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16.5.14

Equívoco geográfico: crónica dos marcos desnorteados



Volto então para mais um episódio dos equívocos geográficos que, por vezes, ocorrem na região de Sicó. A minha intenção é mostrar casos de evidente equívoco geográfico, possibilitando desta forma debater o porquê dos mesmos ocorrerem, promovendo a sua correcção.
E não, esta fotografia não é de Alvaiázere, é sim de Ansião, daí o equívoco geográfico. Já tinha detectado que havia ali algo que não batia certo, no entanto a falta de tempo, nos últimos 4 anos, tem limitado parte da minha acção no terreno nesta região. Agora, com algum tempo para começar a desfrutar, eis que posso começar a colocar os vários atrasos em dia.
Há poucos dias, aquando de um passeio de bicicleta a Alvaiázere, fui por um estradão que se inicia logo a seguir ao lugar da Venda do Negro, em Pousaflores. Entrando por ali a dentro, e já depois de passar a estrada em calçada, segue o tal estradão até ao limite do concelho de Ansião. Antes de chegar ao limite do concelho, já estava incomodado com a existência de várias fitas, espalhadas num qualquer passeio de btt, já ocorrido, mas que teimam em continuar ali. Eram fitas verdes e amarelas. Como já referi no penúltimo comentário, ando saturado do festival de fitas que ocorre permanentemente nesta região.
Mas o espanto surgiu quando me deparei com o primeiro de dois marcos de um percurso pedestre de Alvaiázere. Isto porque ainda faltavam 200 metros para chegar ao limite administrativo que marca o limite entre os municípios de Ansião e de Alvaiázere. Ou seja, estando ainda em Ansião, deparei-me com um marco de um percurso pedestre estritamente municipal (Alvaiázere) e não intermunicipal (Alvaiázere e Ansião).
Não ser como é que isto aconteceu, já que não é uma questão de 10 ou 20 metros, é sim um erro grosseiro que não deveria acontecer e que, espero, seja corrigido. Havendo cartas militares recentes com os limites administrativos correctos, havendo uma CAOP anual, não há quaisquer razão para um equívoco geográfico deste género. Não sei se este erro grosseiro já terá sido detectado por ambos os municípios, mas espero que o mesmo seja corrigido brevemente. 
Se os 2 marcos fossem de um percurso pedestre intermunicipal, eu não veria problema algum com esse facto, muito pelo contrário. O problema é que, sendo estes apenas relativos a Alvaiázere, estão em território alheio, de Ansião, induzindo assim em erro os turistas. Isto já para não falar da óbvia ingerência territorial. No site onde consta a informação sobre tal percurso pedestre, não é feita quaisquer referência a esta incursão sobre Ansião, o que indicia que o erro ainda não terá sido detectado.
Os documentos cartográficos existem por um propósito nobre, mas para que esse propósito possa ser cumprido, há que saber ler e interpretar os mesmos, sob o risco de se continuar a assistir a mais equívocos geográficos. 


18.6.13

Crónica de um equívoco geográfico: Alvaiázere litoral?


Cada vez mais me convenço que o meu amigo Tito Morgado seria um bom presidente de câmara ali pelos lados do Allgarve. Em termos de ordenamento do território boa parte do mal já está feito por aqueles lados, portanto a gestão deste autarca não seria tão desastrosa por ali, tal como tem sido até agora a gestão de boa parte dos autarcas do Algarve.
Em Alvaiázere o ordenamento do território é, na minha opinião, uma mera palavra vã. Há sim desordenamento do território, consubstanciado, por exemplo, em claras e públicas, violações do PDM.
Mas não é de ordenamento do território que venho aqui falar. Desta vez vou mostrar algo que vale a pena ser público, já que só é conhecido por algumas pessoas em Alvaiázere e pouco mais. Sei que na comunidade geográfica portuguesa, e quiçá, brasileira, o conhecimento deste peculiar caso vai representar motivo de boas gargalhadas, dada a sua peculiaridade. 
Indo então directo ao assunto, o qual já estava na calha há uns tempos, este é mais um caso que irá concerteza ficar nos anais da história autárquica, pois não é todos os dias que vemos algo do género. Portugal é um mar de surpresas, um pouco por todos os concelhos deste belo país, pois em cada canto encontramos preciosidades a realçar.
Este exemplo que agora destaco é, na minha opinião, uma situação que demonstra um tique francamente narcisista de Paulo Morgado. É certo que o mar já andou por estes lados, mas isso foi há uns milhões de anos atrás. Equívoco geográfico meu caro?
É certo que há concelhos onde faz todo o sentido haver vias de comunicação baptizadas como "via litoral", mas Alvaiázere claramente não é um desses, pois está longe do mar. Mas a pedra de toque é mesmo o km zero, símbolo máximo da prepotência de um autarca mais do que polémico.
Ironia das ironias é que esta "Alvaiázere litoral" nunca irá passar de uma mera intenção que não passará à prática, pois as ideias peregrinas valem o que valem. É apenas mais um bluff deste autarca que em ano de eleições vai ter de prestar contas ao eleitorado.