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23.10.18

Uma tradição importante, útil e saudável!


Logo que vi estas imagens nas redes sociais, através da página do Museu de Alvaiázere, lembrei-me que era altura de falar desta questão, a qual tanto me diz. Faço-o por vários motivos, desde a componente cultural e identitária, até à questão da produção local e de um modo de vida saudável e sustentável. Há um bónus, ou seja o facto de ser importante abordar esta questão numa altura onde reina uma espécie de puritanismo bacoco, impulsionado por pessoas sem bagagem cultural e identitária, alguns dos quais elementos de partidos políticos pseudo ecologistas. Estes últimos têm desenvolvido uma espécie de extremismo ideológico, de génese citadina, o qual diz que não podemos fazer coisas que afinal sempre fizémos, por necessidade, que são saudáveis e úteis para as as sociedades do meio rural e semi-rural. Se há tradições que não fazem sentido, tal como espetar ferros no lombo de toiros (para mero entretenimento..), há também as que, parecendo cruéis, fazem sentido e que importa preservar, tal como a matança do porco. Trata-se de algo necessário.
Durante vários meses cria-se um animal com o natural respeito que temos pelos animais de criação. Restos de comida são aproveitados na alimentação destes animais, evitando que este tipo de resíduos vá para o lixo e aterros (recicla-se, portanto!). O animal é bem tratado, bem alimentado (carne saudável, sem químicos...) e quando chega a altura mata-se. Isto ao contrário dos porcos criados de forma intensiva, onde não são bem tratados, onde a carne não é muito saudável e onde são mortos sem muito respeito pelo animal.
Não se mata por prazer (ninguém gosta) mas sim por necessidade, tentando no processo causar pouca dor, numa morte rápida e dignificante. Depois aproveitam-se todos os recursos que este animal proporciona e, no dia da matança promove-se a festa e o convívio entre amigos e família. A carne que dali sai dura para uns tempos. E os belos dos enchidos, ui, um mimo!
Se há memórias boas que tenho da infância é a matança do porco (muitas vezes nos Netos). O convívio e o comes e bebes é algo de imperdível. Num território como Sicó a matança do porco faz parte da tradição e da nossa cultura, esperando eu que esta continue por muitos e bons anos, a bem da nossa identidade, cultura, saúde, sustentabilidade e racionalidade.
E já agora parabéns ao Rancho Folclórico da Freguesia de Pussos e ao Museu de Alvaiázere, pelo seu trabalho em prol do que mais importante temos na região de Sicó, uma identidade única. Orgulho!


6.1.13

Pura cultura!




Conheço esta associação há coisa de 8 anos, e logo me apercebi do enorme potencial da mesma no domínio do património, mais especificamente da etnografia regional. Tive a oportunidade de falar muitas vezes com algumas das pessoas que, na altura, estavam à frente desta mesma associação, o que me permitiu, entre outros, conhecer o considerável espólio que tem na sua posse. Disse eu, num comentário há anos atrás, que merecia um (grande) museu próprio, dada a quantidade de objectos que representam a cultura de há muitas décadas atrás.
Eis que agora esta associação está a lançar o seu site, o qual me surpreendeu, dada a sua evidente qualidade e potencial em termos de divulgação cultural. É certo que está no seu início, mas mesmo assim este site promete, dado o seu extremo bom gosto e potencial informativo evidenciado. É então um site a colocar nos favoritos, pois prevejo-lhe um bom futuro, ganhando com isso o património a a cultura da região de Sicó.
Diria eu que este é uma excelente forma de começar a temporada 2013 de comentários no azinheiragate!

11.8.10

A etnografia também é património

E porque a etnografia também é património, fica aqui um breve contributo do azinheiragate para a sua divulgação de alguma forma. Na medida do possível farei alusão a eventos relacionados com etnografia na região de Sicó. Faço esta breve nota sobre este evento por uma razão muito simples, o Rancho Folclórico da Freguesia de Pussos, tem feito um notável trabalho para a preservação de muito saber associado à etnografia da região de Sicó, sem eles já muito teria desaparecido. Espero que o seu vasto espólio não demore muito a ter um museu digno para expor tal património!

4.3.10

Etnografia em destaque na região de Sicó


Não poderia deixar de passar em branco uma nota sobre um colóquio que considero importantíssimo, o qual irá destacar não só o associativismo bem como uma das nossas principais riquezas regionais, a nossa etnografia.
Este evento é uma feliz ideia do Rancho Folclórico da Freguesia de Pussos (Alvaiázere) e decorre de um trabalho muito valoroso que esta associação tem tido ao longo dos últimos anos, mesmo que estando num território hostil. A sua presidente tem bom gosto é uma pessoa que sabe bem do valor deste património intergeracional, o qual tem vindo a ser sufocado por modas recentes, muitas vezes snobistas.
A associação do Rancho Folclórico da Freguesia de Pussos com o INATEL penso que irá resultar num excelente evento. Infelizmente não poderei ir, já que estou completamente absorvido por tarefas logísticas do Limpar Portugal, mas conhecendo as pessoas sei que será concerteza um evento a não perder.
O Rancho Folclórico da Freguesia de Pussos tem um extenso património que em pouco tempo espero que dê à região um museu etnográfico de excelência, tudo através do seu mérito e com um único objectivo, valorizar o nosso património. É assim que se trabalha, com amor à região e sem interesses pessoais associados!