quinta-feira, 5 de março de 2009

O mistério das actas da câmara que teimam em não ser mostradas....

A 23 de Setembro de 2008 fiz uma "ronda" pelos sites das autarquias da região de Sicó tendo como objectivo analisar (num de vários pontos) a transparência das autarquias no que concerne à divulgação de informação absolutamente necessária para que os cidadãos saibam o que afinal anda a ser decidido pelos executivos municipais. A disponibilização desta informação é além de obrigatória, um sinal de boa governança, pois "só assim" eu sei o que os autarcas andam a decidir por mim ou por vós.

Alvaiázere, neste caso, situava-se no penúltimo lugar em termos de disponibilização das actas aos seus munícipes, ou seja em termos de transparência não ficava nada bem aos olhos dos seus munícipes, algo que não surpreendia, de todo, dado o historial do amigo Paulo Tito Morgado. Curioso foi o facto de apenas um mês depois (Outubro) as actas da Câmara Municipal foram disponibilizadas, algo que manifestamente me agradou mas ao mesmo tempo pareceu que apenas foi feito porque pelos lados de Alvaiázere as coisas só se mexem quando são denunciadas.....
Para meu espanto, passado apenas um mês das actas terem sido disponibilizadas, desapareceram da mesma forma que tinham surgido, ficando eu intrigado com o facto. esperei, a ver se seria um problema técnico qualquer, mas até agora (5/3/09) continuam indisponíveis:

In: http://balcaovirtual.cm-alvaiazere.pt/mynet/

Não me surpreende de facto que estas actas não estejam disponíveis (07/08), fica aliás uma pequena dúvida sobre se este facto seja mesmo erro informático, pois mais parece que é demasiado conveniente para Tito Morgado a não publicação das mesmas, especialmente quando em algumas delas (pelo menos numa) constam informações afectas à destruição de património que é de todos. O facto de estas actas não estarem disponíveis não me impede de saber as coisas, a mais curiosa é a de que em reunião da câmara, foi decidido á algumas semanas que a tal estrada ilegal que foi aberta sem autorização na Serra de Ariques (aquando do abate das azinheiras) seria para continuar, se bem que sujeita a aprovação do ICNB. Será que o autoritarismo de Tito Morgado teima em prevalecer numa questão onde manifestamente demonstrou que já não tem legitimidade para continuar à frente de uma autarquia que infelizmente tem estado apenas envolta em polémicas devido à sua acção?

Vamos ver quantos dias demora até que as actas nos sejam disponibilizadas, a bem da transparência, pois se não forem terei de fazer uma queixa à entidade competente, pois as regras são para cumprir, para todos!

Espero desta forma contribuir para a resolução de mais um caso, de forma a trazer de novo a imagem da Câmara Municipal de Alvaiázere a um nível de credibilidade, por mais que incomode o amigo Tito Morgado. Eu gosto "demasiado" de Alvaiázere (e da região de Sicó!) para que permita que indivíduos não competentes façam desta região um parque de diversões para os amigos.

Já mostrei que não me vergo a interesses lobistas e que estou de pedra e cal aqui para defender Alvaiázere de quem mostra não estar ao nível deste concelho tão bonito e com tanto potencial, o qual Tito Morgado tem delapidado de uma forma inaceitável, factos, nada mais. O caso das azinheiras é apenas um de vários exemplos demonstrativos do que refiro, algo que 16 meses após o caso que começou a mudar o destino de Alvaiázere, a bem dos seus habitantes e a mal de meia dúzia de lobistas.

O tempo da censura já passou, mas infelizmente ainda há na região de sicó uns pseudo-aprendizes de salazar...


domingo, 1 de março de 2009

Caçadores destroem carvalhal, património desprotegido!!


Confesso que pensava que já tinha visto ou sabido de todo o tipo de coisas que muitos caçadores fazem na região de Sicó, todas elas lamentáveis, desde atirarem a matar sobre águias e milhafres (e outras espécies protegidas) até à sementeira vergonhosa que fazem de cartuchos e chumbo um pouco por todo o lado. Mas desta feita fiquei completamente revoltado sobre um acto cobarde praticado por um grupo de caçadores não identificado, acto este que consistiu na destruição de um pequeno carvalhal plantado em 2008 por um grupo de crianças dos 12 aos 15 anos.

Nesta primeira foto vêm o aspecto aquando de uma visita de controlo de crescimento dos carvalhos (para ver se tudo estava bem), no dia 29 de Abril de 2008, cerca de 2 meses após o plantio (foram plantados faz hoje precisamente um ano):

Não coloco uma foto do grupo de crianças por uma questão de protecção das mesmas e pelo facto de não ter autorização da entidade a que elas pertencem, mas penso que dá bem para ver o quanto bonito os carvalhos estavam na altura.

Após esta última data voltei ao local para outra visita de controlo ( pois tinha ficado o comprometimento com o dono do terreno que o cedeu para o plantio de ir fazendo um controlo, em termos temporais, para confirmar que tudo estaria bem ) onde confirmei que tudo estava bem, já que a ideia seria voltar lá com elas de uma forma regular para elas acompanharem o crescimento dos seus carvalhos (cada uma tinha plantado 1 carvalho neste terreno, num total de 30).

Eis que a semana passada voltei de novo para um novo controle e me deparei com o cenário, estranhei ao início do terreno uma quantidade apreciável de cartuchos e logo de seguida comecei a ver que qualquer coisa estava mal, pois além de mais cartuchos espalhados pelo terreno, todos os carvalhos tinham sido vandalizados, chegando-se ao cúmulo de terem arrancado os paus de suporte de crescimento e pontapeado as pedras em círculo que sinalizavam cada um dos carvalhos. Após a constatação e observação de outros factos, a conclusão foi muito simples, não foram javalis a fazer aquilo (por vezes eles fazem estragos.....), foi sim algum grupo de caçadores frustrados que fez do local ermo um local de brincadeira, o qual ficou num estado lastimável! As próximas três fotos são bem demonstrativas do cenário:



Fiz também um pequeno vídeo que daqui a breves dias irei disponibilizar no meu canal do youtube. Nos próximos dias irei colocá-lo neste mesmo post, se cá voltarem daqui a uns dias poderão ver, por agora a ligação wireless não está a ajudar...

Um dos próximos comentários será dedicado exclusivamente aos caçadores, pois já há vários anos acompanho as asneiras que eles fazem neste região e sei bem capaz do que eles são capazes de fazer pela negativa, pois pela positiva nada fazem, lembram-se de fazer de vez em quando iniciativas tipo greenwash. Sei que para alguns será injusto, pois tenho alguns amigos caçadores e eles são pessoas correctas, mas o problema é que os que fazem asneira são a maioria, por isso mesmo é que cada vez mais são considerados um grupo que apenas mal traz a esta região ( e não só ), onde lobbys poderosíssimos se movem com algumas pessoas que pensam que o tempo da burguesia e dos lords ainda existe...

Pessoalmente considero que a caça deveria ser abolida, apenas quando houvesse necessidade de controle de espécies se poderia dar autorização a caçadores devidamente avaliados do ponto de vista psicológico, sem bem que o ano passado uma investigadora que os estudou disse «...se lhes tiram a caça eles matam alguém...» O bom disto é que assim dezenas de espécies poderiam recuperar de anos de matança gratuita.

Não percebo também porque é que quando um caçador compra cartuchos novos não tem de entregar os velhos, ou então porque é que ainda há poucos anos estes "senhores" semeavam cerca de 500 toneladas de chumbo pelo solo deste país só porque precisam de praticar um "desporto", será que matar animais selvagens é desporto?

É uma coisa que nunca compreendi, o que leva estes "senhores" a levantarem-se tão cedo nos dias de caça, deixar a mulher na cama e os filhos sozinhos, só para irem para o mato mostrar a sua pseudovirilidade com armas e equipamentos caros a matar animais que apenas têm a sua função na Natureza, animais inocentes que morrem aos milharem com a nossa acção nefasta sobre a natureza, seja pela poluição, destruição de habitat ou fragmentação dos habitats com a bela estrada onde muitos mostram o seu bólide envaidecidos, escondendo muitas vezes indivíduos sem moral e com princípios supérfluos.

Porque é que em vez disso não vendem a espingarda e compram uma boa máquina fotográfica e partem com os amigos, mulher ou filhotes à caça da melhor fotografia que conseguirem encontrar na região? Isso sim é um desafio e aventura!!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

"Monumentos" urbanísticos da região de Sicó


Numa região com vastas potencialidades em vários domínios, por vezes deparamo-nos com coisas inacreditáveis pela negativa. Desta vez vou destacar algo que muitos de nós já viram, mas que infelizmente ninguém faz por resolver, torna-se então importante denunciar casos, no domínio do urbanismo, que muitas vezes são chamados como "mamarrachos" e que teimam em continuar a ferir a vista em vez de serem demolidos. Concerteza se alguns destes belos "monumentos" se localizassem perto da casa de alguém "importante", concerteza que já estariam demolidos....
Pessoalmente é algo com que não me conformo, termos um património arquitectónico riquíssimo e pouco ou nada é feito para o valorizar, ao invés deixa-se construir casas com uma arquitectura que nada tem a ver muitas vezes com a envolvência e que muitas vezes leva a que antigas casas de pedra, bem bonitas, tenham de ir abaixo para fazer outras que muito deixam a desejar em termos paisagísticos. Outras vezes acontece o que vocês vêm na imagem, deixa-se andar anos e anos...
Este belo "monumento" fica no concelho de Ansião, logo a seguir à Lagarteira, espero que alguém veja isto e reconheça a vergonha que é ter um mamarracho destes a estorvar a vista, pois brevemente irei de novo chamar à atenção num concelho qualquer da região de Sicó. Se entretanto alguém me quiser informar de mais casos destes, estarei disponível para analisar a situação, pois não é com urbanismo de meia leca que fazemos a região avançar....


Será que é mesmo isto que queremos ver na nossa terra?

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Adensam-se as graves suspeitas na serra de Alvaiázere....

As suspeitas começaram muito antes da fase de avaliação pública do parque eólico de Alvaiázere, reforçaram-se na fase de avaliação pública (Julho de 2008) e confirmaram-se na fase de pós-avaliação do respectivo projecto (Fevereiro de 2009).
É certo e sabido o valor internacional da Serra de Alvaiázere (apesar de uma elitezinha intelectual tentar esconder isto...), quer no que concerne ao seu património natural, quer no que toca à existência do maior castro (povoamento) da península ibérica da Idade do Bronze. É certo e sabido que aquela área, em especial, necessita de uma criteriosa atenção, mas que infelizmente tem sido apenas ignorada pelas entidades locais, regionais e nacionais.
Num país democrático, o projecto que surgiu para a construção de um parque eólico neste serra, seria logo à partida chumbado, curiosamente ainda não foi (embora já tenha sofrido alguns revés que irritaram uma pessoa em especial...). Não sou só eu que detectei factos curiosos e gravosos no processo associado a este eventual parque eólico, portanto, como um pesudo político refere eu e muitos outros não somos entraves ao desenvolvimento, somos sim actores locais de desenvolvimento que têm legitimidade para participar nas decisões que afectam, para bem ou para mal, este território (Sicó). Pessoalmente eu gosto de me intitular anticorrupto, pois geógrafo já todos sabem que sou...
Continuando, vários pareceres negativos representativos de centenas de pessoas da região foram entregues na entidade própria, onde aliás descrevemos com precisão o sucedido e expomos as suspeitas que temos sobre o que, de facto, se passa de estranho neste processo, quer no que se refere a factos concretos quer no que se refere a pessoas possivelmente envolvidas num caso que pode envolver, entre outros, alguém ligado à política da alta esfera. Basicamente a coisa está montada para aprovar o projecto sem que para isso haja legitimidade legal e moral, pois o que está em questão é apenas interesse financeiro!
Há alguns ditos inteligentes, que ficam muito ofendidos com estas suspeitas, não sabem sequer o que significa a liberdade de expressão legalmente instituída nesta democracia com mais de 30 anos (pautando-se por valores legais e morais, pois há quem confunda liberdade com libertinagem...), mas felizmente que, apesar de tudo o que de mal se faz neste país, ainda podemos denunciar o que de mal se passa por aqui. O seu problema é que lhes interessa o bem pessoal, pois o bem público está depois, estão onde estão pelo interesse e quem se lhes mete à frente pode ter sérios problemas e ser alvo de ameaças cobardes e ainda por cima supostamente não identificadas.
Não me vou alongar muito nesta questão, pois não quero estragar a surpresa a umas pessoas em especial, mas fico à disposição da comunicação social para qualquer tipo de esclarecimento, pois este tema é demasiadamente interessante para ficar em branco....
Como é que podem sequer pensar em construir um parque eólico numa serra que é protegida por legislação nacional e internacional, com valores insubstituíveis? Ainda por cima há alternativas sem impacto algum, mas como não favorece determinadas pessoas nem sequer se equacionou isso, será coicidência? Não nos parece, de todo...
Brevemente voltarei a este assunto, pois para já quero apenas adoçar a coisa, daqui a pouco tempo este assunto vai surgir de um modo.... abrangente.
Sei que vão haver duas ou três pessoas que vão tentar abafar a coisa, mas felizmente hoje em dia na sociedade global basta um blog para fazer toda a diferença em vários assuntos. Como já muitos sabem, quando eu digo que ali há gato, é porque há mesmo, eu não faço as coisas por menos, pois está o nosso património em jogo, literalmente!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Alguém "me" arranja um terreno para plantar árvores?

Sirvo apenas de intermediário nesta questão, mas é com todo o prazer que o faço. Esta mensagem serve para vos pedir uma coisa muito simples, se sabem de alguém que tenha um terreno e que esteja disponível para deixar plantar até 50 (eventualmente 100) árvores nesse mesmo terreno, podendo ser carvalho cerquinho ou nogueiras por exemplo. Trata-se de uma associação de Ansião que, ao abrigo de uma actividade que já realiza há 3 anos, pretende dar o exemplo plantando árvores no concelho de Ansião. Caso não se arranje em Ansião, penso que noutros concelhos circundantes não será problema, o importante é que alguem arranje um terreno.
O compromisso é simples, a pessoa arranja o terreno e numa data pré-estabelecida (a um Sábado) elementos desta associação deslocar-se-ão ao respectivo terreno para proceder à plantação das árvores, responsabilizando-se a mesma pelo acompanhamento do crescimento das árvores.
Perguntem a todos os que vocês conhecem e caso conheçam alguém com disponibilidade para isto, entrem em contacto comigo através deste blog (para aqueles que não me conhecerem pessoalmente), eu tratarei do resto!
Pensar global agir local.
Adenda a este post (a 17 de Fevereiro):
Após várias questões sobre este post, nomeadamente sobre quem é a associação que promove esta actividade e que necessita de um ou vários terrenos para plantar árvores, fica a informação que quem promove a actividade são os Bombeiros Voluntários de Ansião, através da sua Academia de Infantes (crianças dos 11 aos 15 anos). Fica assim esclarecida a questão e reiterada a importância de alguém arranjar um ou vários terrenos suficientes em dimensão para plantar uma ou duas centenas de árvores (carvalho cerquinho por exemplo...).
Este blog serve acima de tudo para servir como veículo de informação que possa permitir passar esta mensagem muito importante, o facto de estes jovens bombeiros precisarem de um, ou vários, terrenos para plantar a tão necessária árvore!
Passem a mensagem sff, pois é muito importante não só para os miúdos, bem como para o todos nós, o ambiente agradece!!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Mudar as mentalidades, para melhor!


Uma das razões fundamentais para a criação deste blog, foi precisamente a mudança de mentalidades, para melhor, no domínio ambiental. Deixo-vos desta vez com uma imagem que resume muito do que digo, o facto de nós desprezarmos a nossa casa, o planeta Terra!
Esta imagem foi captada por mim em 2006 na cidade suiça de Geneve, era uma exposição pública ao ar livre de painéis feitos por crianças, sobre o seu olhar sobre o mundo. Esta, em especial, captou-me a atenção e ficou-me na memória, como é que uma criança consegue fazer algo de tão brilhante, algo que muitas das auto-intituladas pessoas inteligentes não conseguem interiorizar? Pois é, a inteligência só serve para alguma coisa se houver sabedoria para a utilizar!
Observem bem esta imagem e interiorizem que infelizmente é mesmo isto que andamos a fazer à nossa casinha, o planeta Terra. Resta mudar as coisas para que possamos por cá continuar por muitos anos, pois a Terra continuará por mais mal que lhe façamos...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Um mea culpa de mim para Penela

Na notícia que que publiquei neste blog a 13 de Janeiro, onde referi um caso ambiental grave em Penela, (http://azinheiragate.blogspot.com/2009/01/um-caso-inaceitvel-em-penela.html), cometi um pequeno erro derivado da análise cartográfica relativa aos limites de concelho entre Ansião e Penela. Quem trabalha com sig´s (Sistemas de Informação Geográfica) sabe bem que por vezes cometemos erros e quando os cometemos resta-nos corrigir o erro, mesmo que sem intenção, pois errar é humano. Quando refiro o local dos factos, referindo-me a Penela, estava a induzir-vos em erro, pois efectivamente é em Ansião (a 300m do limite do concelho de Penela). Fica aqui o pedido de desculpas público pelo sucedido, infelizmente por vezes também erro, mas quando acontece publico o respectivo pedido de desculpas.

No entanto, queria apenas fazer um comentário acerca deste mesmo caso, o qual foi publicado na última edição do Notícias do Centro e que mereceu direito de resposta, na edição nº 87 por parte do município de Penela:

- É óbvio e justo que eu seja chamado à atenção sobre este erro de interpretação cartográfica, não percebendo eu, no entanto, que esta mesma chamada de atenção seja feita de uma forma hostil e exagerada por parte daquele município, não tendo o mesmo entrado em contacto comigo, pois a publicação do texto no Notícias do Centro não se deve a mim (concordando no entanto que todo e qualquer assunto do meu blog seja publicado em qualquer órgão de comunicação social).

- O conhecimento dos limites geográficos do concelho devem ser conhecidos não só por mim, mas também pelo próprio município de Penela, pois o mesmo já cometeu o mesmo erro de interpretação cartográfica aquando da construção do parque eólico de Penela, mesmo tendo em conta que os limites da CAOP são diferentes dos limites presentes na Carta Militar.

- Um eventual manifesto dano para o Município de Penela não existe, pois o meu blog é aberto a todos e não houve, até agora, nenhum habitante de Penela que me tenha chamado à atenção. Chamar a atenção para um erro é justo, mas referir que há manifesto dano para o Município de Penela, para as suas populações e para os respectivos orgãos que o dirigem é manifestamente um abuso não compreensível da parte da autarquia local. Tenho amigos em Penela e já realizei acções de educação ambiental neste concelho, não compreendendo eu então o exacerbar desta questão.

- O meu interesse é acima de tudo divulgar casos graves em questões ambientais e divulgar também os bons exemplos, já o fiz relativamente a Penela e irei continuar a fazer, pois o que me move não são os interesses, é sim a paixão pela terra, pelos seus valores naturais e pela sua identidade cultural. Não penso o território de uma forma redutora, onde os limites administrativos são apenas entraves à correcta gestão territorial. Quando se trabalha com um volume grande de informações, por vezes complicadas, por vezes erramos, algo que é válido para mim e para a própria autarquia referida acima.

- Independentemente deste caso ocorrer em Ansião ou Penela, o importante é que as consequências sentem-se tanto em Ansião tanto em Penela, é pena que a autarquia de Penela não considere este facto, pois o aquífero é o mesmo e não se rege pelas ditas fronteiras administrativas.

-Para terminar, refiro apenas que em forma "compensatória" por este breve erro, irei oferecer à Biblioteca Municipal de Penela conteúdos ligados à temática da educação ambiental, já que infelizmente pouco se aposta neste domínio um pouco por toda a região, estando eu no entanto disponível para ajudar a colmatar esta lacuna.