sábado, 11 de julho de 2009

Penela: onde pára a fiscalização?


É um problema infelizmente recorrente na região de Sicó (e não só...), a deposição de todo o tipo de resíduos nas bermas das estradas, algumas vezes em estradas florestais, outras vezes na berma de estradas municipais. Isto ocorre por vários motivos, o principal é a falta de civismo, outros há como a conivência directa ou indirecta de todos nós, pois se não for no nosso quintal (NIMBY) não há problema, pensam alguns...
Destaco aqui este caso, ocorrido na localidade de Cabeça Redonda, Penela, por vários motivos, todos eles imparciais. Costuma-se dizer que no melhor pano cai a nódoa, e neste caso particular interessa discernir alguns factos.
Confesso que no início, o executivo da Câmara Municipal de Penela me trazia algumas esperanças no que concerne ao estilo de gerir o território, mas passado algum tempo comecei a ficar desiludido, pois continuei a ver as mesmas coisas em algumas questões básicas. Referindo-me eu à gestão deste executivo, do território correspondente ao Maciço de Sicó, considero esta negativa. É algo estranho, pois a gestão deste executivo, no que se refere ao território fora da área do Maciço de Sicó (na área dos xistos) até se tem pautado por alguns sucessos e boas iniciativas, algo de louvável. Basicamente são os dois versos da mesma moeda. Daqui a mais algumas semanas irei destacar este reverso da medalha no que concerne à gestão territorial de áreas limítrofes ao Maciço de Sicó.
O que se vê na foto localiza-se, imagine-se, à entrada da localidade da Cabeça Redonda, situando-se na berma de uma estrada que foi alargada este ano (ano de eleições). Passado pouco tempo deste alargamento (muito badalado pela positiva), eis que surgiu algo de muito negativo, resíduos vários depositados num local bem visível aos vários fiscais que ali passam.
Sinceramente é algo que não compreendo, primeiro porque é algo de ilegal, segundo porque é num local bem visível, algo de incompreensível...
Relativamente aos resíduos de construção, estes deveriam ter sido encaminhados para o local pré-estabelecido para este tipo de resíduos, e no que concerne às tábuas de madeira ali depositadas (com pregos..), estas deveriam estar era numa bela pilha de lenha para queimar no próximo outono ou inverno (quem sabe se um dia faço eu isso mesmo?!).
Finalizo com algo de muito simples, esta chamada de atenção tem de ser atendida não só por Penela (Câmara e Juntas de Freguesia) bem como todas as outras da região. Não basta divulgar o que de bom fazemos, interessa mais divulgar factos negativos de forma a resolver os mesmos e com isso trazer um futuro melhor a todos nós. Se há pessoas que não aceitam críticas construtivas, pena é, pois em democracia temos de aceitar não só os aplausos, bem como os apupos. Uma crítica construtiva é em primeira análise um incentivo para melhorarmos, pois só com os erros poderemos aprender.

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