Mostrar mensagens com a etiqueta atentado ambiental. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta atentado ambiental. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Paisagem da vergonha...


Situações como esta são demasiado comuns na região de Sicó. Situações como esta ocorrem por vários motivos, sendo que um dos quais, e à parte da idiotice de alguns chico-espertos, é a falta de locais de recepção de resíduos de construção. Em 2010, e aproveitando o facto de ter sido coordenador concelhio do Limpar Portugal, em Ansião, sugeri, em reunião com a Câmara Municipal de Ansião e com algumas das entidades que deram apoio a esta iniciativa, caso da empresa ELIMUR, a criação de um espaço de recepção de resíduos de construção. Na altura foi uma ideia bem recebida por todos. Fi-lo porque dos 250 locais que georeferenciei como locais de deposição ilegal de resíduos, parte importante deles tinha resíduos de construção. 
Há poucos meses ouvi a referência de que deveria surgir algo do género em Ansião, talvez na antiga pedreira do Camporês, por parte de Rui Rocha, contudo, e até agora, já passaram 7 anos sem que surgisse algo de palpável, portanto a ver vamos o que se segue. Este problema ainda não é assumido, de facto, como um grave problema, já que se o fosse já teriam surgido soluções e a única solução de que tenho conhecimento surgirá daqui a 1 ou 2 anos, num outro município da região de Sicó. 
Até lá há que fazer sensibilização ambiental e cívica e denunciar quem despeja este e outros tipos de resíduos um pouco por todo o lado. Ficamos todos a ganhar e isso nunca é demais referir! 
A paisagem cultural de Sicó merece toda a nossa dedicação, portanto todos devemos pugnar pela preservação deste valioso recurso. Se não cuidarmos da nossa bela casa quem cuidará?!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Centenas de toneladas de alcatrão enterradas ilegalmente?


Infelizmente poderá ser mesmo a dura realidade com a qual me deparei há semanas atrás, depois de mais uma eco-investigação em Sicó. Felizmente que mesmo em locais ermos consigo descobrir atentados ambientais gravíssimos, para desespero de quem os promove e, quiçá, pensa que consegue sair impune.
Não é a primeira vez que denuncio um caso destes, onde uma empresa de construção civil e obras públicas faz asneira da grossa, enterrando alcatrão vindo de uma ou obras várias, o qual deveria ter sido reencaminhado para a reciclagem, no entanto este caso é ainda mais grave do que o outro, dada a quantidade em causa. Facto curioso é que algum deste alcatrão já estava triturado, o que significa que bastaria aquecer novamente e assim sendo estava pronto a ser utilizado num novo piso. Não compreendo o que passa na cabeça destes empresários, os quais pensam que ficam impunes e que ninguém vê o que está à vista de muitos, a começar pelos locais. Será que pensam que Sicó é alguma república das bananas?! Felizmente que há cada vez mais pessoas que vêm estas situações e que não se calam. Obrigado ao pessoal do BTT e ao muito pessoal da Lagoa Parada e Ramalhais de Cima, que ajudaram nesta eco-investigação. É de salutar a atitude cada vez mais pró-activa das populações em questões ambientais, talvez por compreenderem que o que está em causa é a saúde e o bem estar delas!
Há já 2 anos atrás, estas populações ajudaram-me num outro caso muito grave, situado a apenas 500 metros deste:
http://azinheiragate.blogspot.pt/2010/09/agua-um-recurso-proteger-qualquer-custo.html
  

Este caso, que agora destaco, passa-se no concelho de Pombal, muito próximo do limite de concelho com Ansião, a escassas centenas de metros da Lagoa Parada. Como todos podem ver através das fotografias, não há escapatória por parte da empresa, pois está claramente à vista que esta anda a enterrar dezenas de toneladas de alcatrão. Isto passa-se numa zona cársica, portanto altamente permeável à poluição, o que significa que o aquífero que "por ali mora" vai ter chatices, ou traduzindo por miúdos, a água que tanto gostamos de beber irá ficar ainda mais poluída (entre outras consequências...). Passa-se também em plena Rede Natura 2000. No que concerne ao PDM de Pombal, não sei em que categoria se insere este terreno, mas nem preciso de me esforçar muito para imaginar qual será...
A questão agora é saber no concreto quantas toneladas ali estarão enterradas, estou curioso por saber. A origem deste alcatrão poderá ser de obras rodoviárias nos distritos de Leiria e Tomar, mas as autoridades é que concerteza irão apurar a proveniência do alcatrão. Espero que entidades como a CCDR-Centro e o ICNB, sejam exemplares quando chegar a hora de pedir responsabilidades à empresa envolvida neste caso, retirando daí consequências directamente proporcionais à gravidade do caso. 
Tendo em conta aquilo que se vê, há a possibilidade ultrapassar largamente a centena de toneladas de alcatrão enterrado, basta, entre outros, fazer uma breve análise morfológica para supor isso mesmo. Quanto a mim, deveria ser feita uma coisa muito simples, às expensas da empresa, remexer tudo aquilo e apurar com precisão quantas dezenas de toneladas ali estão. Depois encaminhar tudo para a reciclagem e no final pagar a bela da multa. Se o propósito desta acção (enterrar o alcatrão) foi o de poupar nos custos, essa mesma paupérrima poupança não chegará concerteza para pagar a multa e mitigar efeitos colaterais, já que obviamente isto pesa em termos de imagem da empresa respectiva (má publicidade). Espero que a consequência não se fique pela multa, pois o alcatrão terá de ser retirado...
Mas não só, esta empresa deveria ser agora monitorizada e da próxima vez que fizesse o mesmo, quanto a mim a solução seria simples, não permitir ao dono que voltasse a abrir uma empresa no ramo, directa ou indirectamente. Isto já para não falar de inspecções a outros eventuais vazadouros da empresa, já que, por vezes, pode haver o risco de a coisa se repetir. Seria também interessante que todas as empresas que fizessem o que esta fez, ficassem automaticamente excluídas de futuros concursos públicos, pois assim pensavam duas vezes antes de fazer o que esta empresa, sediada nos Ramalhais, fez, estando infelizmente à vista de todos. 
Espero, muito sinceramente, que esta e outras empresas do ramo ponderem seriamente nas suas acções, a bem da sua actividade empresarial, a bem da região onde operam e a bem da saúde daqueles que escolhem uma determinada região para viver. Sempre que descobrir casos, tal como este, denunciarei sem complexo algum o mesmo, já que o que está em causa é a nossa saúde, o nosso património e a imagem da região!
Peço a todos os que se depararam com esta péssima notícia a divulguem entre todos os vossos contactos, pois só assim poderemos ajudar a evitar mais situações destas e a dignificar a região onde vivemos!



domingo, 31 de janeiro de 2010

Proibir a caça!

Ao verem o título desta nova mensagem concerteza vão dizer:
- Mas afinal o que é que a caça tem a ver com duas latas de óleo usado?
Numa sociedade de pessoas conscientes não teria nada a ver, mas afinal nesta mesma sociedade há pessoas que de pessoas nada têm. É conhecido o meu "ódio de estimação" por esta classe, os caçadores, mas esta relação conflituosa deve-se a comportamentos inaceitáveis deste tipo de pessoas, comportamentos que eu não aceito de forma alguma e que faça questão em repudiar.
O caso que agora vos quero falar, não sei ao certo quando se terá passado, mas deparei-me com este cenário na última sexta-feira perto da zona indústrial do camporez, em Ansião.
Basicamente, a certa altura houve algum esperto que em vez de encaminhar estas duas latas de óleo para a reciclagem, como aliás seria sua obrigação, deixou-as na berma de uma estrada florestal. Já por si isto é mau, mas o que se passou posteriormente é ainda pior.
Certo dia, um qualquer caçador, talvez na ânsia de combater alguma frustração, ou mesmo para mostrar a sua falta de masculinidade, decidiu que mandar um tiro numa destas latas (lata da esquerda) seria algo de "macho", o que resultou no que parcialmente todos vemos agora na foto. Mais de metade do óleo que estava na lata foi derramado, basicamente um grave atentado ambiental (mais um..) perpretado pelos caçadores.
Penso que é mais do que altura em se pensar em proibir a caça, algo que será difícil no espaço de 10 a 20 anos. Enquanto isso não acontece há que propor medidas que visem acabar com estas piadas de mau gosto de gente sem escrúpulos, que muitas vezes dizem que são os melhores amigos do ambiente.
Seria interessante, por exemplo, responsabilizar as associações de caçadores por casos como este ocorridos nas suas áreas de caça, seja municipal ou associativa. Qualquer caso como este teria consequências para esta classe de pessoas, algumas delas muito pouco dignas.
Há também outras ideias, por exemplo pedir às pessoas que proibam os caçadores de entrar nos seus terrenos, algo que é um direito que lhes assiste.
Já para não falar nos milhares de cartuchos que esta gente deixa no chão, pessoalmente considero que estes deveriam ser obrigados a apanhar cada cartucho que deixam no chão, quando fossem comprar novos teriam de entregar os antigos.
Enfim, é apenas maus um caso triste que tenho para vos contar, espero que o caçador que fez esta triste figura aprecie o óleo que derramou para um aquífero, nas próximas vezes que beber água. Dificilmente isto irá acontecer, pois o mais provável é algum inocente beber esta poluição aos poucos...