sábado, 7 de abril de 2012

E este moinho, (re)construído com fundos comunitários, serve para...


Hoje, dia 7 de Abril, comemora-se o dia nacional dos moinhos. Pode parecer um dia como os outros, mas só mesmo para as regiões onde não existem moinhos. Na região de Sicó existem ainda alguns moinhos, nomeadamente de vento, sendo escassos os que ainda funcionam. Brevemente será publicado um artigo que versa precisamente sobre os moinhos de vento da região de Sicó, o qual espero que seja mais um breve contributo para que uma arte tão importante não desapareça. Logo que seja publicado darei aqui conta disso mesmo.
Neste comentário pretendo fundamentalmente alertar para uma situação que mostra bem o porquê das coisas, que demonstra bem que o atraso que a região tem se deve a mentalidades mesquinhas e retrógadas. 


Ao observarem estas 3 fotografias, podem facilmente ver o estado em que se encontra um dos moinhos de vento da região de Sicó, mais precisamente o moinho situado na Mata do Carrascal, em Alvaiázere. Não é o único neste estado, no entanto há algo de único associado a este mesmo moinho. Se já é preocupante o estado do moinho, mais preocupante será compreender como é que um moinho que foi (re)construído com fundos comunitários está na situação actual. Mas não é tudo, além disto preocupa-me como é que um moinho em mau estado, pago com fundos comunitários, serve de armazém para objectos tão importantes como o são as grades de cerveja. Não esqueço também que, da última vez que ali fui, estava alguém a dormir a bela da sesta dentro do moinho, com música e tudo (vinda de um pequeno rádio).
Será isto aceitável? Quem será o responsável? E a fiscalização sobre a aplicação dos fundos comunitários, onde anda? Este moinho não devia estar ao serviço do turismo, em vez de estar ao serviço dos amigos da tasca? Que tem a Terras de Sicó a dizer sobre isto? E a Autarquia local? E a Junta de Freguesia local? 
Fica a chamada de atenção sobre um assunto que afinal diz respeito a todos, pois nem Alvaiázere nem Sicó são coutadas de quem quer que seja...

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