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6.3.23

Um esgoto ilegal que continua... ilegal e a poluir um aquífero, uma década depois!!!

É um caso que denunciei às mais altas entidades no domínio ambiental há uns anos e que nessa altura deu muito que falar. É um caso que interesses partidários poderosos tentaram abafar, mas eu fui insistindo em mostrar a realidade. E mesmo assim tive de insistir em que o assunto fosse conhecido, mesmo que houvesse quem tentasse tapar o sol com uma peneira e afirmasse que a denúncia não tinha fundamento.

Cheguei a ir ao local recolher o que uma senhora afirmava na imprensa que era água límpida. Recolhi a tal "água" e mandei fazer análises, pagando do meu bolso as mesmas. Eis que a "água" falou por si mesma. E, claro, tive que chamar a senhora em causa à razão, mostrando a todos quem faltou à verdade e quem insistia em tentar fazer passar a mensagem que não havia foco de poluição. 

Tive de ser criativo com os títulos dos comentários, de forma a fazer com que mais pessoas chegassem ao conhecimento do atentado ambiental (poluição do aquífero) e da ilegalidade que foi a construção deste esgoto ilegal. Alegadamente houve coima passados uns anos, contudo, e passada uma década, o esgoto ilegal não foi selado e o foco de poluição continua bem activo.

Se estas fotografias viessem com cheiro, garanto-vos que não poderiam ficar aí uns minutos descansados a ler estas linhas, mas garanto-vos que não foi fácil fazer estes registos fotográficos, já que o cheiro nauseabundo era particularmente intenso. E isto num dia de chuva...

Fico chocado enquanto cidadão constatar que esta situação continua por resolver. Fico indignado enquanto profissional da área ambiental que as próprias entidades públicas, no caso CCDR-Centro, não tenha feito o seu trabalho. Enquanto ansianense fico enojado que exista quem ache isto normal e viva, em consciência, com este atentado ambiental, o qual tem causado uma contaminação diária na última década do grande aquífero que existe nesta região e que seria uma reserva de água potável importantíssima para o consumo humano.

E, não fosse já isto tudo impressionante, há ainda uns boys da política que insistem em defender quem causou tudo isto, construir um esgoto ilegal, o qual mesmo assim ficou a meio caminho. Este muito provavelmente iria mais além, até a um grande sumidouro que entretanto foi entulhado (mais uma ilegalidade, esta promovida por um particular). 

Num país desenvolvido este esgoto teria sido selado e o lar em causa, de onde vem este esgoto, seria compulsivamente fechado, pelo menos até que o assunto fosse resolvido. Mas no Alvorge o interesse político ainda tem raízes profundas. Só isso explica, na minha opinião, que o organismo público com competências neste domínio não faça o que é suposto fazer, ou seja proteger os cidadãos.

Profundamente chocante este caso que parece que não tem fim!





 

13.12.20

O alcatrão da Ladeia...


Foi tema de conversa há vários meses, contudo, e tendo em conta a minha prolongada ausência, não tive a possibilidade de ir ao local ver o que se passava. Só há algumas semanas consegui voltar a Ansião e, com isso, visitar o local em causa, de forma a me inteirar dos factos. Assim sendo, aqui estou para falar deste caso.
Indo directo aos factos, o motivo de conversa foi o alcatroamento de um caminho com história, algo que não era suposto. Seria interessante um arqueólogo ou historiador falar sobre este caminho histórico, já que, genericamente falando, há pouco conhecimento factual sobre a importância histórica do mesmo. Disponibilizo este espaço para um comentário sobre este caminho histórico, sendo que a única condição é o texto ser escrito em bom português, ou seja sem desacordo ortográfico à mistura. 
Julgo que não será difícil repor a situação original, a qual, diga-se, já não era a melhor. Já havia um desvirtuar do caminho com o crónico estradão de brita da serra. De ano a ano lá era espalhada mais uma carrada de brita, pois a chuva do Inverno levava-a pelo estradão abaixo...
Este tipo de acções é algo comum por toda a região, já que são conhecidos muitos casos, uns mais graves e outros menos graves, de degradação ou destruição de caminhos históricos. Lembro-me de há uns anos (julgo que uns 11) ter manifestado o meu desagrado a um autarca pelo facto de um caminho histórico (estrada romana..) ter sido literalmente destruído para depois surgir o "típico" estradão de brita. Nessa altura o autarca em causa disse que não sabia (aparentemente).
Isto leva-nos a uma velha questão, a qual já aqui referi muitas vezes. Continuamos a não ter um registo de tudo o que é património, de forma a que sempre que se planeie uma acção ou intervenção urbanística ou de outro tipo, se saiba que afinal existe ali algo de valor, portanto qualquer acção ou intervenção terá de ter em conta o património, sem o degradar ou destruir. Por vezes a acção de degradação ou destruição é por ingenuidade, outras é dolosa. Sendo de que forma for, havendo uma base de dados e mapas do património, será mais difícil haver chatices, já que ninguém poderá alegar que não sabia.
Assim sendo, fica o desafio...


 

19.12.17

Apresento-vos as raríssimas análises à "água" do Alvorge

Em Abril de 2016 a Srª Maria Luísa Ferreira, afirmava ao Jornal Terras de Sicó sobre este caso, que a água saía límpida para uma linha de água, facto que cedo demonstrei que era mentira. O anterior executivo municipal deu cobertura a esta situação, já que além de alegadamente ter sido quem construiu aquele esgoto/dreno ilegal, sempre manteve o apoio a quem poluía e continua a poluir.
Hoje, 19 de Dezembro de 2017 eu tenho um presente para esta senhora, que conheço há quase 30 anos. Trata-se, nada mais nada menos, do que análises da "água" que ela afirmava que saía límpida para uma linha de água. Os resultados são bastante comprometedores, bastando olhar para os valores decorrentes das análises. São resultados que me envergonham enquanto ansianense que preza o seu território e que não dão margem para dúvidas. São resultados que mostram que temos muito que evoluir, já que até agora se deu primazia ao interesse privado em detrimento da saúde pública de milhares de pessoas. Espero que os resultados que saíram da análise da "água" sirvam, de vez, para que este atentado ambiental tenha um fim de uma vez por todas.
Quem perceber mais disto, pode comentar, já que não é fácil que todas as pessoas compreendam, de facto, os resultados nem o que está em causa. Trata-se de contaminação dos aquíferos e de uma questão de saúde pública. Espero que se promova um estudo sobre o real estado da água dos aquíferos, já que a água é um recurso imprescindível para a nossa sobrevivência. E além disso o dinheiro não mata a sede, é a água que o faz. E se alguém polui a água, terá de pagar um preço bem alto!
Agora partilhem, já que presentes destes são raríssimos! Cheque-mate...



Apaguei destes documentos alguns dos meus dados pessoais, portanto não se espantem não ter a minha morada e afins.
Mais uma vez relembro que se alguém quiser contribuir para a despesa que tive com estas análises, já sabem como me contactar, de forma a dar um muito pequeno contributo.

15.12.17

Operação "Porcahontas"

Baptizei esta operação com o nome de código de "Porcahontas" e confesso que já me ri bastante à conta deste nome, inventado meramente para dar nome a uma acção de recolha de "água" no Alvorge, para análises laboratoriais. 
O caso é bem conhecido e até agora deu muito que falar. Agora que o cenário político é outro, espero sinceramente que o proteccionismo político, evidenciado pelo anterior executivo camarário, a quem tem  poluido acabe de uma vez por todas, especialmente a bem da saúde pública. Agora que o executivo é outro, estou esperançoso que a coisa comece a ir no bom caminho, de forma a resolver este grave problema ambiental, que ameaça a saúde pública, através da contaminação dos aquíferos. A impunidade tem de acabar!
Mas vamos então à operação "Porcahontas". Basicamente fui ao local do esgoto ilegal, que drena livremente para terrenos vários e linha de água (indo ter a um sumidouro mais adiante...). Ao chegar ao local, constatei que era mesmo verdade o que as minhas fontes me tinham confidenciado. Há coisa de 3 meses, quiçá na despedida, alguém cobriu com brita a zona onde o esgoto brota, numa tentativa de tapar o sol com uma peneira (santa ignorância...). Uns 10 centímetros que me fizeram voltar a casa para trazer uma enxada. Depois procedi ao destapamento da área onde se situa a tampa de esgoto. Levantei a tampa e, antes, tive de inspirar fundo, não fosse ficar inconsciente com a podridão ali existente... Peguei nos recipientes e enchi os mesmos, tendo de lavar as mãos, com água que tinha trazido já com esse propósito numa garrafa de plástico. Depois foi simplesmente baixar a tampa e recobrir a mesma, de forma a que não ficasse ali um buraco.
Depois desloquei-me até um centro de análises laboratoriais e entreguei os recipientes. Paguei uma importância, que penso que será provisória e terá de ser alinhavada de acordo com as análises de facto efectuadas e fui informado que dali a 10 dias teria os resultados. Sei que há algumas pessoas que mostraram disponibilidade para me ajudar a custear esta despesa, portanto se assim o entenderem, basta falar comigo para acertarmos contas. 
Custou ficar calado este tempo, mas já tenho as análises na minha posse. Nos próximos dias divulgarei aqui os resultados, os quais espero que possam fazer acordar as pessoas que ainda não acordaram e que não entendem o que está em causa é mesmo a sua saúde. A ver vamos se essas pessoas consideram que o interesse privado de alguns e a poluição causada por esse mesmo interesse privado se sobrepõe à sua saúde e à saúde dos seus filhos, familiares e conhecidos...
Nos próximos dias irei publicar aqui os resultados das análises, portanto estejam atentos...







13.9.17

Acudam aos muros de pedra da região de Sicó!!




Antes de mais desculpem a fraca qualidade das imagens, fruto de um problema técnico decorrente do computador a partir do qual captei as imagens que aqui apresento, através do facebook de um elemento do executivo da Junta de Freguesia do Alvorge, Ansião (Carlos Anastácio).
Logo que vi estas imagens, que ilustravam o alargamento de caminhos florestais, delimitados pelos belos e característicos muros do carso de Sicó, fiquei preocupado, já que a esmagadora maioria das vezes isso significa que os muros vão ser arrasados e não são reconstruídos segundo a tipologia tradicional, algo que é grave em termos de identidade local e em termos de degradação da paisagem cultural de Sicó. Questionei sobre o facto se os muros seriam refeitos, tendo-me sido respondido que não, já que apesar de isso até ter estado previsto, mas que o dono tinha voltado atrás da decisão de recuperar os muros.
Não condeno o proprietário, já que a sensibilização é inexistente, tal como regras que visem a preservação destes fundamentais elementos da paisagem cultural de Sicó. Condeno sim e lamento profundamente a falta de regras que salvaguardem este tipo de património construído, as quais poderiam estar devidamente transpostas em sede de Plano Director Municipal e noutros planos relacionados. Falta a sensibilização a todos os níveis. Nunca houve um real interesse em desenvolver esta questão, contudo os nossos autarcas continuam a defender a necessidade de proteger o património, pelo menos quando falam para os jornais, rádio ou televisão. São, portanto inconsequentes. Falo, claro, ao nível das Câmaras Municipais, já que as Juntas de Freguesia pouco podem fazer neste domínio, seja pela falta de técnicos, seja pelos orçamentos respectivos. 
Urge alterar o paradigma, a bem da paisagem cultural da região de Sicó. Caso não o façamos, daqui a poucos anos imagens belas como esta farão parte do passado, algo que lamento profundamente...
Peço-vos, portanto, que partilhem este humilde comentário, de forma a que a mudança comece agora e em força!