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27.1.16

Eu queria dizer que sim, mas não consigo...




No início do mês de Janeiro abordei aqui uma questão com a qual lido há alguns anos. Passadas 3 semanas do comentário, eis que me disseram que a situação tinha sido resolvida. Gosto de pensar que o comentário ajudou a mitigar o problema. Fiquei bastante contente, no entanto fiquei curioso, já que em vez de resolvida, disseram-me que a situação tinha sido "resolvida". 
Eis que me desloquei até ao local, na ânsia de efectuar o respectivo registo fotográfico, bem como de elaborar este mesmo comentário. Até lá chegar, pensava apenas nos elogios que deveria fazer, pois há que aplaudir acções de limpeza. Não sei se foi a Câmara Municipal de Ansião ou a Junta de Freguesia de Chão de Couce que meteram mãos à obra, mas penso que daqui a uns dias saberei quem foi.
Mas afinal havia ali algo que me incomodou bastante. É certo que houve intervenção, é certo que alguns dos monos foram retirados, caso dos colchões, mas porque carga de água se enterraram (mal...) alguns pára-choques, em vez de os retirar? Faz algum sentido? Qual a lógica associada?
Se nesta intervenção tivessem sido retirados também os pára-choques, pneus e mais algumas coisas, aí até ficaria contente, mas assim não, muito pelo contrário. Tenho de condenar veemente esta atitude e não a deixar passar em branco, de forma a que as boas práticas sejam consolidadas e os maus hábitos extintos.
Não basta mandar para ali uma máquina e eventualmente uma carrinha, para retirar os colchões, tem de se enviar uma máquina e uma carrinha para retirar tudo aquilo que é possível. E se for precisa ajuda, também se arranja. É certo que é difícil limpar tudo, mas pelo menos o básico tem de ser feito...





5.1.16

Os porcos não dormem...


Já não passava por ali há uns tempos e foi depois de um pedido de ajuda de um particular, que me avisou, que fui até ali (re)ver o que se passava. Agradeço a todo/as aquele/as que me vão enviando informação sobre este tipo de situações. Bem hajam!
Estas duas imagens são da envolvência da zona indústrial do camporês, em Chão de Couce, Ansião. É uma zona de fundamentalismos, ironia das ironias tendo em conta a indirecta que há uns tempos alguém  me mandou (e que foi um autêntico tiro no pé...). 
Há 5 anos realizou-se um dos eventos ambientais mais importantes da última década em Ansião, o Limpar Portugal. Ansião excedeu as expectativas e só o tempo não ajudou. Cidadãos, autarquia, juntas de freguesia e empresas, todos deram parte de si, o que se reflectiu num momento histórico do qual tenho orgulho de ter feito parte e de ter trabalhado voluntariamente 2 meses em prol do mesmo.
Infelizmente os anos passaram e aquela que, em 2010 era a zona negra do concelho de Ansião, continua a sua senda de deposição criminosa de resíduos. As mentalidades não mudaram o suficiente e não tem sido feito um esforço sério em termos de sensibilização ambiental. Preferimos assobiar e olhar para o lado. A sensibilização ambiental e cívica carece de atenção e trabalho permanente, algo que, de facto, não acontece em Ansião (e não só...). Falta o know-how e o estabelecer esta questão como uma prioridade e um imperativo civilizacional.
Acho incrível como é que havendo um eco-centro, situado a escassas dezenas de metros dali, continuem a haver pessoas que deixam o seu lixo em terrenos alheios. Será que custa assim tanto andar mais uns metros e ter a atitude certa? E será que dá trabalho telefonar à Câmara Municipal de Ansião para vir recolher os monos? Triste gente que polui esta nossa bela região...
Uma coisa vos garanto, não terei qualquer problema em  denunciar todo/as aquele/as que apanhar a fazer esta pouca vergonha!
Agora o desafio, caso suspeitem que um vizinho ou conhecido vosso vai despejar resíduos desta forma, denunciem o mesmo, pois à parte da sensibilização ambiental e cívica, esta é uma excelente medida educativa e punitiva para com porcos (sem ofensa para com os suínos).