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20.2.18

Identidade obliterada: uma ameaça a mexer-se na sombra...


Por vezes basta uma simples fotografia para mostrar algo que, por vezes, não é fácil. Falar da questão da identidade regional não é fácil, contudo, e felizmente, os registos fotográficos funcionam como uma bela ajuda para mostrar numa imagem o que, por vezes, não se consegue explanar bem em mil palavras.
Há umas semanas tirei esta fotografia bem perto de casa. Para mim resume algo de fundamental, a grave perda de identidade numa região onde a paisagem cársica é ainda uma imagem de marca. Para todos aqueles das gerações mais novas, esta imagem não deve dizer muito, contudo, e para mim, diz tudo.
Uma das minhas muitas lutas em prol do património da região de Sicó é precisamente neste domínio, a sua identidade e a sua matriz identitária, da qual os belos muros de pedra fazem parte. Urge pugnar activamente pela sua manutenção, não numa lógica circense, mas sim de forma natural e dedicada.
Há soluções mas é preciso um compromisso. Há opções, mas é preciso trabalhar nas mesmas. Há sugestões, as quais vou dando (além de outros mais que também o fazem). Se todos nos reunirmos nesta bela causa, a região de Sicó e todos aqueles que aqui vivem agradecerão. E quem nos visita também!
Há umas semanas o Jornal de Leiria fez uma bela reportagem sobre os muros de Sicó. Recomendo vivamente a leitura do mesmo! Caso a imagem não tenha a melhor definição, vejam aqui.



10.11.17

O que é que eles andarão a fazer?



Há umas semanas deparei-me com estas e outras imagens nas redes sociais. Se por um lado fiquei contente em ver um elemento paisagístico como este a ser construído (são raros os que ainda resistem), por outro fiquei preocupado ao perceber que não seria um abrigo de pastor, mas sim um abrigo construído para caçadores. Foi a impressão com que fiquei e logo que falei no termo caçadores, alguns saíram da toca, tendo a coisa, e de certa forma, aquecido.
Isto passa-se na Serra de Alvaiázere, uma serra fantástica, mas que infelizmente tem sido alvo de acções absolutamente destruidoras das suas mais valias.
Nunca escondi que não aprecio a caça nem a maior parte da atitude dos caçadores, dado a caça ser actualmente algo de absurdo (apenas se justificam algumas acções de controle de algumas espécies, nada mais) e ser um mundo onde o vandalismo e o desrespeito pelo mundo natural é o pão nosso de cada dia.
Irei estar atento ao que por ali se passa, já que se há uma coisa que é certa é o facto dos caçadores serem especialistas a fazer asneiras, por mais tentem fazer passar uma boa imagem, de gente respeitadora. Uma das últimas situações que me lembro, nesta serra, foi de quando ardeu da última vez, num incêndio muito suspeito. Havia no topo da serra um local onde os caçadores tinham um comedouro, que utilizavam para alimentar a caça. Depois de ardido, nem se deram ao trabalho de limpar e levar dali os restos de plástico. Simplesmente mandaram o plástico uns metros para o lado e colocaram um novo comedouro. É algo que ilustra bem a forma de ser dos caçadores. Sei que nem todos são assim, mas também sei que a maioria é assim mesmo.
Se tivessem o mesma atitude que têm pela caça e a estendessem ao património natural, aí as coisas podiam ser bem diferentes. Mas felizmente que o tempo irá fazer com que a caça nos moldes actuais termine. Chamar à caça um desporto é simplesmente estúpido!

28.10.17

Pequenos contributos que podem fazer toda a diferença!

Não é propriamente o meu estilo publicar aqui recortes de imprensa, no entanto abro mais uma excepção, a qual se justifica plenamente tendo em conta a temática em causa. Parabéns ao Jornal Terras de Sicó por abordar um tema que, apesar de esquecido pelas entidades públicas, é da maior importância para a região. A ver vamos se mais alguma notícia sobre esta tema surge entretanto...