24.9.26

Estou perplexo!


Foi em 2025 que criei o Festival Estratos e fiz, em parceria com o Município de Ansião, a sua primeira edição. O objectivo desta primeira edição era trazer a comunidade, com algumas pessoas, ao espaço da pedreira do Camporês, através de um evento inovador, para mostrar o potencial do espaço. Reuni um grupo francamente bom de pessoas para ter em Ansião um evento que justou músicas do mundo, arte e geologia. O objectivo final era o de mostrar a ideia que eu tinha para propor para aquele espaço esquecido. Um projecto multifuncional que iria ser uma referência internacional. Não tenho dúvidas que o seria caso tivesse avançado, pois tinha reunido um conjunto de pessoas geniais para levar adiante a minha ideia para transformar aquele passivo num activo para Ansião e para toda a região.
Claro que, há um pormenor importante, daí em cada um dos dois dias do Festival serem apenas 40 bilhetes disponibilizados. O motivo? Simples, o espaço não tem condições para eventos de maior magnitude, daí na altura termos estabelecido um limite de 40 bilhetes. Só depois do projecto concretizado se poderiam ter eventos com centenas ou milhares de pessoas a assistir, ou seja depois da estabilização dos taludes da pedreira e respectiva recuperação ambiental. No Festival Estratos eram apenas 40 pessoas a assistir em condições de segurança e com 1 vigilante para cada 10 pessoas, estando o percurso devidamente balizado. Não havia venda de álcool no recinto nem sequer comida à venda. Tudo para que a segurança fosse a mais ajustada possível ao local. 
Foi já há 2 meses que uma pessoa amiga, que aquando do Festival Estratos veio do Porto com amigos para assistir ao evento, me perguntou se já sabia deste evento que agora destaco. Fiquei a saber nessa altura...
Confesso que fiquei chocado, pois a pedreira do Camporês não tem as necessárias condições de segurança para eventos com centenas ou milhares de pessoas. Vender álcool no recinto é outra das minhas preocupações. Não compreendo esta atitude do Município de Ansião, ao autorizar este evento sem que estejam reunidas as condições de segurança para quem ali virá. Espero que não haja incidentes, pois estão reunidas as condições para os mesmos. Se os houver o primeiro responsável será quem autorizou este evento. Finalizo com uma pergunta: a protecção civil serve mesmo para quê?! Eu respondo, serve para garantir a segurança das pessoas, algo que neste caso não foi garantido.
Se a pedreira já tivesse sido reabilitada em termos ambientais, aí sim, seria um cenário perfeito e seguro para eventos como este que ali irá ocorrer. Não é esse o caso, daí fazer questão em abordar esta questão.



 

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