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15.1.25

Mesmo assim há quem insista em abandoná-los...


Alguns se calhar vão dizer que é um tema banal, contudo, e infelizmente, não é, já que apesar de actualmente haver todas as facilidades e comodidades para encaminharmos os "monstros" que temos em casa, ainda há quem os abandone por aí, seja em meio urbano seja em meio rural (bermas dos caminhos rurais e afins...). Nesse caso o monstro é quem abandona os ditos objectos.
Fiz este registo há uns meses, quando me deparei com o mesmo, numa ilha ecológica, vulgo ecopontos, a escassos metros da estação de comboios de Pombal, após chegar de uma viagem de comboio. Hoje foi o dia de usar este mesmo registo fotográfico, a bem da educação ambiental e da promoção do civismo e cidadania.

10.1.25

Reciclar a cerâmica em fim de ciclo é essencial!

Fonte: https://www.jornaldeleiria.pt/noticia/projecto-de-empresa-de-leiria-quer-criar-ceramicao-para-cidades-inteligentes#google_vignette

Dirão alguns o que tem esta notícia a ver com o âmbito do azinheiragate. Eu explico! Foi em 2022 que surgiram dois pedidos de pesquisa e prospecção de areias siliciosas e argilas especiais para a região de Sicó, concretamente Murtal, em Almoster, Alvaiázere e Pessegueiro, Pousaflores, Ansião. Na primeira acção de apresentação e debate público, confrontei o proprietário da empresa promotora dos dois pedidos sobre porque não investia na criação de um pólo de reciclagem de cerâmicas. O mesmo não quis saber, queria apenas explorar e o povo que se amanhasse com o legado que ficaria caso as explorações fossem em diante. Mostrei, portanto, que em vez de se apostar em criar mais crateras, se deve apostar na reciclagem deste tipo específico de resíduos cerâmicos. 
É por isto que destaco esta notícia, já que vejo com muitos bons olhos o surgimento de uma empresa que pretende focar o seu modelo de negócio num importante nicho com tudo por fazer. É um verdadeiro serviço público que esta empresa irá fazer, pois evitará que muitas toneladas de um resíduo vão para aterro, incorporando-o novamente na economia. E a outra empresa que não quis saber da minha proposta, que aprenda com a INOV.Recycle. Há quem inove e evolua e há quem fique parado no tempo... 

13.3.19

Vamos falar de compostagem, compostores comunitários e de poupança nos orçamentos municipais?


É cada vez mais um tema pertinente, também na região de Sicó. Falo, claro, da temática da compostagem e dos compostores. Para quem tem quintal e/ou galinhas, é uma questão que não é problemática, contudo, e para quem não tem, é um problema que acaba por se reflectir na despesa das próprias autarquias, já que os resíduos orgânicos representam ainda uma percentagem substancial dos resíduos que vão para aterro. E se pudéssemos virtualmente acabar com este problema, poupando problemas a jusante e poupando muito dinheiro aos orçamentos municipais?
O foco são os núcleos urbanos, onde os apartamentos e casas sem quintal predominam, casos da cidade de Pombal e das Vilas da região de Sicó. É ali que se concentra o problema e é ali que se pode resolver o problema. Mas vamos a contas. Assim por alto, é muito fácil qualquer um de nós produzir meia tonelada de resíduos orgânicos (restos de comida) por ano. Multipliquem isto por milhares de lares e façam as contas. Já perceberam a dimensão do problema?
Se o problema não for resolvido, isto significa que os nossos impostos continuarão a ser, em parte gastos, na recolha e no transporte destes resíduos para aterro, ou seja dezenas de milhares de euros por ano gastos em algo que era perfeitamente evitável. A solução? Simples, compostores, comunitários ou não, situados de forma estratégica em meio urbano. Cheira mal? Não, não cheira mal. Já vi sistemas deste género posicionados em pleno centro urbano, sem cheiros (no País Basco - imagem logo abaixo deste parágrafo). Todos os resíduos poderiam então ser reaproveitados, sendo utilizados como fertilizante em hortas.


"Ah, e tal, mas isso é uma chatice e eu não tenho espaço em casa", é a desculpa que, por vezes oiço, contudo resulta apenas de estereótipos. É fácil de resolver, vejam como eu faço. Basta um balde com tampa para guardar os restos de comida e, de 2 em dois dias levo para um terreno, onde enterro (centenas de minhocas fazem daquele terreno um bom local para a horta anual). Tudo isto sem cheiros. É a minha forma de resolver o problema tendo em conta que não há compostores. Já propús esta ideia em Ansião, já que é um dos núcleos urbanos onde colocar compostores faz todo o sentido. São centenas de apartamentos e casas que podem contribuir e, assim, mitigar um problema que não é menosprezável! Vamos transformar a nossa região também neste domínio? Vamos poupar o ambiente e a carteira?!

14.11.18

Projecto Recicla Soure: quero saber mais sff


Até há poucos dias desconhecia o "Projecto Recicla Soure" e foi numa das minhas voltas por Soure que me deparei com dois destes locais que visam dar seguimento à "promoção da reciclagem multi-material e valorização orgânica de resíduos urbanos. 
Não vou embandeirar o projecto, até porque conheço bem a temática da reciclagem e do muito que está por fazer e mudar em Portugal e na região de Sicó. Ando um bocado desiludido com esta questão à conta de um livro que tenho escrito mas que ainda não consegui publicar. Este livro é o reflexo de 20 anos de activismo. Já tive dois nãos e estou agora à espera de resposta por parte de uma outra entidade. Quem eu mais pensava que poderia apoiar a edição de um livro inovador e único sobre a temática, foi quem mais me desiludiu, ou seja uma entidade de âmbito nacional. Esta entidade após contacto inicial mostrou algum interesse, mas 4 meses depois de enviada alguma informação para análise, e apenas 1 dias depois de ter enviado uma mensagem, de forma a solicitar informação sobre a análise, recebi uma resposta seca e pouco profissional, de que não estavam interessados. Já percebi que os interesses instalados não gostaram de ouvir umas verdades, algo que me motivou ainda mais.
Mas voltando a Soure, é bom ver surgir um projecto deste tipo, contudo há que esperar para ver os resultados, já que não sei como foi pensado este projecto. Não sei qual o sucesso que irá ter, ainda mais porque há interesses que se podem considerar de certa forma conflituosos e ambíguos.
Não tenho confiança num sistema em que uma empresa de resíduos, com forte influência autárquica, privilegia há demasiados anos a deposição em aterro de resíduos recicláveis. Não tenho confiança num sistema em que uma empresa de resíduos é muito lenta no desenvolvimento de soluções que foquem em primeiro lugar a reciclagem, focando em primeiro lugar a deposição em aterro, que é muito lucrativa, facto que atrasa o estabelecimento de uma estrutura focada na reciclagem de materiais, algo de muito lucrativo e benéfico para todos.
No domínio da reciclagem há muito por fazer, tal como na questão dos resíduos orgânicos, que representam uma percentagem importante dos resíduos que cada um de nós produz. Há poucos meses propus uma ideia para a Vila de Ansião, com vista a valorizar este tipo de resíduos em especial.
Logo que este projecto esteja mais avançado voltarei a falar do mesmo. Para já fica o convite à reflexão sobre a temática da reciclagem.



15.10.17

Quando a cabeça não tem juízo, a educação ambiental é que paga...



Demorei meses até que decidi falar desta questão. Reflecti sem pressas e deixei o tempo fazer o seu trabalho, mas a mágoa continua. O motivo porque apaguei segmentos destas duas fotos deve-se ao facto de não pretender afectar a imagem da entidade em causa, até porque a culpa não é dela, mas sim culpa da malvadez e estupidez humana de uma ovelha negra. Quero apenas mostrar do que se trata, daí mostrar os ecopontos e não o cenário dos mesmos.
Mas comecemos pelo início. Há uns anos adquiri às minhas custas alguns mini-ecopontos, de forma a oferecer a uma determinada entidade, fomentando assim a educação ambiental, senso lato, e a separação de resíduos em termos já mais objectivos. Foram anos de sensibilização e dezenas de pessoas levaram para casa algo de novo, a sensibilização para algo de importante como o é a reciclagem. É uma tarefa que leva o seu tempo, mas que resulta e é gratificante, isso vos posso garantir. Os mais de 200 euros que gastei em 2006 compensaram, pelo menos até determinada altura.
Como em tudo na vida há ovelhas ranhosas, que tentam impedir o avanço civilizacional. A reciclagem é um desses avanços civilizacionais. Durante os anos em que estive naquela entidade, ninguém se interpôs num caminho que consegui trilhar e do qual muito me orgulho. O estatuto que tenho funcionava como protecção aquela medida pedagógica. Apesar desse facto, houve sempre uma ou duas ovelhas ranhosas, que queriam acabar com a reciclagem, estando desejosas que eu me fosse embora dali. E esse dia chegou a determinado momento. Logo que aconteceu, a primeira coisa que essas ovelhas ranhosas fizeram foi transformar dois dos conjuntos de mini-ecopontos em caixotes do lixo, pervertendo algo de tão importante como era a reciclagem. Mas não se ficaram por aí, pois retiraram um papel que apelava à separação de resíduos e até os ímanes do frigorífico, alusivos à reciclagem,   desapareceram. Não é algo que me surpreendeu, já que já tinha ouvido, meses antes, que certa pessoa tinha prometido que ia acabar com a reciclagem, mesmo que não mandasse nada ali (as paredes têm ouvidos e eu oiço-as...). É algo que lamento profundamente. Se há um atestado de ignorância e malvadez passível de apresentar, este é um deles.
Apesar da maioria do pessoal já ter começado a integrar a questão da reciclagem, este acto ignóbil, é um reprocesso civilizacional, que infelizmente afecta negativamente a imagem da entidade em causa.
Há quem saiba do que estou a falar, mas, e a esses, peço que não falem do local onde isto se passa, já que, como já referi, não é ela que tem a culpa. Foi ela aliás que sempre apoiou a reciclagem entre portas. O importante é mesmo fazer-vos reflectir sobre esta questão e, envergonhar quem tomou a iniciativa de acabar com a reciclagem ali, numa de vingança para com a minha pessoa, numa (i)lógica de ressabianismo puro. Trata-se de alguém que só é gente entre aquelas portas, pois fora delas é um zé ninguém. E, diga-se, mesmo lá dentro, é gozado por muitos, tal a infantilidade crónica.
Para terminar, eu não condeno quem não sabe, condeno sim quem não quer saber...

18.3.16

As escovas de dentes também se reciclam: um bom exemplo em Pombal


Há umas semanas vi no Pombal Jornal uma notícia rara na imprensa regional, a qual me alegrou bastante. Isto, especialmente, porque ando a pensar fazer algo semelhante em Ansião e promover iniciativas semelhantes por toda a região de Sicó, sensibilizando assim as pessoas para uma temática específica no mundo na reciclagem. Até agora tenho guardado algumas escovas, de forma a que no dia em que surja um eco-escovão, as possa depositar naquele recipiente. 
É possível que a maior parte de vós não saiba que este tipo de resíduos é específico, tendo por isso de ser depositado num eco-escovão e não num vulgar ecoponto, tal como possivelmente muitos de vós fazem. Em jeito de desafio, peço-vos para tentarem saber qual vai ser o destino destas escovas. tenho a certeza que vão ficar surpreendidos pela positiva, pois o mundo da reciclagem é, por vezes, surpreendente.
E já agora, não precisam de mandar fora a vossa escova de 3 em 3 meses, isso é conversa de vendedor de escovas de dentes. Dependendo de cada um, ela pode durar muito mais tempo, por isso é mais importante verem o estado da escova do que de forma automática mandarem fora a escova de dentes.
Agora toca a reciclar por favor!

27.1.16

Eu queria dizer que sim, mas não consigo...




No início do mês de Janeiro abordei aqui uma questão com a qual lido há alguns anos. Passadas 3 semanas do comentário, eis que me disseram que a situação tinha sido resolvida. Gosto de pensar que o comentário ajudou a mitigar o problema. Fiquei bastante contente, no entanto fiquei curioso, já que em vez de resolvida, disseram-me que a situação tinha sido "resolvida". 
Eis que me desloquei até ao local, na ânsia de efectuar o respectivo registo fotográfico, bem como de elaborar este mesmo comentário. Até lá chegar, pensava apenas nos elogios que deveria fazer, pois há que aplaudir acções de limpeza. Não sei se foi a Câmara Municipal de Ansião ou a Junta de Freguesia de Chão de Couce que meteram mãos à obra, mas penso que daqui a uns dias saberei quem foi.
Mas afinal havia ali algo que me incomodou bastante. É certo que houve intervenção, é certo que alguns dos monos foram retirados, caso dos colchões, mas porque carga de água se enterraram (mal...) alguns pára-choques, em vez de os retirar? Faz algum sentido? Qual a lógica associada?
Se nesta intervenção tivessem sido retirados também os pára-choques, pneus e mais algumas coisas, aí até ficaria contente, mas assim não, muito pelo contrário. Tenho de condenar veemente esta atitude e não a deixar passar em branco, de forma a que as boas práticas sejam consolidadas e os maus hábitos extintos.
Não basta mandar para ali uma máquina e eventualmente uma carrinha, para retirar os colchões, tem de se enviar uma máquina e uma carrinha para retirar tudo aquilo que é possível. E se for precisa ajuda, também se arranja. É certo que é difícil limpar tudo, mas pelo menos o básico tem de ser feito...





12.6.15

Sacos, saquinhos e sacolas: a cultura do plástico


Foi motivo de aceso debate na sociedade portuguesa há algumas semanas. Actualmente já não há grande debate. Penso que isto se deve a um simples facto, o de que as pessoas já assimilaram que afinal isto não é nenhum bicho papão e que é algo simples de se fazer. Falo, claro, de todos abandonarmos a cultura dos sacos de plástico, utilizando apenas o que realmente precisamos. Já muitos viram que a taxa verde, aplicada sobre os sacos de plástico (leves), faz todo o sentido e que tudo isto pretende apenas mudar maus hábitos, infelizmente enraizados na nossa cultura, consumista por natureza. Há até quem, de forma brilhante, tenha brincado com a coisa.
Há ainda muito estereótipo associado a esta temática, mas felizmente que alguns deles foram esbatidos nos últimos meses. Assisti a debates vários, onde estes estereótipos estavam bem presentes, um deles foi no programa Prós e Contras, onde o Bastonário dos Técnicos Oficiais de Contas teimou em insistir em alguns destes mesmos estereótipos. Disse que os hábitos não se quebram facilmente, mas, como ele agora pode constatar, o hábito dos sacos, saquinhos e sacolas até foi bem mais fácil de quebrar do que se pensaria. Disse que impostos e ambiente não se devem misturar, quando afinal estes devem obrigatoriamente ser "misturados", pois as externalidades negativas devem ser pagas por quem mais polui. Quem mais polui mais paga, é um princípio elementar. Este esqueceu-se que, os mesmos países que este é capaz de dar como exemplo em questões económicas, são os mesmos que já levam a fiscalidade verde a sério. Claro que podemos e devemos debater se a fiscalidade verde está a servir outros propósitos que não aquele para que foi criada, mas isso é conversa para outro comentário.
O Bastonário dos TOC chegou inclusivamente a referir que banir os sacos de plástico significa desemprego, esquecendo que não se quer banir os sacos de plástico, mas sim reduzir o consumo dos mesmos para níveis aceitáveis e sustentáveis em termos ambientais. Não referiu que isto é uma boa oportunidade para a inovação e para substituirmos importações. Há uma excelente oportunidade para produzir sacos de pano e outros materiais. E o lendário saco de pão que dantes utilizávamos? Faz sentido andar a utilizar diariamente sacos de plástico em vez de utilizar o mesmo saco de pano?
Mas não só, pois isto é apenas a ponta do iceberg, há toda uma enormidade de lixo que é mandada fora e/ou que vai para aterro. fará isto algum sentido? Falemos também da tara para garrafas e latas! Falemos  em, de forma gradual, deixar de pagar taxas de resíduos (para quem separa os resíduos), já que estes mesmos resíduos representam matéria-prima que todos deitamos fora, seja de forma certa ou errada, mas que outros aproveitam como matéria-prima para as suas fábricas! Falemos em deixar de mandar fora frascos de vidro e começar a utilizar os mesmos para guardar aquilo que precisamos. Faz sentido mandar fora por exemplo um frasco de cevada e depois andar a comprar pequenas embalagens de plástico para guardar por exemplo feijão? Há que alterar o paradigma...
Lembrem-se que há pequenos gestos que fazem toda a diferença, e um desses gestos é mesmo abandonar a cultura do plástico!

23.4.15

E que tal revolucionarmos a reciclagem na região de Sicó?


Hoje apetece-me falar de reciclagem. Hoje apetece-me propor-vos algo de novo, algo que consiga mexer a sério com a vossa forma de pensar sobre um tema que, infelizmente, tem tido poucos bons intérpretes. Não será por acaso, pois o lóbi por detrás das empresas de suposta reciclagem é enorme. Há sim um lóbi de empresas que, até agora, tem funcionado como empresas que transportam resíduos para aterro, em vez de promoverem a sua reciclagem, É-lhes mais cómodo, pelo menos até à altura que o pessoal se farte de pagar taxas de resíduos...
Após tantos anos de sensibilização sobre a temática da reciclagem, sinto que é preciso dar um murro na mesa, pois, e ao contrário do que possam pensar, muito terá que mudar para dizermos que estamos no bom caminho. É vergonhoso perceber que apenas uma parte do que colocamos no ecoponto vai efectivamente para a reciclagem. Para reverter isto é precisa acção!
Como proceder? Muito simples, senão vejamos, já pensaram em vez de colocar por exemplo estes recipientes de alumínio no ecoponto, os guardarem, de forma a venderem num dos muitos locais onde vos compram este tipo de materiais? Há poucos meses vendi um saco cheio, devidamente acondicionado. Durante alguns meses fui guardando estes recipientes, já que estava num local onde todos os dias mandavam fora estes resíduos. Resultado, ganhei 12 euros só com um saco disto. Mais 5 euros com 3 sacos de latas que também arranjei. Estas últimas são mal pagas porque são de metal e o metal vale muito menos do que o alumínio. Mesmo assim vale a pena.
Mas não é tudo, pois há outros materiais passíveis de se vender. O papel é o mais fácil de vos falar, pois  já é antigo o hábito de algumas pessoas, como eu, de venderem o papel que vão guardando. Da última vez foram 24 euros e já devo ter o suficiente para ganhar mais 20 e tal euros.
Mas não é tudo, pois havendo vontade faz-se muito. Imaginem que tinham alguns vizinhos e decidiam juntar-se numa espécie de cooperativa da reciclagem. Tendo um espaço para o efeito, acondicionavam todos os materiais que era suposto irem para o ecoponto. Vidro (penso que será à volta de 60 euros por tonelada), metais nobres e menos nobres, plásticos. Depois, e tendo já quantidades, teriam apenas de vender as matérias-primas a empresas do ramo. Seria uma revolução e, ao mesmo tempo, uma chatice para quem prefere andar à mama das taxas de resíduos em vez de ganhar dinheiro com a reciclagem.
Não acham estranho que, por exemplo, as vossas autarquias sejam sócias de uma empresa que em vez de maioritariamente receber e tratar resíduos, maioritariamente os recebe e manda para aterro? Isto cobrando-vos taxas que não favorecem nada a reciclagem.
Se pensarem bem, esta ideia não é assim tão estranha, mas sim pegar no básico e transformar toda uma sociedade. Preferem mesmo continuar apenas a pagar uma taxa em vez de ganharem dinheiro com os resíduos que mandam fora? Pensem diferente...

9.2.15

Ecofantasmas



Indo directo ao assunto, há anos atrás, quando foi elaborado o projecto de requalificação urbana da Vila de Alvaiázere, o autarca local, Paulo Tito Morgado, teve a ideia, e bem, de colocar novos tipos de ecopontos, ou ilhas ecológicas, naquela Vila. Já lá vão alguns anos e o que deveriam ser ecopontos, são afinal fantasmas de ecopontos, pois estes "ecopontos" nunca tiveram utilização. Confusos? 
Projectos chave na mão, esse é um dos problemas. Má gestão de um dossiê importante, esse é outro problema. O responsável político desse grave erro de gestão é o respectivo autarca. Dos dois grupos de ecopontos que vi, todos eles estavam encerrados, não sendo possível abrir nenhum. A única utilização que esta infra-estrutura está a ter, resume-se a um destes pontos de recolha de resíduos indiferenciados (3 para ecopontos e 1 para resíduos indiferenciados), situado à frente de um restaurante. Imagino que, para retirar o lixo dali seja necessário trazer uma máquina e uma carrinha, para carregar tudo e depois transferir para caixotes do lixo. Estranho também que todos estes "fantasmas" estejam identificados como sendo de recolha de resíduos indiferenciados, tal a confusão do conceito "ilha ecológica" e solidez do conceito "ecofantasma". Só não estranho tudo isto porque o autarca respectivo sempre teve um discurso baseado no greenwash.
Palavras para quê? 

9.1.15

Reciclar por uma boa causa!


Este foi o resultado de mais uma campanha de recolha de pilhas usadas em Ansião. Estes quase 150 kg de pilhas usadas, foram entregues no âmbito do Peditório Nacional de Pilhas e Baterias, de 2014, a favor do IPO.
Se há alguém que tenha dúvidas acerca da real importância da reciclagem, a vários níveis, este é apenas mais um exemplo dessa mesma importância. Onde alguns não vêm nada, outros vêm muito.
Tenho a agradecer a fundamental ajuda dos Bombeiros Voluntários de Ansião, já que esta nossa parceria se tem revelado muito produtiva ao longo dos últimos anos. Em conjunto, já recolhemos quase meia tonelada de pilhas! Agradeço também a todas as pessoas que lá têm deixado pilhas usadas. Agradeço igualmente ao Millennium BCP de Ansião, no qual, e desta vez, as pilhas foram entregues, já que este foi mais uma vez parceiro deste Peditório Nacional de Pilhas e Baterias. Fui muito bem recebido pelos seus colaboradores, facto que faço questão de sublinhar.
Se alguém necessitar de um pilhão destes (leva +- 25 kg), avise sff, pois tenho vários para distribuir. Continuem a colocar pilhas usadas nos pilhões, que até ao final do ano há que recolher mais!

5.9.14

Porque será?!


Faz hoje 3 meses que estes 12 conjuntos de ecopontos foram pomposamente apresentados numa cerimónia alusiva ao Dia Mundial do Ambiente, em Ansião. Por esta altura já os mesmos deveriam ter entrado ao serviço, no entanto parece que estes ecopontos são especiais, pois ganharam raízes no estaleiro municipal.
Fiquei surpreso ao constatar este mesmo facto, pois quando se compram equipamentos como estes, já tem de estar definido o local onde os mesmos irão ser colocados, o que claramente não me parece ser o caso. 
Gostaria de saber qual o motivo que leva a que estes mesmos ecopontos estejam há tanto tempo à espera de ser distribuídos. Episódios como este mostram que a política ambiental praticada em Ansião, bem como noutros municípios da região de Sicó, é tudo menos correcta. Diria eu que é política supérflua, onde pouco se fala de ambiente e menos se faz pelo mesmo. A sensibilização deixa muito a desejar e, a montante o mesmo se passa.
O ambiente sempre foi o parente pobre da política, olhado como o bicho papão e muitas vezes tema tabú, prevalecendo os estereótipos. A competência dos municípios deixa muito a desejar neste domínio, facto que na minha opinião, está bem à vista. O ambiente é visto de uma forma redutora, quando afinal este é a base de tudo o resto, cultura e economia são apenas exemplos.
Palavras de ocasião e/ou de conveniência abundam quando se pretende abordar a temática ambiental. Falo do que sei e sei do que falo. Curiosamente foi há coisa de 14 anos que fiz, em Ansião, um pequeno trabalho de investigação sobre ecopontos e reciclagem, onde muito comecei a aprender com miúdos e graúdos. Há alguns anos atrás ofereci 3 mini conjuntos de ecopontos a uma instituição ansianense, de forma a promover a separação de resíduos. Consegui mudar mentalidades em dezenas de lares, no entanto há que manter a importante tarefa, contínua, de mudar as mentalidades, pois elas relaxam e tornam-se descuidadas!

5.4.09

170 kg de pilhas para a reciclagem!


Sempre ouvi dizer que sozinho não se podia mudar o mundo, mas ao mesmo tempo sempre ouvi dizer que sozinhos também conseguimos fazer muito pelo mesmo, especialmente se tivermos a capacidade para mudar as mentalidades para melhor e mobilizar a sociedade em que nos inserimos.

Este caso que agora vos falo é apenas um exemplo positivo do que podemos fazer se tivermos vontade para isso, já que ando um bocadinho farto das desculpas que alguns arranjam para fugir às suas obrigações. Para poluir há sempre desculpas para alguns, mas para evitar ou mitigar a poluição surgem sempre desculpas esfarrapadas, ou porque o ecoponto é longe ou porque é chato...
Há pouco mais de uma semana enviei para a reciclagem 170kg de pilhas (tenho um protocolo de boas intenções, sem benefícios financeiros, com a ecopilhas http://www.ecopilhas.pt/), para isso contribuí com a prestimosa ajuda dos Bombeiros Voluntários de Ansião, onde está localizado um dos pilhões que tenho à minha responsabilidade, e também de um colega que impediu que parte substancial destas pilhas fosse para o lixo. Destaco aqui que o meu colega trabalha num ecocentro, onde supostamente as coisas são encaminhadas....
É portanto com muita alegria que consegui este feito, impedindo que as pilhas fossem para o lixo! As pilhas são dos resíduos mais poluentes e sugiro-vos que investiguem na internet o brutal impacto que apenas uma pilha pode ter em termos de poluição, especialmente numa região cársica como a de Sicó, onde rapidamente tudo vai parar aos aquíferos. Os metais pesados nas pilhas têm efeitos nefastos na saúde humana, por isso é imperativo que não deitem as pilhas para o lixo, mas sim para o pilhão!
Não me vou alongar mais, queria apenas por último dizer-vos mais um facto importante, o de que quando eu trabalhei na Câmara Municipal de Alvaiázere, por iniciativa própria, pedi cerca de 40 pilhões como os que vêm nas fotos e distribuí-os pelo concelho de Alvaiázere, desde farmácias, correios, até lojas várias. Na altura só havia 1 pilhão no concelho!
Agora pergunto eu, estando os 40 pilhões à responsabilidade da Câmara Municipal de Alvaiázere, o que lhes aconteceu desde então, será que continuam no mesmo lugar (tendo sido recolhidos e substituídos por novos quando cheios) ou será que por ser algo que foi da minha autoria foram também ostracizados? É uma questão que fica no ar....