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23.4.15

E que tal revolucionarmos a reciclagem na região de Sicó?


Hoje apetece-me falar de reciclagem. Hoje apetece-me propor-vos algo de novo, algo que consiga mexer a sério com a vossa forma de pensar sobre um tema que, infelizmente, tem tido poucos bons intérpretes. Não será por acaso, pois o lóbi por detrás das empresas de suposta reciclagem é enorme. Há sim um lóbi de empresas que, até agora, tem funcionado como empresas que transportam resíduos para aterro, em vez de promoverem a sua reciclagem, É-lhes mais cómodo, pelo menos até à altura que o pessoal se farte de pagar taxas de resíduos...
Após tantos anos de sensibilização sobre a temática da reciclagem, sinto que é preciso dar um murro na mesa, pois, e ao contrário do que possam pensar, muito terá que mudar para dizermos que estamos no bom caminho. É vergonhoso perceber que apenas uma parte do que colocamos no ecoponto vai efectivamente para a reciclagem. Para reverter isto é precisa acção!
Como proceder? Muito simples, senão vejamos, já pensaram em vez de colocar por exemplo estes recipientes de alumínio no ecoponto, os guardarem, de forma a venderem num dos muitos locais onde vos compram este tipo de materiais? Há poucos meses vendi um saco cheio, devidamente acondicionado. Durante alguns meses fui guardando estes recipientes, já que estava num local onde todos os dias mandavam fora estes resíduos. Resultado, ganhei 12 euros só com um saco disto. Mais 5 euros com 3 sacos de latas que também arranjei. Estas últimas são mal pagas porque são de metal e o metal vale muito menos do que o alumínio. Mesmo assim vale a pena.
Mas não é tudo, pois há outros materiais passíveis de se vender. O papel é o mais fácil de vos falar, pois  já é antigo o hábito de algumas pessoas, como eu, de venderem o papel que vão guardando. Da última vez foram 24 euros e já devo ter o suficiente para ganhar mais 20 e tal euros.
Mas não é tudo, pois havendo vontade faz-se muito. Imaginem que tinham alguns vizinhos e decidiam juntar-se numa espécie de cooperativa da reciclagem. Tendo um espaço para o efeito, acondicionavam todos os materiais que era suposto irem para o ecoponto. Vidro (penso que será à volta de 60 euros por tonelada), metais nobres e menos nobres, plásticos. Depois, e tendo já quantidades, teriam apenas de vender as matérias-primas a empresas do ramo. Seria uma revolução e, ao mesmo tempo, uma chatice para quem prefere andar à mama das taxas de resíduos em vez de ganhar dinheiro com a reciclagem.
Não acham estranho que, por exemplo, as vossas autarquias sejam sócias de uma empresa que em vez de maioritariamente receber e tratar resíduos, maioritariamente os recebe e manda para aterro? Isto cobrando-vos taxas que não favorecem nada a reciclagem.
Se pensarem bem, esta ideia não é assim tão estranha, mas sim pegar no básico e transformar toda uma sociedade. Preferem mesmo continuar apenas a pagar uma taxa em vez de ganharem dinheiro com os resíduos que mandam fora? Pensem diferente...

5.9.14

Porque será?!


Faz hoje 3 meses que estes 12 conjuntos de ecopontos foram pomposamente apresentados numa cerimónia alusiva ao Dia Mundial do Ambiente, em Ansião. Por esta altura já os mesmos deveriam ter entrado ao serviço, no entanto parece que estes ecopontos são especiais, pois ganharam raízes no estaleiro municipal.
Fiquei surpreso ao constatar este mesmo facto, pois quando se compram equipamentos como estes, já tem de estar definido o local onde os mesmos irão ser colocados, o que claramente não me parece ser o caso. 
Gostaria de saber qual o motivo que leva a que estes mesmos ecopontos estejam há tanto tempo à espera de ser distribuídos. Episódios como este mostram que a política ambiental praticada em Ansião, bem como noutros municípios da região de Sicó, é tudo menos correcta. Diria eu que é política supérflua, onde pouco se fala de ambiente e menos se faz pelo mesmo. A sensibilização deixa muito a desejar e, a montante o mesmo se passa.
O ambiente sempre foi o parente pobre da política, olhado como o bicho papão e muitas vezes tema tabú, prevalecendo os estereótipos. A competência dos municípios deixa muito a desejar neste domínio, facto que na minha opinião, está bem à vista. O ambiente é visto de uma forma redutora, quando afinal este é a base de tudo o resto, cultura e economia são apenas exemplos.
Palavras de ocasião e/ou de conveniência abundam quando se pretende abordar a temática ambiental. Falo do que sei e sei do que falo. Curiosamente foi há coisa de 14 anos que fiz, em Ansião, um pequeno trabalho de investigação sobre ecopontos e reciclagem, onde muito comecei a aprender com miúdos e graúdos. Há alguns anos atrás ofereci 3 mini conjuntos de ecopontos a uma instituição ansianense, de forma a promover a separação de resíduos. Consegui mudar mentalidades em dezenas de lares, no entanto há que manter a importante tarefa, contínua, de mudar as mentalidades, pois elas relaxam e tornam-se descuidadas!