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terça-feira, 24 de outubro de 2017

E assim nasce um ícone!


Preferi esperar todos estes meses, já que queria ver como isto ia correr. Ou seja, queria perceber como a coisa ia evoluir. Felizmente que a obra de arte se manteve e, já depois de ter apresentado alguns problemas de conservação, por efeito das condições meteorológicas, foi reabilitado e promovida a sua conservação, pensando no longo prazo.
Actualmente pode-se afirmar, sem receios, que temos ali um ícone cultural, feito pela mão dos amigos da Aln Netos, uma Associação que tem sido verdadeiramente dinâmica ao longo dos anos e uma guardiã da etnografia regional.
São exemplos destes que a região de Sicó precisa e, diga-se, associações valorosas não faltam. Falta é algum apoio às mesmas, de forma a dar-lhes mais pujança, ganhando com isso o património, a identidade local e a própria economia, já que a cultura consegue ser uma mais-valia económica muito importante. Mas isto, claro, não numa lógica circense, mas sim numa lógica de naturalidade, como tão bem a Aln Netos, e outras, nos têm mostrado.
E que tal pensar-se agora noutras ideias, pensadas pelas associações locais, que, na sua área, podem fazer maravilhas como esta que a fotografia demonstra? Fica o desafio ao associativismo de toda a região de Sicó.
Só para terminar, e para quem não conhece este ícone, situa-se numa rotunda à beira do IC8, em Ansião. Tenham cuidado a tirar fotos, pois todo o cuidado é pouco!

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

E a minha proposta é esta...


Este foi o cenário com o qual me deparei da última vez que fui ao cinema, em Ansião, em meados de Junho. O filme era "O hobbit: a batalha dos 5 exércitos". Éramos apenas 3 pessoas, sendo assim um luxo, ter uma sala de 200 lugares para apenas 3 pessoas. Tantos anos depois e continua a ser uma sala muito agradável
Desde então tem sido minha intenção abordar também esta questão no azinheiragate, até porque se trata da componente cultural, tão importante para qualquer sociedade. Há poucas semanas li uma notícia sobre esta questão, a qual foi tratada em sede de Assembleia Municipal. Li o que todas as partes afirmaram sobre esta questão, nomeadamente o autarca Rui Rocha e o deputado Marcelo Afonso. Fiquei esclarecido sobre alguns pontos e compreendi, no concreto, o porquê do cinema estar às moscas. Gostei também do que foi dito pelo cronista Leonel Antunes, sobre a dinamização da componente cultural.
No entanto não compreendi o porquê do desinvestimento e, diga-se, alguma apatia da autarquia face à componente cultural, nomeadamente dinamização deste sector, tal como é suposto esta o promover. É óbvio que temos alguma dinamização, já que o associativismo tem peso, no entanto, e por parte da Câmara Municipal de Ansião, exige-se mais.
A semana passada fiquei perplexo, pois soube de alguém que queria fazer uma exposição na sala adjacente à sala de cinema, mas que encontrou "inesperadas" dificuldades para conseguir o espaço. É alguém que costuma ter visibilidade nacional no seu meio, facto que me surpreende ainda mais.
Mas vamos ao que me faz escrever estas linhas. Pretendo com este comentário dar a minha sugestão para a dinamização de todo aquele espaço.
Há uns meses que ando a matutar a ideia (entre outras) de criar um "estaleiro cultural", de forma a que, sem qualquer intuito financeiro, se dinamize tudo aquilo que de bom se faz em termos culturais em Ansião. Ou seja, seria reunir algumas pessoas chave que tivessem um mesmo intuito, criar, estimular, organizar o ambiente propício para que a cultura tivesse um espaço onde se potenciasse a cultura local. Criar uma verdadeira agenda cultural e programar vários eventos/actividades, aberto/as a todo/as. Isto sem a interferência directa da Câmara Municipal. Obviamente que o processo deveria também ser complementado com a ajuda da Câmara Municipal, já que a infra-estrutura é da sua responsabilidade.
O centro cultural, do qual o cinema faz parte, poderia ser o espaço físico para isso. Poder-se-ia ter o cinema à mesma, mostrando filmes e documentários temáticos vários, nomeadamente antigos (1 ou 2 vezes por mês, dependendo dos meses). Mais teatro, artes, música, tertúlias, etc. A inovação não tem limites... É notório que falta uma matriz cultural e esta ideia poderia ir no sentido de colmatar essa falha.
Mas para isto é preciso que várias pessoas se cheguem à frente, de forma a ter uma estrutura de pessoas responsáveis pelo tal "estaleiro cultural". E não se queixem que não têm tempo, tempo há sempre, portanto só é preciso assumir e gerir a coisa. 
Depois é também preciso que todos aqueles que são actores na componente cultural se mostrem disponíveis e abertos para novas ideias e formas de potenciar a cultura, não de uma forma circense, mas sim de uma forma natural e espontânea. Quem é que quer fazer um brainstorming comigo?!
Esta é uma ideia concreta e objectiva, portanto quem a quiser debater comigo, que me aborde na rua, que me envie um mail, que me telefone ou então que mande recado.
E para terminar, confesso que me irrita constatar que a única "actividade cultural" nocturna em Ansião se resuma ao simples gesto de frequentar os bares do costume...

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Arte na encosta do Castelo de Pombal


Foi por mero acaso que dei com esta bela exposição de uma artista que, diga-se, fez uma bela exposição, com algo que vale mesmo a pena ver. Não sei há quanto tempo esta exposição ao ar livre está pela encosta do castelo de Pombal, nem mesmo se ainda está, já que estas fotos têm umas 2 semanas, no entanto fica a sugestão de uma voltinha pela encosta do castelo.


A fusão de elementos está muito bem conseguida e o espaço é o ideal. Sei que este comentário terá poucas visualizações, no entanto a minha única preocupação é mesmo dar destaque à Natureza, ao Património e à Cultura da região de Sicó. Agora toca a visitar esta bela exposição e desfrutar do espaço.
E se tiverem filhotes, ainda melhor, pois têm uma bela oportunidade para dar mais uma ajuda à criatividade dos miúdos, algo que lhes será fundamental num futuro próximo!


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

A identidade cultural e o exercício da cidadania

Muitos falam dela, mas, talvez por ser tão chata e trabalhosa, muitos prescindem dela em momentos determinantes. Falo da bela Cidadania, uma Senhora que é pouco falada por uma sociedade cada vez mais alicerçada no supérfluo, no culto da aparência e numa vida alicerçada numa muito preocupante inversão de valores.
Há poucas semanas atrás realizou-se na região de Sicó um evento cultural de grande qualidade, no qual fiz questão de participar, usufruindo gratuitamente de actividades várias, inseridas na Feira Quinhentista ocorrida em Santiago da Guarda, Ansião. Fiquei bastante contente por ali estar e (re)ver que, quando querem, as autarquias conseguem realizar eventos culturais de grande valia. Houve algumas falhas, mas o comentário às mesmas fica para depois.  


Durante o evento, e por várias vezes, andei a palmilhar cada cm do recinto e no seu exterior, tentando absorver aquele ambiente fantástico que por ali se propiciava. Falei com o pessoal conhecido, tirei várias fotografias e ainda fiz uns vídeos. Bom ambiente, boa música, boa comida e muito mais.
No domingo a chuva estragou o ambiente, mas quanto a isso nada havia a fazer...
Em tudo isto falhou algo que me preocupa desde há vários anos, ou seja a pouca participação pública por parte de uma população que mais facilmente iria aquele lugar se lá houvesse uma festa (paga...) com um daqueles espécimes saídos da casa dos labregos. Não me conformo com o facto de se ter um evento cultural tão importante e serem poucas as pessoas que fizeram questão de participar naquele evento. Foram algumas centenas, mas num país que efectivamente gostasse da sua cultura seriam milhares de pessoas a usufruir deste evento, o qual em caso de necessidade poderia facilmente ser ajustado para um maior número de visitantes.


Nós, portugueses, andamos a ganhar maus hábitos, um deles prende-se com a demissão do exercício da cidadania, gesto cada vez mais comum por este território tão peculiar. A cidadania significa direitos e deveres, no entanto muitos ficam-se quase que apenas pela parte dos direitos. São estes os primeiros a queixar-se quando as coisas correm mal, mesmo que parte da culpa seja destes, por terem mandado à fava os deveres. 
Para este país e esta região ter sucesso há algo de fundamental a ter em conta, o facto que de nada vale exigir aos outros um melhor país se nós próprios pouco fizermos pelo mesmo. Dar e receber é a máxima a ter em conta!
Quando souberem de uma qualquer evento cultural façam o mais simples, participem sff, pois a cultura e o património agradecem a lembrança!

domingo, 19 de janeiro de 2014

Porque é que Sicó não tem uma verdadeira agenda cultural?


Quem é da região de Sicó compreenderá melhor o que pretendo abordar com este comentário, mas mesmo os que não são de cá irão compreender aquilo sobre o qual vou dissertar agora.
Iniciando pelo fim, esta região, na prática, não tem uma agenda cultural, a qual poderia funcionar em termos regionais como elemento de atractividade muito relevante. Qual será a justificação dos nossos autarcas para esta grave falha? Se estes até estão a mexer os cordelinhos de algumas entidades de índole regional, como podem estes não nos apresentar uma agenda cultural regional? Eu até sei a justificação, mas essa é tema tabú dos autarcas. Capelinhas, já ouviram falar?
Deixando de lado as politiquices, esta região tem um associativismo que consegue fazer coisas maravilhosas, mesmo com pouco dinheiro, mesmo que isso signifique actividades de custo zero para quem nelas participa.
Dou um exemplo, os bons grupos de teatro que esta região possui. Destaco dois, um de Ansião (Teatro Olimpo) e outro de Pombal (Teatro Amador de Pombal). Ambos têm tido uma actuação notável perante a agenda cultural desta região, sendo-lhes reconhecido muito mérito também por este Portugal fora. 
Mas a cultura não se esgota no teatro, felizmente temos muita matéria-prima e muito actor cultural, algo que está à vista de algumas pessoas, embora seja pouco visível em termos regionais.
O dia que se crie uma agenda cultural pensada em termos regionais, teremos muito sucesso, disso não tenho a mínima dúvida, mas para isso há que nos movermos em prol da mesma, exigindo, na prática, uma agenda cultural de Sicó, a qual vise a dinamização territorial, aproveitando a nossa riquíssima cultura. Há que inovar, ser criativo e pensar com outros horizontes, pois apesar de termos uma cultura muito rica, esta vai-se perdendo sem que muitos se apercebam disso mesmo. Alvaiázere, Ansião, Pombal, Soure, Condeixa e Penela, todos têm uma palavra a dizer. Prontos para um desafio?!

domingo, 14 de julho de 2013

Festas Populares na Região de Sicó


São às dezenas e, genericamente, são bons embaixadores da cultura local, regional e nacional. Pequenas festas populares, grandes festas populares, tanto faz, o importante é participar e, a não esquecer, exigir que seja verdadeiramente cultura, pois, por vezes, vê-se algo que não tem nada a ver com a nossa cultura.
Sei que é injusto dar protagonismo apenas a uma festa só, no entanto, faço-o não pelo protagonismo desta festa, mas sim enquanto exemplo, entre muitos outros, de festa popular.
Lamento que, neste caso, insistam em fazer da tourada, parte da festa popular, pois esta nada tem a ver com Ansião. Espetar ferros em animais não é cultura, é sim tortura. Se querem tourada, prescindam desta parte, pois assim já é uma luta justa e honesta.
Aplaudo, em especial, os bailes, o GP de Atletismo, no qual já participei há anos atrás, o Passeio de BTT, o qual é solidário para com os Bombeiros Voluntários de Ansião, e, obviamente, as actuações dos Ranchos Folclóricos e Etnográfico.
Agora resta estar atento a todas as festas populares que acontecem pela região de Sicó e usufruir das mesmas!

domingo, 6 de janeiro de 2013

Pura cultura!




Conheço esta associação há coisa de 8 anos, e logo me apercebi do enorme potencial da mesma no domínio do património, mais especificamente da etnografia regional. Tive a oportunidade de falar muitas vezes com algumas das pessoas que, na altura, estavam à frente desta mesma associação, o que me permitiu, entre outros, conhecer o considerável espólio que tem na sua posse. Disse eu, num comentário há anos atrás, que merecia um (grande) museu próprio, dada a quantidade de objectos que representam a cultura de há muitas décadas atrás.
Eis que agora esta associação está a lançar o seu site, o qual me surpreendeu, dada a sua evidente qualidade e potencial em termos de divulgação cultural. É certo que está no seu início, mas mesmo assim este site promete, dado o seu extremo bom gosto e potencial informativo evidenciado. É então um site a colocar nos favoritos, pois prevejo-lhe um bom futuro, ganhando com isso o património a a cultura da região de Sicó.
Diria eu que este é uma excelente forma de começar a temporada 2013 de comentários no azinheiragate!