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14.3.18

Não há 2 denúncias sem 3 denúncias...


Foi há 2 anos que surgiu a primeira denúncia. Depois surgiu a segunda. Por estes dias já seguiu a terceira denúncia. Onde? Entre a Ribeira de Alcalamouque e o Rabaçal. Olhem para a vossa direita (vindos do Rabaçal) ou para a vossa esquerda (vindos da Ribeira de Alcalamouque) e verão do que falo. Em plena reserva ecológica nacional cometeram, pela terceira vez, uma ilegalidade, por isso não haverá perdão. Estou curioso para ver se é para fazer o mesmo do costume, ou seja plantar eucaliptos...
A fiscalização é uma palavra vã, já que nada do que foi destruído inicialmente foi até agora reposto. É a triste sina. Como se costuma dizer, o crime compensa, daí as coisas infelizmente não mudarem. A literacia ambiental é escassa, tal como está mais uma vez à vista de todos.
É mesmo isto que queremos que aconteça recorrentemente? É esta a Sicó que queremos?


5.5.16

Onde pára a fiscalização? Sicó merece um destino melhor...

É uma situação que já tinha sinalizado há umas semanas, quando, por mero acaso, reparei que havia algo a passar-se por ali. Lembram-se de quando fiz aquela chamada de atenção aos produtores de azeite da região de Sicó? Nesse comentário utilizei uma fotografia onde consta um olival e, por detrás deste, já lá aparecia uma máquina (tractor verde) que estava a cortar a vegetação de estrato arbóreo. Poucos dias depois um dos meus "informadores" envia-me estas fotografias, onde se vê que a coisa já ia avançada...



Após a tomada de conhecimento, fiz o que costumo fazer, ou seja, informar-me sobre a classificação do solo naquele local, que fica no limite Norte do concelho de Ansião, ali na recta que liga a Ribeira de Alcalamouque ao Rabaçal. Qualquer pessoa dá com aquilo, pois vê-se bem da estrada. Consultada uma das ferramentas, gratuitas, ao dispôr de qualquer cidadão, o geoportal, cheguei rapidamente a uma conclusão, ou seja aquela área ser Reserva Ecológica Nacional, o que torna aquela mobilização de solo algo de ilegal. Aposto que será para plantar... eucaliptos. Por esta altura o local já deve ter sido fiscalizado pela SEPNA, o que significa que uma ou duas coimas já devem estar a ser preparadas para quem promoveu tal ilegalidade.
Curiosamente há um outro pormenor que se interliga perfeitamente com esta questão. No dia 3 de Maio, a CCDR-Centro, promoveu (muito bem!) uma acção de sensibilização para o ordenamento do território, onde se enquadrou, entre outros, o Regime Jurídico de Reserva Ecológica Nacional. O problema é que esta acção não teve como alvo principal a população, mas sim quem já deveria estar sensibilizado e quem supostamente deveria ter competências mínimas neste domínio, caso dos autarcas, especialmente presidente da câmara e vereador do ambiente. Faz isto algum sentido? 
Na minha óptica não, já que cedo defendi a necessidade de todos os autarcas serem obrigados a fazer uma formação mínima certificada no domínio do ordenamento do território. Faz todo o sentido, pois sendo o ordenamento do território a base fundamental do desenvolvimento socio-económico, a lógica deveria ser esta. Mas infelizmente não é...
É uma falha no sistema que tem obrigatoriamente de ser resolvida, a bem do desenvolvimento territorial. Faz algum sentido uma pessoa para se poder candidatar a uma vaga na função de técnico superior de geografia ter um curso (faz!) ao mesmo tempo que um autarca sem qualquer competência técnica/científica se candidata ao cargo político numa função com responsabilidades no ordenamento do território não ter curso ou formação alguma (não faz!)? Faz algum sentido a mera opinião de um autarca sem competências técnicas/científicas se sobrepor a um parecer técnico de um especialista? Não? Mas é o que muitas vezes acontece... 
Urge reflectir sobre esta questão algo peculiar, a bem do ordenamento do território, do património, da paisagem de Sicó e de tudo o que daí advém.


19.2.12

A justiça não folga ao domingo!


Foi num belo domingo de sol que certo cidadão teve uma atitude reprovável, quando se lembrou de queimar resíduos altamente poluentes, o que configura um crime ambiental grave. Sinceramente, e por mais esforço que faça, não compreendo o que é que passa pela cabeça de alguém que tem atitudes reprováveis e altamente lesivas em termos de saúde pública. Será que esta pessoa pensou que aos domingos não haveria fiscalização? Será que confiou no facto da grande maioria dos ansianenses ser passivo perante tais actos?
A resposta não sei, sei apenas que pensou mal, já que a fiscalização não folga aos domingos, e que confiou em demasia, já que apesar da grande maioria dos ansianenses ser passivo e tolerante perante tais actos, basta um para denunciar.
A manhã de sol até estava a correr bem, mas foi sol de pouca dura. O fumo negro deu muito nas vistas e eu obviamente fiz o que que qualquer uma das muitas centenas de pessoas que viram, deveria ter feito, ou seja denunciar! As mentalidades têm mudado, é certo, no entanto é um processo que demora muito e que teima em ter muitos desvios. Não compreendo porque é que os ansianenses (e outros) vendo algo que está mal, pouco nada fazem para mudar o que está mal. São escassos os que fazem algo, é a esses que agradeço os telefonemas que me fazem!
Estou para ver se um determinado jornalista, que vive ali bem perto, publica uma notícia sobre esta questão, pois afinal o fumo tóxico chegou-lhe às portas de casa...
Há que denunciar casos como este. Não há que ter medo, pois caso não queiram denunciar publicamente, sempre podem denunciar de forma anónima! Eu não tenho esse problema ou essa condicionante, pois faço as denúncias assinando por baixo. 
Por vezes vejo situações onde não vale a pena denunciar, valendo a pena sim ser pedagógico (já tive sucesso em algumas situações de pouca gravidade), no entanto em situações como esta não há perdão, dada a sua gravidade. Não é o ambiente que perdeu com esta queima ilegal de resíduos tóxicos, foi sim a comunidade, pois além de respirar gases tóxicos, irá beber, directa ou indirectamente, água poluída (dos aquíferos), é isso afinal que está em causa. Pensem nos vossos filhos, netos ou outros! Vão continuar a ser passivos perante actos tão gravosos como este?