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22.5.18

Eu herbicido, tu herbicidas ele herbicida...

Todos os anos é o mesmo cenário numa qualquer rua perto de nós. Todos os anos vemos que, apesar de aplicarem herbicidas, nem sempre colocam o obrigatório aviso. Todos os anos as pessoas reclamam, contudo só de goela, pois não são consequentes com o que dizem. Todos os anos fico a pensar qual o potencial nocivo dos herbicidas que aplicam nos passeios, bermas e afins. Todos os anos me rio com os termos que vão inventando para tentar aligeirar a carga negativa associada aos herbicidas...
Sou do tempo em que apanhava caracóis (belo pitéu!) nas bermas das estradas, sem receio de venenos. Já há muitos anos que não o faço e não é por acaso...
O princípio da precaução deveria nortear estas acções, contudo há quem teime em não evoluir e ver que há impactos que, mais tarde ou mais cedo, surgem..
Há alternativas aos herbicidas, contudo quem nos governa teima em não se actualizar (boa parte...). Há 1 ano, e através da Plataforma Contra os Herbicidas - Sicó, promoveu-se uma acção que além de pretender sensibilizar os nossos autarcas, pretendia apelar ao fim da utilização de herbicidas por parte das entidades públicas. Foram enviadas mensagens a praticamente todas as Juntas de Freguesia da região de Sicó e a todas as Autarquias de Sicó e nem uma resposta... A única luz ao fundo do túnel é ter sabido que há uma autarquia que está a trabalhar numa alternativa. Curiosamente, ou não, é Ansião, que dá sinais de estar a trabalhar esta questão. Curiosamente, ou não, há também uma freguesia (Pousaflores) que alegadamente não utiliza herbicidas por opção, facto a aplaudir!
Queremos mesmo continuar passivos, à espera que os problemas comecem a surgir ou queremos mitigar os actuais problemas e evitar futuros problemas? Eis a questão!
As imagens seguintes foram captadas em Pombal por um cidadão atento a esta questão.






9.8.15

Se colocar herbicida uma vez é mau, colocar duas vezes é bem pior...


Há uma diferença de 1 mês entre esta primeira fotografia e as seguintes. A primeira data de 3 de Junho, enquanto que a segunda data de 7 de Julho. Em comum têm o facto de ilustrarem a "sementeira" dos herbicidas, onde quem mais ordena é o glifosato, um componente cancerígeno que tem sido banido por países, municípios, juntas de freguesia, etc. Esta sementeira foi efectuada no mesmo local, por uma entidade pública e por uma empresa privada, algo de muito preocupante de se constatar. Avisos nem vê-los... Protecção, o que é isso? Ai a saúde pública...
E já agora, onde estavam as tais malvadas ervas na rotunda, esse bicho assassino que mata tantas abelhas? 


Seja na via pública, seja já no domínio privado, o que interessa é espalhar herbicida e mais herbicida, pois o desenvolvimento é isso mesmo, litros de herbicida sem fim é um bom indicador económico, que atenta o progresso que vemos actualmente na região. E se tiver glifosato melhor, pois assim o número de crianças com autismo aumentará e isso leva-nos aos níveis dos países mais desenvolvidos.


O que eu gostava é mesmo espalhar herbicida a torto a direito pelos passeios. Nem me preocupo com a saúde pública, pois isso é, para mim, secundário. Há que gastar herbicida.


E que fazer ao chegar à proximidade de um café? Simples, espalha-se mais herbicida. Nem o poço escapa, não vá ali crescer uma erva muito perigosa. As abelhas não interessam para nada, o que importa é matar as ervas malvadas.
E quando restar herbicida no tanque? Simples, vou ali a um esgoto e mando fora. Assim vai parar ao rio Nabão e a coisa fica resolvida.


Vamos acabar com atitudes pouco responsáveis à luz do conhecimento actual? Vamos pegar nas alternativas e resolver o problema sem que, para isso, a saúde pública, fique em risco? A Plataforma contra os herbicidas de Sicó está à vossa espera. Juntos seremos mais fortes!