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20.4.11

Onde posso estacionar a minha bicicleta sff?


Pode não ser o mais bonito, nem o mais prático, mas é mesmo um local para estacionamento de bicicletas, sendo ao mesmo tempo coisa muito, mas muito rara na região de Sicó. Pessoalmente não conheço mais nenhum local onde se possa estacionar uma bicicleta, algo incompreensível numa região onde nos últimos anos se deu novamente um boom de bicicletas.
O estacionamento que vêm na foto é nos Bombeiros Voluntários de Ansião, tendo sido criado em 2010 e sendo mais uma prova notável da abertura que esta corporação tem para questões tão importantes como a mobilidade espacial, promovendo desta forma a utilização da bicicleta. Há ainda muito a fazer, mas neste domínio está dado, desde 2010, o mote inicial, algo a louvar.
Não compreendo porque é que ainda não há dezenas de estacionamentos de bicicletas na região de Sicó, nomeadamente em algumas sedes de freguesia, ou mesmo escolas. Não ocupa espaço, não incomoda e é saudável!
Em 2005 dei esta mesma sugestão a um autarca da região, a resposta dele foi tipo frete, "só se for nas escolas", algo que me surpreendeu pela negativa, sendo ele uma pessoa que na teoria era bem dada à questão desportiva...
Se me vierem com aquela história do não há dinheiro, não aceito a desculpa, ainda não há estacionamentos de bicicleta porque a mentalidade que está enraizada na maior parte das mentalidades é a de que o carro é que é bom e nem vale a pena pensar nisso, é este o sentimento que reina aqui na região. A bicicleta ainda é vista como um meio de transporte reles, que só é utilizado pelos tesos (pobres) e é visto com um sentido depreciativo tal que basta o olhar para o denunciar, tipo passo num local e olham para mim, dizendo apenas com o olhar "olha, ali vai o teso".  
Quando venho a Ansião (de comboio até Pombal), mais aos fins de semana, faço da bicicleta o meu meio de transporte principal e não tenho qualquer tipo de problema com isso, muito pelo contrário tenho todo o orgulho. Quando vou para o trabalho, durante a semana vou de bicicleta (portuguesa!), não me preocupando se a gasolina está ou não a 1 euro e 60 cêntimos, e descontraindo durante o trajecto diário. 
Agora que o tempo começa a ser mais favorável para tirar as bicicletas do "armazém" pensem bem se não vale a pena deixar o carro em casa, já que para muitas deslocações é a melhor opção. Apesar de ser certo que por vezes não há outra solução senão o carro, muitas vezes há a possibilidade, mas a mentalidade comodista infelizmente ganha demasiadas vezes...
Resgatem as vossas bicicletas às teias de aranha, ponham um riso na cara e vão para a estrada com elas, tendo o óbvio cuidado com alguns malucos da estrada que por aí andam e não respeitam os velocípedes, é o repto que vos lanço!

24.2.10

Regresso às origens


Hoje tinha outro tema para falar, aliás tenho vários temas em espera, mas lembrei-me de falar especificamente neste de forma a fugir um bocadinho ao "normal". Apesar deste facto é também uma questão muito importante e por isso a inclusão do mesmo no azinheiragate.
Já falei na questão da mobilidade na região de Sicó, mas nunca neste prisma, por isso penso que alguns até vão considerar este comentário como potencialmente interessante.
Há algumas semanas comecei a questionar a possibilidade de ajustar ainda mais as minhas necessidades de mobilidade às necessidades de uma cada vez maior redução do dito automóvel, muito embora eu só o utilize quando é efectivamente necessário, não sendo daqueles que para andar meras centenas de metros utiliza o carro.
Além disso, como ando bastante de comboio, faz-me falta algo que agilize a minha mobilidade e para isso uma bicicleta articulada é o ideal, já que uma bicicleta normal dificilmente a conseguimos transportar no comboio. Desta forma podemos fazer uso de uma bicicleta articulada quando vamos para o trabalho na nossa região, podendo deixar o carro longe do centro das nossas vilas (para quem aqui trabalha, obviamente) e pegar na bicicleta articulada que transportamos comodamente na bagageira. Assim além de evitarmos o congestionamento em muitos locais, promovemos uma saúde e ambiente mais equilibrados.
Podemos também utilizar a bicicleta noutras pequenas deslocações, dentro ou fora dos perímetros urbanos, já que facilmente fazemos 2 ou 3 km numa bicicleta deste género. Isto não esquecendo que quando tivermos de ir para outras regiões do país, utilizando o comboio, podemos também levar comodamente a nossa bicicleta debaixo do braço, literalmente, e chegados ao destino pegar nela e fazer pequenos troços, já que há casos em que isso é plausível.
Apesar de o carro ser ainda visto como "estatuto", pelo menos no nosso país, já se vão vendo alguns exemplos como os que atrás descrevo, levar a bina atrás de nós.
Esta questão das bicicletas articuladas, além da sua importância enquanto vertente ambiental, e não só, tem também, pelo menos para mim, um valor fenomenal, já que foi há quase duas décadas de aprendi a andar de bicicleta, precisamente numa bicicleta articulada. Lembro-me apenas que era verde, não era minha e que parti o quadro dela duas vezes a andar nos saltos, com a tábuazinha a fazer de rampa...
Neste momento, em que irei ter necessidade de ajustar as minhas necessidades de mobilidade, estou mesmo a pensar em comprar uma bicicleta do género que a foto documenta, pois encaixa perfeitamente nas minhas necessidades, não só para fazer pequenos trajectos, complementares ou não, na região de Sicó e também trajectos complementares em viagens que semanalmente faço quando vou para fora da região por motivos profissionais.
O facto de ter aqui "publicitado" esta bicicleta em especial tem apenas a ver com uma preferência minha pelo modelo e pela marca portuguesa (prefiro sempre produtos portugueses, embora a terceira bicicleta que tive e ainda tenho seja de marca estrangeira). Não tenho contrapartidas por publicitar de alguma forma esta marca e modelo, o meu interesse é apenas enquanto modelo ilustrativo (muito embora tenha pedido informações ao fabricante de um modelo similar, ao qual ainda não tive resposta).
Tendo em conta tudo o que atrás descrevo, peço-vos para ponderarem bem esta questão e vejam como a vida pode ser bem mais simples e divertida se fizermos algo do género, o ambiente agradece e quem ganha somos todos nós, já que ao termos atitudes pró-activas em termos ambientais estamos a cuidar acima de tudo de nós e do nosso futuro.