26.9.23

Penela está a montar um pseudo eco Frankenstein!!!

Em Agosto já tinha reparado que tinham cortado muita vegetação na Serra do Monte de Vez, em Penela, e dessa vez pensei por alto que seria eventualmente por causa dos incêndios, mesmo que fosse algo de parvo, diga-se.

Desta vez, e já em Setembro, aquando de uns dias de trabalho de campo na região, vi que se notava mais e telefonei a um colega do Grupo Protecção Sicó, já que tendo em conta que eu passo pouco tempo na região, nada melhor do que perguntar a quem, além de passar tempo, sabe e se interessa pelo que aqui acontece.

Confesso que fiquei perplexo depois de perceber para que é que estão a arrasar o topo da serra. Fiquei indignado e furioso com esta destruição do património natural, cultural e paisagístico de Sicó, tudo para ganhar uns tostões. É a triste sina de Sicó, vários autarcas que não sabem como potenciar todo este património, facilitam a destruição/degradação o mesmo em busca de uns tostões, quiçá para gastar em esgotos, manilhas e afins.

O autarca de Penela desilude-me de uma forma que, diga-se, esperava, já que poucos meses depois de entrar em funções afirmou que preferia que Penela fosse um dormitório em vez de um território vazio. Foi a sua imagem de marca em termos de dizer ao que vem.  Uma prova da sua inabilidade e incompetência para gerir este território. Um discurso de promotor imobiliário ou de construtor em vez de um discurso de um autarca. Poderia ter dito que tem um território com baixa densidade populacional e que iria potenciar todo este património natural, ganhando a economia com isso e ganhando população que viria com essa atractividade. Mas não, este autarca mostra que não sabe fazer isso e o que sabe fazer é afectar gravemente a integridade do património e da paisagem em prol de uns tostões. Não consegue melhor, é a triste sina de Penela. 

Mas o que é que está a ser feito ali, perguntam vocês. Bem, aqui está o que estão a fazer. É uma absoluta vergonha!!! Se não sabe. como potenciar todo este património, dedique-se ao sector imobiliário caro autarca de Penela e deixe o cargo para quem sabe o honra o legado patrimonial de Penela. Discurso de promotor imobiliário já tem... Chega de prejudicar o futuro de Penela e de destruir postos de trabalho ligados ao turismo e afins!

Esta lenga lenga da descarbonização tem de acabar, pois já chega de destruir património. Quando os interesses pegam na moda dita eco, a destruição não tem fim...



 

21.9.23

Se é certo que os atropelamentos podem acontecer, também é certo que temos de parar!


Pode acontecer a qualquer um de nós, que conduz à noite. Voam baixo e ficam encadeados pelas luzes dos carros. Já me aconteceu e sabem o que fiz? Parei para ver se estava bem. Felizmente que prosseguiu apenas com o susto.

Este mocho não teve essa sorte, pois o desfecho foi o pior possível. Quando vi que havia algo no meio da estrada, à saída de Ansião, após o Casal Novo, rumo a Alvaiázere, abrandei e logo parei quando vi que era um mocho. Vi que já estava a ficar rígido e tinha várias fracturas. Infelizmente não teve hipótese, pois o impacto foi forte e isso ditou o seu infeliz destino. Não sei quem o atropelou, sei apenas que quem o atropelou não parou para, pelo menos, o retirar da estrada e o levar para um local digno. Foi o que eu fiz, pois peguei nele e subi o talude da berma da estrada para ali o deixar de forma condigna.

Se é certo que não temos a culpa de atropelar animais, sejam eles aves ou outros, também é certo que é nossa obrigação parar para, primeiro, ver se está vivo, depois, não estando vivo, retirá-lo da estrada e levar o mesmo para a berma ou para um terreno adjacente à via. Pensem nisto por favor!

17.9.23

LLEERR!!



Não há épocas onde se deve ler mais ou menos, devemos sim ler sempre que podemos, pois faz bem à mente e aprendemos mais umas coisas, as quais nos ajudam a alargar horizontes e a ter opiniões mais sustentadas e racionais.
Por esta altura estou de férias e levei comigo um livro para alimentar os olhos e a mente desassossegada (o sexto daqui). Não levei nenhum destes, pois são as entradas mais recentes na minha biblioteca. 
O primeiro é um livro que me surpreendeu, pois não é todos os dias que uma médica escreve, e bem, sobre duas questões basilares, ambiente e saúde. Faz todo o sentido, pois estão profundamente interligados, saúde e este nosso planeta com as suas maravilhas naturais. E, claro, sem aborto ortográfico à mistura.
Segue-se um livro que traz uma perspectiva que faltava na minha biblioteca, e que nos mostra o quando estúpidos somos quando afirmamos que a espécie humana é racional e as outras espécies animais são irracionais. Curiosos? Também eu...


A temática da água não é assunto novo na minha biblioteca, tal como nos últimos meses aqui mostrei em comentários sobre livros, contudo, e depois de analisar este livro, fiquei a perceber que era importante complementar esta questão. Este é em inglês, contudo, e para quem estiver interessado, há uma versão em português na Biblioteca Municipal de Ansião. Não custa nada, é pedir emprestado e ler.


Agora um livro que me interessou só de olhar para a capa e ler a mesma. Depois de analisado o índice, não havia dúvida que era para ir comigo, pois era um notável complemento para a minha biblioteca neste domínio. As variedades tradicionais são algo que já divulgo e debato há uns anos. Aqui bem perto de Ansião temos uma Associação ligada a esta importante questão

Para terminar, por agora, um outro livro deveras interessante, sobre o Adriático. O Adriático é uma região que adoro, especialmente pela questão do carso. Conheço parte do Adriático, daí a paixão por esta região e o gosto em trazer este livro comigo. Agora toca a pegar em livros e a ler os mesmos!


 

13.9.23

Por uma Educação Ambiental Forte!



Fonte:


Deixo-vos hoje com o meu último texto no Jornal de Leiria, desta vez sobre educação ambiental e um testemunho pessoal associado à mesma. Aproveitem para adquirir nas bancas o Jornal de Leiria, já que vale mesmo a pena apoiar (e ler) este Jornal regional, o qual tem dado muita visibilidade à muito importante temática ambiental, nos seus mais variados âmbitos. 



 

9.9.23

Um paradigma em mudança?

Fonte. Jornal Terras de Sicó, Edição 200, 16 de Junho de 2023

É sempre um risco abordar projectos quando as obras ainda não arrancaram, daí eu balizar este meu comentário, de forma a, mais tarde, já com a obra feita, fazer uma análise mais completa. Sobre esta interessante notícia do Jornal Terras de Sicó, pretendo apenas focar a questão da mentalidade associada a levar o pópó até à porta dos locais que vamos, neste caso Conímbriga. Aplaudo esta mudança, ou seja afastar os carros da entrada deste local arqueológico ímpar. É um conceito que faltava e que importa generalizar. Não sei exactamente o que isso vai implicar em termos de obra a montante, contudo, e como já referi, este comentário tem "apenas" a ver com a mudança de paradigma que o projecto apresenta relativamente à componente do pópó.  

 

5.9.23

Projecto Recicla Soure 5 anos depois

Em 2018 falei aqui do projecto Recicla Soure, aquando da fase de implantação deste projecto. Passados 5 anos volto ao assunto, após ter passado ali novamente há umas semanas e parado para perceber como estava a correr. Este ponto de recolha de resíduos está situado à saída das Degracias, havendo outro igual no lugar dos Baixos. Gostei de ver que as coisas estão mais compostas, contudo, e olhando para a sinalética, fica a dúvida sobre o horário de deposição dos resíduos. Fica a dica para a correcção do problema...