Mostrar mensagens com a etiqueta variedades tradicionais. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta variedades tradicionais. Mostrar todas as mensagens

28.8.14

Não esqueçam as variedades tradicionais!


Vi-os ali, no chão, esquecidos e desprezados. Não os quis deixar acabar de apodrecer e decidi ir buscar um balde, de modo a que as galinhas pudessem ter um lanche diferente. Já na capoeira peguei na faca e comecei a cortar os pêros em bocados. Fui apanhado de surpresa, pois afinal eles não estavam podres por dentro. Fiquei chateado, pois já era tarde demais para os comer. Sabia que o sabor destes pêros era indiscutivelmente melhor do que a muita da fruta que encontro nos super e hipermercados. Não é tão bonita, mas é muito mais saborosa, saudável, pois é verdadeiramente biológica, e é de uma variedade tradicional.
Felizmente que há associações várias que têm sabido trazer esta questão a bom porto, mesmo sabendo que há muito caminho a percorrer.
Por enquanto ainda vamos tendo muitas variedades tradicionais, no entanto, e caso não façamos nada, estas continuarão a senda do esquecimento. Empresas como a Monsanto agradecem o esquecimento, no entanto há que incentivar o culto pelas variedades tradicionais, pois estas não servem, em primeiro lugar, para tornar empresas ainda mais ricas e acéfalas, mas sim para apurar o que a Natureza tem de melhor e para melhorar a nossa saúde numa época onde muito é denominado por alimento não o sendo...
À parte destes peros, tenho-me deliciado com a bela da amora, que por esta altura se encontra à nossa espera um pouco por toda a Sicó, à beira de caminhos pouco frequentados. Atenção que há quem coloque veneno em alguns locais!
Muito brevemente serão os figos a preencher a minha agenda gastronómica. Onde houver figos pingo de mel, lá estarei! 

27.6.13

Elas andam aí!!


São as primeiras favas que, à parte do processo natural, se devem apenas à minha acção de produtor, ou seja, são as minhas primeiras favas. Colocadas na terra em Dezembro, apanhei-as há uns dias. Confesso que é uma sensação duplamente boa, em primeiro lugar porque aprecio bastante favas, depois porque das muitas coisas que já tinha "mandado" à terra, as favas ainda não faziam parte do clube.
Obviamente que fico igualmente feliz por não ter de pagar direitos indevidos a empresas mercenárias, corruptas por natureza, as quais criminalmente pensam que podem patentear tudo e mais qualquer coisa. Há que lutar contra os interesses de empresas que pretendem patentear todas as sementes possíveis, como tem sido o caso da conhecidas Monsanto e Syngenta, entre outras. Há que mandá-las à fava, literalmente, e voltar a pegar em força nas variedades tradicionais. Não temos de pagar para poder produzir livremente. Não temos de ficar reféns de empresas que têm como intuito apenas o lucro, em desfavor da biodiversidade.
Temos de nos voltar a reunir e trocar sementes. Querem desenvolvimento? Simples, voltem a pegar nos milhares de variedades tradicionais, todas elas com valor comercial muito elevado! Não precisam também de gastar dinheiro com químicos, curiosamente vendidos por empresas como a Monsanto. A Natureza tem tudo lá, resta-nos aprender a utilizá-la sabiamente. Produtos hortículas com sabor e saudáveis, sem manipulação!
E imaginem agora que, ao fazerem isso, estão a ajudar a preservar aquela paisagem que tanto gostam e que tanto gabam aos amigos de fora. Pensem nisto sff.
Para o final deste ano já guardei parte destas favas, as quais vão da continuidade a um ciclo fundamental que nem a poderosa Monsanto vai impedir, pois afinal esta e outras têm pés de barro. Resta-nos juntar água! 
Plantem, plantem e plantem, pois, tal como li outro dia, plantar produtos hortículas é imprimir o nosso dinheiro...