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quarta-feira, 19 de julho de 2017

A falta de água deve-se a uma péssima gestão dos recursos aquíferos...


O que inicialmente era uma excepção, tornou-se infelizmente uma regra. Mais uma vez Ansião ficou sem água, desta vez resultado dos efeitos secundários (cinzas) do incêndio ocorrido em redor da actual captação de água para o concelho de Ansião. Outras vezes acontece porque o S. Pedro está de férias. 
Quando chega à hora de justificar a falta de água, nunca surge a questão de fundo, ou seja os porquês da falta de alternativas que ajudem a mitigar este problema. Finge-se que não há um problema de fundo e chuta-se a coisa para a frente, já que é um tema particularmente sensível.
Quando eu sou incisivo na defesa dos recursos aquíferos da região de Sicó, e à falta de argumentos para rebater os factos comprometedores, há quem fale em fundamentalismos, tal o desnorte por parte de quem além de revelar evidentes sinais de iliteracia ambiental, tenta confrontar um especialista na matéria sem , contudo, apresentar qualquer tipo de argumento. Resta-lhes apenas a demagogia e o populismo, os quais só têm sucesso em sociedades pouco informadas.
Falta a responsabilização dos autarcas que além de não estarem a contribuir para arranjar uma solução, estão, na prática, a agravar o problema.
Estas duas fotografias são da antiga captação dos Olhos de Água, em Ansião. Até há uns anos, foi daqui que saiu muita da água que se consumia em Ansião. Já tive a felicidade de andar pelas galerias da nascente dos Olhos de Água e ajudar mergulhadores que exploraram parte deste aquífero. Sim, há água por debaixo dos nossos pés, mas infelizmente não temos cuidado dela. Há pouca ou nenhuma informação e pouca sensibilização por parte das entidades públicas sobre esta temática, daí eu regularmente abordar esta questão, facultando informação a quem faz do azinheiragate uma companhia regular.
Não tem sido dada a necessária atenção aos recursos aquíferos desta região cársica. Não têm sido tomadas medidas que, na prática, salvaguardem a qualidade dos recursos aquíferos, daí que hoje em dia seja um risco beber água destes aquíferos. Caso os recursos aquíferos tivessem sido salvaguardados, facilmente se teria uma reserva estratégica de água disponível sempre que houvesse problemas na captação da Ribeira de Alge. É isto que as pessoas precisam de saber, mais ainda em ano de eleições, já que mais do que nunca é agora que podemos e devemos interpelar os actuais candidatos às câmaras e juntas de freguesia.


quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Fontes da memória


Já são poucas e menos ainda aquelas de onde ainda sai o precioso líquido, a bela da água. São belos exemplos que começam a escassear no espaço público e a proliferar no mercado negro, umas roubadas, outras vendidas a custo injusto.
São recordações de outros tempos, em alguns casos perpectuados pelas entidades públicas, casos das Juntas de Freguesia ou Câmaras Municipais. 
Esta fonte passa despercebida a muitos dos que ali passam, contudo é algo digno de se ver e de elogiar. Apesar de, derivado da sua localização, estar numa área segura, prefiro não divulgar publicamente, de forma a evitar vandalismo ou roubo.


É incrível como é que muitos de nós não dão valor a fontes como esta, ao mesmo tempo que alguns são capazes de dar umas dezenas de euros para as colocar no jardim, como enfeite, traço comum da nossa portugalidade. Há que preservar as várias fontes que ainda vamos vendo pela região de Sicó. Abordar o assunto aqui, no azinheiragate, é um mero contributo para isso mesmo. Mas como se costuma dizer, grão a grão...