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14.8.15

Porque somos capazes de fazer tanto por uns e tão pouco por outros?



Esta dicotomia é daquelas que vale mesmo a pena pegar para ilustrar um problema real e concreto. Este comentário é daqueles capazes de suscitar ódios por parte dos fundamentalistas e daqueles que se ficam pela leitura do título deste comentário. Os racionais irão perceber o que pretendo com este comentário.
Antes de mais, eu gosto de todo o tipo de animais, ao contrário de outras pessoas que só gostam de alguns animais. Nós, humanos, somos parte integrante da Natureza, contudo boa parte de nós esquece-se deste pequeno pormenor.
Lembrei-me de utilizar uma dicotomia para abordar uma questão que considero fundamental. Quantos de vós já compraram comida para gatos? Quantos já pagaram intervenções nos veterinários? Quantos já esterilizaram gatos? Quandos já doaram dinheiro a causas relacionadas com os gatos? Muitos, é certo.
Mas então quantos já colocaram ninhos para aves selvagens? Quantos já pagaram intervenções a animais selvagens, por exemplo atropelados ou envenenados? Quantos já doaram dinheiro para compra/preservação de habitats? Poucos, é certo.
É nesta dicotomia que pretendo centrar este comentário, o qual pretende suscitar uma profunda reflexão. Porque é normal ajudar tanto uns e tão pouco outros? Fica a questão...

8.12.14

O lado negro dos circos


Este é daqueles comentários que, confesso, não tinha planeado elaborar. No entanto, e já depois de estar a escassos centímetros do belo animal que vêm na foto, senti que fazia todo o sentido abordar também esta questão no azinheiragate. 
Estar em frente a um animal como este e ver no seu olhar o desespero e o stress de estar enjaulado, é algo que mexe com quem tem sensibilidade para um tema tão importante como é o a vida selvagem.
Já deixei de ir ao circo há mais de duas décadas, pois nunca achei graça ver animais como este enjaulados e presos toda uma vida só para que alguém se possa divertir com o sofrimento alheio. Obviamente que não condeno a utilização de todos os animais nos circos, pois afinal há alguns que se enquadram, caso do nosso fiel amigo, o cão, ou mesmo o gato. Estes dois são animais que nos acompanham há muitos anos, sem que para isso precisem de estar enjaulados e de sofrer. Cães e gatos vivem connosco, portanto não vejo problema algum em vê-los num circo, desde que devidamente bem tratados e respeitados, tal como qualquer um de nós faz ao seu cão ou gato.
Condeno sim a utilização de animais como o tigre, leão, rinoceronte ou similares. O lugar destes animais não é numa jaula! Parece-me que em poucos anos esta infeliz prática irá inevitavelmente acabar.
Querem ver vida selvagem? Simples, usufruam a Natureza no seu melhor, que irão ver todo o tipo de animais a fazer as coisas mais belas que já viram. Querem realmente ver leões, tigres e afins? Simples, embarquem num safari devidamente certificado, que respeite a vida selvagem e as populações do país em causa.
Se nós próprios somos capazes de fazer tanta coisa extraordinária, porque é que havemos de recorrer ao sofrimento de animais tão extraordinários como o da foto?
Circo sim, mas sem palhaçadas. Palhaços, trapezistas e acrobatas são apenas alguns exemplos de como podemos trazer excelência à arte circense. O Chapitô é uma das boas escolas, de onde sai precisamente a excelência que pode ser trazida aos circos e a outros espaços.
Da próxima vez que o circo chegar à vossa terra, pensem bem naqueles animais enjaulados...