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terça-feira, 14 de março de 2017

É melhor estudar-se um fóssil do que ser-se um fóssil

Eventos como este têm pouca visibilidade, contudo isso não significa que não sejam importantes, muito pelo contrário. A região de Sicó é pródiga a vários níveis, sendo que a paleontologia é apenas uma das muitas riquezas que por aqui temos. Há que divulgar e valorizar a paleontologia, já que isso poderá ser muito importante, não só para a ciência, bem como para a economia da região. Sim, os dinossauros também por aqui andaram, seja em Pombal, Alvaiázere ou outros mais...
E não se enganem, já que a paleontologia é bem divertida e o que é preciso é um bom intérprete.




Agora, e para terminar, finalizo o trocadilho que iniciei com o título do comentário. Qual preferes, ser um fóssil ou estudar um fóssil? Bem me parecia...

sábado, 10 de setembro de 2016

No Outono, no Inverno, na Primavera e no Verão, é só escolher!


É muito raro ter eventos deste tipo na região de Sicó, daí ser ainda mais importante divulgar este evento, o qual recomendo vivamente. Um dos problemas da região de Sicó é o facto dos seus residentes desconhecerem parte importante do seu território, sendo a geologia e a geomorfologia apenas dois de vários aspectos que importa divulgar. 
Apenas uma nota de desacordo, ou seja o facto de que deveria ler-se "a geologia sedimentar da região de Penela" em vez de "a geologia sedimentar de Penela". Em termos pedagógicos seria o mais correcto. No que concerne à geologia, os limites administrativos não se aplicam, devendo as entidades públicas ter algum cuidado na linguagem do tipo capelinha. O marketing territorial deve ser devidamente pensado.
Os meus sinceros parabéns às entidades por detrás deste notável evento!

domingo, 27 de maio de 2012

Uma outra abordagem sobre as pedreiras...


Falo, claro, da abordagem pedagógica que podemos ter, em alguns casos, sobre algumas pedreiras. No último comentário referi que o problema não é a existência de pedreiras, mas sim o número, a localização e a dispersão das mesmas, ou seja é tudo uma questão de ordenamento do território, o qual é francamente pervertido por interesses económicos que pouco se interessam por tudo aquilo que não é o puro lucro.
Neste comentário, e dando seguimento ao tema das pedreiras, pretendo abordar a componente educativa das pedreiras. Sim, isso mesmo!
Em muitas das pedreiras de Sicó tem-se uma autêntica janela de conhecimento sobre a geodiversidade de Sicó. Geologia, geomorfologia e paleontologia, são apenas alguns de muitos dos aspectos sobre os quais podemos espreitar melhor numa pedreira. Noutros países europeus há a possibilidade de se visitar algumas pedreiras em exploração, para precisamente aproveitar esta janela de conhecimento priveligiada, mas em Portugal isso não acontece. Em Portugal e mais especificamente em Sicó, as pedreiras são um tabú e assim sendo tudo o que seja mostrar as entranhas de Sicó é de evitar por parte de quem explora as mesmas. Um dos muitos motivos porque isto acontece é porque certas pessoas podem ver que ali há uma gruta, algar ou pegadas de dinossaurio e depois é uma chatice, pois tem de se parar momentaneamente a exploração. Mesmo havendo a possibilidade de permitir o estudo das grutas, algares ou outros mais, sendo relevantes ou não, o que acontece é que quando se descobre é o toca a tapar e destruir. Já vi isto acontecer numa pedreira em Alvaiázere, felizmente que o momento ficou registado fotograficamente, o que é uma chatice para a empresa, que nega que haja ali algares, grutas ou outros "bichos"... Mas sei de muitos exemplos mais...
A foto que agora partilho com todos vós, é de uma pedreira que agora não vou situar geograficamente, digo apenas que além de se localizar na região de Sicó, é uma pedreira que conheço há já muitos anos. Os mais conhecedores facilmente conseguem ver o que pretendo destacar na foto, mas os menos conhecedores não, é especialmente nesses que penso quando mostro esta foto, já que ela é literalmente uma janela sobre um de muitos aspectos associados à geodiversidade de Sicó e ao seu endocarso. É uma bela falha, que possivelmente os mais conhecedores gostarão de visionar. É um dos exemplos mais felizes que conheço, sendo igualmente um notável exemplo para utilizar enquanto ferramenta educacional, quer relativamente à comunidade escolar, quer à população em geral. É com exemplos destes que se consegue explicar o que muitas páginas de livros por vezes não conseguem. 
É um facto que são poucas as pontes entre a comunidade científica e a sociedade em geral. Têm surgido alguns bons exemplos, mas são ainda incipientes quando se aborda a questão no seu todo. Através do azinheiragate eu tenho tentado construir algumas destas pontes, é algo de que não prescindo e que tenho vindo a observar e sentir que tem tido efeitos positivos nos últimos anos. É um humilde e honesto contributo, mas "grão a grão enche a galinha o papo". Se todos nós fizermos um bocadinho por Sicó, as coisas certamente terão impactos globais muito positivos e relevantes, por pouco que seja.