7.1.10

Vergonha ou embaraço, eis a questão!

Esta é uma imagem que deita por terra as afirmações de algumas entidades nacionais oficiais de que já não existirão lixeiras a céu aberto, a imagem vale por si mesma.
Este é apenas um dos muitos exemplos existentes na região de Sicó, o caso que esta e a próxima foto documentam situa-se na Cumieira, concelho de Penela, mostrando, infelizmente, a insuficiente atenção que é prestada ao carso neste concelho.
Decidi dar visibilidade, em especial, a este caso por vários motivos, mas o principal deve-se aos factos que agora irei descrever.
A escassos 100 metros deste local situou-se durante vários anos um depósito ilegal de pneus, onde inclusivamente queimavam alguns, algo de inaceitável. A Câmara Municipal de Penela posteriormente mandou limpar este local, algo de muito positivo, mesmo que a limpeza tivesse sido superficial, pois basta ir ao local que facilmente se vê que não foi feito nenhum tipo de acção de despoluição dos solos (o que em meio cársico é muito problemático). Além disso ainda se encontram dezenas de pneus de camião espalhados por toda aquela área.
Este local era visível da estrada que liga a Cabeça Redonda à Cumieira, portanto hoje em dia já não se vê nada. Mas o que me incomoda é o facto de esta lixeira que agora vos mostro ficar logo atrás deste antigo local de deposição ilegal de pneus, mas fora da vista dos mais atentos. Porque e que este local continua a ser ignorado pelas entidades com responsabilidade nesta matéria, no caso a Junta de Freguesia da Cumieira e da Câmara Municipal de Penela.
Sei que o caso já se sabe no meio há alguns anos, portanto o que será necessário fazer para que estas entidades procedam à limpeza deste local e ao encaminhamento dos respectivos resíduos, alguns dos quais bem mais poluentes do que os pneus?



Penso que este é um tema bem interessante para o Jornal Região do Castelo pegar em termos jornalísticos, infelizmente há muitos casos que só se resolvem quando começam a ser incomodativos e surgem em força na praça pública local.

Este caso não é único, mesmo à entrada do lugar da Cabeça Redonda, há uma lixeira (daquelas da berma de estrada) que eu já denunciei à largos meses, a qual em vez de ter sido alvo de limpeza tem sido alvo de alargamento. Isto de forma impune, mesmo que esteja à vista de todos, inclusivamente dos fiscais da Câmara Municipal de Penela, os quais passam por este local regularmente.

http://azinheiragate.blogspot.com/2009/07/penela-onde-para-fiscalizacao.html

Caso a Junta de Freguesia da Cumieira ou a Câmara Municipal de Penela necessitem de ajuda, poderei ver o que posso fazer, adiantando já que já falei com uma empresa do ramo para ver a possibilidade de recolha por exemplo das dezenas de para-choques de carros que por ali estão depositados. Falei também com a CRED, uma Associação da Cabeça Redonda, que também está interessada em resolver a situação, ajudando de alguma forma (por exemplo ajudando à retirada dos resíduos).
Como podem ver, além de criticar construtivamente eu tento ajudar à resolução dos problemas (de alguns...) da região de Sicó, por isso não há desculpas para vergonhas como esta, ignorar é um embaraço e não contribui nada para que tornemos esta região num local mais bonito para se viver.
Espero também que a Câmara Municipal de Penela, bem como a Junta de Freguesia da Cumieira se associem à Iniciativa Limpar Portugal, havendo já um pequeno grupo de voluntário/as que precisa de apoio entre outros destas últimas entidades. O apoio destas duas entidades é fundamental para o sucesso desta iniciativa também em Penela.

http://limparportugal.ning.com/group/grupoverde

2.1.10

Ano Internacional da Biodiversidade na região de Sicó

Antes de mais um bom ano de 2010!
Começo desta forma o ano de 2010, ano de grandes desafios profissionais em que continuarei a pugnar pelo património da região de Sicó, doa a quem doer.
Este é o Ano Internacional da Biodiversidade e, por isso, nada melhor do que começar o ano a falar genéricamente de um tema tão importante para esta região. Por culpa própria não lhe tenho dado o devido valor, resta-me tentar recuperar o tempo perdido neste domínio, tentando dar voz a uma das principais potencialidades desta região, a biodiversidade.
Não vou definir a palavra em si, já que com uma breve pequisa no google conseguem lá chegar, vou sim falar sobre a Rede Natura 2000, mais especificamente sobre o sítio Sicó/Alvaiázere, área de reconhecido valor que abrange parte da área territorial dos concelhos de Tomar, Ourém, Ferreira do Zêzere, Alvaiázere, Ansião, Pombal, Soure e Penela.
Quando digo que é uma área de reconhecido valor, falo de quem efectivamente sabe desta matéria, não incluo aqui as Câmaras Municipais com responsabilidades porque efectivamente elas pouco ou nada têm feito para potenciar este valoroso recurso. É comum ouvirmos dizer os autarcas que a Rede Natura 2000 é um entrave ao desenvolvimento, mas afirmações como estas apenas mostram uma profunda iliteracia cultural, pois se a Rede Natura 2000 deve-se à existência de valores naturais como é que esta pode ser um entrave ao desenvolvimento?! Noutros países a Rede Natura 2000 é um eixo de desenvolvimento, mas em Portugal.... não, porque será, já pensaram nisso?!
Em 2009 li uma afirmação de um ex autarca da região de Sicó que me deixou perplexo, o qual referiu que a Rede Natura 2000 lhe tinha sido imposta por decreto. O que este ex autarca não disse foi que só depois dos autarcas da região (onde se inclui ele) terem assinado o respectivo documento é que o Sítio Sicó/Alvaiázere foi criado.
O problema foi "apenas" um, foi-lhes prometido fundos que nunca vieram, por isso é que eles concordaram. Desde então têm feito afirmações que apenas fazem com que as pessoas desta região ganhem algum "rancor" pelo facto da Rede Natura 2000 supostamente impedir o desenvolvimento da região.

Base cartográfica: CAOP/ICNB

A Rede Natura 2000, bem como todos os valores naturais a ela associados, têm apenas tido insucesso porque os autarcas da região não sabem trabalhar e/ou porque não têm competência para administrar um território muito valioso em termos de biodiversidade (além de todos os outros valores naturais associados, nomeadamente a geodiversidade). Pesquisem os sites das respectivas autarquias e vejam quantas efectivamente publicitam ou gerem de alguma forma a área afecta à Rede Natura 2000. Depois disso compreenderão melhor o porquê do insucesso desta área priveligiada em termos de biodiversidade.
O ICNB (Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade) também tem falhado redondamente nas suas responsabilidades, não por culpa própria, mas sim pelo enfraquecimento que tem sido alvo por parte do poder político a nível nacional. "Ferido de morte", este organismo pouco ou nada pode fazer para reverter a triste realidade que temos vindo a assistir, não tendo meios humanos nem materiais para trabalhar neste domínio. Pena é, porque há gente competente neste organismo que infelizmente é "amordaçada" pelo poder político corrupto que todos conhecemos. Infelizmente poucos o tentam parar...
Sei até de um autarca que há poucos meses contratou uma empresa do ramo, para tentar gerir a Rede Natura 2000 do "seu" município, quando essa competência é afinal do ICNB (relativamente à gestão do Sítio Sicó/Alvaiázere a gestão é centralizada a partir de Rio Maior). Resta saber se essa empresa é de alguém seu amigo e servirá para encaixar no seu bolso alguns milhares, através de favorecimentos, algo que já não será a primeira vez que acontece, mas sim um hábito muito comum.
Não me vou alongar muito mais, vou apenas prometer que este será um tema forte para 2010, há muito para falar sobre a biodiversidade e a Rede Natura 2000 na região de Sicó, esta foi apenas uma primeira "achega"...
Estou sinceramente na expectativa sobre o que as autarquias da região de Sicó irão fazer para festejar e promover este Ano Internacional da Biodiversidade, afinal a nossa região é um berçário da biodiversidade!

22.12.09

Época festiva por excelência, esta altura do ano é sem dúvida especial, por isso nada melhor do que terminar esta mesma época festiva e este ano de 2009 com algo de positivo.
Para finalizar mais um ano em que o Azinheiragate tentou partilhar com todos vós factos bons e menos bons da região de Sicó, decidi utilizar a foto mais extraordinária que tirei este ano, na região de Sicó, para vos desejar boas festas e um 2010.
Não vos quero maçar muito agora, querendo no entanto pedir-vos para reflectirem sobre o que de melhor e de pior se passou na nossa região em 2009. A reflexão é algo que é especialmente importante nesta fase do ano, podendo fazer parte de um exercício mental que vise transformar um novo ano que se aproxima rapidamente, num ano em que maximizemos o que de melhor se passou na região de Sicó e se minimize o que de pior aconteceu. Fazer com que as transformações que têm vindo a ocorrer sejam positivas é um dever cívico de todos vós, combater os lobbys que têm vindo a depradar esta nossa bela região em proveito próprio é também um dever, apesar de nem todos poderem "arriscar" nestes perigosos meandros. Para ambos aqui estarei, continuando a ser uma pedra no sapato de alguns destes lobbys.
Festejem com aqueles que vos são mais próximos, com conta peso e medida e não se excedam nas estradas, pois mais vale perder um minuto da vida do que a vida num minuto. Aproveitem para visitar alguns dos locais mais bonitos da região com a família e/ou amigo/as e disfrutem bem do nosso património, natural ou cultural, além da boa gastronomia. Dêm mais valor a tudo aquilo que torna esta região muito especial e que a torna diferente, para melhor de outras regiões do país. E lembrem-se que são as coisas mais simples que nos tornam melhor pessoas.
Boas festas e um feliz 2010, são os desejos do Azinheragate para todos vós.

18.12.09

Natal de mau gosto?

Hoje o comentário era para ser sobre um caso em Penela, mas tendo em conta que me avisaram para uma situação aberrante noutro local, tenho de adiar o comentário relativo a Penela, o qual irei colocar daqui a poucos dias.
A situação sobre a qual me avisaram é a que vocês vêm nas fotos, algo de muito mau gosto em época natalícia. Em duas rotundas da vila do Avelar houve alguém que teve uma ideia que apesar de ser bem intencionada, reveste-se de um profundo mau gosto.
A ideia peregrina foi simples, para embelezar duas rotundas para a época natalícia, surgiu a ideia de se cortar quase vinte, repito, quase vinte pinheiros ainda jovens e colocá-los nas rotundas. Além de ser algo que atenta contra o nosso património florestal, é um caso de extremo mau gosto, mais parecendo um caso carnavalesco com aquelas fitas pouco próprias.
Não me vou alongar muito neste assunto, deixando apenas uma sugestão à pessoa que teve a ideia, será que não era mais feliz embelezar estas rotundas com materiais recicláveis a fazer de adereços? Já vi casos em que isto resultou na perfeição e juntou-se o útil ao agradável, aproveita-se resíduos que podem ir para o ecoponto, tornando-os temporariamente amigos do pai natal!
Quando passarem nestas rotundas (para os que têm essa possibilidade) observem e digam-me de vossa justiça.

14.12.09

A atitude das superfícies comerciais perante questões ambientais

É um tema que dá pano para mangas, como se costuma dizer, mas desta vez vou ser muito conciso, querendo eu que o que agora vou relatar sirva para reflecção de todos nós.
Uma das muitas frentes em que estou, no domínio ambiental, é precisamente na acção potencial de algumas superfícies comerciais na região de Sicó, por isso tenho-me deparado com situações boas e outras menos boas.
Antes de ir a uma situação menos positiva, queria relatar factos que vos podem dar a entender o impacto positivo que todos podemos ter de alguma forma neste âmbito. Foi já há mais de 6 anos que eu vi algo que me incomodou, uma pequena superfície comercial deitava todos os seus resíduos, nomeadamente papelão e cartão, no caixote do lixo, estando sempre os três caixotes cheios de resíduos que poderiam bem ir para a reciclagem. Isto tudo sendo que à mesma distância (15 metros) se situava um conjunto de ecopontos.
Passadas poucas semanas e farto de ver esta situação, decidi escrever uma carta para a gerente, de forma a lhe mostrar a importância do correcto encaminhamento dos resíduos, bem como do impacto positivo que esta acção poderia ter na própria imagem do estabelecimento comercial. No dia seguinte, fui à loja e coloquei a carta na caixa de sugestões.
Para minha surpresa, no dia seguinte, tudo o que ia anteriormente para o lixo, ia agora para o ecoponto, confesso que me deu muito prazer ver isso mesmo e ver que afinal vale a pena chamarmos à atenção, de forma construtiva, os nossos lojistas, ficamos todos a ganhar. Senti o dever cumprido, mesmo que não vivesse à beira deste estabelecimento.
Outro exemplo positivo, foi há coisa de 3 anos, quando vi que outro estabelecimento comercial, apesar de até colocar algumas coisas para a reciclagem, tinha um monte enorme de papelão por detrás do seu estabelecimento, causando um certo impacto visual. Fui então falar com o gerente e ele disse-me que era demasiada quantidade de papelão para o pequeno ecoponto, compreendendo eu o problema. Disse logo que ia ajudar à resolução do problema, entrando em contacto com a ERSUC.
Dias mais tarde, e após o contacto via endereço electrónico, lá veio um camião próprio, o qual... ficou cheio de papel para reciclar. De novo senti missão cumprida, mesmo que não vivesse à beira da superfície comercial, foi algo que me deu enorme prazer ajudar e mostrou que pequenas atitudes positivas podem ter um grande impacto.
Mas nem tudo pode ser positivo, infelizmente, por isso passo a relatar algo que concerteza irão ficar perplexos.
Foi há mais de uma semana, quando andei a fazer uma "ronda" a algumas superfícies da região de Sicó, com o intuito de pedir a colaboração de algumas destas superfícies comerciais, na divulgação do Projecto Limpar Portugal ( http://limparportugal.org/ - http://limparportugal.ning.com/ ), através da colocação de um cartaz desta iniciativa nas respectivas montras.
Fui à primeira e tudo bem, não haveria problema algum, na segunda igual. Quando chego à terceira, foi-me dito "duvido que ele aceite, sabe porquê não sabe?!" Na minha ignorância momentânea disse "sim, sei, mas não custa nada pedir". Honestamente pensei que seria por política da empresa, mas alguns minutos lá cheguei á conclusão óbvia...
Já há algum tempo tinha chamado à atenção desta superfície comercial sobre uma questão ambiental, questão esta que parece que fez mossa. Sinceramente não tinha pensado que tinha tido tanto impacto, algo que me agradou, mas é triste quando fazemos um reparo de forma construtiva e depois ficam com o "burrinho". Ninguém é ou pode ser obrigado a ter um poster do Limpar Portugal, ou de outra iniciativa ou actividade, é legítimo que haja recusas, pena é que esta possível recusa possa ser apenas e só por ressabiamento para com uma pessoa individual.
No que me toca, este facto não me afecta, pois sou voluntário e não ganho um tostão com isso, portanto se é por mim esta recusa não tem lógica nem impacto algum. Esta atitude apenas prejudica a superfície comercial e não por ela própria, mas apenas e só por uma atitude irreflectida de uma ou duas pessoas que pode ter resultados muito negativos, caso por exemplo da perca de clientes. É bom estas pessoas lembrarem-se que dependem dos clientes e não o contrário.
Penso, sinceramente um destes dias fazer um ranking ambiental das superfícies comerciais na região de Sicó, não sei como nem quando, mas...
Da minha parte, consigo conciliar preços acessíveis com atitudes correctas das superfícies comerciais perante o ambiente, pois é dele que dependemos, ao contribuirmos estamos a preocupar-nos com a nossa qualidade de vida e dos nossos mais queridos.
Ainda acreditam que uma pequena atitude vossa não consegue ter impactos muito positivos?!

9.12.09

Vídeos chocantes que comprometem seriamente....

Fui esta semana à Serra de Alvaiázere, já que fui avisado que o parque eólico já estaria a ser feito, mas sinceramente nunca pensei a verdade ser tão chocante....
Já todos sabem que eu descobri muita ilegalidade no processo deste parque eólico, e que nada foi feito para investigar isso mesmo, mas ainda ninguém sabe de algo que descobri na segunda e na terça de manhã, quando fui ao local, é algo de chocante e que confirma suspeitas minhas sobre o estudo geológico....
Vou tentar explicar isto de uma forma simples, pois é um tema complexo para quem não tem muitos conhecimentos nesta área, mas no final vão compreender a gravidade dos factos.
Na fase de acompanhamento público (2008), critiquei fortemente os resultados do "estudo" que o geólogo responsável elaborou, especialista este que de calcários percebe tanto como eu de engenharia de pontes. Este estudo era claramente mal elaborado e, por isso eu elaborei um parecer (Julho de 2008) onde constava:
«No ponto 3.4.2 (p. 17) – Geologia, geomorfologia e solos
É referido que se avaliará e acautelará a distância de segurança entre a área afecta a trabalhos de construção e as eventuais cavidades cársicas identificadas na prospecção geológica, assegurando a estabilidade da área de trabalho e das cavidades. Não é concretizado como se fará isto, não compreendo tanto cuidado com as cavidades quando afinal algumas foram destruídas aquando da construção da estrada em Outubro de 2007, algo de que tenho fotos!
Não é referido o deslizamento que poderá ocorrer na vertente Este da Serra de Alvaiázere e que está a colocar em risco algumas habitações, especialmente quando é colocada a questão da utilização de explosivos, como mitigar esta questão gravosa?!
Na página 22 do RECAPE é referenciado que deverá ser «elaborada uma planta de condicionamento à escala de pelo menos 1: 5 000 com todos os elementos do projecto e as áreas a proteger e salvaguardar, tais como áreas sensíveis do ponto de vista ecológico, ocorrências patrimoniais…. Zonas de importância geológica» Como se não estão referenciadas muitos destes elementos?!
No parecer do Professor António Gonçalves Henriques (Director da APA), com a referência 146/08, relativamente ao processo de AIA nº 1161 “Parque eólico de Alvaiázere”, é referido também, no que concerne às cavidades cársicas que:
«As cavidades detectadas devem ser melhor interpretadas, uma vez que a DIA prevê a necessidade de compatibilizar o projecto com as cavidades cársicas…»
Este parecer aconselha também a utilização de geo-radar como complemento da prospecção de cavidades cársicas.
Infelizmente a falta de competência técnica e científica do técnico geólogo no domínio do carso, levou a que este referisse que o método de geo-radar «poderia fornecer resultados requerendo uma interpretação delicada muitas vezes controversa….»
Diria eu, como especialista no carso, que este geólogo é tecnicamente inqualificado para este estudo, já que não conhece este método aplicado ao carso, onde em países como nos EUA, onde é praticado por quem sabe, tem mostrado bons resultados como técnica complementar. Eu pessoalmente aconselharia este geólogo a ter formação nesta técnica, o Karst Research Institute (Eslovénia) é uma das entidades que lhe pode dar informações precisas sobre esta técnica de modo a desmistificar estereótipos sobre novas tecnologias aplicadas ao estudo do carso.
Este geólogo refere adiante que:
«Por ultimo, informa-se que a campanha de prospecção interessa apenas a zona onde se prevêem localizar as torres dos aerogeradores que está situada no flanco de encosta e a cotas inferiores àquelas em que ocorre o campo de lapiás, não interferindo com as referidas formas superficiais que são por definição estratos aflorantes»
Mais uma vez conceitos imprecisos, pois os lapiás têm a sua expressão visual a nível superficial, mas a bancada calcária do qual tem origem nesta área tem cerca de 40 metros de espessura, além do facto de o sector Oeste da Serra ter pendor em monoclinal precisamente para Oeste, sendo que a camada que tem expressão visual na escarpa de falha a Este, facilmente pode ter expressão visual a Oeste. É bastante provável que ali haja grutas de grande profundidade, por isso a questão das cotas é algo de muito relativo.
No seguimento deste raciocínio, não vejo nota alguma sobre as consequências na rede hidrográfica e infiltrações no maciço calcário, o facto de não haver linhas de água superficiais é enganador ao mais desconhecedor
...»
Reparem que eu disse isto em 2008! Agora, antes de prosseguir, vejam o que é afinal um geo-radar:
Depois de entenderem isto tudo, vejam agora o que se está a passar na Serra de Alvaiázere:
Vendo estes vídeos e fazendo a ligação com tudo o que disse atrás, digam-me como é que isto é possível?! Se o geo-radar tivesse sido realmente utilizado estas grutas tinham sido facilmente detectadas. Supostamente o geo-radar foi utilizado, mas uma coisa é certa, os resultados não batem certos, o que indicia que efectivamente os resultados apresentados não correspondem à verdade, ou seja o estudo não foi feito naquela área e os resultados não são verdadeiros. Como é que não se detecta uma série de grutas existentes nuna linha de fractura que se prolonga pela Serra de Sul para Norte?
Ando sinceramente a pensar divulgar os meus pareceres técnicos que fiz na fase de acompanhamento público e pós avaliação, estes mostram suspeitas que algumas pessoas temem fortemente.... Nesta fase basta juntar as peças do puzzle para ver que este parque eólico tem uma história secreta que andam a tentar esconder, pois os lobbys são muito poderosos e conseguem fazer tudo para chegar onde querem, o lucro fácil. É um património de valor nacional e internacional que anda a ser destruído para que alguns possam ganhar muito dinheiro, quem perde é país e o povo! CHEGA!!!
Estou disponível para os facultar esta documentação aos orgãos de comunicação social, jornais, rádios e televisão!