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5.3.21

Os resíduos de obra, a pedreira e as soluções para mitigar o problema...



Há poucas semanas o Jornal de Leiria fez notícia com um tema que me é caro, ou seja os resíduos. Concretamente resíduos de obra despejados na Serra da Portela, mas não só. Em 2010, e dos 255 locais com resíduos que inventariei no âmbito do Limpar Portugal, do qual fui coordenador concelhio, dois terços deles tinham na sua composição resíduos de obra. Logo nessa altura, e em reunião do Limpar Portugal, com as entidades que se associaram à iniciativa, fiz uma proposta, ou seja a criação de um espaço de recolha deste tipo de resíduos, com vista ao seu aproveitamento. Seria um espaço concelhio, onde qualquer cidadão pudesse entregar este tipo de resíduos, evitando assim, a sua deposição no monte ou na berma de caminhos vários. Nada se fez neste âmbito...
Há poucas semanas, e após um pedido de ajuda, nesta mesma problemática, o assunto voltou ao debate. Após sair a notícia no Jornal de Leiria fiquei a saber que a ideia voltou a ser falada, já com um executivo diferente do de há 10 anos. Gostei de saber que a ideia da recuperação ambiental da pedreira do Camporês não morreu e que há ideias novas para propor, caso da utilização de sacos para recolha deste tipo de resíduos. Pessoalmente acho uma boa ideia, já que boa parte do que se vê deixado no monte são pequenas quantidades de restos de obra. Sacos como os que podem observar na segunda fotografia são uma boa solução. Este registo fotográfico consegui-o em Espanha.
Espero também que além do que é referido na notícia, surja algo mais, tal como propus ao actual executivo. É aproveitar para juntar o útil ao agradável e ao inovador. Um projecto referência a nível nacional. Infelizmente, e até hoje, não tive nenhuma reacção ao que informalmente propus para aquela pedreira, a qual faz parte da memória de muito ansianense. Continuo a defender a mesma ideia, e com mais convicção...

 

28.10.20

O lixo é lixado!



Desde que alguém (não sei quem...) se lembrou de mandar abrir um estradão pela vertente da fórnia da Ucha, situada entre a Serra da Portela e a Serra do Casal Soeiro, me insurgi sobre esta acção lesiva para com o património e para com a paisagem. Não se justificava de forma alguma a abertura de um estradão naquele local, o qual devia ser preservado. A desculpa deve ter sido a do costume, a do risco de incêndio... O próprio mapa de risco de incêndio não corresponde, de facto, à realidade, já que ali o rico é muito reduzido!

O que eu disse de início concretizou-se, ou seja aquele estradão serviu um único propósito, o de servir de local de deposição de resíduos. E assim vamos destruindo o que de melhor temos. Não aprendemos e acabamos por tolerar, aos poucos, acções estapafúrdias como esta. Se calhar alguns de vós irão dizer que é apenas um pequeno problema, respondendo eu que este pequeno problema é mais um a somar a muitos pequenos problemas, os quais, no seu todo, representam um grave problema.
Quando é que isto vai acabar?! Será que temos continuar a estragar os poucos locais onde ainda existe alguma paz e sossego?

15.3.20

A sociedade evolui, os badalhocos não!


Faz este mês 10 anos que aconteceu o Limpar Portugal em Portugal e em Sicó, evento ímpar que, diga-se, ajudou a mudar mentalidades para melhor. Não foi um evento único, pois deixou sementes que nos anos seguintes teve seguimento em muitos municípios. Foi, para mim, um evento marcante, já que sendo coordenador concelhio e fazendo parte da organização a nível distrital, foi algo que me ajudou a capacitar neste domínio e a consolidar quem sou actualmente enquanto activista ambiental.
Efemérides à parte, e antes de ir ao cerne da questão, uma curiosidade que já terei por aqui dito, não sei é quando. Cidadãos como eu, interessados e activos nas temáticas ambientais, tiveram num qualquer dia da sua vida algum tipo de clique que acabou por servir de rastilho para se tornarem quem são. No meu caso aconteceu quando trabalhava num posto de combustíveis. Deslocava-me para lá de bicicleta, daí a minha atenção ter começado a focar-se nas bermas da estrada, que eram povoadas por garrafas de água. Nessa altura eram mais garrafas de água e latas de refrigerante, mas agora há uma maior diversidade de resíduos. Nessa altura comecei a levar um saco de plástico e a apanhar todas as garrafas e latas que via nas bermas. Depois colocava tudo no ecoponto. Foi algo que me transformou...
Em 2009, e enquando formador de uma academia de miúdos nos Bombeiros Voluntários de Ansião, organizámos, a meu pedido, uma acção inspirada no que descrevi atrás
Depois de tantos anos, e mesmo tendo as coisas melhorado, o mundo é mais complicado, contudo os porcalhões continuam porcalhões. Se há indicador fiável do grau de civismo, ou falta dele, de uma sociedade são as bermas de uma qualquer estrada. Elas espelham a sociedade em que vivemos. Esta, na imagem, é nos Olhos de Água, em Ansião.
E se virem um badalhoco a mandar resíduos pela janela do carro... apitem ao animal!!!

15.1.20

Ajudam-me a descobrir o porcalhão sff?


Ontem fui à Serra da Portela, em Pousaflores (Ansião) com pessoal de fora. Curiosamente, ou não, era uma equipa de filmagem que andava a filmar alguns pontos emblemáticos de Ansião. Tristemente, e sem me aperceber, pararam precisamente ao lado desta lixeira que podem ver nestas imagens. Julgo que não se aperceberam, ao menos isso, contudo isso não menoriza em nada o problema. Fiquei furioso com isto, já que é um cenário recorrente há demasiados anos.
Mas indo directo ao assunto, quem me pode ajudar a descobrir o porcalhão que fez este trabalho? O ponto de partida é simples, o padrão dos azulejos que constam na primeira imagem. Quem veio ali despejar os restos de obra (e o resto?) não veio de longe, portanto não há de ser difícil descobrir. É do lado Norte, ao pé do "triângulo", na berma da estrada. Alguém reconhece estes azulejos? Há de ser de alguma pequena obra nas redondezas da Serra da Portela e alguém pode reconhecer estes azulejos da casa de alguém conhecido. Se reconhecerem, enviem-me essa informação por favor. O meu compromisso é o de sempre, confidencialidade. Caso a informação me chegue, eu tratarei de dar seguimento à questão, até que o porco que fez isto seja punido. E se o porco em causa estiver a ler estas linhas, digo-lhe apenas que não passa de um porco que não gosta da sua terra, já que quem gosta da sua terra não faz esta javardice!



4.9.19

Seus badalhocos!!!



Tinha passado pela Cumieira, Penela, e, a meio caminho da Cabeça Redonda, eis que me deparei com isto. Em pleno século XXI ainda há gente que só merece um nome, badalhoca! Como é possível acontecer isto? Como é possível que, havendo inclusivamente, recolha gratuita deste tipo de monos, exista ainda gente retrógada que pega numa carrinha e despeja isto na berma da estrada?
Se alguém viu uma carrinha com estes monos em cima nos últimos dias, avise-me, que eu trato do resto! Isto deverá ser o resultado de uma limpeza de alguma casa velha, provavelmente a entrar em obras, portanto não há-de ser assim tão difícil descobrir os badalhocos e levá-los às autoridades. Pelo aspecto e pelo local, deverá ter sido alguém ou da Cumieira ou da Cabeça Redonda, restringindo assim as buscas. Mais uma vez, se alguém viu algo suspeito, que me diga qualquer coisa. Há que apanhar esta gente que não merece a região onde vive, que não sabe viver em comunidade e não sabe o que é o civismo e a cidadania! Cambada...