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10.5.24

Uau, uau e uau!


É a mais recente entrada na minha biblioteca pessoal, a qual faço questão de destacar de forma individual. Quem não é muito de leituras não se apercebe do que vou falar, mas talvez falar leve a que quem não é muito de leituras o comece a ser e quem já é muito de leituras, conheça esta nova obra genial. Gostem ou não de ler, se gostam de património vão ficar assoberbados com este livro publicado há poucas semanas.
Este livro tem uma longa história por detrás, a qual tive a oportunidade de ir acompanhando ao longe. Fui um dos poucos privilegiados que sabia desta investigação plasmada neste livro. Já sabia que um dia haveria de ser publicado, já que tenho a honra de conhecer a autora há vários anos e, por isso, estava ao corrente dos trabalhos e do esforço a levar a bom porto a investigação. Alvaiázere permitiu-me conhecer pessoas extraordinárias ao longo dos anos, igualmente defensoras do património, seja de que tipo for, natural, cultural, etc. Lembro-me das primeiras conversas sobre esta investigação e olhando para trás é ainda mais maravilhoso compreender este longo, árduo e muito meritório caminho da autora que nos trouxe este livro sobre uma temática que poucos conhecem, os sinos. É simplesmente extraordinário e merece uma vénia sentida. Mal imaginam muitos que muitos dos sinos que já viram por esse Portugal fora foram feitos há muitas décadas em Alvaiázere. Sim, esta região tem ainda muitos tesouros por divulgar e só a carolice de "muitos" e "muitas" mentes brilhantes possibilita trazer à luz do dia o resultado de tais investigações, as quais enriquecem de sobremaneira a nossa história e a nossa memória.
Ainda não li o livro, dei apenas uma olhadela ao início, de forma a perceber o que me espera na leitura que nas próximas semanas se irá iniciar. Sicó tem sorte em ter pessoas tão extraordinárias, que trabalham pro bono em prol da divulgação e promoção destes nossos patrimónios!
A apresentação oficial deste livro será em Junho, em data a anunciar. Logo que saiba a data darei conta das informações nas redes sociais. 

8.2.19

A sério que voltaram à carga?! Inacreditável...

Parece impossível, mas voltaram a fazer asneira da grossa em Alvaiázere. Ainda perplexo com a amarga novidade do outro dia, eis que há mais... Num local idílico, no lugar da Boca da Mata, em plena RN 2000, acharam por bem abrir um estradão, rebentando com tudo pelo caminho. isto num lugar extraordinário, com valores naturais, culturais, (arqueológicos?) e turísticos fabulosos. Não queria acreditar quando por mero acaso me deparei com estas amargas novidades, mas infelizmente é a pura e dura realidade. Só quando ali voltar terei a real noção e impacto desta acção imbecil, que apenas demonstra um total desrespeito pelo património e cultura de Alvaiázere. Ali gosta-se de arrebentar a galinha dos ovos de ouro...
Não sei quem teve a ideia parva de fazer isto, mas brevemente será público, após investigação das autoridades. Imagino quem terá sido, como também já estou à espera de ouvir dizer que foi para prevenir incêndios, o tal argumento barato, demagogo e populista que tem servido de desculpa para tanta destruição do património em Alvaiázere. Parece que voltámos ao tempo em que uma personagem de bigode, o DDT de Alvaiázere, quando dizia que tinha de se fazer, mesmo sendo ilegal, a coisa se fazia. Destruía-se primeiro e perguntava-se depois. Esse cromo está de volta aos bastidores, de onde manda, pois o poder é, para ele, um fim. A diferença é que agora o bigode foi-se. Já a sabedoria, essa nunca existiu...


Não me conformo com mais esta autêntica tragédia em termos patrimoniais, onde mais uma importante fatia valiosa foi destruída. Na última década tem sido a triste sina de Alvaiázere, destruir património à conta de estradinhas e estradões. Para quê? Para nada! Não há volta a dar e não há forma de recuperar o que já se perdeu. Alvaiázere não valoriza do seu "petróleo verde", como está mais uma vez à vista.


9.9.17

Resumindo, é isto!


Todos os anos costumo publicitar as Jornadas Europeias do Património e este ano não é excepção. A diferença é que este ano participo activamente nas mesmas, através de uma pequena exposição de registos fotográficos associados a alguns dos elementos representativos da geodiversidade que podem  observar pelos lados de Alvaiázere. Trata-se, portanto, de uma exposição fotográfica de cariz científico, com um objectivo declaradamente pedagógico. Espero que este extra vos motive a ir a Alvaiázere e a passar um dia diferente, a desfrutar o património local e a conviver com aqueles que pugnam pelo património natural e cultural de Alvaiázere.

13.1.17

"Chão de Couce está de luto": crónica de um atentado à identidade local


Fonte: António Simões

Já sabia há uns meses que iriam começar as obras de requalificação daquele largo, já que há que mostrar obra feita para as eleições, contudo, e para não variar, o escrutínio público ficou por fazer. É essa a (i)lógica da política da treta em Ansião e não só, faz-se para "ingês ver" e deixa-se o mais importante, e que não se vê, para segundo plano. O que não esperava é que fizessem o que todos podem ver na fotografia acima e no vídeo. Talvez por isso este projecto tenha estado longe dos holofotes da opinião e debate público, tal como Ansião nos tem habituado ao longo dos mandatos de Fernando Marques e Rui Rocha.
Uma enorme árvore centenária (freixo) e elemento identitário de Chão de Couce, Ansião, foi destruída e, como um local disse, "Chão de Couce está de luto". A desculpa foi a do costume, está em risco, temos de pensar nas pessoas e o blá blá blá do costume. O curioso é o suposto perigo só começou a existir quando se começou a obra... Querem mesmo que eu acredite que havia perigo?! Acredito nisso  e já agora também no pai natal..
Esta árvore não estava doente, é um facto. Se não tinha problemas? Sim, tinha alguns, mas nada que obrigasse ao seu abate. Quando se trata mal uma árvore, ela fica com mazelas. Nunca houve uma cultura de espaços verdes em Ansião (excluo daqui relvados...), daí esta falta de atenção para com o arvoredo. Falei com um amigo botânico e a resposta foi a mesma, a árvore não tinha problemas de monta, portanto não se justificava tal abate.
O fundamentalismo político, que vê estas árvores como um estorvo não é novo, pois infelizmente é o pão nosso de cada dia. Ansião não é mais evoluído do que outros, é igual ou pior, tal como fica à vista. Trata-se de um monumental atestado de incompetência de várias entidades públicas.
Enquanto cidadão e ansianense fico repugnado com mais esta acção fundamentalista, que atenta contra o património e contra a identidade local, tal como os emotivos relatos feitos nas redes sociais têm demonstrado.

Já agora, especialmente para aquelas pessoas que diziam que o freixo estava seco e doente:



Mas vamos agora às justificações da Câmara Municipal de Ansião, referidas num comunicado:

"ESCLARECIMENTO
Tendo em consideração a sensibilidade suscitada pela intervenção no adro da igreja de Chão de Couce, prevista para o presente mandato autárquico, prestamos os seguintes esclarecimentos:

• A árvore (freixo) em causa, que não possuía qualquer classificação patrimonial ou protecção particular, constituía já perigo para a circulação naquela zona e, sobretudo, as suas raízes estavam a interferir com a rede de saneamento naquela área, o que levaria a curto prazo ao mesmo desfecho;

• Do projecto de requalificação do adro da igreja de Chão de Couce foi, em devido tempo, dado conhecimento à Junta de Freguesia de Chão de Couce, tendo merecido a sua aprovação;

• Para a intervenção neste espaço, que embora seja de uso público é propriedade da Diocese de Coimbra, foi obtida autorização e aprovação, através da sua Comissão Diocesana de Arte Sacra, constituída por técnicos credenciados;

• Está prevista a replantação, nos casos em que tal seja possível, das árvores existentes no adro da igreja de Chão de Couce, bem como a plantação de novas árvores de porte considerável, minorando o impacto visual da intervenção;

• Esta intervenção pretende devolver espaço às pessoas e à sua mobilidade, limitando o acesso a automóveis ao interior do adro e reforçando a centralidade da Sede de Freguesia, acrescentando-lhe modernidade e urbanidade, salvaguardando todas as vertentes da riqueza patrimonial e paisagística do espaço em causa.

Tendo plena consciência da referência que o actual figurino do adro representa, acreditamos que a intervenção agora iniciada marcará o futuro do centro de Chão de Couce."

Começando pelo primeiro ponto:

- Desde quando é que o facto de não ter classificação patrimonial ou protecção particular é desculpa para justificar o abate de uma árvore? Gostaria de saber quantas foram as árvores centenárias que a Câmara Municipal de Ansião classificou ou protegeu nas últimas duas décadas, nos mandatos de Fernando Marques e de Rui Rocha. Já agora, porque não é referido neste comunicado que a árvore em causa (freixo) era um marco identitário de Chão de Couce? Não convém ou é incómodo?
- Perigo para a circulação? Porquê? É falso que fosse um perigo para a circulação, trata-se apenas de uma desculpa fácil e esfarrapada, a qual se espera que o pessoal pouco esclarecido acredite cegamente.
- Expliquem-me lá como é que uma árvore centenária pode ter uma taxa de crescimento que dite que "a curto prazo" leve a que seja o que for? Será que, mesmo que fosse essa a situação, uma árvore que era um marco identitário não justificaria uma acção que prevenisse isto mesmo? Mais parece uma desculpa tipo do zé da esquina.
- Se o projecto foi do conhecimento da Junta de Freguesia, porque não foi do pleno conhecimento público, dado o interesse público do projecto? A opinião dos locais não interessa? Democracia participativa, já alguém ouviu falar? Ou será que o povo não é competente para participar na elaboração destes projectos?
- Então se o espaço é de uso público, mas propriedade da Diocese de Coimbra, porque é que a obra é feita com fundos públicos? Importa colocar dinheiro público, mas não interessa o interesse público e a opinião das pessoas? A igreja fica igualmente mal na fotografia.
- Técnicos credenciados da igreja? E os técnicos credenciados fora da esfera da igreja e da política? Já agora, técnicos com credenciação em quê? Assassinar uma árvore destas é pecado caros religiosos!
- Replantação? E a identidade local, que foi posta em causa com o abate injustificado da árvore? Quando se abate uma árvore centenária, é um bocado absurdo e populista falar em replantar, já que nenhum de nós cá estará para ver essas próximas árvores centenárias. Desculpas esfarrapadas...
- Plantação de árvores de porte considerável? O que é "porte considerável"?
- Devolver espaço às pessoas através do abate de uma árvore centenária e objecto identitário? E é necessário sequer fazer obras para limitar o acesso dos carros? Cancelas, conhecem?! Muita demagogia e populismo à mistura. Essa "necessidade" de fazer obras para justificar votos é patética e bem ilustrativa da (i)lógica que move esta classe política sem classe alguma. 
- Modernidade e urbanidade? Modernidade não implica romper com o passado e destruir objectos que fazem parte da identidade local! Urbanidade? Já existia, com identidade, pois não era uma "identidade" fabricada à vontade de duas ou três pessoas! Já agora, sabem realmente o que representa a urbanidade?
Salvaguardando todas as vertentes da riqueza patrimonial e paisagística? Bom sentido de humor, mas infelizmente estamos a falar de coisas sérias e não em discursos de conveniência. É ridículo e absurdo surgir neste contexto, e como argumento, a salvaguarda de todas as vertentes da riqueza patrimonial.
- Modernidade e urbanidade ou estorvo ao arquitecto que elaborou o projecto? Modernidade e urbanidade não é um projecto tipo chapa 5, tal como aconteceu na Vila de Ansião, semelhante a um qualquer por esse país fora.
A plena consciência só existe quando se avalia todas as variáveis em jogo. Claramente aqui não há consciência do que está em jogo, algo que lamento profundamente. 

Tenho lido bastantes comentários de profundo desagrado sobre este estúpido abate de uma árvore de enorme importância e valor patrimonial, material e imaterial, que atravessou várias gerações durante dois ou três séculos, e confesso que há alguns que me impressionam, dada a sua evidente comoção pela perda de identidade e de memórias insubstituíveis.
O que vale é que este ano é ano de eleições autárquicas, portanto lembremo-nos deste atentado à identidade local na hora de votar... E já agora, lembrem-se também que a igreja deu o seu aval a este atentado à identidade local, portanto, e a na hora da esmola, lembrem-se disto mesmo!

18.10.16

Qual Halloween qual carapuça? Venha a Noite das Criaturas das Trevas! E já agora, uma importante lição de património e identidade...

É sempre com enorme orgulho que faço questão em divulgar eventos de excepcional importância na região de Sicó. Em primeiro lugar, algo que apaga do mapa o nada português Halloween, ou seja a Noite das Criaturas das Trevas, um evento inovador e genial, com enorme potencial pedagógico. Aproveitem para desfrutar de algo diferente e muito, mas mesmo muito engraçado. A organização é do Grupo Protecção Sicó, uma ONGA que centra a sua acção na região de Sicó. Onde é? Na Arrifana, Condeixa, mais precisamente na Escola da Água, mesmo à beira do IC2, portanto fácil de dar conta.


Segue-se uma conferência sobre um tema particularmente interessante, o património e a identidade. A organização é da Al-Baiaz, Associação de Defesa do Património. Esta associação, da qual tenho honra fazer parte, tem um histórico notável no que concerne à protecção e divulgação do património de parte importante da região de Sicó, algo que me orgulha de sobremaneira enquanto pedagogo do património. Este evento irá realizar-se dia 12 de Novembro, sábado, na Biblioteca Municipal de Alvaiázere, portanto um dia que podem e devem aproveitar para ouvir alguém que muito sabe daquela temática. Quem é de fora pode aproveitar para tirar o dia e desfrutar ao máximo, assistindo à conferência, almoçando por Alvaiázere e visitando o seu património. Já agora, degustem o chícharo, pois é a melhor altura. Se tiverem dúvidas digam, que posso dar sugestões.

9.6.16

Quem são os ladrões que andam a roubar a Serra da Portela?


Não é um problema novo, muito pelo contrário, no entanto parece-me que ganhou escala nos últimos anos. Falo, claro, do roubo de lajes calcárias, utilizadas nos bancos e mesas situados pelo topo da Serra da Portela, em Pousaflores (Ansião). É um local bastante conhecido, mas mesmo assim há quem não desista de roubar o que é de todos. Não será impossível detectar os ladrões, ainda mais porque alguns deles poderão ser dos arredores, roubando estas lajes para os seus jardins.
Uma boa opção seria marcar as lajes, de forma a que a tentação deixasse de existir. Uma maceta e um escopro servem...


Não me admira que haja quem saiba quem são alguns dos ladrões, contudo, e por amizade, não denunciam o "belo" amigo do alheio.
A serra da Portela é um local bastante aprazível, isto mesmo tendo em conta que esta foi maltratada nas últimas décadas (destruição dos habitats - bio e geo - em todo o topo da serra; abertura de estradões de forma absurda, sem estudos e sem cuidados; tentativa de manipulação de um topónimo secular; lóbi dos caçadores; projectos de greenwash; parque eólico em área protegida e destruição de algar..; etc).
Mesmo assim, vale mesmo a pena ali ir, seja sozinho, seja acompanhado. Podem simplesmente pegar no carro e ir até ao moinho de vento, ou então fazer uma caminhada ou passeio de bicicleta. E se tiverem a sorte de ver o moleiro por ali, aproveitem o privilégio que é falar com ele.
Atenção que caso vão sozinhos, convém avisar os amigos, de forma a precaver percalços. 
De que é que estão á espera?!


9.2.16

O lado bom e o lado mau da caixa mágica: é bom, mas pode ser melhor...

É um comentário que pretende fundamentalmente promover uma reflexão sobre o poder da televisão, no bom e no mau sentido, na região de Sicó.
Eventos como a Feira dos Pinhões, em Ansião, são território prodigioso para a vinda de canais televisivos à região de Sicó. A vinda de um qualquer canal significa milhares de visitantes e, melhor, enormes dividendos para os comerciantes da região. Resumindo, é algo de indiscutivelmente muito positivo e com enorme potencial económico. Claro que em termos de marketing territorial também pode ser um enorme trunfo, caso a estratégia seja bem estruturada.
Só não aprecio o facto de as televisões acabarem por se servir destes eventos para ganhar dezenas de milhar de euros com a injecção forçada das chamadas telefónicas (facturam anualmente milhões de euros...). Para as televisões estas festas são um meio para chegar a um fim, lucro puro e duro.


Mas indo aquilo que me moveu a escrever este comentário, será que não conseguimos inovar, de forma a criar outros eventos que façam as televisões cá vir, e sem que isso passe por lhes pagar um cachet? Será que não conseguimos inovar e, assim, sermos diferentes dos outros? Claro que somos, mas para isso é preciso querer e saber trabalhar. Inovação territorial é algo que ainda não está muito em voga pela região de Sicó, mas felizmente que temos matéria-prima. Resta saber se as entidades públicas e privadas a conseguem potenciar devidamente.


Há também uma questão que tem de ser falada, ou seja o facto de neste tipo de eventos não haver virtualmente um regulamento que impeça a venda de produtos que nada têm a ver com o tradicional, confundindo-se com uma vulgar feira. Deveria haver um regulamento que impedisse algo como o que se vê na foto seguinte...


Se é um evento dedicado à tradição, porque não se favorece exclusivamente a mesma? Lembro-me há uns tempos, quando em Santiago da Guarda se organizou um evento no Castelo (Feira Quinhentista), com quase tudo devidamente enquadrado à época, inclusivamente a alimentação, lá fora estava uma roulote de kebabs a competir com o... tradicional!

6.10.15

Marquem na vossa agenda e apareçam sff, o património agradece!


Mais um ano e mais um notável evento em vista, organizado por uma associação de grande mérito, a Al-Baiaz - Associação de Defesa do Património. A qualidade é ponto de honra neste evento. O local, a Casa Municipal da Cultura de Alvaiázere é um belo edifício com um belo auditório. O leque de convidados, de grande qualidade. Não falo de mim, que sou suspeito, mas falo dos outros convidados, aí já não sou suspeito. Os convidados da manhã conheço, os da tarde infelizmente não, no entanto os nomes falam por si mesmo e os temas apenas são uma extensão disso mesmo. 
Está em vista um colóquio de grande qualidade, onde aquilo que é realmente importante será abordado. Mas para ter sucesso, precisa de muita gente no auditório. A entrada é livre! Há quase 200 lugares! Estão todos convidados, só precisam de se inscrever e marcar na vossa agenda. Apareçam e tenham um dia diferente num local diferente. E já agora, ajudem à divulgação deste evento de grande qualidade, com a assinatura da Al-Baiaz!

22.6.15

Os relógios de Sol da região de Sicó




Ontem, dia 21 de Junho, comemoraram-se duas datas, uma muito conhecida, outra nem por isso. O solstício de Verão é ainda uma data que não passa, de todo, despercebida. Por seu lado, o mesmo não acontece com o dia em que se comemora um instrumento esquecido pela maior parte de nós, ou seja o relógio de Sol. Se há poucas décadas atrás qualquer pessoa precisava de saber as horas pelo sol, e assim sendo o acto de ver as horas através do sol era normal, hoje, com o advento do relógio digital, ninguém liga patavina a este belo e singelo objecto, agora de índole patrimonial.
São escassos os relógios de Sol na região de Sicó, mas com atenção ainda se descobrem alguns. Este, nas fotos, descobri-o em 2014 porque a curiosidade falou mais alto e lá subi às ruínas. Havia ali uma laje que saia para fora da parede e esse facto deixou-me curioso. Apesar de ser relativamente perigoso chegar aquele ponto, com cuidado lá cheguei, ficando muito surpreendido com tal relógio de sol. Normalmente os relógios de sol estão sempre na vertical, numa parede, mas este era diferente, pois estava na horizontal.
Não me admiro que este relógio de sol se perca um destes dias, tal como a bela casa, arruinada, em que está inserido. É a triste sina da região de Sicó.
Além do aspecto patrimonial deste objecto, outro dos factores que me fez trazer este comentário a todos vós foi o da importância de recuperar velhos hábitos, no bom sentido, claro. A capacidade de desenrasque é uma capacidade que cada vez menos se vê nos nossos jovens. Falha a electricidade, acaba a bateria do telemóvel e o mundo acaba, é outra triste sina. Cada vez dependemos mais de factores externos e isso, diga-se, é grave. Temos de voltar a ganhar capacidades e qualidades perdidas, a bem de nós próprios. Voltar a ganhar capacidade de desenrasque e autonomia é uma das mais importantes tarefas que temos pela frente. Não podemos estar totalmente dependentes das máquinas e das tecnologias, temos sim de ter a capacidade de ser o mais autónomos e desenrascados em caso de necessidade. O afastamento do mundo natural é um caminho perigoso para nós, enquanto espécie...

4.1.15

A utilização de drones na (re)descoberta do património de Sicó


Há poucos meses atrás referi o facto de, em 2015, pretender continuar a senda da inovação no azinheiragate. Começo a "época" de 2015 fazendo isso mesmo, inovar para abordar a questão do património. Faço algo que nunca fiz no azinheiragate, ou seja recorri aos serviços de um drone (Sky Ansião) para ter uma outra perspectiva de algo que, apesar de saber que ali existia, não conseguia aceder fisicamente.
O objectivo era simples, ver um povoamento arqueológico através dos "olhos" de um drone. O facto do mato ser cerrado e, por isso, dificultar não só a mobilidade bem como a observação, foi decisivo para que eu tivesse de recorrer aos serviços da Sky Ansião, que rapidamente acedeu à minha solicitação para este serviço.
Já tinha conhecimento deste povoamento arqueológico há alguns anos, pois ao analisar fotografias aéreas, datadas da década de 60, em estereoscópio, vi que havia ali algo que eu desconhecia. A curiosidade falou mais alto e lá descobri o que aquilo era. Mesmo não tendo conseguido chegar ao povoamento arqueológico consegui saber o que ele afinal era. Na altura fiquei sempre com a ideia que mais tarde ou mais cedo conseguiria outros olhos para ver o que os meus não chegaram a ver in loco, daí que até ao voo do drone, poucos anos passaram. Agora fica a satisfação de conquista, pois o património alimentou os meus olhos.
É importante salientar o facto das entidades públicas terem pleno conhecimento deste povoamento arqueológico e nada fazerem para valorizar o mesmo. Ou seja, desprezam este património sabendo que existe, o que para mim é muito grave. E depois queixam-se que são territórios do interior (treta!) e que são territórios encravados, quando afinal o único encrave é nos horizontes limitados. 
Também importante é a questão do código de ética que deve estar associado à utilização de um drone, daí, e mesmo não havendo, eu e a Sky Ansião, acordámos um código de ética e conduta próprio. Primeiro, ângulo de filmagem fechado, de modo a que nenhum espertinho seja tentado a ir ao local roubar algum objecto de âmbito patrimonial. Segundo, nada de filmar ao pormenor estruturas físicas privadas, respeitando assim o direito privado. Terceiro, não estragar nada, a única coisa que saiu dali foram fotografias e filmagens. Quarto, fotografias e vídeos não têm quaisquer intuito comercial, mas apenas intuito em termos pedagógicos, ou seja mostrar o potencial que pode ter também no domínio da arqueologia. E outros mais. Não irei disponibilizar quaisquer tipo de informação acerca da localização deste povoamento arqueológico, só para que não fiquem dúvidas. Há que proteger algo que não está protegido e deixar a investigação para quem de direito.
Sei que estão já a ser preparadas algumas regras para a utilização de drones, legislando assim as suas actividades. Já houve abusos e há que prevenir isso mesmo.
O vídeo que a Sky Ansião me proporcionou mostra segmentos de um vídeo de maiores dimensões, este de acesso reservado. Pretendi que este vídeo, que agora vos disponibilizamos, levante apenas a ponta do véu de algo maior. Se estiverem atentos, poderão ver que no meio daquela imensa vegetação há uma pequena muralha, indicativa de um povoamento arqueológico perdido no tempo.
Espero que se sintam inspirados com esta nova perspectiva e sintam curiosidade na utilização de drones, pois na minha opinião há todo um mundo por explorar, no bom sentido, através dos drones. Caso a utilização de drones seja bem pensada na temática do património, temos todos muito a ganhar. É preciso inovar e espero que este vídeo seja o início de algo positivo.
Agradeço à Sky Ansião pelo seu notável contributo em prol do património, esperando eu que esta colaboração se possa voltar a repetir. Será uma questão de tempo até voltar a requisitar os serviços desta. Fiquei muito satisfeito e surpreendido com o resultado final. A relação custo benefício é excelente.
Espero então que desfrutem deste belo momento patrimonial!

28.7.13

Património, leva-o o vento...


O trocadilho que faço no título não é por mero acaso, aproveitando-o para abordar uma questão que tem como principal intuito a reflexão em ano de eleições autárquicas. É público que sou apartidário, daí que esteja à vontade para falar desta questão. Apesar de ser apartidário, reconheço que a política pode ser uma coisa útil, no entanto não com gente reles, mesquinha e/ou corrupta. Há alguns bons exemplos de gente que é honrada neste domínio e que é séria. Conheço alguns presidentes de junta aos quais reconheço seriedade, mas subindo um degrau, a coisa já fica mais difícil...
As Câmaras Municipais e as Juntas de Freguesia são as formas mais próximas de contacto entre quem nos governa e quem é governado (ou desgovernado...), daí ser normal colocar algumas questões pertinentes.
Em ano de autárquicas, surge inevitavelmente o discurso amigo do património, discurso este que é sublinhado pela esmagadora maioria dos autarcas, mas apenas nesta altura em que convém cativar a malta. No resto do tempo o discurso centra-se quase que apenas no betão e em números. Eu prefiro sempre o discurso do património e das pessoas que vivem neste território, daí estranhar que agora surjam tantos amigos do património. 
Em tempo de vacas gordas o património era o parente pobre, mas agora que as vacas emagreceram, e que algumas morreram, o património surge colado muito convenientemente ao discurso político. Agora se vê quem é consequente com o seu discurso, não o discurso destas e das próximas semanas, mas sim dos quase 4 anos anteriores. É uma boa altura para colocarem questões a todos os candidatos, especialmente aos que se recandidatam em Setembro próximo. Mas não só, esta é uma altura de debate, sem medo e sem receio de olhares de lado, por parte daqueles que nos governam e pensam que são imunes à crítica séria e construtiva.
E se posso apontar os maus autarcas, também o posso fazer aos cidadãos que pensam que é mantendo-se quietos que as coisas se fazem. Há pessoal que critica, critica, mas não passa daí e, depois, queixam-se que as coisas estão mal. Há outros que criticam, mas que se lhes for dado um tacho, esses esquecem-se das críticas. Há também aqueles que apesar de discordarem, em ano de eleições se vendem por um par de manilhas ou uns metros de alcatrão, à sua porta. Eu não sou destes, pois não me desvirtuo nem sou inconsequente para com o que digo. Temos de ser críticos com nós próprios, algo que sugiro que cada um de nós faça, pois Sicó só pode andar para a frente se formos consequentes com o que dizemos.
Confesso que este foi um ano de surpresas, pois curiosamente recebi 4 convites, representados por 3 partidos políticos (um deles em coligação), para 2 concelhos, para integrar as respectivas listas. Há 4 anos tinha sido 1, embora tivesse sabido que poderiam ter sido 2, para o mesmo concelho. 
Tem sido realmente curioso passar por todas estas situações, pois também elas nos fazem crescer e aprender, algo que só nos faz mais fortes. 
Poltitiquices à parte, fica o convite à reflexão e o desafio para quem questionem todos aqueles que se chegam à frente nas autárquicas, confrontando especialmente aqueles que querem continuar, perante o que disseram há 4 anos e o que fizeram nesse mesmo tempo. 

6.6.13

Sicó murada



Um ano depois, volto a abordar a temática dos muros de pedra nesta bela região. Desta vez mostro dois troços de muros que são simplesmente monumentais. Destes há poucos, vos garanto!
Apesar de monumentais, as Câmaras Municipais, as Juntas de Freguesia e muitos particulares tratam-nos mal, tal como as duas fotografias o documentam. Abandono é mesmo a palavra chave que serve para denunciar o estado destes elementos patrimoniais.
Estes muros têm uma largura impressionante, embora as fotografias não tenham elementos que sirvam na perfeição enquanto escala. Mais de 1 metro de largura de puro muro tornam o cenário impressionante, pelo menos para aqueles que, como eu, os apreciam, e tentam de alguma forma proteger e valorizar.
Fazendo um breve exercício, será que algum de vós consegue discernir alguma actividade promovida pelas entidades públicas, desta região, que vise a preservação destes muros? Pois é...
Uma das muitas formas de o fazer seria através uma ideia que propus há alguns anos atrás num evento relacionado com o património. Lembro que qualquer iniciativa deverá abranger aqueles que tomam decisões de âmbito territorial, ou seja os autarcas. Daí ser necessário algo como que uma espécie de manual de boas práticas em meio cársico, manual este onde poderiam ser vertidos muitos aconselhamentos que visassem precisamente a preservação de marcos identitários como o são os muros de pedra.


21.9.12

A intemporal Sicó...



Há lugares mágicos, onde o tempo parou há décadas atrás. Felizmente que na região de Sicó ainda há desses lugares mágicos, onde, chegados lá, paramos num tempo que não é o nosso.
Há semanas atrás, tive o privilégio de conhecer um destes lugares mágicos, o qual não irei divulgar tendo em conta a necessidade de proteger a magia do lugar. Pode parecer injusto eu guardar segredo sobre a localização do mesmo, mas como bem sei, é a melhor coisa que posso fazer de modo a o proteger de pessoas que poderiam vandalizar. Estas duas fotografias são apenas um pequeno exemplo de algo maior (muito maior!) que por ali existe.
Quem realmente gosta da região de Sicó, conseguirá mais tarde ou mais cedo descobrir este e outros lugares, autênticos museus associados à evolução humana. Isso pode acontecer por duas formas, ou num qualquer "mergulho no território" num dia qualquer, onde por mero acaso acabamos por nos deparar com algo importante, ou através de uma das muitas pessoas que, tal como eu, gosta da região de Sicó e decide partilhar parte do seu conhecimento. Eu fui bafejado pela sorte, pois houve alguém que me apresentou ao lugar onde tirei estas e outras fotografias, o meu muito obrigado por isso mesmo!
Decidi abordar esta questão por um motivo muito simples, o de que andamos a perder há demasiado tempo muito daquilo que afinal nos trouxe onde hoje estamos. Não valorizamos muito daquilo que realmente é importante, e quando digo que se deve valorizar, não é a muitas típica valorização de pendurar objectos antigos nas paredes para nos lembrarmos de algo passado. A valorização é muito mais do que isso...
Eu sei que estas palavras são curtas, mas o objectivo passa mesmo por palavras curtas, as quais têm como intuito estimular a discussão em redor daquilo que é realmente importante, o nosso património, renegado por alguns em prol de um não património, que é supérfluo e inconsequente!


5.9.12

Faça-se luz sobre o património de Sicó!


Esta é uma das melhores alturas do ano para pensar no passado. O motivo é simples, o de que por esta altura muitos de nós têm a cabeça mais fresca, pronta a processar de forma mais eficiente muito daquilo que em alturas mais exigentes não consegue.
Os comentários das próximas semanas vão ser o reflexo disso mesmo, esperando eu que a cada comentário que passe a aprendizagem seja cada vez maior, não só para quem lê o azinheiragate, mas também para mim próprio, o que beneficia todos e, em última análise, o património que tanto gostamos. É a defesa e valorização desse património que tanto me interessa, tudo o resto, que os lóbis digam, é areia para os olhos dos cidadãos. O sol é demasiado grande para os lóbis o tentarem tapar com uma peneira!
Este mês será de importância simbólica, já que a defesa do património da região de Sicó irá chegar aos holofotes..., daí o título deste comentário. A ver vamos como vai ser, ficando a promessa do devido aviso a todos os que realmente se interessam pelo património da região de Sicó.

19.8.12

A elaborada vitimização patrimonial de Paulo Tito Morgado

Pessoalmente não tenho quaisquer dúvidas que será o seguimento de uma elaborada estratégia de "vitimização patrimonial" por parte do presidente da Câmara Municipal de Alvaiázere, Paulo Tito Morgado. Isto tendo como base uma espécie de notícia que consta na última edição do Jornal O Alvaiazerense, que tem como título "Presidente da Câmara rejeitou acusações de "destruição de património".
Digo que é uma espécie de notícia por motivo muito simples, o de que o Jornal O Alvaiazerense não refere, como aliás deveria ter feito, a referência a quem é que acusa Paulo Tito Morgado. Logo à partida, isto torna a coisa convenientemente parcial, já que Tito Morgado não revela os "acusadores.
É também curiosa a expressão que este autarca utiliza, quando refere que o acusam de destruir todo o património, já que sendo o crítico dos críticos, nunca ouvi ninguém referir que este destruia todo o património, nem mesmo eu o disse. Ouvi dizer sim que este destruiu/degradou até agora muito património. Claramente o autarca está-se a vitimizar, inflacionando a coisa de modo a ser visto como uma vítima e não como "predador do património". 
Honestamente até gostei de saber do seu desafio, ao literalmente desafiar os autores para que estes apontem qual foi o património que tivesse destruído. Passo a enunciar apenas alguns, mais emblemáticos, de uma extensa lista:

1- Serra de Ariques 
2 - Serra de Alvaiázere
3 - Boca da Mata 
4 - Avanteira-Pelmá
5 - Ribeira de Alge
6 - Olho do Tordo
7 - Antiga escola primária do Bofinho
8 - Rua da Seiceira
etc
etc

Isto acontece nos mais variados domínios, seja património natural, cultural, construído, entre outros.
De forma a dar ainda mais visibilidade à sua estratégia de vitimização, quando tenta desesperadamente dar um exemplo de boas práticas, dá, imagine-se, o exemplo das covas de bagaço do Zambujal. Diria eu que, não menosprezando obviamente o valor patrimonial das covas de bagaço, isto são migalhas tendo em conta o valor de objectos patrimoniais que, quando comparados com as covas de bagaço, eclipsam estas últimas. As migalhas comem-se no final do bolo...
Fala também da Mata do Carrascal, esse mau exemplo. Será que construir verdadeiras estradas numa mata municipal é valorizar esta? Basta ir ao local e ver.
Quanto às obras na rua da Seiceira, essas... Casas demolidas, onde pessoas felizes viviam, uma rua completamente desvirtuada da sua identidade, e mais de 2.000.000 de euros desbaratados nesta obra faraónica.
No que se refere ao tão sublinhado gosto e poder monetário para recuperar o património, aí há muito por onde falar. Desafio este autarca a apontar uma obra, feita pelo mesmo, em que seja reconhecido o gosto pela coisa. É sabido que a população não tem gostado nada do que tem sido feito, em termos de gosto, pois o que temos em Alvaiázere é apenas uma política do betão que de patrimonial nada tem. Quanto ao poder monetário, ninguém pode dizer que uma Câmara Municipal com milhões de dívidas tem poder monetário. Se assim fosse todos os portugueses tinham poder monetário, já que boa parte deles está endividado. Endividamente não significa nem nunca significará poder monetário. É algo de elementar que um economista teima em não compreender...

5.8.12

O espelho do património...


Poderia eu escrever linhas e linhas sobre esta imagem, mas desta vez digo apenas que há imagens que valem mais do que mil palavras...

18.7.12

Os poços de Sicó



Há os feios, os perigosos, os bonitos, os seguros, os pequenos, os grandes, os práticos, os elaborados, os mórbidos, etc, etc, etc. Falo, claro, dos poços de Sicó. 
Acima de tudo há aqueles que contam uma história de várias décadas, mesmo que a maioria não a saiba percepcionar no seu todo. Não os conheço todos nem nunca conhecerei, no entanto uma coisa sei, a que conheço muitos. Há um, em especial, que embora não conheça, sei que será dos mais belos da região de Sicó, garantia de um amigo meu. Espero que brevemente possa ter a oportunidade de o visitar.




Nestes poços vêm-se pequenos grandes pormenores (lembram-se disto?!), os quais contam histórias de tempos onde não era normal considerar-se o poço como algo perigoso e feio, onde o poço tinha efectivamente uma função prática fundamental. Hoje em dia isso já não acontece em grande parte, pois parte significativa dos poços está votada ao abandono, resultado do dito desenvolvimento.
É pena que assim sejam, pois temos muito a aprender com os poços de Sicó e com tudo aquilo que está associado a este universo patrimonial, nomeadamente práticas agrícolas, a água e modo de vida.
Há vários meses atrás falei até do roubo de alguns dos elementos patrimoniais relacionados com os poços de Sicó:
Felizmente que algumas ainda se mantêm no seu posto, livres de roubos perpetrados por gente que mais tarde acaba por os colocar á venda na internet, de forma impune...


Esta última fotografia é de um dos maiores e mais bonitos poços de pedra que conheço, o qual tem esta bela escadaria, que hoje em dia só é utilizada quando curiosos como eu a tenta descer.
A questão dos poços de Sicó é apenas mais uma das milhares de variáveis que deveria entrar naquela que pode bem ser uma bonita equação, o desenvolvimento territorial.
Só para terminar, quando, no início, me referi aos poços mórbidos, quis, de uma forma sublime, referir-me à triste realidade que ainda é algumas pessoas utilizarem poços para se suicidarem, algo que nos deveria fazer pensar bem no valor das coisas e da vida. Há que valorizar mais a vida, a nossa gente e os nossos poços...