Sou um acérrimo defensor deste tipo de projectos, ou seja dos Orçamentos Participativos. Nos últimos anos tenho sido bastante activo em prol dos mesmos, seja através da apresentação de propostas, seja através do desafio que faço para que surjam muitos e bons projectos de cidadania activa, seja igualmente através da dignificação do processo, pugnando pelas boas práticas e pela honestidade e ética que tem de estar associada aos mesmos. Denuncio batotas e batoteiros sem problema algum, sejam eles meus conhecidos ou não, sejam ou não de associações das quais já fiz parte. Não aceito o desvirtuar dos OP´s, tão simples quanto isso. Infelizmente o chico espertismo é uma prática comum nos primeiros anos dos Orçamentos Participativos, mas depois, e com um maior escrutínio e com a maturidade, a coisa melhora. É esse o meu objectivo para este ano. Desafio-vos a apresentarem propostas, muitas e variadas de preferência. Espero que não volte o chico espertismo que tenta usar o OP para tapar buracos de orçamentos próprios. Eu não irei apresentar propostas este ano, mas já estou no terreno a "picar" o pessoal para que se cheguem à frente. Ansião merece!
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17.5.22
22.7.19
A importância dos orçamentos participativos!
Porque insisto neste tema ano após ano, perguntam vocês. Simples, porque se trata de uma ferramenta fundamental da cidadania activa e da democracia participativa!
Ah, e tal já houve batota e polémicas que só mostram que os orçamentos participativos não valem a pena! Errado!! Era expectável que especialmente nas primeiras edições houvesse episódios do tipo "chico-espertice". Diria até que são as denominadas "dores de crescimento", passadas as quais as probabilidades de batotice começam a decrescer, dado o maior escrutínio deste tipo de processos. Ansião já teve estas "dores de crescimento", numa vez focadas na freguesia do Avelar e noutra vez na freguesia de Ansião. Enquanto que no Avelar eu soube da história ao ouvir A, B ou C sobre o que se passou, em Ansião ouvi alguém, fora de portas, a gabar-se que estava a monitorizar as votações e, assim, pressionar/gerir os votos, algo que foi factualmente uma batota/ilegalidade e falta de ética. Foi também ali que alguém que foi, até 2006, para mim uma referência, destilou ódio para com a minha pessoa por de forma indirecta ter falado na batotice feita... Essa pessoa confunde-se com uma entidade, quando uma coisa é essa pessoa e outra coisa é a entidade da qual faz parte. Foi também ali que essa pessoa, que se achava especialista em tudo, ou dito de uma outra forma aspirante a político dos ovos kinder, achou que eu não podia falar naquela situação, algo que curiosamente ia contra todos os valores que essa pessoa me transmitiu durante alguns anos. Quando se chega ao topo há o risco da pessoa se acomodar, dar as coisas como garantidas, achar que viver à sombra do passado é suficiente para manter estatuto e pensar que não é possível depois dar um grande trambulhão, degradando todo o trabalho de uma vida. Está dito, mas breve haverá mais...
Voltando ao Orçamento Participativo, desafio todos os ansianenses a propor projectos que se enquadrem no espírito e âmbito destes projectos de democracia participativa e cidadania activa. Mais uma vez, os orçamentos participativos não são para tapar buracos no orçamento municipal, tal como no passado aconteceu!
Desafio-vos a idealizar projectos das mais variadas temáticas, casos do património natural, construído, cultura, pessoas com mobilidade reduzida, literacia e muitas outras coisas mais. Associativismo, cidadãos esta é a vossa oportunidade de, mais uma vez, contribuírem para uma sociedade mais participativa! Há que ler bem o regulamento e não esperar pelos últimos dias. É fundamental que tenham um orçamento, de forma a que o projecto possa ser aprovado para votação. Digo isto porque já me aconteceu não ter um orçamento a tempo e, por isso, o projecto não ter sido aceite (uma empresa de serviços não me respondeu a um pedido de orçamento de recuperação de moinhos de vento...). Este ano vamos ver se tenho alguma ideia nova ou repito ideias antigas, caso de uma bicicleta adaptada para pessoas com mobilidade reduzida, pensada para visitas turísticas.
E não tenham medo, pois mesmo que não consigam uma ideia sólida, durante o processo irão aprender mais umas coisas, por isso, nunca perdem!
Comecem a pensar, já que vão ter tempo para amadurecer as ideias. Depois basta uma descrição do projecto, complementada com o orçamento respectivo e a ideia de projecto está pronta a ser candidatada, aprovada e votada. Todos temos a ganhar, portanto.
Quem aceita o desafio do Orçamento Participativo?!
23.7.18
As boas vindas à Comissão de Populares para a Defesa da Floresta e do Mundo Rural!
Foi com surpresa que vi surgir algo de novo e inovador na região de Sicó, ou seja a Comissão de Populares para a Defesa da Floresta e do Mundo Rural dos Concelhos de Pombal e Pinhal Interior Norte do Distrito de Leiria, apresentada há poucos dias em Pombal. Foi, para mim, uma das melhores surpresas dos últimos anos. Porquê? Porque esta iniciativa da sociedade civil tem um enorme potencial disruptor sobre uma realidade trágica a todos os níveis e que importa reverter, pegando no que de bom temos e mandando fora aquilo que nos tem tramado.
Os meus parabéns aos mentores desta Comissão! Não estranho o facto de a mesma ter surgido a partir de Pombal, já que ali é um epicentro de cidadania activa, onde cada vez mais pessoas se têm mobilizado em prol de causas importantes. Parece-me que esta Comissão será a matriz que falta no que toca a reunir cidadãos com potencial transformador para toda esta região. Nos outros concelhos de intervenção desta Comissão também há muito pessoal que pugna pela cidadania activa, mas infelizmente ainda não tem o peso necessário em termos de influência na sociedade civil enquanto um todo.
A classe política, enquanto um todo, já mostrou que não é competente para fazer o que é preciso ser feito. Políticos de caixa de cereais, ponham-se a pau... Políticos a sério, julgo que terão nesta Comissão uma boa conselheira, portanto fica a dica!
Do brainstorming que surgirá desta Comissão e da interacção da mesma com o mundo real sairá concerteza algo de transformador para esta região. Importa portanto divulgar este movimento de cidadania activa em prol do território e de nós, que vivemos nele mas não temos sabido gerir da melhor forma a nossa convivência com ele. E algo de fundamental, é preciso participar, debater, dar ideias e não pensar que é não fazendo nada que os problemas se resolvem!
Em traços gerais, esta Comissão pretende pugnar por uma série de medidas fundamentais para a defesa da floresta e do mundo rural, passando por medidas afectas à floresta, cadastro rústico, meios humanos (onde se incluem por exemplo os cruciais Guardas Florestais), produção agrícola e produtos locais, baldios, biodiversidade (irei pugnar pela entrada da geodiversidade nesta equação), entre muitos outros. Basicamente temas abordados também no azinheiragate, algo que me agrada de sobremaneira. Espero também dar o meu contributo, já que é partilhando ideias e conhecimento que um futuro mais risonho irá ser construído para esta região.
Fica então este humilde contributo do azinheiragate para a divulgação da Comissão de Populares para a Defesa da Floresta e do Mundo Rural. Agora mãos à obra!
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