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27.4.26

Queremos mesmo perder isto?


É apenas um de dezenas de milhar de registos fotográficos que tenho sobre Sicó. Largas centenas mostram uma vivência que aprecio desde sempre, uma vivência que vivi e que defendo e pugno para a nossa região. Infelizmente esta vivência está-se a perder a uma velocidade vertiginosa e com isso práticas importantes, formas de estar fundamentais para moldar a paisagem e um estilo de vida que nos consegue dar qualidade de vida e muita independência a todos os níveis. Pouco estamos a fazer para garantir que o futuro se sustente no muito e bom que ainda temos, mas que se irá perder caso não tenhamos a capacidade de delinear uma estratégia para desenvolver este território de acordo com todo este património.
Além ser um facto que não estamos no bom caminho, também é um facto que não valorizamos quem mais sabe, não temos uma cultura de mérito e de exigência. Temos, infelizmente, uma cultura do chico esperto, do favorecimento e do jobs for the boys. Não seria grave se boa parte do problema não fosse a nível político, o qual é a chave para o problema. Enquanto a chave do problema não deixar também ela de ser parte do problema, nunca sairemos da cepa torta. Enquanto a porta para o sucesso da região continuar a ser aberta para os amigos e não para quem mais sabe da região, tudo irá continuar na mesma. E já perdemos décadas com isto que falo...
Fica a reflexão!

 

5.4.26

A vida no campo


Hoje o comentário é em torno deste registo fotográfico, o qual tem uma profundidade só ao alcance de quem aprecia o património da região de Sicó. Trata-se de uma fotografia que tirei quando fui a determinado local e, ao sair, me apercebi desta jóia. É uma fotografia que dava para dois dedos de conversa. E fico-me por aqui, esperando que alguns de vós se pronunciem sobre esta imagem...



 

23.7.18

As boas vindas à Comissão de Populares para a Defesa da Floresta e do Mundo Rural!


Foi com surpresa que vi surgir algo de novo e inovador na região de Sicó, ou seja a Comissão de Populares para a Defesa da Floresta e do Mundo Rural dos Concelhos de Pombal e Pinhal Interior Norte do Distrito de Leiria, apresentada há poucos dias em Pombal. Foi, para mim, uma das melhores surpresas dos últimos anos. Porquê? Porque esta iniciativa da sociedade civil tem um enorme potencial disruptor sobre uma realidade trágica a todos os níveis e que importa reverter, pegando no que de bom temos e mandando fora aquilo que nos tem tramado. 
Os meus parabéns aos mentores desta Comissão! Não estranho o facto de a mesma ter surgido a partir de Pombal, já que ali é um epicentro de cidadania activa, onde cada vez mais pessoas se têm mobilizado em prol de causas importantes. Parece-me que esta Comissão será a matriz que falta no que toca a reunir cidadãos com potencial transformador para toda esta região. Nos outros concelhos de intervenção desta Comissão também há muito pessoal que pugna pela cidadania activa, mas infelizmente ainda não tem o peso necessário em termos de influência na sociedade civil enquanto um todo.
A classe política, enquanto um todo, já mostrou que não é competente para fazer o que é preciso ser feito. Políticos de caixa de cereais, ponham-se a pau... Políticos a sério, julgo que terão nesta Comissão uma boa conselheira, portanto fica a dica!
Do brainstorming que surgirá desta Comissão e da interacção da mesma com o mundo real sairá concerteza algo de transformador para esta região. Importa portanto divulgar este movimento de cidadania activa em prol do território e de nós, que vivemos nele mas não temos sabido gerir da melhor forma a nossa convivência com ele. E algo de fundamental, é preciso participar, debater, dar ideias e não pensar que é não fazendo nada que os problemas se resolvem!
Em traços gerais, esta Comissão pretende pugnar por uma série de medidas fundamentais para a defesa da floresta e do mundo rural, passando por medidas afectas à floresta, cadastro rústico, meios humanos (onde se incluem por exemplo os cruciais Guardas Florestais), produção agrícola e produtos locais, baldios, biodiversidade (irei pugnar pela entrada da geodiversidade nesta equação), entre muitos outros. Basicamente temas abordados também no azinheiragate, algo que me agrada de sobremaneira. Espero também dar o meu contributo, já que é partilhando ideias e conhecimento que um futuro mais risonho irá ser construído para esta região. 
Fica então este humilde contributo do azinheiragate para a divulgação da Comissão de Populares para a Defesa da Floresta e do Mundo Rural. Agora mãos à obra!