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13.5.25

Bela máquina do tempo!

Outro dia fiz algo que não fazia há coisa de 35 anos, sendo algo que já andava a contar fazer e que, encontrado o belo naco de casca de pinheiro, ou como eu dizia em miúdo, carcocha (acho que era assim que dizia...), tratei de o trazer comigo para, então, esculpir algo...

Em miúdo não havia propriamente brinquedos, sendo que os tínhamos de fazer, facto que nos fazia ser criativos e inventivos, ao contrário dos miúdos de hoje, que levam uma carrada de brinquedos a pilhas e está feito... Um dos brinquedos que fazia era uma nau de casca de pinheiro, esculpida num belo naco, com uma navalha ou faca. Depois colocava o respectivo mastro, feito de urze, bem como uma vela, que podia ser de papel ou de pano. E depois ia para o rio Nabão e a brincadeira começava. 

Foi um dia bastante emotivo, que me transportou para o passado de há umas décadas, passe o pleonasmo. Já não é a primeira vez que o faço e não será a última. É algo com o qual alguns da minha geração se podem identificar e algo que todos devemos fazer, a bem da nossa memória e da nossa felicidade. Não deixem que vos digam que é uma patetice fazer isto ou aquilo, façam o que vos faz feliz!



 

23.3.24

Comparar o "actual" com o "antigamente

Andava há mais de 1 ano com a ideia de fazer isto, mas como não é fácil arranjar tempo para fazer estas coisas, demorou meses (descobri o registo fotográfico antigo a 28 de Fevereiro de 2023) até que deu para fazer o registo fotográfico actual para comparar com um antigo.
Poucos não saberão onde é, mas para quem não sabe, fica no Pontão. 



 

5.1.22

O poder da fotografia perante a transformação dos lugares...


Desde que comecei a fazer isto, nunca mais parei, já que é algo que adoro. Pegar em fotografias antigas e ir tirar fotografias aos mesmos locais décadas depois é algo que considero excepcional a vários níveis, nomeadamente a nível histórico, já que a memória dos lugares é algo que me diz muito.

Desta vez peguei em duas fotografias com algumas décadas, registadas em Ansião. A primeira é no Ribeiro da Vide. Retirei esta fotografia de um grupo do Facebook, sendo a mesma datada de 1983, aquando de um nevão do qual ainda me lembro. Há poucas semanas fui ao local de onde a fotografia foi registada, de modo a efectuar novo registo fotográfico. Não deu para registar no mesmíssimo local, já que há uma árvore que o impede, contudo bastou chegar-me 3 ou 4 metros para a frente para conseguir um local muito aproximado ao original. E assim consegui um registo aproximado, que consegue fazer-nos recuar 40 anos no tempo e fazer comparações entre o antigamente e o actual. Curioso, não?!



A segunda imagem retirei-a do mesmo grupo. Julgo que terá sido postado por uma minha antiga vizinha, mas após pesquisa ainda não consegui confirmar. Se alguém souber digam-me por favor, de forma a colocar os créditos da fotografia como é suposto. É um registo efectuado no Moinho das Moitas, lugar que muito me diz. A fotografia inicial será anterior à década de 70, já que o IC8 foi construído na primeira metade da década de 80. Como podem ver, actualmente as coisas são bem diferentes, graças ao IC8, que cortou o lugar a meio. Este antigo cruzamento infelizmente ceifou muitas vidas. Tive de subir a um muro para conseguir uma imagem aproximada à imagem inicial. Dá muito que pensar, ainda mais para quem, como eu, viveu ali algumas décadas e acompanhou esta colossal transformação. É por isso que estas imagens, em especial, mexem tanto comigo. É por isso que continuarei a tentar fazer estes registos comparativos entre o antigamente e a actualidade, já que são registos que mexem com as nossas memórias e que são importantes registos históricos que podem e devem ser perpetuados em registos digitais. Isto seja em Ansião ou noutro qualquer lugar na região de Sicó.

5.12.21

O antigamente e a actualidade: 90 anos de diferença na Vila de Alvaiázere




Adoro fazer estes registos fotográficos! A ideia surgiu durante a última reunião da Al-Baiaz, quando reparei num postal da Al-Baiaz, com uma imagem antiga, da década de 30, onde surge parte do edifício da Câmara Municipal de Alvaiázere e outros edifícios, uns ainda de pé, outros já demolidos há uns anitos. Guardei logo um destes postais e logo que acabou mais uma reunião tratei de ir fazer um registo fotográfico do local mais aproximado possível face à imagem da década de 30 do século passado. E, claro, uma imagem que engloba a actualidade e o postal antigo. Não preciso de dizer mais que não para desfrutarem, especialmente quem, como eu, aprecia Alvaiázere. Logo que apanhe outro postal antigo, já sabem o que vou fazer...

10.7.21

Corridas de carrinhos de rolamentos: a máquina do tempo perfeita!


Não estava incluído no roteiro que tinha planeado, já que afinal não tinha conhecimento do evento (tal como muitos outros...), contudo, e logo que passei por ali enquanto deambulava pela encosta do Castelo de Pombal, deparei-me com os épicos carrinhos de rolamentos a preparar-se para mais uma prova.

Não havia outra vontade que não ir pela rua acima ao encontro deles, armado com a máquina fotográfica, a qual utilizei para disparar uns "tiros".

Para mim é algo excepcional ver e relembrar carrinhos de rolamentos, pois funciona como uma máquina do tempo, onde voltamos umas décadas ao passado. No passado, há coisa de 30 anos, eu e outros amigos pegávamos em tábuas, em duas ripas de pequena dimensão e íamos às oficinas ver se tínhamos sorte com os mecânicos, pois eram eles que decidiam se íamos ter rolamentos para meter nos nossos bólides. Sem rolamentos não havia nada a fazer, mas com rolamentos a estrada e as descidas eram nossas. O assento era a própria tábua ou então, numa hipótese mais remota, uma cadeira velha que se adaptava na tábua. E cordel, o qual atávamos a cada uma das pontas da ripa (direcção) da frente e servia como guiador do carrinho de rolamentos.
Mas agora a tecnologia é outra e, como podem ver pelas fotografias, há muita técnica metida na construção dos carrinhos de rolamentos. E ainda bem!
Mas voltando ao passado, eu tinha 3 pistas de carrinhos de rolamentos que fui utilizando naquela altura, duas no meu bairro e outra à frente do tribunal de Ansião, na rua que desce pela creche. Um dia chegámos a ter um carrinho de rolamentos que consistia numa tábua grande, na qual estavam montadas 4 cadeiras. Era épico nós, putos, rolarmos naquela enormidade de carrinho de rolamentos. Já os outros eram carrinhos mais simples, apenas para um ou para dois. Chegados à curva é que era o vê se te avias. Um ficava ao fundo para ver se vinha algum carro e o outro tentava conseguir fazer a curva sem se esbardalhar e sem ficar com os cotovelos e braços sem pele, algo que afinal acontecia regularmente. Eram as nossas medalhas, as quais se mantiam durante umas semanas até desaparecerem e darem lugar a novas medalhas. Que belos tempos eram.




Gosto de ver que estas corridas se mantêm ao longo dos tempos e espero que apareçam mais corridas. Lembro-me também das corridas de rolamentos que aconteciam no decorrer das festas do Casal de S. Brás, em Ansião. Organizem novamente sff!
E parabéns a quem organiza e a quem participa nestas corridas!!