13.8.10

Uma lixeira demasiado incómoda em Penela...

Foi uma questão que muito incomodou os autarcas e população em Penela no início deste ano, mais precisamente em Janeiro http://regiaodocastelo.blogspot.com/2010/01/lixeira-ceu-aberto.html
Nesta altura tentei fazer ver quer à Câmara Municipal de Penela, quer à Junta de Freguesia da Cumieira, que havia algo que não era propriamente aceitável, mais precisamente uma lixeira de dimensão média que teimava em continuar a estar onde não devia.
Era uma lixeira num local ermo, algo que favorece os "esquecimentos", por isso mesmo fiz questão em meter mãos à obra na tentativa de resolver a situação. Falei então com o Jornal Região do Castelo e saiu a notícia. Demonstrei também total disponibilidade para ajudar à resolução do problema, seja através de contacto com empresa de recolha de resíduos para reciclagem, seja através da ajuda de mais dois braços.
A notícia incomodou, de facto, os habitantes locais, sendo que um autarca ali se deslocou para ter conhecimento in loco do caso, referindo o mesmo que a situação seria rapidamente resolvida. Passo a destacar uma foto da lixeira, do "antes":

Depois disto, pensei sinceramente que a situação seria resolvida, aliás eu sugeri que esta lixeira fosse limpa no decorrer da brilhante iniciativa Limpar Portugal, ocorrida em Março.
Eis que 8 meses depois volto ao local, de máquina fotográfica na mão (já lá tinha ido sem máquina), e curiosamente não foi surpresa alguma o que vi, a lixeira estava ainda por limpar....
Só para vos dar um exemplo da dimensão desta lixeira, estão espalhados pelo chão cerca de 40 pára-choques de automóvel, fora o restante... A próxima foto, tirada no último dia 8 de Agosto, não retrata todo o lixo que lá se encontra, mas apenas uma pequena parte:


Tenho pena, sinceramente, ter de voltar a esta questão, pois pensei que após denunciada a situação esta fosse para resolver. Se o problema não fosse conhecido ainda poderia dar um desconto, mas além de conhecido é muito fácil de resolver.

Há poucos meses, em conversa com colegas meus, foi-me dito que certa pessoa de Penela disse que eu era aquele que dizia mal dele, por isso mesmo quero esclarecer um estereótipo que ainda anda a ser cultivado em certos círculos, felizmente em grau extremamente diminuto, pois quase todos já viram as boas intenções deste blog.

O azinheiragate e a sua acção tem como objectivos únicos a defesa e promoção do património natural e cultural e não qualquer atitude de "mal dizer". O dever de cidadania é aqui exercido de forma plena a favor das gentes e do seu património, por isso mesmo há que esclarecer que no azinheiragate as intenções são e sempre foram boas. Ninguém de boa fé pode afirmar que o azinheiragate tem "más intenções", este espaço é hoje em dia uma referência na região de Sicó no domínio do ambiente e património, divulgando-o também além fronteiras.

Eu não digo mal de ninguém, critico sim de forma construtiva e incisiva na esperança de dar um pequeno contributo pela região de Sicó. O azinheiragate mostra isso mesmo. Quando houver algo para aplaudir o azinheiragate aplaude, quando houver algo para criticar construtivamente o azinheiragate critica construtivamente. Sei que infelizmente há poucas pessoas com frontalidade suficiente para fazerem o que o azinheiragate faz, de forma imparcial, apartidária e longe de qualquer tipo de interesse ou lóbi.

Para terminar, e para mostrar que este não é exemplo único, mostro como se "resolveu" outra situação, esta bem visível e à entrada do lugar da Cabeça Redonda.

A primeira foto retrata uma primeira fase, onde foram colocadas várias tipologias de resíduos na berma da estrada. Nesta primeira foto já só se vê quase que resíduos de construção, latas e outros já tinham sido enterrados:

Eis que há poucas semanas se teve a ideia peregrina de resolver o problema... despejando um camião de terra em cima! Será isto a forma mais correcta de resolver problemas como este? Sei que é a mais fácil, limpar para debaixo do tapete sempre foi um mau hábito do povo português, mas uma coisa é o mais fácil e outra é a mais correcta.


Espero então que estas e outras situações se resolvam a bem do carso, pois uma política de desenvolvimento sustentável aplicada a esta região muito particular tem de ser abrangente e concreta. Penela já mostrou que até sabe fazer algumas coisas com algum valor no carso, mas ao mesmo tempo deixa por resolver situações tão graves como esta.

Será que quem passeia pela Cumineira, nesta bela área, gosta de se deparar com estas lixeiras? Será que isto não afecta o turismo? Claro que afecta, portanto temos de meter mão à obra!

11.8.10

A etnografia também é património

E porque a etnografia também é património, fica aqui um breve contributo do azinheiragate para a sua divulgação de alguma forma. Na medida do possível farei alusão a eventos relacionados com etnografia na região de Sicó. Faço esta breve nota sobre este evento por uma razão muito simples, o Rancho Folclórico da Freguesia de Pussos, tem feito um notável trabalho para a preservação de muito saber associado à etnografia da região de Sicó, sem eles já muito teria desaparecido. Espero que o seu vasto espólio não demore muito a ter um museu digno para expor tal património!

8.8.10

Região de Sicó em chamas, uma triste e recorrente realidade

Foi um fim de semana deveras dramático na região de Sicó, um incêndio de grandes dimensões assolou uma área considerável, deixando um rasto de destruição que devia envergonhar quem nos governa. Mancha verde, casas velhas e barracões, desapareceu tudo em poucas horas, património natural e construído que desaparece... mais uma vez...
Não vou falar das causas dos incêndios, sinceramente estou saturado de andarmos há quase 3 décadas a falar mais do mesmo, a dizer que para o ano é que vai correr bem. Enoja-me que os incendiários existam e haja tanta impunidade, enoja-me que a classe política portuguesa não dê um murro na mesa e acabe com esta vergonha nacional.
A nossa classe política não se está para chatear, isso dá muito trabalho, por isso é que ano após ano é a mesma festa pirómana. O problema é o ordenamento do território, mas eles não querem saber. Alterar o cenário actual iria mexer com muitos interesses instalados, por isso é que as coisas continuam a arder ao ritmo das temperaturas, e o cenário futuro será bem pior tendo em conta o que aí vem. Fazem-se algumas coisas, mas bem devagarinho....
Não compreendo porque é que não se proibe as televisões de publicitarem os incêndios florestais, alimentando vontades mediáticas. Cultiva-se o show mediático que são os incêndios florestais e tudo o que isso envolve, parece que muitos concordam com esta ideia, mas na hora de fazer algo simplesmente ligam a televisão e quase que se deliciam com as labaredas e com a confusão instalada, gente medíocre....
Como já puderam observar por esta altura, este meu comentário é de revolta, ando saturado com esta história que se repete há demasiado tempo. Foi há quase 20 anos que fui ao meu primeiro incêndio, confesso que o mundo dos bombeiros é muito complexo, tem evoluído, nuns locais mais noutros menos, para melhor, mas há muito ainda para trabalhar. Felizmente que tem evoluído muito! Até neste mundo vejo situações que me põem os cabelos em pé, mas infelizmente tenho de aguentar,a boa vontade não consegue aguentar tudo. Além disso há coisas que não podem ser discutidas na praça pública, devem ser faladas apenas por quem sabe minimamente deste mundo algo complexo. Maus profissionais há em todos os locais, felizmente aqui são poucos os maus e muitos os bravos heróis!
O meu olhar de geógrafo por vezes vê coisas que não deviam acontecer, mas o que mais me irrita é esta classe política que ignora o problema na sua base, será que vamos aguentar muito mais tempo? Estou saturado desta classe política cobarde que permite esta guerra pirómana que ano após anos destrói o nosso património. Caso não houvesse tantos homens e mulheres bombeiro/as já não teríamos mancha verde....
Não me vou alongar mais, estou cansado demais para ter o raciocínio que me leva a escrever com qualidade. Não compreendo como é que um bombeiro anda num incêndio 14 horas seguidas apenas com 2 sandes no estômago (após 14 horas deram jantar, eram 4 da manhã), é apenas um dos muitos exemplos da triste realidade, por mais que entidades públicas digam que as coisas correm bem, tentando esconder verdades incómodas...
Fez no último sábado (dia 7) 5 anos que tive um grave acidente, no decorrer de um incêndio (curiosamente na mesma área que agora ardeu novamente), tive de fazer fisioterapia e tive de pagar do meu bolso 700 euros, mesmo tendo sido um acidente em serviço. Tenho um problema para a vida inteira e a culpa morreu solteira...
Está a fazer 4 anos que viajei pela primeira vez lá para fora, e quando já estava de volta soube que tinha chegado a Portugal quando.... comecei a ver colunas de fumo da janela do avião...
É esta a triste realidade de Portugal e a região de Sicó não escapa, muitos dos que nos visitam ficam espantados com tamanho sadismo deste povo português, o qual sofre ano após ano e continua a não dar um murro forte na mesa para acabar com este mal que nos corrói todos os anos.
Só mesmo para finalizar dou três exemplos que me motivam bastante e mostram que ainda há pessoas com um coração daquele tamanho (bem hajam!), em vez dos mirones que gostam de ir ao incêndio com o seu pópó estorvar aos bombeiros só para ver aquela tristeza.
Passava da 1 da manhã quando uma senhora de 70 anos nos foi levar bolachas à frente de uma capelinha e fazer café em canecas lá da sua casa, foi algo lindo de se ver naquele cenário dantesco. Levou também umas mantas para o pessoal se deitar no chão de cimento de uma forma minimamente confortável. Foi de uma destas mantas que fiz uma almofada e dormi quase 2 horas (entre as 6:00 e as 08:00 +-) tendo acordado de manhã com os hélis já em acção.
Era quase 1 da manhã quando fomos abastecer combustível às bombas do Ramalhal e foi-nos oferecido pelo dono um bocado de queijo e um bocado de pão, além de um pacote de batatas fritas e um sumo. Soube melhor do que leitão, acreditem! Soube que até naquele local eu era uma pessoa conhecida, quem diria!
Eram 6 da tarde e estava eu a ajudar a puxar mangueira ao lado de um terreno, estanto parado à espera, de repente um coelho pequeno, cheio de calor passou a apenas 2 metros de mim sem medo e devagarinho, concerteza assustado com a destruição.
São momentos como estes 3 que nos dão alento em cenários tão macabros como ver noite dentro dezenas de pinheiros antigos em chamas, que nem arranha céus a arder em plena floresta.
Agora vou dormir umas horitas, pois acho que já mereci um breve descanso, amanhã é dia de trabalho!
Deixo então uma nota de apreço pelos nossos heróis bombeiros e uma grande nota negativa a muitos políticos cobardes, que permitem esta vergonha nacional!

2.8.10

Palestra e saída de campo sobre geodiversidade

Fica a notícia de um evento pensado para fazer a ponte entre a ciência e a sociedade, algo que tem faltado muito por culpa do mundo académico. Divulgar de uma forma pedagógica o que é afinal a geodiversidade, é o mote destes dois eventos associados. Urge consciencializar o cidadão do lugar que ocupa na geodiversidade e, por isso, também na biodiversidade. Só assim poderemos ter um futuro melhor neste belo planeta, com melhor qualidade de vida e pensando na actual e futuras gerações!
Nota: relativamente à palestra, o número de participantes é limitado ao auditório do Centro de Interpretação da Nascente do Rio Nabão. No que concerne à saída de campo haverá autocarro à disposição do/as participantes.

29.7.10

Estaleiro da sabedoria na região de Sicó

A ideia surgiu-me em termos mais concretos há poucos dias quando estava dentro de um carro à espera. É algo que, quanto a mim, deveria ser uma entidade regional a organizar, obviamente coadjuvada por algumas entidades locais da região de Sicó.
O nome de "estaleiro da sabedoria" surgiu após um longo brainstorming individual, e foi esta a expressão mais indicada para baptizar a ideia que agora passo a partilhar e a propor às várias entidades da região de Sicó. Quando digo estaleiro não é no sentido depreciativo, é sim no sentido de um espaço (virtual ou não) onde se pode ir buscar recursos muito valiosos para construir algo de bom e de últil para o desenvolvimento regional.
Num território como o da região de Sicó não é novidade o potencial cultural do mesmo, mas infelizmente também não é novidade que quando muitos sábios/artesãos/mestres/anciãos desaparecem, o mesmo se passa com a/s sua/as arte/s. Para piorar, pouco ou nada se tem feito em termos concretos para mitigar este problema.
Uma das coisas que se observa na região de Sicó, pelo menos para aqueles que sabem e lidam mais com as questões do património, é que quando se tenta procurar certo mestre/artesão, esta é uma tarefa quase impossível. Mesmo a nível de câmaras municipais este problema é uma realidade, fulano x tem de telefonar a fulano y para ver se fulano z sabe de algo. Basicamente para se chegar a certas pessoas chave o caminho é demasiado longo, estando também muitas vezes dificultado pelo facto de finalmente quando se chega a casa destes artesãos/mestres, este está fora e não há contacto algum.
Basicamente é um bico de obra para se chegar a pessoas que conhecem como ninguém certas artes e ofícios relacionados com o nosso património cultural.
Por isso mesmo penso que as coisas têm mesmo de mudar, para melhor, pois já se perdeu demasiado com estas descontinuidades do conhecimento ancestral na região de Sicó (e não só).
Tendo em vista a mitigação deste grave problema, sugiro o seguinte:
- Que as várias entidades locais comecem a reunir toda a informação relativa a estes artesãos, homens e mulheres que conhecem artes que mais ninguém conhece.
- Que estas mesmas entidades entrem em contacto com as respectivas câmaras municipais de forma a que estas agrupem e tratem eficazmente a informação recolhida.
- Que as câmaras municipais entrem em contacto com uma entidade supramunicipal (eventualmente as Terras de Sicó) para se elaborar uma base de dados, devidamente georeferenciada, com as informações mais importantes.
Desta forma ficaria disponível, quer às câmaras municipais, associações locais e regionais, universidades, etc, toda a informação que permitisse não só saber os artesãos/mestres que existem na região de Sicó, mas também entrar rapidamente em contacto com estes de forma a dar início a uma estratégia de revitalização de muitas destas artes e ofícios. Estas artes e ofícios além de representarem um património impressionante e importantíssimo, podem representar mais um vector económico regional, diversificando assim a actividade económica da região de Sicó.
Dou agora um exemplo simples para que todos compreendam o que quero dizer com isto. Imaginem que esta base de dados já existia e que uma câmara municipal, empresa ou associação quaisquer, queria trazer turistas para verem in loco um moinho de vento a funcionar e ver como se mói cereais. Telefonava-se directamente ao mestre do moinho, ou pessoa que fizesse a ponte, e rapidamente se poderia organizar algo. Assim ficavam os turistas contentes por verem algo raro e ficava o mestre ainda mais contente por ver que a sua arte era valorizada e que até poderia surgir um novo pupilo para dar seguimento à arte. Este é apenas um de muitos exemplos possíveis, destacando eu o potencial que esta ideia pode ter até em termos de investigação nacional e internacional. Multipliquem isto pelas várias artes e assim podem compreender a amplitude esta ideia do Estaleiro da Sabedoria.
A ideia está lançada, fico à espera de reacções...

28.7.10

Incitação à violência é crime...

Porventura alguns de vós poderão pensar que este tema não tem nada a ver com os objectivos do azinheiragate, mas curiosamente até tem a ver... Tendo em conta a real ameaça passo a contar o sucedido.
Acontece em muitos países, em áreas dominadas por interesses obscuros, que algumas pessoas, como eu, que defendem o património natural (ou cultural, etc) e que sabem demais, são por vezes alvo de ameaças várias, já que são incómodas para certos interesses que se regem por valores eticamente e moralmente reprováveis.
Já fui ameaçado de forma anónima algumas vezes por alguns destes interesses obscuros, algo que sinceramente não me causa algum tipo de receio. Depois do grave acidente que tive em 2005, a combater um incêndio, o medo tornou-se algo de muito relativo. Tenho obviamente os meus cuidados e estou bem protegido. Certos acontecimentos na minha vida, em que defendi, como sempre, o bem público, mostraram-me que tenho muitos amigos e nas mais variadas áreas, alguns que "desconhecia", por isso mesmo a minha confiança nas lutas contra os tais interesses obscuros (e a favor das populações), cresceu de forma sólida e sustentada. Na mesma medida tive de reforçar certos cuidados, pois não sou incauto...
Nos últimos meses tenho sabido de uma nova forma de ameaça à minha integridade física, confesso que não esperava que fosse tão absurda e tão reles, tal é a baixeza dos interesses obscuros e tal é o desespero por eu ser alguém extremamente incómodo na prossecução dos planos dos tais interesses obscuros na região de Sicó.
A ameaça vem de interesses obscuros instalados em Alvaiázere (e com tentáculos na região de Sicó), um território fantástico em termos de património. Se calhar gostariam que eu dissesse de quem vem tal ameaça, mas sempre gostei um bocado de mistérios, apenas comuniquei a algumas pessoas chave de quem vêm afinal essas ameaças, portanto lá se foram os planos cobardes dos interesses obscuros. Obviamente que podem tentar algo, mas sabendo que estão desmascarados e que caso a minha integridade física fosse posta em causa, estes saberiam que seriam os primeiros na lista de suspeitos, mesmo que na categoria de mandantes.
Sempre pensei que os tais interesses obscuros fossem mais espertos, mas burro será sempre burro...
O plano, em pleno desenvolvimento, baseia-se fundamentalmente em dois eixos. O primeiro tem a ver com a delegação de tarefas a alguns lacaios (gente do povinho que passa o seu dia na tasca), já que ao que fui informado há gente que se me apanhar sozinho em Alvaiázere, bate-me com paus. Que desespero...
O segundo eixo já tem mais algum alcance, pois tem passado pelo envenenamento da opinião pública de uma forma bastante concreta e feita por pessoas que estão na primeira fila da missa. Algumas "pessoas" sem escrúpulos têm cultivado literalmente o ódio à minha pessoa, em várias situações e de variadas formas, incitando a comportamentos menos dignos. Serão cristãos exemplares?
Penso que isto basta para todos verem como há gentinha desesperada por eu ser alguém que até sabe umas coisas engraçadas. Vejam como é possível descer tão baixo em termos humanos e porque é que algumas regiões de Portugal estão na miséria. Pena que assim seja.
Para finalizar queria apenas dizer para não se assustarem pois esta gente reles não vale um centavo. Tenho os meus cuidados e continuarei a ter, curiosamente estou muito feliz por saber que ando tão bem cotado na lista negra de alguns interesses obscuros. Felizmente que em Alvaiázere também há muitas pessoas e entidades de bem, as quais também me protegem, lembrem-se disso! Não há que ter medo ou receio, eu não tenho.
Os planos desta gente malévola não vão longe, a razão é simples, esta gente malévola ainda não percebeu que não é ela quem anda à caça, andam sim a ser caçados por predadores que além de desconhecerem, subjugam....
No próximo comentário volto à normalidade no azinheiragate, para já senti-me forçado a partilhar estas novidades. Desculpem o "frete", mas é algo de importante.
Radix Malorum est Cupiditas

23.7.10

Aldeias do carso precisam-se na região de Sicó!

É uma ideia que apesar de já a andar a falar há anos não deixo de insistir, pois é importantíssima para a região de Sicó. Ao que me lembro, foi quando estive à frente da organização do colóquio
Desenvolvimento socio-económico promovido pelo património geológico e geomorfológico nas Terras de Sicó”, em 2007, que mais insisti nesta ideia, já que nesse colóquio estavam algumas pessoas supostamente chave no desenvolvimento regional.
A ideia é simples, porque é que ainda não temos aldeias dos calcários, ou de forma mais correcta aldeias do carso na região de Sicó? Será que não vale a pena potenciar algo que pode ser um poderoso cartão de visita da região de Sicó, à semelhança do que fazem as aldeias do xisto noutras regiões?
Claro que vale a pena, mas misteriosamente nada se tem feito em termos concretos para ultrapassar esta questão, mesmo que seja estruturante para a região. Temos dezenas de aldeias com potencial, muitas delas quase que completamente abandonadas!
Temos empresas de construção civil que se poderiam reconverter para este tipo de reconstrução, revitalizando também o sector da construção civil. Temos pessoas que até gostavam de investir, mas que vendo-se sozinhas não conseguem fazer nada...
Há até casos curiosos em que pelo menos um autarca da região de Sicó, que igualmente ignora esta ideia das aldeias do carso, comprou "inocentemente" casas de xisto a título pessoal e miraculosamente mais tarde estas mesmas casas de xisto são em aldeias que há poucos meses foram escolhidas para integrarem a rede das aldeias de xisto (após recuperação). É a triste sina da região de Sicó, há recursos, há potencial, mas apenas quem se move por certos meandros é que consegue fazer muitos tipos de projectos e para benefício pessoal...
Voltando às aldeias do carso, este podia ser um autêntico postal turístico da região de Sicó, é algo que sei que vale a pena lutar, mesmo que esteja a falar para as portas há anos. O dia há de chegar e aí muitos vão dizer que pena é que não tenha sido uma ou duas décadas antes.
Conheço muitos locais lindíssimos para recuperar, infelizmente apenas alguns ingleses, holandeses etc é que têm recuperado algumas casas de calcário. Há também alguns portugueses que recuperaram e alugam a bom preço, algo que tenho pena não poder fazer por falta de capital, mas mesmo assim já houve quem me pedisse aconselhamento neste tipo de projectos, algo que acedo de boa vontade, pois o conhecimento é para partilhar a bem da região de Sicó.
Não me vou alongar muito nisto, pois basta pensarem bem no assunto para verem o enorme potencial deste projecto. Muitos de vós, seja na região de Sicó ou não conseguem imaginar o valor desta ideia, portanto tentem de alguma forma mexer-se para que um destes dias tenhamos a primeira aldeia do carso na região de Sicó.