quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Não esqueçam as variedades tradicionais!


Vi-os ali, no chão, esquecidos e desprezados. Não os quis deixar acabar de apodrecer e decidi ir buscar um balde, de modo a que as galinhas pudessem ter um lanche diferente. Já na capoeira peguei na faca e comecei a cortar os pêros em bocados. Fui apanhado de surpresa, pois afinal eles não estavam podres por dentro. Fiquei chateado, pois já era tarde demais para os comer. Sabia que o sabor destes pêros era indiscutivelmente melhor do que a muita da fruta que encontro nos super e hipermercados. Não é tão bonita, mas é muito mais saborosa, saudável, pois é verdadeiramente biológica, e é de uma variedade tradicional.
Felizmente que há associações várias que têm sabido trazer esta questão a bom porto, mesmo sabendo que há muito caminho a percorrer.
Por enquanto ainda vamos tendo muitas variedades tradicionais, no entanto, e caso não façamos nada, estas continuarão a senda do esquecimento. Empresas como a Monsanto agradecem o esquecimento, no entanto há que incentivar o culto pelas variedades tradicionais, pois estas não servem, em primeiro lugar, para tornar empresas ainda mais ricas e acéfalas, mas sim para apurar o que a Natureza tem de melhor e para melhorar a nossa saúde numa época onde muito é denominado por alimento não o sendo...
À parte destes peros, tenho-me deliciado com a bela da amora, que por esta altura se encontra à nossa espera um pouco por toda a Sicó, à beira de caminhos pouco frequentados. Atenção que há quem coloque veneno em alguns locais!
Muito brevemente serão os figos a preencher a minha agenda gastronómica. Onde houver figos pingo de mel, lá estarei! 

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