. E quando chamava à atenção, a voz do outro lado levantava-se contra mim. Nunca mais atestei o carro por ali, recomendando aos meus amigos que tivessem a mesma atitude. Quem não tem boas práticas ambientais não me merece enquanto cliente.
Tenho pena que não tenham encerrado compulsivamente aquela actividade, até que se averiguasse a situação. De qualquer das formas sei que a coima e as consequências serão graves para o responsável por este desastre ambiental. Agora resta esperar que a justiça faça o seu trabalho. E, fundamentalmente que o ecossistema recupere rapidamente, algo que não sei se será possivel dado que não se sabe quanto entrou no aquífero. E entrando lá, lá se foi a água potável por longas décadas...
Tenho vergonha que existam ansianenses que possibilitem de alguma forma atrocidades como esta. Não há desculpas e não me venham com histórias de avarias. O facto de existir ligação directa para o rio Nabão diz tudo sobre a gravidade da situação e sobre a responsabilidade de quem, afinal, foi o responsável por este desfecho trágico em termos ambientais!!!19.3.21
Só se preserva aquilo que se ama, só se ama aquilo que se conhece!
Fonte: http://www.photoguerra.net/
6.9.20
Uma boa ideia ou um elefante branco, eis a questão!
Há poucas semanas voltei a ouvir algo que já tinha ouvido há poucos anos. É algo que, diga-se, considero bastante interessante para trazer aqui ao debate. Da primeira vez que ouvi o que seguidamente irei abordar, foi dito por alguém ligado a um partido político. Já a segunda vez, foi dito por um cidadão sem qualquer ligação política. Claro que não terão sido as únicas vezes que ouvi isto, contudo foram estas duas vezes que ficaram a orbitar na minha cabeça. Trata-se, portanto de algo idealizado por qualquer ansianense, independentemente de política e afins, algo de transversal à sociedade.
Agora que já estão desesperados para saber do que falo, vamos então à ideia em causa. A ideia que tenho ouvido nos últimos anos, mais concretamente desde as obras nas margens direita e esquerda do rio Nabão, em Ansião, é a de uma praia fluvial, a localizar no troço em redor do campo de futebol de praia.
Compreendo que as pessoas falem da ideia e a debatam, já que é saudável e deveras interessante debater, contudo será que faz algum sentido a construção de uma praia fluvial em Ansião?
Na minha opinião não. Porquê? Poderia resumir em dois pontos fundamentais, ou seja as características geológicas e geomorfológicas, bem como a componente “aquíferos”. Em Ansião não existem condições ideais para uma praia fluvial de algum tipo, caso do Agroal, do Anços ou mesmo do Arunca. Depois entra a questão da água, ou seja o regime hidrológico do rio Nabão, com um volume de água reduzido e limitado a poucos meses. E nos últimos 20 a 30 anos houve mudanças no regime hidrológico, como os que têm a minha idade ou mais velhos bem sabem, já que, como eu, vivenciaram estas mudanças.
No meu entender uma praia fluvial seria um mero elefante branco, onde se iriam perder alguns milhões de euros (em termos técnicos, e no limite, seria o valor necessário para criar um elefante branco destes...).
O que podemos então fazer? Sobre isto nada, é mesmo para esquecer e focar no que podemos fazer pelo rio Nabão. O que, neste momento, considero mais importante é estudar o aquífero do Nabão, o qual tem sido explorado por especialistas na matéria, e tratar de uma vez dos problemas da poluição que afecta o rio Nabão. Lembrem-se que até há não muitos anos Ansião tinha no Nabão a sua fonte de água potável. Neste momento não tem, contudo temos no Aquífero do Nabão um recurso fundamental, do qual pouco sabemos sobre o seu real estado. E seria crucial saber muito mais, já que temos ali uma reserva estratégica de água, a qual poderá ser uma boa reserva de água potável num futuro que se prevê complicado em termos de disponibilidade deste recurso do qual dependemos.
9.7.19
23.5.19
É ir, aprender e desfrutar!
A exploração da nascente do rio Nabão, em Ansião, na primeira pessoa, com projecção do documentário "Ansião - expedição às profundezas"
João Neves (espeleo-mergulhador), Rui Guerra (realizador/fotógrafo e espeleo-mergulhador) e Sérgio Medeiros (espeleólogo), irão falar da sua experiência nestes ambientes e em particular da nascente do rio Nabão.
Como é preparar toda a logística para uma expedição como esta? Quais os desafios de filmar nestes ambientes subterrâneos, acima e debaixo de água? Como é feita a exploração subaquática desta e de outras grutas?
Estas e outras questões colocadas pelo público serão tema de conversa com os protagonistas.
Com o apoio da Fundação Caixa Agrícola de Leiria, uma co-organização de João Carlos Gomes e Photoguerra.
Entrada livre"
10.5.19
Os porcalhões, a poluição e o rio Nabão
Logo que a obra ficou terminada, cedo os ansianenses, e não só, começaram a desfrutar das margens do rio Nabão, em Ansião. Com a fruição vieram os problemas do costume, vandalismo e falta de civismo. Luzes partidas no sector da nascente, mais desprotegido, e lixo na ribeira, bem como mesas mandadas para a ribeira. Infelizmente isto continua a acontecer.
Certos porcalhões continuam a mandar resíduos para a ribeira, tal como se observa na primeira fotografia. Onde isto acontece mais vezes é ao pé do telheiro onde o pessoal pode picnicar nas mesas e grelhar a chicha ou o peixe. Se alguma vez virem alguém a mandar algo para a ribeira, não se calem. Eu, se o vir não tenho qualquer problema em chamar de porcalhão ou porcalhona, pois é algo que mexe com o/a visado/a.
Depois há outra questão, a da poluição química, facto que além de eu já ter observado, já por mais que uma vez fui contactado para comunicar o facto. Esta segunda imagem veio de uma dessas pessoas, à qual eu agradeço o envio. Há que identificar possíveis focos de poluição, de forma a punir quem faz dos cursos de água o seu caixote do lixo ou uma sarjeta!
Resumindo, estejam atentos a este tipo de situações, a bem da nossa saúde, da nossa qualidade de vida e a bem de Ansião. Há que mudar as mentalidades de alguns que teimam em se manter na idade da pedra. Eu estarei por aqui para isso mesmo, trabalhando activamente em prol da literacia ambiental e cívica.
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