sábado, 26 de setembro de 2009
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Grutas e religião na região de Sicó
http://www.sbe.com.br/ptpc_v1_n2.asp
terça-feira, 15 de setembro de 2009
"Terras de Sicó", um projecto falhado
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Vamos limpar a região de Sicó?!
http://limparportugal.ning.com/

Vamos acabar com imagens como esta?!
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
BTT sem regras destrói o património da região de Sicó!

A resposta é simples, NÃO! O motivo é simples, há áreas sensíveis do ponto de vista ambiental que não se coadunam com tamanha barbárie que é a passagem de tanta gente num determinado local em tão pouco tempo. Em estudos ambientais há uma coisa chamada de capacidade de carga, significando isto que num determinado local não deverão passar mais do que X número de pessoas. Apliquem este raciocínio a algumas áreas mais sensíveis da região de Sicó.

Uma das formas que eu proponho para se resolver este problema é muito simples, permitir apenas que pessoas devidamente credenciadas por entidades como por exemplo o ICNB pudessem organizar este tipo de provas desportivas.

domingo, 30 de agosto de 2009
Quanto custa ajudar a proteger o que é de todos?!

Para, de alguma forma, vos ajudar a perceber esta problemática, divulgo agora uma história contada na primeira pessoa do quanto pode significar isto mesmo. É algo que nunca foi divulgado na praça pública por vários motivos, o principal é que até há poucos meses ainda pensava que a história teria um final feliz. Infelizmente isso não aconteceu e, por isso, decidi partilhar os factos de forma a todos saibam afinal o país em que vivemos e com aquilo que podem contar em algumas situações.
Eram cerca das duas da madrugada do dia 7 de Agosto de 2005 e lavrava um incêndio de grandes proporções entre os concelhos de Ansião e de Alvaiázere, ia já na segunda noite consecutiva sem pregar olho, literalmente. A determinada altura e pelo "simples" facto de que quando andamos tantas horas a ajudar que a floresta não arda, as nossas defesas e atenções baixam de forma proporcional ao cansaço, algo que induz infelizmente a acidentes, aconteceu mesmo um acidente grave.
Não vou contar especificamente como aconteceu o acidente, mas basicamente um carro de bombeiros passou-me por cima, tendo passado por cima da totalidade de um dos braços (tive a marca no braço durante dois dias) e fui a arrojar durante uns metros debaixo do carro devido ao capacete que se prendeu no diferencial do veículo.
Após estes factos, obviamente fui para o hospital, primeiro em Pombal, onde esperei 1hora para ser transferido para Coimbra, mais especificamente para o CHC. Neste hospital, basicamente retiraram-me as botas e foram tirar vários RX (da cintura para cima foram uns poucos....), tendo logo recebido a inacreditável notícia que não tinha nada partido, algo que me surpreendeu, já que não só é difícil sobreviver a um acidente deste género, bem como sobreviver sem partir sequer um osso. Logo de seguida colocaram-me um soro e levaram-me para um espaço póprio onde dormi umas horitas até que uma ambulância me foi buscar de volta a casa, tendo primeiro de passar por uma farmácia para comprar alguns medicamentos. Seguiu-se uma maratona de cama para descansar deste acidente.
A história não termina aqui, começa precisamente a partir deste momento, pelo menos a parte que interessa mais a todos vós. Depois do acidente, as dores que me pareciam normais nos primeiros dias nunca mais pararam, algo que me começou a intrigar, já que passados alguns meses as mesmas ainda não tinham parado. Começou a primavera de 2006 e fiquei intrigado, algo que me levou a um médico.
Visto pelo médico, este indicou-me um especialista onde poderia ir fazer uma ecografia ao ombro, local das dores mais intensas, desloquei-me então para fazer esse exame, o qual detectou que efectivamente havia um problema decorrente do acidente, algo que não foi detectado na altura porque o exame necessário pura e simplesmente não foi feito no local próprio.
Visto isto, tornou-se evidente que teria de fazer fisioterapia, tendo-me deslocado ao mediador do seguro que supostamente me cobriria as despesas médicas. Foi-me dito nessa altura que o processo seria reaberto e que poderia estar descansado para proceder aos tratamentos, por isso não me tendo sido indicada nenhuma clínica em particular, desloquei-me à que me tinha sido recomendada por algumas pessoas com know-how na matéria.
Fiz então várias sessões de fisioterapia (Dezembro de 2006), já que tinha genéricamente o ombro deslocado (algo que surpreendentemente não me foi detectado no hospital), tendo no final procedido ao respectivo pagamento do meu próprio bolso para posteriormente enviar os recibos à companhia de seguros. O total das despesas foi na ordem dos 700 euros.
Logo depois de terminada a fisioterapia, onde fui muito bem tratado, enviaram-se os recibos para a companhia, tendo eu esperado vários meses sem que alguma resposta me tivesse sido dada. Por estranhar este atraso, desloquei-me de novo ao mediador de seguros, tendo o mesmo telefonado para a seguradora a pedir explicações. Foi-me dito que o processo estava esquecido na sede em Lisboa, algo que me começou a preocupar. Passados dois meses desloquei-me de novo ao mediador, tendo-me sido dito nessa altura que a seguradora já tinha pago à clínica onde tinha feito os tratamentos, tendo logo ido à essa mesma clínica, onde me foi dito que afinal não era bem assim...
Revoltado, fui, mais uma vez, ao mediador, onde, de novo, foi feito um telefonema para Lisboa e me foi prontamente dito que a seguradora não pagaria porque eu não tinha ido ao local próprio, uma outra clínica.
Após toda esta telenovela, fiquei muito sinceramente desiludido com o que se passou, perdi muito dinheiro sem culpa alguma (o mediador terá sido o principal culpado...), fiquei a saber que efectivamente os bombeiros não são apoiados quando têm acidentes em serviço a proteger o que é de todos! Sei também que tenho um problema de saúde para a vida inteira, com dores quase diárias que me limita em parte em alguns esforços e que com os anos me vai limitar cada vez mais.
A culpa? Em primeiro lugar é do incendiário que colocou o fogo, em segundo do mediador, em terceiro de todos aqueles que me deviam ter apoiado a resolver este problema e em último lugar aos burocratas deste país, que para dar apoio áqueles que protegem a nossa floresta não dão e para dar apoio aos corruptos já dão. Desculpem este desabafo mas tinha de ser...
Mesmo assim continuarei a ajudar a proteger a nossa floresta, seja na região de Sicó ou não (nem que seja na China...) e continuarei a fazer o mesmo de sempre, ajudar ou outros, mesmo que isso me custe várias coisas, saúde e dinheiro...
Este episódio é apenas sintomático do que este país tem vindo a ser nas últimas décadas, um país com potencial imenso mas que o vai perdendo a uma velocidade cada vez maior com a complacência de todos nós, políticos e lobbys, mas também de todos nós, pois dizemos que as coisas estão mal, mas a grande maioria não passa disso mesmo, fica passiva e com isso o país perde o seu património...
domingo, 23 de agosto de 2009
Lançamento virtual de percurso pedestre!
Numa altura em que muitos estão de férias, em que alguns aproveitam para conhecer o vasto património da região (ou não), importa continuar a promover o património, podendo este ser património natural ou cultural.
Numa altura em que algum deste património está em risco, devido a interesses económicos depredatórios, urge divulgar a valiosa herança deste território. Refiro-me, neste caso, especificamente à ameaça que tem colocado em causa o património natural e cultural da área da Boca da Mata e do Sobral Chão, em Alvaiázere, onde uma pedreira tem ameaçado não só o património local (por ex. na década de 90 do séc XX destruiu várias pegadas de dinossáurios) mas também a qualidade de vida das populações ali residentes, as quais vivem literalmente a escassos metros de uma pedreira que quer duplicar a sua área. Isto quando esta mesma indústria extractiva está rodeada por casas em todas as direcções, já para não falar na ilegalidade de estar já há vários meses em situação de incumprimento do Plano Director Municipal…
Este caso já chegou à televisão (SIC e RTP) e levantou polémicas muito fortes, felizmente que os habitantes locais conseguiram mexer-se com vista à não autorização do projecto de ampliação da referida pedreira, algo que não está de forma alguma garantido. Curiosamente, ou não, uma das personagens polémicas neste processo é o meu amigo Tito Morgado, autarca que deveria estar ao lado das populações mas afinal defende com “unhas e dentes” a pedreira, algo de inaceitável e que não surpreende, de todo. Quando a SIC esteve em Alvaiázere, este autarca disse a um dos habitantes locais algo de inacreditável, que não conhecia nenhuma pedreira em fora da Rede Natura 2000, afirmação apenas possível devido à sua iliteracia cultural.
Não querendo entrar mais na história (já o fiz há tempos atrás), já que não é este o motivo principal que me leva a escrever mais este comentário, quero sim dar a conhecer as maravilhas que podemos encontrar neste local, mostrando que é possível criar emprego sem destruir o património, que é possível gerir um território sem que o façamos de forma depredatória.
Para isso faço aqui em primeira mão o lançamento virtual de um percurso pedestre que elaborei no decorrer de um trabalho de investigação naquela área. Apesar de não ser possível fazer todo o percurso a pé, boa parte dele consegue-se fazer sem problema algum, ficando a conhecer desta forma a riqueza daquela área.
Através desta brochura que elaborei (frente e verso desdobráveis), é fácil ir ao local e visitar tudo o que de valor esta área tem. Lembro apenas, para os menos atentos, que esta informação que agora vos divulgo está sujeita a direitos de autor e por isso não poderá de forma alguma ser aproveitada por outros para fins comerciais (apenas fins académicos), não apenas por mim ou pela Universidade de Lisboa mas também pelo facto de a cartografia utilizada neste trabalho académico estar sujeita a direitos de autor. Aproveitem e passem pelo site do Instituto Geográfico do Exército (IGEOE), onde podem conhecer as maravilhas da cartografia portuguesa (já foi a melhor do mundo…) e quem sabe comprar a bela da carta militar para utilizarem nas vossas aventuras, é um instrumento essencial para os aventureiros.
Para finalizar, se calhar agora alguns de vós questionam o facto do porquê este percurso pedestre não estar em funcionamento, já que basta apenas marcar o percurso e limpar um pequeno troço, tudo o resto está feito. A resposta é infelizmente simples e preocupante, o autarca local não o quer implementado, não sei se é por ter sido eu a elaborar este percurso geoturístico (bem como outros…) ou por outras razões, penso que o melhor é mesmo perguntarem a esta individualidade política.
Espero que alguns de vós façam proveito deste belo percurso pedestre, acreditem que tem muito potencial. Em 2008 fez-se parte deste percurso em duas acções da geologia no verão e as pessoas ficaram bem impressionadas com este cantinho de Alvaiázere…
Ah, e se forem visitar este local levem farnel, ali têm uma bela oportunidade de degustar alimentos (podem sempre comprar uns petiscos regionais) contemplando um cenário extremamente belo com uma bela sombrinha!

