Mostrar mensagens com a etiqueta calcário. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta calcário. Mostrar todas as mensagens

5.4.18

Como vai a calçada portuguesa na região de Sicó?


Há uns dias andava pelas ruas de Pombal, a desfrutar daquelas ruelas mais esquecidas, mas com pormenores que valem a pena ver com olhos de ver. Foquei a minha atenção na calçada, a qual ainda se vai vendo pela região de Sicó. Não sei se há algum estudo ou análise que permita perceber como tem sido tratada a questão da calçada portuguesa nesta região, mas se alguém souber por favor avise!
A ideia que eu tenho é que é uma arte que tem cada vez menor expressão, o que é uma pena. E muitos dos passeios onde ela ainda não foi substituída por pavimentos sem personalidade, a regra parece que é deixa andar até que abra buracos, facto que tem trazido críticas à calçada portuguesa quando não faz qualquer sentido. Tem de haver manutenção! Havendo, deixa de haver a esmagadora maioria dos problemas que se costuma falar.
A calçada portuguesa é uma arte que tem de ser mais valorizada e tem de voltar a ser assumida pelas câmaras e juntas de freguesia como uma mais valia e como um traço identitário, já que a pedra calcária faz parte da nossa identidade. Hoje cai-se muito em modas fáceis, relegando-se para segundo plano coisas tão simples como a... calçada portuguesa. Onde pára a criatividade das entidades públicas e privadas da região de Sicó no que concerne à dinamização desta arte um pouco por toda a região? E se não tiverem ideias, já sabem onde me encontrar... 
A cidade de Pombal, as vilas e as aldeias da região de Sicó são autênticos "habitats naturais" para revalorizar a calçada portuguesa! 

18.4.15

Um artigo de opinião muito interessante, embora não original...



A beleza do tempo resume-se a dois pontos fundamentais. Ou nos dá razão, e mostra que aquela ideia (ou acção) era mesmo uma boa ideia, ou simplesmente não nos dá razão e mostra que temos que aprender e/ou ver a ideia de uma outra forma ou com uma nova abordagem. Sublinho que não é vergonha nenhuma errar, pois é fundamentalmente com os erros que aprendemos as melhores lições na vida. A nossa vida e as nossas acções são como um livro e isso é especialmente fantástico quando queremos voltar atrás no tempo para falar sobre o que também nos diz respeito.
Há poucos dias, enquanto estava a trabalhar numas coisas, um amigo alertou-me para um artigo bem interessante e presente no Jornal Terras de Sicó. Dado o "aviso" percebi que era algo que me interessava, daí ter ido logo à edição do Jornal Terras de Sicó. Ao que me parece, este Jornal não utiliza o aborto ortográfico, algo que aplaudo (só leio e compro os que não utilizam o "acordo" ortográfico).
Se ainda não leram o artigo em causa, peço-vos que leiam antes de prosseguir a leitura deste comentário.
Agora que já leram, podem pensar que é uma boa ideia termos aldeias do carso (e não aldeias do calcário...). E de facto é! No entanto começa aqui a parte em que volto atrás no tal livro, onde se pode voltar atrás e perceber coisas importantes.
Em 2006, altura em que trabalhava na Câmara Municipal de Alvaiázere, e aproveitando o trabalho de investigação que estava a efectuar no âmbito do mestrado, decidi propor ao edil a realização de um colóquio. Foi-me dada carta verde, na condição de me desenrascar na organização do mesmo. A intenção era a de apresentar algumas ideias inovadoras e sensibilizar para o facto de, naquela, altura, ser a altura ideal para lançar as bases de um projecto de desenvolvimento territorial que envolvesse a criação de um eventual geoparque de Sicó e projectos satélite, caso de aldeias do carso, à semelhança das aldeias do xisto. Ideal porque estávamos na fase de candidatura a projectos do QREN 2007-2013. Fico contente, ao ler o recente texto do Eng. Paulo Júlio, e ao vê-lo falar do Portugal 2020, constatar que na altura eu já estava uma década à frente de muitos autarcas. E não, não estou a falar deste último, já que, reconheço, foi talvez o melhor autarca do seu tempo, na região de Sicó, facto que tem actualmente reflexos no desenvolvimento de Penela.
Voltando ao colóquio, deu muito trabalho e foi um desafio, mas no final fiquei bastante contente com o resultado. Tinha conseguido fazer algo que ninguém tinha até então feito e tinha conseguido levar a Alvaiázere os principais actores de uma estratégia deste género, com o apoio das principais entidades relacionadas, regionais e nacionais (universidades incluídas...). Tudo isto com poucos meses de trabalho e muita atenção aos pormenores. Os únicos pontos negativos foram o facto de que apenas uma das várias Câmaras Municipais (das "Terras de Sicó") convidadas para o evento (Pombal - mais Alvaiázere enquanto organizadora) esteve representada, num universo de quase uma dúzia (vieram também Figueiró dos Vinhos, Alcobaça e Marinha Grande). Por que é que Penela não foi? Se o Eng. Paulo Júlio tivesse ido, ou pelo menos se tivesse enviado alguém em representação, se calhar o seu recente texto pudesse ter tido outro título... O segundo ponto negativo foi um bocado diferente, ou seja um episódio ocorrido durante este colóquio. Durante o encerramento daquele colóquio, e estando nós na mesa, em frente a uma plateia de algumas dezenas de pessoas (40 ou 50), um vereador, que na altura até estimava bastante, em vez de valorizar as ideias que ali fiz questão de propor, tratou de  afirmar que eu era muito jovem e um bocado inocente, daí a ideia ser um bocado "absurda". Este facto chocou-me duplamente, já que a realização daquele colóquio foi um marco no panorama regional e nacional, do qual muito me orgulho. Duplamente porque o vereador em causa já tinha estado ligado a uma associação de desenvolvimento local, portanto deveria ter sensibilidade para o tema e perceber que ali havia algo a explorar. Ironicamente são pessoas como aquele vereador, de Alvaiázere, que anos depois surgem a afirmar que a ideias como aquelas são "revolucionárias" para a região.
Lembro também que estiveram presentes naquele colóquio 4 elementos da Terras de Sicó, bem como elementos da Escola Superior Agrária de Coimbra, PNSAC - ICN, Grupo Protecção Sicó, INETI, ISEP, empresas várias e particulares, facto a não esquecer. 
Voltando ao texto do Eng. Paulo Júlio, constato que apesar de, no geral, concordar com a ideia que ele desenvolve, e que, muito bem, diz no final, não é original, este não está bem informado sobre a realidade dos "conjuntos de autarcas nacionais", pois apesar de serem jovens, são ainda, de certo  modo, e genericamente falando, reféns de uma rede de interesses económicos e políticos que desvirtuam gravemente o nosso território, as suas características e especificidades e o seu dinamismo. Penso que anos após a sua experiência autárquica, já terá percebido que a política portuguesa existe na base da aparência. A sua noção da intermunicipalidade é claramente dúbia, prova disso são as políticas das capelinhas ainda existentes. Lembro apenas aquele episódio que envolveu uma feira de queijos em Penela e que criou atritos (municipal Vs intermunicipal...). 
Claramente tais autarcas não percebem a importância do marketing e escala territorial e imaginam apenas que a valorização do território passa pelo seu património e pelas suas tradições e recursos. Prova disso é que sempre tivemos tudo isto e muito deste foi esquecido, desprezado e ignorado durante décadas, quando as vacas eram gordas. Mas agora que veio a crise, e as vacas emagreceram, o património já é rei. Pode dizer-se que é chique falar sobre património.
Liderança política nunca houve nem haverá no curto prazo, esse é um problema fundamental da região de Sicó. O interesse pessoal sobrepõe-se ao interesse comum, facto.
Sobre o "agente provocador", esse já nasceu há muitos anos, só tenho pena esta questão não ter sido abordada pelo Eng. Paulo Júlio, pois, de facto, já existe toda uma série de pessoas que poderiam fazer nascer finalmente as aldeias do carso. O problema é que são pessoas que não se dão bem com politiquices e, por isso mesmo, têm o rótulo do "persona non grata".
Sobre a tal conferência, essa já foi feita em... 2007, e com os principais actores de desenvolvimento local. Pena é alguns não terem ido... Já lá vão uns anos, é certo, mas a memória não pode ser assim tão curta.
Agora um verdadeiro desafio ao Eng. Paulo Júlio: que tal passarmos das palavras à acção? 
Nota: estou disponível para uma reunião...

14.3.14

Algum/a biólogo/a ou Eng.º/ª Florestal ajuda a esclarecer a dúvida?


A minha primeira reacção foi mesmo a de pensar que estas lagartas seriam daquelas que andam a devastar os pinheiros (processionárias), no entanto havia algo que me intrigava, é que ali não havia pinheiros (Pinus pinaster), havia outra espécie que, pelo que li também é afectada pelas processionárias. Estas lagartas estavam no topo aplanado de uma serra calcária, onde os lapiás são donos e senhores, portanto ficou a dúvida. Que lagartas são estas, algum/a biólogo/a me consegue dizer? Será um berçário de lagartas do pinheiro?
Apesar de ter ficado com a sensação que seriam lagartas do pinheiro, a cor delas confundiu-me, já que esta não é a cor com a qual estou habituado a vê-las enquanto adultas. Numa segunda sensação, pareceu-me que seriam lagartas juvenis, daí a sua cor diferenciada daquelas que estou habituado a ver.
Não procurei muito, mas pelo menos numa extensão de algumas dezenas de metros quadrados, havia dezenas de aglomerados de lagartas como estes na fotografia. Seriam várias centenas de lagartas, quiçá milhares, daí eu ter ficado intrigado com este cenário, restando agora saber se pertencem à fauna local ou se são invasoras. Se forem locais, o que não me parece, tudo bem, agora se forem invasoras, o que me parece, então temos aqui um problema grave, muito grave. Não é novo o facto de que a região de Sicó, mais concretamente o seu pinhal, está francamente ameaçado pela lagarta dos pinheiros, tendo até já havido polémica acerca da melhor forma de combater esta ameaça. Uma Associaçao Florestal aqui da região até já se recusou a combater a lagarta do pinheiro por discordar com o modo de acção proposto pelas entidades públicas com responsabilidade na matéria, mas isso dá para um outro comentário.
Uma coisa é certa, se se confirmar que estas são lagartas do pinheiro, no próximo ano já sei onde é o berçário, sendo assim fácil ir lá e riscar do mapa alguns milhares de lagartas. Estou curioso para saber se as minhas galinhas podem comer estas lagartas, caso não possam uma bota resolve. É preocupante constatar que havendo cada vez menos pinhal, a favor do invasor e predador eucalipto, o pinheiro esteja cada vez mais ameaçado por um outro invasor. Aparece um invasor que reduz a área de pinhal, depois aparece outro e fustiga os que ainda restam, é a ironia das ironias...
Agradeço desde já quaisquer ajuda no esclarecimento desta questão!

Nota: foto datada de Fevereiro de 2014, sensivelmente no início da segunda quinzena do mesmo.