domingo, 13 de abril de 2014

Viagem ao centro da serra: em Abril, pedreiras mil





E cá estou de volta para mais uma viagem ao centro da Serra, desta vez a viagem é até Penela, onde o Monte de Vez quase parece desaparecer de vez.
Trocadilhos à parte, esta pedreira faz parte do conjunto das pedreiras do Maciço de Sicó que eu denomino por "monstras", dada a sua dimensão. Esta é daquelas que não passa despercebida quando tentamos usufruir da paisagem de Sicó e que perturba gravemente o usufruto da mesma.
É impossível alguém vir à região de Sicó e não reparar naquela enorme mancha sobranceira ao Monte de Vez. Mais difícil é ir até às proximidades da besta e observar in loco a mesma, daí este meu esforço em vos levar a besta o mais próximo possível.
Ir até ao pé das bestas tem um intuito, o ser confrontado com a besta no seu estado puro, pois só desta forma podemos ganhar uma verdadeira consciência sobre a problemática das pedreiras. Já fui a todas as pedreiras da região de Sicó, no entanto continuo a ficar chocado com o que vejo. Nesta, em especial, fui confrontado (mais uma vez...) com algo que não esperava e que prontamente indaguei sobre os factos. Para já não posso dizer o que é, mas logo que possa, irei retratar a situação no concreto, pois justifica um comentário específico.
Ando a ponderar fazer algo mais concreto sobre a temática das pedreiras na região de Sicó e o seu impacto. Isto passa pelo debate puro e duro, sem tabus, sem estereótipos e sem receios. Um debate aberto é urgente. Cidadãos, Câmaras Municipais, empresas, todos devem estar presentes no debate, muito embora eu saiba à partida os receios que há no que concerne às empresas que laboram no Maciço de Sicó. A ver vamos o que vai surgir desta minha ideia, a qual já comecei a explorar.

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