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28.8.23

Fontes de água de Ansião: o antes e o depois da recuperação

Andei uns 20 minutos à procura da fotografia inicial, mas não encontrei. Assim tive de me recorrer de uma fotografia da fotografia original, a qual tinha tirado via écran do computador há uns tempos para não me esquecer de falar do assunto aqui no azinheiragate.
Há poucos meses a Junta de Freguesia de Ansião recuperou algumas fontes, sendo que esta é uma das intervencionadas. Tinha uma foto antiga no arquivo, portanto nada melhor do que utilizá-la para mostrar o antes e o depois. É importante e de aplaudir recuperar as antigas fontes, sendo que o próximo passo é garantir que dali sai água potável. 
Eu sou do tempo em que se utilizava fontes como esta para beber água, mas o que se passou desde então para deixarmos de as utilizar? Ter uma fonte destas só para mostrar é positivo, contudo se não se garantir que a água é potável, de pouco vale no médio e longo prazo. Lembrem-se que há ainda quem passe por ali e gostasse de parar para encher o cantil. Na Vila de Ansião passam peregrinos que usam estas fontes para encher os cantis...
Para provedora da água, potável, sugiro a Dª Maria Luisa Ferreira, dado o seu contributo em termos da qualidade dos recursos aquíferos em Ansião. 



 

23.1.22

Digam lá que não é mais bonito?!


Sempre que vejo exemplos do bom que se faz por Sicó, tento destacar o facto. Este é um bom exemplo, de algo que mereceu ser tratado como é suposto, arranjado e bem apresentado, daí se destacar quando por ali passamos. E foi esse destaque que me fez parar o carro e fazer o registo fotográfico. Não vou dizer onde é, não por não querer referir onde é, mas sim por uma questão de precaução, já que há ali elementos patrimoniais que costumam ser roubados por ladrões do património. E pesquisando no OLX e afins, lá aparecem, nem sempre referindo a origem ou a procedência...
Mas voltando ao destaque, tem sido interessante constatar que nos últimos anos Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais da região de Sicó têm recuperado e valorizado fontes e afins, tal como a que podem ver neste registo fotográfico. E há muitas e bonitas para ver e para desfrutar num passeio pela região, sendo mais uma de muitas variáveis a utilizar na equação desenvolvimento territorial e nas temáticas patrimoniais, turismo e afins!

4.12.18

Lembram-se?


No início de Agosto deste ano fiz um comentário centrado na temática das fontes públicas, nomeadamente da sua importância para quem nos visita, especialmente no Verão, onde a água é lembrada por todos como um recurso fundamental à nossa sobrevivência. Agora, e quando andava a programar os próximos comentários no azinheiragate, dei com esta fotografia, a qual já estava meia esquecida nos arquivos (preferi esperar para voltar ao tema, já que há que lembrar que daqui a uns meses o Verão volta...). Tem três curiosidades, a primeira é que foca precisamente o tema em análise e a segunda é que foi tirada apenas 6 dias depois do comentário acima referido. Já a terceira é uma curiosidade curiosa, passe o pleonasmo. É que este ciclista/turista estrangeiro que passou pela região de Sicó, neste dia por Ansião, entrou, sem se aperceber, pelo percurso dos carros alegóricos, nas Festas do Concelho, e só quando chegou frente à Câmara é que percebeu que estava a mais, tendo saído rapidamente do percurso.
Os registos fotográficos permitem várias coisas, congelar no tempo momentos e ajudar a monitorizar aspectos curiosos que, por vezes, validam o que muitos de nós afirmam. O que vale é que os discos externos permitem guardar milhares de fotografias...

5.8.18

Precisamos de fontes!


Já tinha a foto deste engenho, situado em Soure, guardada há uns tempos no arquivo de fotografia para o azinheiragate. Os últimos dias têm sido complicados, tal a temperatura, a qual castiga o corpo sem piedade. Novos e velhos todos sofrem com esta vaga de calor que nos lembra que é Verão.
É a melhor altura para lembrar algo de muito importante. No meu tempo de miúdo era normal encontrar uma fonte pública para matar a sede em dias de calor. Isto em meio urbano, ou então outras fontes em meio rural. Quando se anda no campo é fabuloso saber que há uma fonte por perto. Em miúdo até se podia beber água, com uma folha de couve, dos riachos sem receio de ser envenenado por um qualquer veneno, algo de impensável nos dias de hoje... 
Nos últimos anos a tendência tem sido o desaparecimento de muitas destas fontes públicas, sejam ligadas à rede pública ou não, algo que me preocupa a vários níveis. Actualmente é ver várias destas fontes seladas, sem torneira a embelezar, enquanto que outras entretanto criadas estão em mau estado. Lembro-me inclusivamente de no início deste ano ter alertado uma autarquia para o mau estado de algumas das fontes públicas. Ou outra, que perdia água de uma forma galopante. Esta última foi prontamente arranjada e algumas das outras já funcionam normalmente.
De qualquer das formas, e como qualquer um de vós poderá constatar, são bastantes as fontes, algumas bem antigas, que simplesmente são uma recordação do passado. Estes dias com temperaturas acima do que o organismo está habituado, deviam relembrar-nos a todos a necessidade imperiosa que é ter fontes públicas em pleno funcionamento, um pouco por todos os núcleos urbanos, de forma a que locais ou visitantes possam beber a tão necessária água e não precisem de ir a uma loja comprar garrafas de água de... plástico. Não há nada como poder beber água numa fonte pública sempre que precisamos. Se há memórias fabulosas que tenho, algumas delas têm a ver com o rodar do engenho, até que surja água fresca para beber. Infelizmente alguns destes engenhos têm sido roubados... E mesmo em meio urbano não há nada como encontrar uma fonte pública e ter o privilégio de ter uma torneira com água pronta a beber.
Por isto e por muito mais fica o desafio para o recuperar das fontes públicas, relembrando igualmente da necessidade de preservar os recursos aquíferos!