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12.12.23

Ai fizeram borrada?! Agora... aguentem-se à bronca!!!


Já há vários anos que vejo borrada atrás de borrada que o pessoal faz à conta de TT´s, btt´s e trails, apontando eu sempre que posso essas borradas. Estou farto de ver tanta burrice chapada feita à boleia de eventos desportivos, os quais se tornaram um...negócio. Há poucos dias surgiu mais uma borrada, a qual não vai passar em branco, vos garanto!
Na imagem que ilustra este comentário consta uma muralha de um povoamento arqueológico, na Serra da Portela, sector de Chão de Couce, o qual foi mexido indevidamente para que ali passasse uma prova de trail, por cima da muralha. Ora, isto é algo de muito grave, algo que atenta contra o património cultural!
O pessoal acha que pode fazer o que quer sem se preocupar com o património, pensando que vale tudo pelo desporto, mas está enganado. Desporto é respeito. Quem fez esta pouca vergonha brevemente irá ser contactado pelas autoridades na matéria. Agora... aguentem-se! E que sirva de exemplo a outros...

 

9.9.23

Um paradigma em mudança?

Fonte. Jornal Terras de Sicó, Edição 200, 16 de Junho de 2023

É sempre um risco abordar projectos quando as obras ainda não arrancaram, daí eu balizar este meu comentário, de forma a, mais tarde, já com a obra feita, fazer uma análise mais completa. Sobre esta interessante notícia do Jornal Terras de Sicó, pretendo apenas focar a questão da mentalidade associada a levar o pópó até à porta dos locais que vamos, neste caso Conímbriga. Aplaudo esta mudança, ou seja afastar os carros da entrada deste local arqueológico ímpar. É um conceito que faltava e que importa generalizar. Não sei exactamente o que isso vai implicar em termos de obra a montante, contudo, e como já referi, este comentário tem "apenas" a ver com a mudança de paradigma que o projecto apresenta relativamente à componente do pópó.  

 

4.4.21

#arqueologia


"No âmbito das Jornadas Europeias do Património, que será realizado dia 18 de Abril, o Museu Municipal de Alvaiázere, o CAAPortugal e o Laboratório de Arqueologia e Conservação do Património Subaquático, do Instituto Politécnico de Tomar, irão fazer o lançamento do livro O sítio arqueológico do Algar da Água: resultados de 2017 a 2019, localizado na serra de Alvaiázere.
A mesa será composta pela autora Doutora Alexandra Figueiredo, Drª Silvia Lopes, Vereadora da Cultura, Drª Paula Cassiano, Directora do Museu Municipal de Alvaiázere e a apresentação será proferida pelo Doutor Gonçalo Velho, professor de ensino superior, investigador do Instituto de História Contemporânea, da Universidade Nova de Lisboa, e arqueólogo doutorado em Arqueologia e Pré-história, pela Universidade do Porto.
O evento será desenvolvido à distância para que todos os interessados possam participar, basta remeter mensagem para caaportugal@outlook.pt, que lhe será reencaminhado um link de acesso.
Após a apresentação do livro, haverá lugar a uma pequena conversa, em jeito de mesa redonda, com vários elementos da equipa que realizaram os trabalhos arqueológicos.
O livro ficará depois disponível no Museu Municipal de Alvaiázere. Não falte!"

Fonte: Alexandra Figueiredo, PhD

24.1.21

Sai mais uma dose de arqueologia!

 


Fonte: https://arqueologia.patrimoniocultural.pt/index.php?sid=sitios&subsid=56505&fbclid=IwAR1hvD9VlA_zuEXy9bNUPIy2u2TymQAOdEIqEwqROBLttTH0QjDdcaBUvnE


Fonte: https://arqueologia.patrimoniocultural.pt/index.php?sid=sitios&subsid=56505&fbclid=IwAR1hvD9VlA_zuEXy9bNUPIy2u2TymQAOdEIqEwqROBLttTH0QjDdcaBUvnE

E continuo com o tema da arqueologia, aproveitando o balanço propiciado pelo último comentário. A propósito deste último comentário, o qual publicitava um seminário sobre arqueologia, foi uma honra ser convidado para falar neste evento sobre parte de Sicó e do seu património. Foi também fantástico partilhar informação e aprender mais umas "coisas" com outros investigadores de outras áreas, uns já meus conhecidos, outros nem por isso. Todos eles mostraram que é um prazer investigar em Sicó, haja verba para isso...
Mas indo ao que me traz a este comentário, hoje quero partilhar algo que muitos ansianenses, e não só, desconhecem, mesmo pessoal de Pousaflores. Tratam-se de dois povoamentos arqueológicos, um na Serra do Castelo, outro na vertente Norte da Serra da Portela. Se pesquisarem a carta militar poderão perceber o porquê dos topónimos "Castelo". Nada é por acaso...
Na primeira imagem consta um print da informação sobre o Castro (povoamento arqueológico) da Serra do Castelo, referenciado pelos arqueólogos como Castelo de Pousaflores, e outro sobre o Castro da Serra da Portela, referenciado pelos arqueólogos como Castelo da Serra do Mouro.
Aproveitem para consultar a informação respectiva sobre os mesmos, disponível através dos links que constam logo abaixo de cada uma das imagens.
Já agora um extra. Há 5 anos um amigo meu deu uma ajuda na hora de tentar visualizar lá do alto o Castro da Serra da Portela, cuja visualização é dificílima, graças aos carrascos que tapam quase tudo.
Como podem ver, há muito património por ali, este esquecido. Espero que os que desconheciam estes dois povoamentos arqueológicos tenham agora mais um motivo de orgulho!

19.9.19

Arqueologia que vale a pena conhecer!


Em Agosto último falei do destaque que a revista National Geographic Portugal deu à arqueologia, mais precisamente às antas do Rego da Murta, em Alvaiázere. Na altura fiquei feliz pelo facto e fiquei logo com vontade de ir dar uma olhadela à exposição respectiva, a decorrer no Museu Municipal de Alvaiázere. E assim foi, pois passados poucos dias, e ao fim-de-semana, fui desfrutar, com tempo, desta exposição (e aproveitei também para ver duas outras exposições temporárias presentes naquele museu). É uma exposição catita, com peças e conteúdos fabulosos. Houve uma peça em especial que me surpreendeu, contudo não vou divulgar qual, esperando que lá vão ver e me digam se é ou não uma peça daquelas "factor uau".
Temos o mau hábito de menosprezar o que é nosso e o que é português, sendo um mau hábito que faço questão de combater há muitos anos, sendo o azinheiragate uma das formas de o fazer e de fazer chegar o património de Sicó mais longe. Agora, e nos próximos fins-de-semana, levantem o rabo do sofá e visitem não só o Museu Municipal de Alvaiázere, bem como os outros museus da região de Sicó!

5.8.19

O património de Alvaiázere em destaque na mítica National Geographic


Já tinha ido ao quiosque comprar a edição deste mês da National Geographic, revista que comecei a comprar logo na primeira edição portuguesa, já lá vão muitos anos. É das poucas revistas que recomendo vivamente a todos os meus conhecidos, dada a sua importância na temática ambiental, cultural, patrimonial e muitas outras mais temáticas. Adquiram, pois vale mesmo a pena, seja para vocês seja para os filhotes aprenderem algo que lhes vai ser muito útil no futuro. 
Contudo, e voltando ao início, ainda não tinha começado a ler a edição actual, quando uma arqueóloga minha conhecida me avisou que havia ali algo de muito especial, ou seja um artigo sobre a minha/nossa região, Sicó, concretamente sobre as Antas do Rego da Murta, em Alvaiázere. Depois de na edição anterior ter vindo um artigo sobre Conímbriga, eis que mais uma vez Sicó surge numa revista de importância planetária, sinal que esta região tem o que eu sempre afirmei, valor internacional!
Diria que esta reportagem sobre o património de Alvaiázere é mais uma lição de vida para um autarca que há uns anos dizia que só ia a Alvaiázere quem não tem mais para alternativas na hora de decidir por um destino para visitar.
Confesso que é muito curioso estar agora a ler um artigo sobre a temática da arqueologia focada em locais (por mim visitados várias vezes e já aqui destacados) que quando trabalhei em Alvaiázere eram basicamente desprezados pelo poder político. Não fosse a dedicação e interesse dos bons profissionais da arqueologia e de mais algumas pessoas interessadas na temática do património, e o cenário teria sido trágico no que concerne à preservação dos locais em causa. Felicito estas pessoas, que sabem quem são e sabem que eu sei quem são e os meus parabéns à National Geographic Portugal por este destaque às Antas do Rego da Murta. Espero que isto possa contribuir para um maior foco na temática da arqueologia na região de Sicó e em Alvaiázere, como por exemplo no lugar da "Rominha", a necessitar de investimento para fazer reaparecer um povoamento arqueológico com potencial. Um investimento que tem demorado a surgir...
Agora toca a ir à papelaria ou quiosque adquirir a National Geographic, apoiando assim acções de investigação da National Geographic e também o comércio tradicional. E claro, poder ler este (e outros artigos) e aumentar a vossa auto-estima, já que o património da região de Sicó está em alta! 

Fonte: excerto parcial de topo de página do meu exemplar da Revista National Geographic - Portugal, do mês de Agosto de 2019.

17.3.19

Enduro num povoamento arqueológico? Sim, aconteceu...



Nota: como já previa que o vídeo fosse retirado, tinha este print pré-preparado...


Foi por mero acaso que me deparei com este vídeo há poucas semanas. Fiquei indignado, já que o vídeo retrata basicamente 3 jovens a praticar enduro no topo da Serra de Alvaiázere, mais precisamente dentro do perímetro do povoamento arqueológico ali situado.
Para quem não sabe nada sobre este enorme povoamento arqueológico, fica a bibliografia:

Félix, P. (1999) - "Serra de Alvaiázere: um povoado do Bronze final no centro de Portugal", Al-madan. Almada


A história em redor deste povoamento arqueológico é das mais tristes que conheço. Se fosse num país desenvolvido, este recurso já estaria devidamente salvaguardado, valorizado e rentabilizado. Mas afinal estamos em Portugal, mais especificamente em Alvaiázere, um território recheado com recursos dos mais variados tipos, os quais em vez de serem potenciados pelas autoridades locais são degradados e/ou destruídos por locais, entidades públicas e entidades privadas. Isto ao mesmo tempo que o poder político se queixa de uma suposta interioridade...
É a ironia suprema, serem os actores locais a fazer o serviço de coveiro do seu próprio território. Não precisou vir ninguém de fora para lixar o património, já que eles têm tratado do assunto com as próprias mãos, seja de forma activa ou passiva, e, diga-se, com sucesso. E quando as coisas correm mal, a técnica é apontar o dedo a quem é de fora e tem vindo a denunciar dezenas e dezenas de casos polémicos naquele belo território.
Nunca houve um real interesse na preservação deste sítio arqueológico, essa é a triste verdade. A única vez que se falou a sério dele foi quando... estorvava ao parque eólico e ao flop político que nessa altura estava no poder. Depois disso voltou a cair no esquecimento, daí ser normal ocorrer o vandalismo TT que se vê no vídeo, onde se pratica enduro dentro de um sítio arqueológico, por cima de artefactos da idade do Bronze e posterior.
É triste ver que os anos passam mas que pouco ou nada se aprende... Enquanto isso a população definha, tal como a cultura e a actividade económica. E muitos jovens vão... para outras paragens, já que a sorte em viver ali é só para alguns. Alvaiázere merecia melhor sorte...
Mais triste é que apesar de haver ali os recursos humanos necessários para que o problema seja resolvido e que este povoamento arqueológico tenha o seu merecido reconhecimento, não há a literacia arqueológica das entidades públicas para dar bom seguimento a esta questão...
Resumindo, fora com as motos e jipes do perímetro arqueológico do Castro da Serra de Alvaiázere!