Por estes dias já há quem tenha começado a pensar no que comprar na próxima época festiva, portanto é a altura certa para "abrir as hostilidades". Nesta altura, tal como no resto do ano, urge comprar localmente os produtos ou artesanato. Sicó tem muito por onde escolher, seja a nível gastronómico seja artesanato ou afins, muito há de útil e de qualidade para comprar, ajudando assim a nossa região e a sua economia. A minha sugestão é precisamente essa, privilegiarem o comércio local e os produtos feitos na região. No que concerne ao artesanato, sugiro que comprem objectos úteis e não aqueles para encher prateleiras a ganhar pó. Há muita coisa que alia o artesanal ao prático e útil, portanto é procurar nas lojas e/ou mercados locais. No que concerne à gastronomia, aí a diversidade de produtos locais tem vindo a aumentar e a ter mais visibilidade, portanto é comprar e embrulhar, pois vão ver que vale a pena. Em vez de comprarem algo sem utilidade, made in China, por vezes feito com mão de obra quase escrava, comprem algo com utilidade, feito na região de Sicó e por sicoenses ou por quem cá trabalha. É assim que se dinamiza a economia. Ao comprarem localmente estão a dinamizar a economia de Sicó e a garantir postos de trabalho!
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quarta-feira, 23 de novembro de 2016
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
quarta-feira, 22 de julho de 2015
Artesanato ao mais alto nível!
Não ia preparado, daí as duas fotografias terem sido tiradas com o telemóvel. Contudo penso que dá para perceber as beldades em causa. Já tinha visto algo semelhante, mas não com cepas de videira. O resultado está simplesmente fantástico e merece ser aqui destacado. Mais extraordinário é tratar-se de um artesão que iniciou estas lides apenas à 3 meses. O resultado é ainda mais bonito ao vivo e vale mesmo a pena.
Esta é apenas uma de muitas surpresas que o artesanato regional nos pode trazer. Sendo um artesanato com intuito prático, e não meramente para ter na prateleira a ganhar pó, a mais-valia é evidente, já que deste modo o seu potencial será tendencialmente maior.
Enquanto pessoa, já o conhecia, mas confesso que desconhecia esta característica de artesão ao mais alto nível. Sendo eu alguém ligado ao património e à cultura regional, dou os meus parabéns a este artesão!
Gostei bastante de ver o artesanato presente na Festa da Amizade, em Santiago da Guarda, este mostrou que está vivo e recomenda-se!
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
A arte e o zanato
Falo, claro, do artesanato. Há várias definições de artesanato, no entanto não me cabe dissertar sobre qual será a melhor definição do conceito "artesanato".
Falando em artesanato, quantos de vós fazeis questão em comprar algo para oferecer no natal, feito em Portugal em vez de made in China? E quantos são aqueles que, juntando o útil ao agradável, compram algo realmente útil e feito localmente, com matéria-prima da região ou do país? Estes são pequenos grandes pormenores que fazem toda a diferença em termos de desenvolvimento territorial e económico, com evidentes reflexos também ao nível social.
O que vêm na foto são três artigos meus, camisola, cachecol e um gorro, sendo ao mesmo tempo o meu alibi perfeito para falar sobre artesanato. Não considero isto artesanato no verdadeiro sentido da palavra, pois tudo isto foi feito por pessoas minhas conhecidas, a custo zero (para mim, claro) e à medida. Se fosse algo produzido para vender, aí consideraria tudo isto como artesanato, no entanto tudo isto são artigos elaborados com o auxílio da bela arte do tricotar e sem intuito que não o utilitário. Quantos são aqueles que conhecem pessoas que ainda sabem tricotar? Na região de Sicó ainda há muitas, no entanto é uma arte que se vai perdendo.
Especialmente a camisola, é uma autêntica obra de arte, tendo eu outras mais e de várias cores, feitios e texturas. Se alguém me quisesse comprar esta camisola, eu não a vendia por valor nenhum. Tem valor sentimental e não há dinheiro que pague o sentimento, essa é que é a grande verdade. Sentimentos à parte, esta camisola vale mais do que uma semelhante, de marca elitista. Esta camisola, o cachecol e o gorro foram feitos com sentimento e não com propósito financeiro e isso faz toda a diferença.
Não sei qual o valor de mercado de uma camisola deste género, feita à mão, claro, no entanto suspeito que valeria largas dezenas de euros.
Estamos numa altura que se fala muito no comércio tradicional ou de proximidade, no entanto fala-se pouco de artesanato, de pessoas que são mestres numa determinada área e que poderiam ter mais sucesso se todos nós prestássemos mais atenção aquilo que nos torna pessoas mais interessadas pelo seu futuro, pelo futuro do seu país e por toda uma cultura secular. Que tal parar para pensar um bocado? Compra local e feito em Portugal, o país agradece e tu vais ver que também te vais agradecer!
segunda-feira, 10 de março de 2014
Conversas do vime
Já foi uma arte com muita expressão na região de Sicó, no entanto os mestres do vime têm, nas últimas décadas, desaparecido a uma velocidade vertiginosa. Isso não seria problema se estes tivessem deixado os tão necessários alunos da bela arte que é a cestaria, mas infelizmente ninguém tem conseguido preparar o futuro desta arte, a qual, diga-se, está em risco no médio prazo. O pessoal mais novo não é propriamente receptivo a tradições como esta e, diga-se, os mais velhos não conseguiram fazer passar a mensagem da melhor forma. Culpados? Todos nós, uns mais, outros menos. A sociedade no seu todo, pois prefere recipientes de plástico, que duram 1 ou 2 anos, na vez de objectos da cestaria, que além de serem feitos com material ecológico, duram uma vida toda.
Nas muitas festas da região ainda é comum ver os artesãos a expor o que tão bem fazem, no entanto a sua idade já é avançada (maioria) e não fosse a sua, boa, teimosia, já seria coisa rara de se ver.
Há coisa de 8 anos propus um projecto a um destes mestres da cestaria, aqui da região, curiosamente um casal de artesãos, conjuntamente com uma escola, para um concurso das regiões polares. Basicamente construiu-se um iglu, com estrutura de vime, e cobriu-se com chícharo, em cima de uma base de papel de jornal. Este iglu foi a Lisboa, onde esteve exposto. Não ganhou prémio, no entanto mostrou originalidade, feita com vime e um produto da região de Sicó, a qual esteve assim dignamente representada num concurso nacional. Não sei se, passados 8 anos, o iglu em causa já terá sido "derretido".
Voltando aos tempos actuais, há poucos dia fui dar mais um mergulho pelo território Sicó, de forma a fotografar certos aspectos, sendo alguns destes para alimentar o azinheiragate em termos patrimoniais. As fotos que acompanham o comentário, datam de 23 de Fevereiro.
Vê-se ainda muito vimeiro nas margens das nossas ribeiras, onde muitos ainda têm um intuito utilitário, mas apenas através das gerações mais velhas e mais ligadas à terra. Esta utilidade rege-se na maior parte das vezes derivado da sua aplicação nas vinhas, ou então em algumas outras tarefas ligadas à actividade do dia-a-dia de quem ainda trata dos seus terrenos.
Vê-se ainda muito vimeiro nas margens das nossas ribeiras, onde muitos ainda têm um intuito utilitário, mas apenas através das gerações mais velhas e mais ligadas à terra. Esta utilidade rege-se na maior parte das vezes derivado da sua aplicação nas vinhas, ou então em algumas outras tarefas ligadas à actividade do dia-a-dia de quem ainda trata dos seus terrenos.
Infelizmente não tem havido a sabedoria para possibilitar que, a médio e longo prazo, o conhecimento sobre as várias utilidades do vime seja levado às gerações mais novas, estas cada vez mais distantes do mundo rural, o qual, nas últimas décadas, tem estado em incessante transformação. Urge contrariar isto, a bem da nossa cultura. As campanhas de divulgação que felizmente ainda se fazem em prol da cestaria, apesar de claramente positivas, pecam por escassas e não serem consequentes, o que é dramático em termos de continuidade desta arte. Mas, como inicialmente disse, a culpa é da mesma sociedade que, apesar de dizer que gosta desta arte, votou a cestaria a um quase esquecimento, facto a não esquecer e para mais tarde recordar.
Apesar de poucos serem os que fazem questão em comprar cestaria, uma coisa é certa, muitos a admiram! Mas não é apenas com a admiração que a cestaria tem futuro, há que adquirir produtos, utilitários ou não, desta bela arte, sendo assim consequente com a referida admiração. Eu já o faço há alguns anos, não falo por conveniência, e vocês?!
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