domingo, 20 de janeiro de 2013

Especulação imobiliária: o caso do Rabaçal


É uma imagem que muitos podem ver a cada vez que passam pelo Rabaçal, em Penela. É uma imagem que se repete dia após dia, e já há alguns anos. Mas porque será que isto acontece?
Um dos erros trágicos, no qual ainda se tenta insistir na região de Sicó, é o de que plantando betão no paraíso, se consegue o tão almejado desenvolvimento. Mera ilusão, digo eu. Mero negócio, dizem as Câmaras Municipais, que dependem em boa medida das receitas do IMI...
Estas obras, paradas há anos, são apenas um de muitos (maus) exemplos que podemos ver um pouco por toda a região. Promove-se a especulação imobiliária, e depois se vê. O rebentamento da bolha imobiliária, também em Portugal, está a mostrar, no concreto, que a especulação imobiliária é um erro que se paga caro. A agravante, na região de Sicó, é a de que esta especulação imobiliária tem desvirtuado algumas das mais valias da mesma, seja a componente paisagística, seja o património edificado, que naturalmente se vai degradando e, com isso, perdendo irremediavelmente. 
É, assim, natural, ver-se uma ruína a cada cantinho de Sicó, por recuperar, já que reabilitação não é palavra que tenha entrado no dicionário dos políticos que nos desgovernam e, há que dizê-lo, na maioria de nós, que preferem construir de novo em vez de recuperar o que já existe. Subsistem os estereótipos, um deles é o de que fica mais caro recuperar do que construir de novo. Mera ilusão, digo eu e cada vez mais pessoas, mero negócio, dizem os empreiteiros que apenas constroem de raiz. Por estas e por outras é que alguns empreiteiros, que nunca enveredaram pela reabilitação, foram abrindo falência...
Este exemplo que agora destaco, deve servir para que se debata também esta questão, já que a crise também se deve a isto mesmo.


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