quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Bem integrados, de certeza?!

Fonte: Jornal Terras de Sicó 

Fonte: Jornal Terras de Sicó

Há uns dias vi algo que me fez confusão, já que numa mesma notícia li sobre integração, mas vi a falta dela em algumas das fotografias. Mas gostei de ver bem integrados escrito: "bem integrados".
É sem dúvida um tema complexo, até porque quem fala dele está sujeita às críticas do costume, no entanto eu não tenho qualquer problema em debater a questão. Como se costuma dizer, quem não deve, não teme.
Já sabia da vinda de refugiados para a região de Sicó (Penela), algo que me agrada desde que com regras. As regras são as mais básicas, idoneidade dos refugiados e o compromisso de integração na comunidade. Países como o Canadá já fazem isso mesmo com bons resultados. Para mim a integração na comunidade e o respeito pela cultura local são pré-requesitos para uma boa aceitação e sã convivência.
Quando qualquer um de nós viaja, tem de respeitar o país onde está e a sua cultura. Enquanto pessoa que já visitou vários países, fiz isso mesmo sem qualquer problema. Se visse que havia problema não ia até lá, tão simples como isso. Os meus horizontes alargaram de sobremaneira e a minha tolerância aumentou bastante. Conhecer diferentes culturas enriquece-nos e torna-nos muito tolerantes, ainda mais se formos geógrafos (uma das profissões mais fantásticas que existe!).
Por isto tudo e por muito mais vejo com bons olhos a vinda de refugiados para Portugal, embora me pareça que quem andou a brincar à geopolítica no médio-oriente (Reino Unido; Alemanha; França, etc), deva ser quem mais refugiados deve receber. Mesmo assim Portugal pode receber alguns milhares de refugiados e a região de Sicó algumas dezenas.
Contudo há aqui alguns senãos, o primeiro é que o processo deve ser do tipo bottom-up e não o contrário, tal como está a acontecer. Isto vai resultar em problemas graves, mais tarde ou mais cedo. Acredito na boa vontade das pessoas, no entanto este tipo de processo tem de ser bem pensado e estruturado.
Mas indo então aquilo que me leva a escrever este comentário, será que devemos aceitar a falta de integração que se observa nestas fotos? Portugal deve criar legislação que acautele o interesse superior do país e isso passa por proibir que mulheres possam circular na rua com adereços como a burca, niqab ou afins. A integração passa por isto mesmo. Caso não queiram, então têm vários países onde podem utilizar estes adereços.
Estou curioso para ver as reacções a este comentário. Aposto que alguns se vão ficar pelo título e começar com o cliché da islamofobia, tentando colar-me esse rótulo. Estes "alguns" não sabem sequer que a burca, niqab ou afins não têm nada a ver com o Islão, mas sim com um segmento fundamentalista que "segue" o Islão. É certo que a islamofobia existe na sociedade, derivado de alguma iliteracia cultural, mas, e como disse, esta questão nada tem a ver com religião, mas sim com correntes fundamentalistas.
Há também que relembrar a herança árabe, que faz parte da identidade da região de Sicó. Os topónimos são apenas um dos muitos notáveis exemplos. 
O facto de a maioria de nós ser tolerante e sermos um povo que recebe de braços abertos, não significa que devemos aceitar o desrespeito pela nossa cultura, pelos nossos costumes e pelas nossas tradições. A todo/as aquele/as que querem vir para Portugal e para a região de Sicó, bem vindos!

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