Mostrar mensagens com a etiqueta reabilitação. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta reabilitação. Mostrar todas as mensagens

19.5.16

Quintas de Sicó: chamada à recepção!


Não, como de costume não vou dizer onde esta quinta se situa, pois há que salvaguardar este património dos larápios e dos chico-espertos. Quem por ali passa já sabe onde é e quem não sabe, tem um bom remédio, vir à região de Sicó e calcorrear este belo território.
Volto novamente à crónica das quintas de Sicó, de forma a dar seguimento a algo de importante, a sensibilização sobre o património construído nesta região. E que belo edifício este!
Trata-se de uma quinta que já me tinha chamado a atenção, mas sobre a qual não me tinha debruçado. Pela primeira vez fui ao encontro dela e confesso que não fiquei surpreendido, já que afinal o que é belo vê-se de longe. Mas ao mesmo tempo foi surpreendente ir até ali à entrada daquela quinta, onde uns quantos cães me aguardavam...



Várias fotografias depois, e pazes feitas com os bóbis, fiquei bastante agradado com esta quinta. Tenho pena não ter tido a possibilidade de a visitar, no entanto nunca se sabe se futuramente me irá ser permitido visitar tal quinta. Das quintas que aqui já abordei, apenas tive a oportunidade de visitar uma delas.
Entidades públicas e privados, devem reflectir seriamente sobre o futuro destas quinta, já que elas são uma mais-valia para a região de Sicó. Urge recuperar estes edifícios, seja para utilização privada ou mesmo pública. A criatividade não tem limites...


18.3.15

Quintas de Sicó: porque não nos recuperam?


Volto para mais um episódio da crónica "Quintas de Sicó", a qual visa fundamentalmente a sensibilização de toda a comunidade, bem como entidades públicas e privadas, para a importância estratégica da recuperação/reabilitação do vasto património construído na região de Sicó. 
Como é minha intenção, não divulgo a localização exacta dos edifícios em destaque. Isto de forma a evitar que gente sem escrúpulos possa degradar ainda mais este potentoso património. Quem reconhece saberá onde é e quem não conhece tem assim mais um bom motivo para a aventura nesta bela região que é Sicó. Usufruam deste território e descubram as maravilhas da região de Sicó!
Esta quinta, em particular, já não me lembrava dela, pois foram longos anos sem passar por ali. Num dos meus recentes "mergulhos" no território Sicó, acabei por me deparar com este fantástico edifício. Recuperado ficaria um espectáculo para todos verem e alguns usufruirem. Infelizmente está como a fotografia mostra. Nem imagino como estará por dentro. Não sei de quem é este edifício, no entanto espero que de alguma forma este humilde comentário possa ajudar de alguma forma à mudança. Sei que isso é muito difícil, no entanto tentar não custa. Há toda uma série de questões, por vezes interligadas, que dificultam a reabilitação e a manutenção de edifícios como este. Por estas e por outras é que iniciei há alguns anos a crónica "Quintas de Sicó". Se todos fizermos um bocadinho que seja por esta causa, concerteza que o cenário poderá mudar de alguma forma no curto, médio e longo prazo.
Nos próximos meses tentarei inovar nesta questão, convidando um arquitecto para debater esta problemática. Será interessante trazer aqui a voz de um arquitecto, esperando assim dar mais solidez a esta crónica. Entretando irei continuar a minha busca pelas belas quintas de Sicó, pois o património merece!

8.7.14

Quintinhas de Sicó: small is beautiful!


Regresso então para o segundo episódio do "Quintinhas de Sicó", as afilhadas das "Quintas de Sicó, pois afinal, e parafraseando uma conhecida expressão, small is beatiful. Ou seja, não é preciso ser uma grande quinta, em termos de dimensão, para ser algo de mágico, bonito ou simplesmente um belo edifício para habitar.
A grande maioria das vezes o que acontece a casas como esta é pura e simplesmente a sua destruição, perdendo-se a mística do edifício. Em vez de se acrescentar valor à coisa, reabilitando-a, deixa-se ficar apenas parte das paredes mestras e faz-se por cima das mesmas, desvirtuando "a coisa". Resumindo, perde-se a identidade regional. Para mim a identidade é tudo!
Na região de Sicó temos muito edificado como o que a fotografia ilustra, daí eu mais uma vez alertar para a importância da reabilitação deste edificado, sem perturbar a traça, claro. A casa é pequena? Sim, não é muito grande, mas será que precisamos de casas tão grandes? E não poderemos nós aproveitar melhor os espaços interiores? Imaginem o fabuloso que será aquele espaço, escondido atrás daquela janela lá em cima!
Não fará mais sentido recuperar o bom que temos, usufruir deste espaço e fazer a ponte com o espaço em redor? Ou seja, usufruir dos espaços interiores e exteriores? Para quê uma sala gigante se temos a sala Natureza? Porquê passar tanto tempo fechado em casa, quando afinal temos tanto para visitar e usufruir em vez de estar em casa sem nada fazer, muitas vezes à frente da tv a ver lixo televisivo?!
Precisamos de reabilitar/recuperar este edificado. Precisamos de casas como esta, com quintais grandes em vez de casas grandes e quintais pequenos. Precisamos de pensar por nós próprios e menos pela cabeça dos outros, as quais trazem muitas vezes ideias estereotipadas. Em vez de gastarem 100 000 euros num apartamento ou 120 000 euros numa casa nova, comprem uma destas e reabilitem-na. Ainda vão ficar com dinheiro no bolso e um imenso potencial de alegria e paz interior!
No próximo vosso passeio, estejam atentos...

31.3.13

Reflexão sobre o dia nacional dos centros históricos


Foi no último dia 23 de Março que se comemorou o Dia Nacional dos Centros Históricos, facto que, na região de Sicó, passou ao lado das entidades públicas com responsabilidades na matéria, nomeadamente Câmaras Municipais. Nesta região, é algo que importava debater seriamente, já que em todas as sedes de concelho e, mesmo, de freguesia, a noção de Centro Histórico tem muito que se lhe diga. E quando digo muito, diga-se muito abandono e desprezo pelo edificado histórico...
Não pretendo com este comentário abordar a fundo esta questão (isso está para breve...), no entanto, e pegando numa pertinente fotografia que tirei nos últimos dias, numa sede de uma, ainda, freguesia, no concelho de Ansião, pretendo lançar o debate sobre esta mesma matéria, pois o cenário resume-se, também, aquilo que esta fotografia mostra.
Foi por um mero acaso que por ali passei e tirei uma fotografia que serve então na perfeição para promover um debate que a todos nos diz respeito. O ângulo da mesma realça o que pretendo abordar.
Para já, dou-vos algumas semanas para reflectir. Pensem nesta fotografia e pensem nas vossas sedes de concelho e freguesia, sff. Qual o futuro que queremos para os nossos centros históricos?