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14.10.13

Fazer coisas que não devemos para as coisas andarem para a frente?!


Pois é, por vezes surge uma frase ou desabafo que, embora passe despercebida à maior parte das pessoas e mesmo a quem a diz, demonstra muito. Por vezes detecto algumas dessas frases, outras nem por isso, mas desta vez ficou-me na memória uma frase que tem muito que se lhe diga. Indo então para a tal frase:

  "... o nosso país é um país com demasiada burocracia, é um país em crise. é um país que precisa de dinheiro. ás vezes temos de fazer coisas q nao devemos para as coisas andarem para a frente..."

Esta frase foi dita por um jovem, o qual concerteza não se deu conta da gravidade do que disse. É algo que não me admira, já que hoje em dia muitos jovens são manipulados por interesses vários, neste caso manipulado por uma juventude partidária. Admito que, genericamente falando, detesto as juventudes partidárias. Isto porque, muitas vezes, estas são meramente uma escola de más virtudes, as quais são utilizadas para alicerçar interesses económicos predatórios e corruptos. Sei do que falo, já que em miúdo fiz parte de uma, tendo-me afastado ainda jovem, dado o facto de me ter apercebido da podridão ali existente. Curiosamente esta juventude partidária, que abordo agora, é de Alvaiázere, local onde as más virtudes são levadas ao um expoente de imbecilidade crónica.
Voltando à frase destacada, esta mostra bem o quanto moldadas conseguem ser as mentalidades dos jovens. Incrivelmente consegue-se passar a mensagem de que fazendo aquilo que está mal se chega a um futuro promissor. Quem tiver a mente despoluída desta nocividade "política", consegue ver que quem está a moldar aquelas mentalidades, são interesses corruptos, os quais, sob a batuta da política, têm terreno fértil para a promoção da iliteracia cultural. Dito por miúdos, estes interesse corruptos, conseguem, através da manipulação mental, "educar" autênticos "soldados", os quais, mais tarde vão ajudar a legitimar estes interesses corruptos, de entre os quais interesses de algumas famílias de elite que vêm o bem comum como que se do bem bem próprio fosse.
Onde é que já se viu uma sociedade de bem fazer coisas que não deve para as coisas andarem para a frente? Coisas, que coisas são estas? Não serão sim os interesses corruptos? É que os interesses de corruptos não são os interesses da sociedade!
As coisas só andarão para a frente quando limparmos esta sociedade de corruptos, de malandros oportunistas, de lambe-botas, etc. Não é no facebook que isto se resolve, com um like, é sim na vida real, a diferença é que na vida real as coisas doem e esta luta pode ter consequências para nós próprios. Mas para isso é preciso ter coragem de afrontar esta gentalha, coisa que poucos têm. Há que não ter medo de ficar sem o emprego, pois isso é o menos importante, arranja-se outro, tal como eu o fiz, dando a volta por cima!
As coisas só andarão para a frente fazendo as coisas bem, as coisas certas, é isso que tem falhado e que nos levou à situação actual, é simples e não custa entender. Não é com malandragem que o país avança.
A inversão de valores é uma coisa perigosa demais para eu deixar passar em branco esta frase. Esta inversão de valores tem sido desastrosa para o património da região de Sicó (e não só), daí esta minha chamada de atenção para um problema que é real e que passa ao lado de muita gente distraída.
Um conselhos aos pais desta região, não deixem os vossos filhos andar nas jotas, pois o resultado é desastroso. Deixem sim os vossos filhos andar no associativismo, no voluntariado, no desporto e em tudo aquilo que os faz crescer de forma sã e produtiva!

3.4.10

Corrupção na região de Sicó: breves notas

É um tema quente e ao mesmo tempo complexo de analisar, no entanto sabe-se que existe na região de Sicó. Vestem-se bem e utilizam fundamentalmente dois meios para se moverem, a política e o mundo empresarial, estando os dois intrínsecamente ligados.
Há aqueles que se servem da política para ganhar somas significativas e acumular património ao longo do tempo em que se servem da política e outros que estando já no meio empresarial, ganham também somas significativas através de negócios no mínimo ilegais, para não dizer corruptos, negócios muitas vezes que até se sabe que são ilegais mas que curiosamente nada se faz para impedir.
O truque é simples, uma teia muito complexa que vai sendo construída à custa de jogos perigosos de interesses, prendas e sacos azuis. Quando as coisas até começam a ser denunciadas oferecem-se presentes caros a pessoas chave e tudo se esquece.
O que me choca mais nesta questão estrutural é a passividade de muitos dos que sabem de "faces ocultas" e similares, há pessoas que sabem mas mantêm-se caladinhas. Alguns casos até compreendo, já que há contas para pagar, ou então está em causa a integridade física de familiares. No entanto há outro casos que nada disto está em causa, falta apenas a coragem de assumir as coisas...
Pessoalmente sinto-me feliz por não ser nenhum dos anteriores, sempre que sei de "faces ocultas" trato de "publicitar" os casos, obviamente não vou tornar público a forma como o faço, isso é algo que não convém divulgar. Sinto-me também feliz por ser temido por alguns destes corruptos, quase como que um "David" contra "Golias".
Apesar disto mesmo é um mundo perigoso e há que tomar certas medidas de protecção, pois quando surgiram ameaças tive de começar a ter mais cuidado.
Num fim de semana em que muitos de nós estamos com as nossas famílias e amigos, urge reflectir sobre esta questão que tanto nos afecta, por mais que a ignoremos ou façamos conta que não existe na região de Sicó.

19.2.09

Adensam-se as graves suspeitas na serra de Alvaiázere....

As suspeitas começaram muito antes da fase de avaliação pública do parque eólico de Alvaiázere, reforçaram-se na fase de avaliação pública (Julho de 2008) e confirmaram-se na fase de pós-avaliação do respectivo projecto (Fevereiro de 2009).
É certo e sabido o valor internacional da Serra de Alvaiázere (apesar de uma elitezinha intelectual tentar esconder isto...), quer no que concerne ao seu património natural, quer no que toca à existência do maior castro (povoamento) da península ibérica da Idade do Bronze. É certo e sabido que aquela área, em especial, necessita de uma criteriosa atenção, mas que infelizmente tem sido apenas ignorada pelas entidades locais, regionais e nacionais.
Num país democrático, o projecto que surgiu para a construção de um parque eólico neste serra, seria logo à partida chumbado, curiosamente ainda não foi (embora já tenha sofrido alguns revés que irritaram uma pessoa em especial...). Não sou só eu que detectei factos curiosos e gravosos no processo associado a este eventual parque eólico, portanto, como um pesudo político refere eu e muitos outros não somos entraves ao desenvolvimento, somos sim actores locais de desenvolvimento que têm legitimidade para participar nas decisões que afectam, para bem ou para mal, este território (Sicó). Pessoalmente eu gosto de me intitular anticorrupto, pois geógrafo já todos sabem que sou...
Continuando, vários pareceres negativos representativos de centenas de pessoas da região foram entregues na entidade própria, onde aliás descrevemos com precisão o sucedido e expomos as suspeitas que temos sobre o que, de facto, se passa de estranho neste processo, quer no que se refere a factos concretos quer no que se refere a pessoas possivelmente envolvidas num caso que pode envolver, entre outros, alguém ligado à política da alta esfera. Basicamente a coisa está montada para aprovar o projecto sem que para isso haja legitimidade legal e moral, pois o que está em questão é apenas interesse financeiro!
Há alguns ditos inteligentes, que ficam muito ofendidos com estas suspeitas, não sabem sequer o que significa a liberdade de expressão legalmente instituída nesta democracia com mais de 30 anos (pautando-se por valores legais e morais, pois há quem confunda liberdade com libertinagem...), mas felizmente que, apesar de tudo o que de mal se faz neste país, ainda podemos denunciar o que de mal se passa por aqui. O seu problema é que lhes interessa o bem pessoal, pois o bem público está depois, estão onde estão pelo interesse e quem se lhes mete à frente pode ter sérios problemas e ser alvo de ameaças cobardes e ainda por cima supostamente não identificadas.
Não me vou alongar muito nesta questão, pois não quero estragar a surpresa a umas pessoas em especial, mas fico à disposição da comunicação social para qualquer tipo de esclarecimento, pois este tema é demasiadamente interessante para ficar em branco....
Como é que podem sequer pensar em construir um parque eólico numa serra que é protegida por legislação nacional e internacional, com valores insubstituíveis? Ainda por cima há alternativas sem impacto algum, mas como não favorece determinadas pessoas nem sequer se equacionou isso, será coicidência? Não nos parece, de todo...
Brevemente voltarei a este assunto, pois para já quero apenas adoçar a coisa, daqui a pouco tempo este assunto vai surgir de um modo.... abrangente.
Sei que vão haver duas ou três pessoas que vão tentar abafar a coisa, mas felizmente hoje em dia na sociedade global basta um blog para fazer toda a diferença em vários assuntos. Como já muitos sabem, quando eu digo que ali há gato, é porque há mesmo, eu não faço as coisas por menos, pois está o nosso património em jogo, literalmente!

5.5.08

Parques eólicos e desordenamento do território: breves apontamentos


Como prometido, falo agora sobre a questão dos parques eólicos, um tema que conheço já há alguns anos e que estou à vontade para falar. Sou acérrimo defensor das energias renováveis, as quais não se reduzem apenas à energia eólica.

Deixo-vos um texto que já escrevi em 2007 e coloquei à discussão num fórum de profissionais da minha área, este texto foi muito bem recebido por todos e passados poucos dias fui convidado por uma Associação de Desenvolvimento Local para um destes dias ir falar sobre esta questão que tanta polémica anda a levantar em Portugal. É um texto que convida à reflexão de uma questão que a todos nós diz respeito:


«Como adepto fervoroso das energias alternativas já à muitos anos, não posso deixar de colocar à discussão um tema que apesar de estar a ter fortes impactos na paisagem de Portugal, paisagem nocturna incluída, não tem sido devidamente discutida a bem da temática do ordenamento do território neste país.
Comecemos pelo início, há poucos anos atrás especialmente os políticos chamavam-nos “idiotas futuristas” ou algo muito semelhante, mas hoje em dia já nos chamam impedidores do desenvolvimento por chamarmos à atenção certos atropelos a que assistimos hoje em dia devido ao autêntico lobby económico que se tornou a questão dos parques eólicos.
Como sempre começamos pelo fim, em vez de apostarmos em primeiro lugar em medidas práticas de eficiência energética e de poupança de energia, continuamos a alimentar o “monstro” sedento de energia. Desta forma para alimentar o monstro, cria-se uma porta que fecha e dificulta o caminho a outras energias alternativas, centrando-se a questão das energias renováveis na energia eólica, mesmo que já muito esteja pensado para outras energias, solar, biomassa etc.
É certo que precisamos de parques eólicos, mas passando-se de 8 para 80 estamos a assistir a uma série de problemas que em breves anos vão representar uma descaracterização de locais até então livres da acção humana e que supostamente deveriam ser protegidos, mesmo em Rede Natura 2000, caso da Serra de Alvaiázere, a qual conheço e estudo como poucos.
Um dos dramas que vejo é o facto de os parques eólicos serem uma torneira de fundos para muitas câmaras, as quais passam por cima de tudo, literalmente, para chamar à si parques eólicos, possibilitando-lhes um rendimento livre do Estado, um segundo orçamento municipal para gerir como eles bem entendem, algo que considero muito perigoso, já que conhecendo os meandros autárquicos vários, sei bem que por mais ridícula que seja uma ideia de um autarca deste país, tendo ele dinheiro, nada o pára… contribuindo para um cenário dramático em termos de ordenamento do território.
Em meio cársico, que é o meu domínio neste momento, assisto a graves situações em que a construção de parques eólicos destrói não só património geológico e geomorfológico, mas também toda uma herança cultural, arqueológica e paisagística, já que as poucas áreas que ainda não estavam afectadas pela acção antrópica, os últimos redutos, estão agora irremediavelmente perdidos.
Aqui entra a questão falada já por Reimold (2005), a do geovandalismo aplicado a nós próprios, já que há técnicos que a troco de avultadas somas, desvirtuam a profissão, além de erros gravíssimos, aos quais eu sugeria que perdessem a carteira profissional. Digo isto, porque não é concebível que um suposto especialista em geologia do Porto, faça um “estudo” para uma empresa de eólicas, no qual além de nem sequer pesquisar bibliografia sobre uma determinada área, apenas foi de carro ao topo de uma serra conhecida, saindo do carro, andando 20 metros e tirando uma foto, referindo apenas que aquilo eram lapiás. Fez apenas umas notas dignas de um aluno repetende de primeiro ano em meio académico. Isto não é trabalhar é brincar com um património que é de todos! Aprovar parques eólicos com base em pareceres dignos de serem metidos num ecoponto é uma piada de muito mau gosto…
Não pretendo com esta última afirmação “atacar” nenhuma profissão em especial, já que há maus profissionais em todas as profissões, pretendo sim alertar que temos de ser sérios no que fazemos e não fazer trabalhos de encomenda a empresas eólicas ou não!
Outro dia fui a uma serra perto de minha casa e vi que até a paisagem nocturna era diferente, o sossego que muitos de nós tínhamos à poucos anos, quando íamos à serra olhar para o céu, perdeu-se em muitos lugares, diria até que já não vale a pena observar o céu de muitas serras do nobre Portugal!
É algo que sugiro que seja discutido, muito está a ser mal feito e ilegalmente por este Portugal fora, o mal é ser muito mal feito e à revelia das leis existentes, já que se sabe nalguns casos em especial que certos processos são agilizados de forma a permitir a construção de parques eólicos, mesmo que destruídos uma série de valores presentes e protegidos por leis europeias e nacionais. Isto já para não falar que os sacos azuis também existem nesta questão dos parques eólicos, mas falar nisso pode dar problemas a quem sabe desses mesmos factos, se não tivessem passado tantos anos do 25 de Abril diria que há ainda vivemos por vezes nesse tempo…
Enfim, Portugal está na situação que está devido a questões como esta que vos alerto. É sinceramente uma pena Portugal estar no final da cauda, já que apesar de pequeno, Portugal é muito diverso e tem muitas potencialidades. Tentamos inventar a roda, apesar dela já existir, e com isso andamos a destruir o pouco que ainda temos.
Para finalizar diria que temos o país que fazemos por merecer, pena é que haja poucos que passam das palavras à acção….
Eu pessoalmente, doa a quem doer estarei por aqui para lançar umas pedras ao charco, Portugal merece bem melhor, ainda é um país que esconde muitas surpresas positivas!!»


Com este texto espero que todos vós pensem de uma forma séria e imparcial sobre esta questão, que não se deixem levar pela conversa de alguns autarcas das Terras de Sicó (e outros) quando falam nas energias renováveis, pois o que lhes interessa (genericamente) são os milhões que as eólicas lhes dão. Eólicas sim, mas apenas se forem legais e não destruirem um património que é de todos nós. É imperativo em primeiro lugar apostar na eficiência energética e na poupança, só isso representa mais de um terço dos gastos!! Depois sim, pensemos nas energias renováveis e de forma diversificada, eólica, solar, biomassa, ondas, térmica etc!
Fico chocado quando vejo alguns políticos que querem ver parques eólicos aprovados a qualquer custo (falando a nível de Portugal) e vêm que a coisa lhes está a correr mal, porque poderão não ter dinheiro para rotundas com 30 m de diâmetro ou circulares de 4 faixas, vêm com aquela conversa demagógica dizer que os "milhões" são para os pobrezinhos...

Deixo-vos alguns links que vos poderão ser muito úteis:

http://www.troquedeenergia.com/

http://www.energiasrenovaveis.com/

http://www.guianet.pt/vdir/4381/energias+renov%E1veis.html

Hoje em dia podem encontrar na internet muitos recursos para se inteirarem sobre esta questão e isto de uma forma séria e imparcial!

O que me motivou mais a fazer este post foi o facto de neste momento (desde à alguns meses) a Serra de Alvaiázere estar sob ameaça de um parque eólico, o qual tem um processo associado de licenciamento muito pouco claro e que está a ser investigado pela Inspecção Geral do Ambiente, há muita coisa ali que "cheira mal" e que tem de ser investigada a fundo. Já foram destruídas algumas coisas de valor e outras estão sob grande ameaça. Só para vos dar uma ideia do que está em jogo, na Serra de Alvaiázere situa-se o maior Castro da Península Ibérica da Idade do Bronze (que já poderia ter rendido centenas de milhares de contos e postos de trabalho..), Habitats de Interesse Comunitário e de Preservação Prioritária (partes já foram destruídas), achados arqueológicos vários já referenciados e outros descobertos à pouco tempo, Locais de Interesse Geológico e Geomorfológico muito relevantes (sabiam que esta área está numa lista da Liga para a Protecção da Natureza - década de 70 - como das mais importantes a nível nacional?!), estrada dos Templários, etc. Enfim, Alvaiázere tem tudo para ter sucesso, criar riqueza, postos de trabalho, mas continua na mó de baixo, porquê? Politiquices...

Posso-vos dizer que já fui alvo de ameaças (cobardes e encapuçadas...) devido a estar na linha da frente na contestação a este processo ilegal que mexe com milhões e gente muito poderosa, mas felizmente tenho as costas bem quentes e pessoas importantes que estão comigo, apesar de "não se poderem identificar" (represálias....). É incrível como é que as coisas se passam assim, Portugal está numa situação cada vez pior, onde quem manda é o dinheiro e não a seriedade, o profissionalismo e a ética. Mas Alvaiázere e as suas gentes merecem o melhor, merecem que haja quem não tenha medo destes "papões" que refugiam-se a iliteracia e no desconhecimento das populações acerca das leis, quando estes "papões" encontram alguém que sabe algumas coisas, aí, as coisas mudam de figura e já ficam com medo... Já alguém dizia que o poder do feiticeiro baseava-se na ignorância dos seus pares, mas quando os seus pares sabem tanto ou mais do que eles e se movem na legalidade e se baseiam na ética e no profissionalismo, aí, o feiticeiro fica em maus lençóis! Só para que não haja confusões, na questão do processo pouco claro de licenciamento (hipotético) da eólica, não me estou a referir a nenhuma entidade pública local, aí há apenas alguma incompetência de alguém que não é especialista na área, mas dá "pareceres" positivos sobre uma área da qual não tem competências técnicas nem científicas (na função pública genéricamente é assim, alguns maus profissionais e muitos preguiçosos...), é pena que assim seja, qualquer dia vamos a um médico e deparamo-nos com um guardador de vacas a dar pareceres médicos (não ofendendo médicos nem guardadores de vacas - tenho amigos nestas duas profissões!). Fiquei também muito surpreendido quando uma pessoa muito comichosa (e que vê com maus olhos quem não concorda com as suas megalomanias) viu um texto que escrevi sobre esta temática (análogo a este) e disse «....isto é muito grave...» referindo também que «vou resolver isto à minha maneira». É triste, mas desengane-se esta personagem, pois no que concerne à primeira afirmação só lhe tenho a dizer que vivemos numa democracia onde existe liberdade de expressão e onde nos podemos expressar, isto de uma forma correcta e baseada em factos concretos, se não gosta azar! No que concerne à segunda afirmação, digo-lhe que tem azar pois à maneira dele resolve os problemas em sua casa e mesmo aí está sujeito às leis, quando não as cumpre sujeita-se a medidas correctivas por parte de quem de direito, o Estado Português!

Espero sinceramente que sejam apuradas responsabilidades neste caso que atrás referi, já que outros há que passaram em branco, caso do parque eólico em Ansião, em que quando faziam a sapata para a torre do meio se depararam com um algar (protegido por lei!) taparam-no com betão e fizeram a sapata ao lado.... é isto progresso e respeito pela lei e pela Natureza?!

Enfim...