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14.1.24

Porque não as baptizaram por exemplo como "Pombinas"?


Inicio este comentário com algo que me irrita profundamente, ou seja estrangeirismos completamente desnecessários. Porquê Pombike e não Pombinas? Ou outra solução para um nome português?
Feito o reparo, falo então do sistema de bicicletas partilhadas de Pombal, em uso há poucos meses e, de acordo com o que tenho visto das várias vezes que tenho ido a Pombal, com os normais problemas, ou as chamadas dores de crescimento. Os sistemas de bicicletas partilhadas têm surgido por muitos municípios deste país e a região de Sicó não é excepção. E é bom que isso aconteça, claro que de forma sustentada e bem estruturada, pois se é para ter algo só porque é moda não faz sentido, daí que os projectos tenham de ser estruturados de acordo com as especificidades locais, de forma a maximizar o sucesso. E não basta ter os sistemas de bicicletas partilhadas, mas sim ter uma plataforma que seja adequada, um bom posicionamento dos estacionamentos das mesmas (docas) e regras à prova de vândalos. E, claro, ter vias seguras para a utilização das mesmas. Não se iludam, sem segurança é muito difícil andar de bicicleta. E não precisamos de construir ciclovias de raíz em muitos casos. Há zonas onde basta a acalmia de tráfego para facilitar, outras onde pegando na infraestrutura existente se consegue criar vias seguras para ciclistas. Noutras sim, pode e deve-se criar uma estrutura segregada, tudo vai depender da rua em causa. E é fundamental haver ligação entre ruas, de forma a que os trajectos ciciáveis não tenham barreiras, obstáculos e tenham uma continuidade natural, a qual potencie o uso da bicicleta, sejam elas partilhadas ou não.
Aproveito para questionar os utilizadores destas bicicletas partilhadas de Pombal sobre o uso das mesmas. Estejam à vontade para aqui trazer as vossas experiências de utilização, de forma a perceber como corre a coisa. Desconheço o número de utilizadores e número de viagens, pois não sei se o Município de Pombal disponibiliza esses dados.





 

14.7.23

Bem-vindas!

Há poucas semanas, aquando da última visita à terra, deparei-me com algo há muito esperado, ou seja o regresso das bicicletas partilhadas a Ansião. Já aqui falei das bicicletas partilhadas em Ansião, bem como dos problemas que levaram ao insucesso das mesmas numa primeira fase. Espero que nesta segunda tentativa as coisas corram bem melhor. Para já algumas melhorias, as bicicletas são mais adequadas (as outras enferrujaram rapidamente...) e há mais locais para estacionamento (ex. tribunal). É importante que assim seja, pois é isso que faz a diferença quando queremos fazer trajectos práticos e sem preocupações.

Claro que isto é um caminho que se faz caminhando, ou melhor, ciclando, havendo muita aprendizagem a ser feita para ir melhorando o projecto. Parte da aprendizagem foi feita numa primeira fase e assim continuará nesta segunda fase, ainda em testes, a qual incorpora naturalmente o que se aprendeu aquando da primeira fase. Eu, enquanto membro de uma associação ciclável, vejo isto com interesse redobrado. Ansião precisa de mais bicicletas a rolar na estrada e menos carros no centro da vila, além de zero carros nos passeios, tal como vergonhosamente se vê pelas ruas da vila.

As bicicletas são o meio de transporte mais eficaz nas curtas e médias distâncias em meio urbano e Ansião não é excepção. Há uns anos fiz este exercício, precisamente na Vila de Ansião, o qual mostrou que a desculpa do morar "longe" é apenas uma desculpa esfarrapada para muitos que pegam no carro para fazer 1 ou 2 km... E lembrem-se que ainda há uns 20 anos surgiu uma ideia peregrina de criar um parque de estacionamento subterrâneo no meio da vila, felizmente que não se concretizou. O problema é só um, a mentalidade, a qual para muitos é que as bicicletas são para os pobres e para quem não tem alternativa. Uma das memórias mais curiosa que tenho de andar de bicicleta em Ansião é essa mesma, pessoas a olhar para mim, enquanto miúdo, como um coitadinho, um ser menor. Estas pessoas eram as que eu denominava como polidoras do passeio. Os anos passaram, tornei-me o que sou e tenho 5 bicicletas. O carro só é utilizado quando realmente necessário. Eu não vivo para as aparências, mas sim para ser feliz. E andar de bicicleta faz-nos tão felizes! Experimentem!!