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domingo, 13 de agosto de 2017

Vandalismo nas Buracas do Casmilo: um apelo à mobilização!




As Buracas do Casmilo são uma referência internacional. Durante demasiado tempo foram um geossítio desconhecido, mas nos últimos anos ganharam o merecido destaque regional, nacional e internacional, graças a alguns investigadores que tiveram o mérito de reconhecer e estudar a jóia que ali encontraram.
Há pouco tempo a própria Câmara Municipal de Condeixa incluiu este geossítio no cartaz turístico da Feira de Turismo de Lisboa. Aparece também referenciado no programa escolar do Ministério da Educação. Mas não só...
Infelizmente o vandalismo que ali ocorre não tem parado e pouco ou nada tem sido feito para mitigar o grave problema que coloca em risco este património de valor inestimável. Há uns dias uma senhora natural da aldeia do Casmilo, entrou em contacto comigo, de forma a dar conhecimento desta situação, facultando-me inclusivamente as fotografias que ilustram este comentário. Como já não vou lá há uns meses, foi bom ter conhecimento de como as coisas estão por lá, já que assim consigo monitorizar de alguma forma a questão. Como eu sei que falando aqui desta situação pode ajudar a resolver este problema, faço então um apelo à Câmara Municipal de Condeixa que tome medidas concretas e objectivas para resolver de vez o problema do vandalismo no Vale das Buracas. Mas não só, locais e Universidade de Coimbra devem também mobilizar-se na defesa deste local icónico. E a imprensa regional também pode ajudar, dando destaque ao caso. Fica o desafio Jornal Terras de Sicó!
Isto pode e deve passar por várias acções. Desde a vigilância dos locais (telefonem à polícia caso vejam vandalismo) até à elaboração de um plano de gestão para este geossítio, muito se pode fazer para, na prática, salvaguardar este património que é de todos. Todos ficaremos a ganhar se o fizermos e todos ficaremos a perder se este património se perder!
E se for preciso a minha ajuda, cá estarei para, na medida das minhas disponibilidades ajudar à resolução do grave problema. A região de Sicó não se pode dar ao luxo de perder mais uma das muitas jóias da sua coroa!

sábado, 5 de agosto de 2017

Uma noite do outro mundo!



"A 11ª Noite dos Morcegos de Pombal (21ª Noite Internacional dos Morcegos) realiza-se no dia 26 de Agosto no Vale do Poio Novo (Poios, Redinha).
Aproveita a oportunidade para conhecer um pouco os morcegos de Sicó e um dos locais mais emblemáticos do concelho de Pombal.
Vai ser necessário percorrer um trajecto a pé (30 a 40 minutos de duração para cada lado), cujo percurso não é adequado a pessoas com dificuldades de locomoção. Os participantes devem levar calçado de campo, merenda e água.
No passeio pedestre estarão presentes especialistas na identificação acústica de morcegos, munidos de equipamentos que permitem a sua audição e identificação enquanto voam.
Informações e inscrições através do email gps.sico@gmail.com
Data:
26 de Agosto 2017
Horários:
– 18h00: concentração e palestra na Quinta de São João (Poios – Redinha)
Inscrições:
– pelo email gps.sico@gmail.com até às 18h do dia 23 de Agosto;
– seguro e logística: 5 espeleos
– só serão admitidas crianças se acompanhadas por adulto.
Será disponibilizada iluminação aos participantes.
Organização:
Grupo Protecção Sicó

quarta-feira, 19 de julho de 2017

A falta de água deve-se a uma péssima gestão dos recursos aquíferos...


O que inicialmente era uma excepção, tornou-se infelizmente uma regra. Mais uma vez Ansião ficou sem água, desta vez resultado dos efeitos secundários (cinzas) do incêndio ocorrido em redor da actual captação de água para o concelho de Ansião. Outras vezes acontece porque o S. Pedro está de férias. 
Quando chega à hora de justificar a falta de água, nunca surge a questão de fundo, ou seja os porquês da falta de alternativas que ajudem a mitigar este problema. Finge-se que não há um problema de fundo e chuta-se a coisa para a frente, já que é um tema particularmente sensível.
Quando eu sou incisivo na defesa dos recursos aquíferos da região de Sicó, e à falta de argumentos para rebater os factos comprometedores, há quem fale em fundamentalismos, tal o desnorte por parte de quem além de revelar evidentes sinais de iliteracia ambiental, tenta confrontar um especialista na matéria sem , contudo, apresentar qualquer tipo de argumento. Resta-lhes apenas a demagogia e o populismo, os quais só têm sucesso em sociedades pouco informadas.
Falta a responsabilização dos autarcas que além de não estarem a contribuir para arranjar uma solução, estão, na prática, a agravar o problema.
Estas duas fotografias são da antiga captação dos Olhos de Água, em Ansião. Até há uns anos, foi daqui que saiu muita da água que se consumia em Ansião. Já tive a felicidade de andar pelas galerias da nascente dos Olhos de Água e ajudar mergulhadores que exploraram parte deste aquífero. Sim, há água por debaixo dos nossos pés, mas infelizmente não temos cuidado dela. Há pouca ou nenhuma informação e pouca sensibilização por parte das entidades públicas sobre esta temática, daí eu regularmente abordar esta questão, facultando informação a quem faz do azinheiragate uma companhia regular.
Não tem sido dada a necessária atenção aos recursos aquíferos desta região cársica. Não têm sido tomadas medidas que, na prática, salvaguardem a qualidade dos recursos aquíferos, daí que hoje em dia seja um risco beber água destes aquíferos. Caso os recursos aquíferos tivessem sido salvaguardados, facilmente se teria uma reserva estratégica de água disponível sempre que houvesse problemas na captação da Ribeira de Alge. É isto que as pessoas precisam de saber, mais ainda em ano de eleições, já que mais do que nunca é agora que podemos e devemos interpelar os actuais candidatos às câmaras e juntas de freguesia.


sexta-feira, 14 de julho de 2017

Não mói, mas mata!!


É um cenário infelizmente presente em qualquer um dos municípios da região de Sicó. É algo que não deveria acontecer, mas que, pasme-se, é a regra em vez da excepção. Tratam-se de duas estradas municipais que representam basicamente uma armadilha mortal em caso de incêndio florestal, tal como aquela onde faleceram algumas dezenas de pessoas aqui bem próximo. Não, não se trata de oportunismo, mas sim da continuação de algo que já faço há muitos anos, ou seja denunciar, alertar e debater algo de concreto e objectivo.
As entidades públicas conhecem esta realidade, contudo, e na prática, nada fazem. Será preciso voltar a ocorrer mais um desastre para que se metam mãos à obra e se faça uma faixa de contenção de cada um dos lados desta e de outras vias?
O lugar mais próximo destas duas vias fica situado a cerca de 300 metros e há mais 4 vias por onde as pessoas podem fugir em caso de incêndio, contudo, e lamentavelmente todas têm este aspecto, ou seja não há por onde fugir caso o incêndio seja muito rápido, tal como acontece nos incêndios em eucaliptal.
Vi um mapa presente num qualquer PDMFCI, para o período de 2017 a 2021 e constatei que esta área insere-se na categoria ""zona prioritária de dissuasão e fiscalização". Curioso, pois não vejo ali nada que configure dissuasão. Já a fiscalização, não me parece que, na prática, exista.
Já no mapa de perigosidade de incêndio florestal, estas duas áreas têm uma perigosidade muito alta e alta, tudo normal portanto. Quanto ao mapa de risco de incêndio, o cenário é o mesmo, risco muito alto e alto (nota-se bem que fizeram este mapa depois do último, já que o risco de incêndio não é "muito alta").
O que podemos fazer para mudar isto? É mais simples do que pensam. Em primeiro lugar basta deixar esse cantinho confortável, onde costumam ficar, mas apenas até que vos comece a tocar... Ultrapassada essa apatia e desresponsabilização, há uma coisa, que dá pelo nome de cidadania activa. Essa singela "coisa" possibilita-vos ir até à vossa câmara municipal ou até à vossa associação florestal denunciar estas situações. Uma queixa pode não fazer muita diferença, mas centenas de queixas já fazem mossa e ajudam a mitigar parte do problema. Pressionar com a ajuda das redes sociais também ajuda, tal como eu o bem sei.
E quando mais mortes voltarem a acontecer (infelizmente é inevitável, dado o cenário da eucaliptização...), todos aqueles que tiverem feito algo de concreto poderão estar de consciência mais tranquila, já que fizeram, na prática, algo para mudar o actual cenário. Algo tão simples como isto ajuda, de facto, a mitigar este cenário que ameaça a vida de pessoas.
E aproveitem para questionar todos o/as candidato/as às autárquicas sobre o que têm a propor para mitigar, de facto, este cenário. Este ano é pródigo para os pressionar...


quinta-feira, 22 de junho de 2017

Não somos apenas vítimas, somos também, e acima de tudo, cúmplices!


Podia colocar aqui uma daquelas fotos de grande impacto de um incêndio absolutamente destruidor a vários níveis e que ficará na história como o maior atestado da nossa incompetência, inacção e passividade enquanto povo perante um problema que já vai com quase 4 décadas. Mas não coloco, já que não sou apologista disso. Prefiro colocar apenas uma foto feia, com menos impacto e sem chamas à vista, mesmo que isso signifique menos visualizações. Não pode valer tudo, é uma lição que dou especialmente à TVI, mas não só...
Não me vou alongar sobre as causas que, em conjunto, levaram a esta tragédia, já que as causas são sobejamente conhecidas e, diga-se, estou cansado. O que falta então?
Falta atitude de todo um povo, a qual tem possibilitado uma letargia que já vai com quase 4 décadas. A falta de ordenamento do território é, no concreto, a causa de tudo isto. E todos temos culpa no cartório, uns mais do que outros, obviamente. Não é só o político tem culpa. O político é apenas o reflexo de quem os elege. A culpa é também de quem conhece bem esta realidade e teima em não limpar em redor das suas casas. Mas não só. Somos todos culpados morais desta tragédia e isso tem de ser dito com todas as palavras, goste-se ou não.
A melhor homenagem que podemos fazer aos que partiram será promover, de facto, o ordenamento do território, pois essa será, de facto, a única forma estrutural de precaver mais desastres como este. A melhor homenagem que podemos fazer aos que ainda vão resistindo por esta região é promover, de facto, o ordenamento do território. Promover o ordenamento do território é algo de complicado, é um facto, mas também é um facto que não temos feito por isso. Se não metermos mãos à obra tudo isto voltará a acontecer, mais tarde ou mais cedo. Há passividade, há inacção, há incompetência, há interesses e outras coisas mais. Que esta tragédia sirva de uma vez por todas para resolver um grave problema. Resta saber que vamos ter a coragem de o fazer ou se continuaremos a ser uns covardes, tal como temos sido nas últimas décadas.
E que ninguém se tente demitir desta tarefa. Seja em maior ou em menor grau, todos teremos um contributo para dar nesta nossa obrigação, ordenar o território, possibilitando o desenvolvimento territorial de toda uma região e de todo um país. E notem que o problema não acaba quando as câmaras da televisão forem embora. Trata-se de um problema que começou há poucos dias e que se prolongará durante algumas décadas... 

sábado, 17 de junho de 2017

Centro de Arqueologia de Alvaiázere, uma excelente novidade para Sicó!


Imagens: Alexandra Figueiredo

É uma novidade que, infelizmente, não está a ter o devido destaque na imprensa regional. A arqueologia na região de Sicó ganhou uma nova vida, pois foi inaugurado há poucos dias o Centro de Arqueologia de Alvaiázere, projecto do Instituto Politécnico de Tomar e da Câmara Municipal de Alvaiázere. Estão ambos de parabéns por esta ideia ter chegado a bom rumo.
A ideia já poderia ter sido consumada há mais tempo, dada a incompetência do anterior autarca no domínio da temática patrimonial. Há 10 anos eu estava a trabalhar em Alvaiázere numa ideia que além de englobar dois centros de interpretação ambiental (Escola da Geodiversidade e Escola da Biodiversidade/Centro Ciência Viva do Carvalho Cerquinho) englobava um outro espaço, ou seja a reconversão de uma antiga escola primária para um espaço que pudesse receber investigadores de várias áreas. Infelizmente o projecto foi metido na gaveta, mas eis que Alvaiázere ganhou uma vida nova, sem ressabiamentos e vinganças à mistura.
Com esta infra-estrutura todos ficam a ganhar, Alvaiázere e a própria região de Sicó, que agora fica com um espaço de referência para a investigação. É de salientar também a dedicação no domínio da arqueologia da Directora do Museu Municipal de Alvaiázere, Paula Cassiano, que, em conjunto com um pequeno núcleo duro, mantiveram a chama da arqueologia viva em Alvaiázere num tempo onde a arqueologia era um parente pobre na temática do património.
Espero agora por novas descobertas, já que toda esta região tem muito por descobrir!




terça-feira, 13 de junho de 2017

Trail do Chícharo: não fazer o que foi feito...


Foto: José Antunes

À primeira vista pode parecer um mero monte de pedras, contudo é algo de importante e que se deve preservar. Sei que a intenção era boa, contudo a consequência é bastante negativa.
Já por mais que uma vez falei do impacto negativo que provas desportivas podem ter, nomeadamente ao passarem por locais onde não deveriam passar. Isto acontece por manifesta falta de conhecimento, daí eu fazer questão em abordar mais uma situação do género.
Quando tive conhecimento do Trail do Chícharo fiquei contente, já que Alvaiázere e as suas gentes merecem e quem não é de lá merece ser presenteado com uma prova deste género. Conciliar o desporto com paisagens fantásticas é algo de inesquecível. E a Serra de Alvaiázere, mesmo apesar da destruição causada pelo parque eólico (em área supostamente protegida...), vale mesmo a pena visitar. Já agora, é o ponto mais elevado do Maciço de Sicó.
Contudo há um grande senão, ou seja o facto da prova em causa ter passado por um local onde nunca deveria ter passado, num local que deveria ter estatuto de protecção, dada a sua importância patrimonial. Quando vi a foto que ilustra este comentário, e que retirei do facebook de um amigo meu,  fiquei perplexo. Sei que a organização teve boas intenções, mas fazer passar a prova por ali foi um erro, o qual espero que não seja repetido.
Pode parecer que se trata de um monte de pedras, contudo há ali algo de muito importante em termos de património natural. Falo, claro, das cascalheiras de gravidade da Serra de Alvaiázere, um local de interesse geomorfológico importante e que importa preservar. A sua preservação passa fundamentalmente por medidas que impeçam o trânsito de pessoas por aquele local, evitando assim o pisoteio. Uma coisa é passar por ali uma pessoa uma ou duas vezes por ano, outra é passarem dezenas ou centenas de pessoas num par de horas. Em poucas horas promoveu-se um impacto que não aconteceu em alguns milhares de anos...
Importa também salientar que naquele local já foram encontrados vestígios arqueológicos (cerâmica), portanto ao património geomorfológico junta-se também a questão da arqueologia. 
Para quem estiver interessado em saber mais, pode encontrar informação sobre este local de interesse geomorfológico num trabalho meu, de 2008, na página 115:
Agora um apelo, aquando do planeamento de provas do género, tentem informar-se sobre documentos técnicos vários que possam existir sobre esta e outras áreas, pois ao estarem informados dos valores ali presentes, podem não só conhecer património que desconhecem bem como preservar este mesmo património, evitando a sua degradação. É fácil evitar este tipo de situações, bastando para isso uma nova atitude na abordagem à questão. E se pedirem algum tipo de ajuda, terão certamente resposta por parte de quem conhece coisas que vocês não conhecem. E através desta troca de conhecimento, ficamos todos a ganhar e o património agradece!

domingo, 28 de maio de 2017

Recuperar o controlo dos baldios



As transformações económicas, sociais, culturais e outras mais relegaram o espírito comunitário para segundo plano durante demasiado tempo. No que concerne aos baldios, trata-se de um exemplo perfeito que ilustra isso mesmo. Durante anos a fio poucos foram os que fizeram questão em trabalhar o sentido comunitário que os baldios representam. As comunidades locais actuais da região de Sicó sofreram transformações significativas nas últimas décadas, daí o consequente desinteresse pelos baldios. Uma comunidade mais virada para os sectores secundário e terciário é, regra geral, uma comunidade afastada dos valores da terra, tal como ocorre na região de Sicó.
Mas houve algo que mexeu com a temática dos baldios. Desde que surgiram os parques eólicos, novos problemas surgiram e não é para menos, já que basicamente se começou a ganhar dinheiro fazendo nada. Isso fez com que houvesse disputas territoriais à conta dos parques eólicos.
Pessoalmente, e se dependesse de mim, não haveria um único parque eólico na região de Sicó, dado o seu valor paisagístico. Teria recusado a construção de parques eólicos nesta região, já que há outras formas de ganhar dinheiro e sem degradar algo de muito valioso para a região de Sicó, ou seja a sua paisagem. As pessoas foram na conversa do "bandido", acreditando que a luz ia ficar mais barata. Além de não ter ficado mais barata, ainda pagam parte dos parques eólicos, através de factura que mensalmente surge na caixa de correio. E não, não sou contra os parques eólicos. Quando eu já falava deles, na década de 90, muitos chamavam-me "maluquinho" por falar em ideias tão revolucionárias em Portugal. Sou a favor da energia eólica, mas não a qualquer custo, é claro e conciso.
Daqui a 10/15 anos alguns dos actuais parques eólicos serão mera arqueologia indústrial. Na próxima década a microgeração será parte importante do mix energético. A energia solar terá uma palavra muito importante e as baterias de lítio serão coisa do "passado". E esta realidade não é do futuro, pois já existe.
Mas voltando à terra, há umas semanas deparei-me com o cartaz que consta na fotografia. Gostei de ver a mensagem ali presente. Tenho gostado também de ver o activismo em prol dos baldios e contra as crateras lunares na serra de Sicó. Vamos recuperar os baldios e retirá-los da mão de quem não os sabe gerir? É que há juntas de freguesia e autarquias que além de não os saberem explorar de forma sustentada, apenas os sabem degradar e/ou destruir. Para estas é mais fácil entregar um baldio à exploração de uma pedreira do que saber gerir um baldio de forma sustentada. Esse é um dos grandes problemas que se observa na região de Sicó. Vamos valorizar o nosso território?!

terça-feira, 23 de maio de 2017

Passaram 10 anos: o que mudou na região de Sicó?


Há 10 anos eu era um mero técnico de uma autarquia, sem influência alguma, mas daqueles com bichos carpinteiros. Há 11 anos (finais de 2006) eu tive a ideia de propor a organização de um evento pouco provável naquele tempo. A ideia foi aceite, contudo na condição de ser eu a "desenrascar-me". Aceitei a condição e até hoje este é um dos momentos dos quais mais me orgulho em termos profissionais. Modéstia à parte, foi um marco para a região. Consegui a presença de alguns dos maiores especialistas nacionais e isso fez toda a diferença. E nem o facto de ter sido um evento organizado num concelho pouco provável para o efeito fez mossa, ou seja o evento correu muito bem, sendo até hoje recordado no bom sentido. Aliás algumas das ideias então tratadas (ex. aldeias do carso) estão actualmente na baila, mostrando que estávamos à frente do nosso tempo em termos de ideias a desenvolver neste território que é Sicó.
O intuito deste evento era simples, ou seja reunir pessoas e especialistas no domínio do desenvolvimento territorial, de modo a debaterem-se ideias concretas para a região, mas numa perspectiva diferenciada e, até então, pouco debatida publicamente. Apesar de ser um evento específico, concretamente pelo facto de querer debater o papel do património geológico e geomorfológico para o desenvolvimento sócio-económico na região de Sicó, isso não foi entrave, já que se conseguiu reunir investigadores, actores de desenvolvimento locais e cidadãos.
Contudo, e apesar de tudo isto, o tempo tem mostrado que é difícil as boas ideias seguirem o seu rumo nesta região (Sicó). O rumo das coisas continua a ser moldado por uma série de interesses que, na maior parte das vezes, não são coincidentes com o interesse público. E mesmo algumas das ideias que são colocadas em prática são convenientemente capturadas pelos tais interesses, que se colam às mesmas e as condicionam a jusante, numa espécie de parasitismo económico. Muitos sabem disto mesmo, mas raros são os que o dizem abertamente e sem receio de represálias. Eu sou destes últimos, falando abertamente sobre muitos temas tabú, sendo temido por isso mesmo.
Mas voltando ao início, mais precisamente ao título que dá mote a este comentário, o que mudou na região de Sicó neste domínio? Objectivamente falando, nada! Quem é responsável por isso? A resposta é simples, especialmente sabendo que este ano há eleições autárquicas...
A ver vamos o que surge nas propostas dos vários candidatos às autárquicas na região de Sicó, seja candidatos às câmaras, seja às juntas de freguesia. Sejamos exigentes para quem nos pretende governar. Sabem qual é uma das principais diferenças entre aqueles países desenvolvidos que tanto gabamos e entre nós e o nosso país? Nós não somos exigentes nem participativos na hora de decidir o nosso futuro. Simplesmente votamos e delegamos responsabilidades, quando deveríamos votar e participar activamente nos processos de decisão durante os 4 anos de governação autárquica. Resta saber se querem continuar a ser meros espectadores ou então serem actores de promoção e desenvolvimento territorial, tal como é de esperar num país desenvolvido. Na primeira opção têm tudo a perder, enquanto que na segunda opção têm tudo a ganhar. E lembrem-se que sem trabalho nada se faz...

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Paisagem da vergonha...


Situações como esta são demasiado comuns na região de Sicó. Situações como esta ocorrem por vários motivos, sendo que um dos quais, e à parte da idiotice de alguns chico-espertos, é a falta de locais de recepção de resíduos de construção. Em 2010, e aproveitando o facto de ter sido coordenador concelhio do Limpar Portugal, em Ansião, sugeri, em reunião com a Câmara Municipal de Ansião e com algumas das entidades que deram apoio a esta iniciativa, caso da empresa ELIMUR, a criação de um espaço de recepção de resíduos de construção. Na altura foi uma ideia bem recebida por todos. Fi-lo porque dos 250 locais que georeferenciei como locais de deposição ilegal de resíduos, parte importante deles tinha resíduos de construção. 
Há poucos meses ouvi a referência de que deveria surgir algo do género em Ansião, talvez na antiga pedreira do Camporês, por parte de Rui Rocha, contudo, e até agora, já passaram 7 anos sem que surgisse algo de palpável, portanto a ver vamos o que se segue. Este problema ainda não é assumido, de facto, como um grave problema, já que se o fosse já teriam surgido soluções e a única solução de que tenho conhecimento surgirá daqui a 1 ou 2 anos, num outro município da região de Sicó. 
Até lá há que fazer sensibilização ambiental e cívica e denunciar quem despeja este e outros tipos de resíduos um pouco por todo o lado. Ficamos todos a ganhar e isso nunca é demais referir! 
A paisagem cultural de Sicó merece toda a nossa dedicação, portanto todos devemos pugnar pela preservação deste valioso recurso. Se não cuidarmos da nossa bela casa quem cuidará?!

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Aldeias do carso: pelo menos uma década atrasados, como aliás é costume...


Para todos os efeitos é, teoricamente, uma boa notícia, contudo daí, e até a ideia se materializar e ter sucesso vai um caminho muito longo e fortemente dependente da competência de quem estiver à frente do processo. E como bem sei, são poucas as boas ideias que têm sucesso na região de Sicó, culpa dos interesses do costume. Brevemente irei abordar uma outra ideia que tem tido um caminho desastroso, ali para os lados de Pombal...
Mas vamos então à questão que me leva a escrever estas linhas. Trata-se da ideia das aldeias do carso/ calcário, que vem novamente à baila, desta vez pela mão da dita Associação de Desenvolvimento Terras de Sicó.
Estou realmente curioso para saber o que um ex vereador de Alvaiázere tem a dizer sobre esta questão, já que quando lancei a ideia no colóquio "Desenvolvimento sócio-económico promovido pelo património geológico e geomorfológico nas Terras de Sicó", há 10 anos, esse tal ex vereador disse basicamente, de uma forma politicamente correcta, que não era uma grande ideia e que era uma ideia de alguém novo demais para saber o que seria um projecto de valor para a região de Sicó. Aposto que agora vai dizer que é uma ideia genial, e caso eu o veja a afirmar isso mesmo, irei relembrá-lo das suas palavras há 10 anos, o que terá a sua graça...
Trata-se de uma ideia que tem tudo para singrar, faltando apenas quem tenha a competência para o fazer da melhor forma. Esta ideia já poderia existir, na prática, há muitos anos, contudo a falta de competência de entidades politizadas, como a Terras de Sicó, e dos nossos autarcas tem atrasado o processo. 
Não vou lançar foguetes, até porque já noutros casos os lancei e depois arrependi-me (o tal caminho desastroso que insinuei atrás...). As aldeias do xisto já existem há alguns anos e as aldeias do carso (calcário) irão surgir inevitavelmente mais ano menos ano, seja na região de Sicó seja na região D´Aire e Candeeiros, onde aliás esta ideia também tem sido falada nos últimos 8/9 anos. 
O absurdo disto é que esta nem é uma ideia complicada, mas sim uma ideia simples e com tremendo potencial. O único risco é que alguns interesses económicos tentem de alguma forma manipular a ideia, desvirtuando-a, para que os seus interesses prevaleçam. 
Na região de Sicó já vi um bocado de tudo, também no domínio do turismo.
Mas deixando de lado estas questões, a ideia das aldeias do carso (e não do calcário...) tem, teoricamente, muitas pernas para andar. Os benefícios são imensos e não falo sequer do turismo, mas sim da recuperação do imenso edificado ao abandono. Há ainda muito a preservar da arquitectura vernacular, começando pelas aldeias do carso e continuando pelo restante edificado, seja nos pequenos lugarejos seja nas nossas vilas, já que aí ainda há muita matéria-prima para trabalhar. E o sector da construção, que até há poucos anos tinha algumas dificuldades em largar a construção de raiz e entrar na vertente da reabilitação, terá um papel importante.
Preservando o que temos de melhor e integrando todo este património no nosso dia-a-dia, actualizando-o, é algo que nos faz melhores pessoas e mais merecedoras de uma região com um património e uma cultura valorosos!
A ver vamos como vão ser os próximos episódios da ideia das aldeias do carso...


domingo, 23 de abril de 2017

Quem semeia ventos, colhe património...


Faltam poucos dias para o final do prazo de apresentação de propostas ao orçamento participativo do município de Ansião, daí estar agora a "picar" os ansianenses para que participem activamente neste processo, apresentando propostas concretas. Claro que tenho também o intuito de "picar" todos os sicoenses para que façam o mesmo nos seus respectivos municípios, logo que se propicie isso mesmo.
Este ano decidi apresentar apenas uma proposta, ao contrário de 2016, onde apresentei 4 propostas. Porquê? Simples, este ano o valor da proposta é igual ao valor da verba disponível, daí não fazer sentido apresentar outras propostas, que concorressem entre si. Em 2016 apresentei 4 propostas diferenciadas, de valor reduzido, não representando uma espécie de concorrência entre si.
Sim, a proposta deste ano é sobre moinhos de vento, esse belo objecto patrimonial que teima em não ser devidamente potenciado e valorizado. 
Há umas semanas, e pensando no dia nacional dos Moinhos e Moinhos abertos 2017, apresentei, numa associação da qual faço parte, a proposta de envolver um dos moinhos desta região para promover a actividade em causa, contudo, e após pedir informação a quem sabia da coisa, fiquei a saber que não seria possível, já que esse mesmo moinho, que não o da foto (Serra da Portela, Pousaflores), não estava funcional. Foi então que surgiu luz e ponderei a ideia. Apresentei uma proposta que tem como intuito arranjar aquilo que está estragado, recuperar o que está por recuperar e valorizar todos estes moinhos de vento. A esmagadora maioria é de madeira, tal como o da Serra da Portela, e um outro é de metal. Penso que é algo de exequível, mas a ver vamos se o mesmo vai ser aceite para ir a votos. Caso a proposta seja aceite, irei naturalmente pedir o vosso voto, de modo a valorizar a molinologia da região de Sicó. 
Tenho visto que há mais pessoas a pensar da mesma forma na região de Sicó, e algumas delas a trabalhar para que isso aconteça, portanto há que pugnar para que esta bela paisagem comece a ver mais moinhos de vento a funcionar, já que é algo de fabuloso e que pode representar uma mais-valia bastante interessante...

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Mudam-se os tempos, não muda a passividade...


Não é caso único, muito pelo contrário, contudo sempre que por ali passo olho para lá e, por vezes, paro novamente, de forma a reflectir mais um bocado sobre esta temática. Estar frente a frente com o objecto é uma das melhores formas de pensar as coisas.
Não, não vou dizer onde isto é, senão ainda corria o risco de algum chico-esperto dar com o que vêm nas fotos e subtrair dali alguns destes objectos de valor histórico.
A região de Sicó é pródiga em património e isso tem duas faces, ou seja, por um lado algum património preservado e classificado e, por outro, muito património ao abandono e totalmente desprotegido. Isto é um problema muito grave, contudo, e para a maior parte, é um problema sobre o qual além de não falarem, é uma questão sobre a qual não perdem tempo, já que o importante é tudo menos o que é realmente importante. A identidade da região é algo sobre o qual muitas pessoas não querem saber na prática, muito embora, e caso indagados sobre a questão, muito digam que é realmente importante.


Importa debater esta questão, a bem da nossa identidade. Muitos lugarejos desta bela região têm muito património ao abandono, restando saber a melhor forma de o preservar, caso obviamente haja interesse, bem como as melhores opções para a sua valorização. E quando falo de valorização não falo da típica (i)lógica circense que muitas vezes se vê na hora de tentar valorizar o património, mas sim de valorizar de forma integrada, aproveitando também para recuperar velhos hábitos e formas de estar e incluir os mesmos na actual vivência de cada um de nós. Sim, é possível, contudo há que saber trilhar o caminho, facto que é um dos crónicos problemas desta região.
Uma das primeiras formas de o fazer é começar pela base, ou seja por vós próprios, que vivem nesses lugarejos ou que têm algum tipo de ligação aos mesmos. Há que pensar soluções, ousar, debater ideias e tentar fazer nascer algo de inovador. É assim que se faz noutros países, noutras regiões e noutros lugarejos. O que os diferencia de nós e deste abandono? A atitude pró-activa!


quarta-feira, 5 de abril de 2017

Um patrocínio que deu em polémica! E não é para menos...


Fonte: Trail running Pombal

Há uns dias deparei-me nas redes sociais com um debate algo acesso sobre uma questão bastante pertinente. Tratava-se de um debate que lidava com uma questão muito importante, que me leva agora a dar mais visibilidade.
Faço-o por vários motivos, seja em primeiro lugar porque se trata de uma questão que mexe com o património de Sicó e que eu acompanho activamente há muitos anos, com um tema tabú, com um patrocínio que importa debater sem complexos e finalmente com a questão da posição da direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Pombal (e não com os bombeiros propriamente ditos).
Mas comecemos pelo início. Pelo terceiro ano vai-se realizar uma prova solidária de trail, em voga nos últimos anos, na Serra de Sicó. As verbas vão reverter inteiramente para os bombeiros voluntários de Pombal, facto a aplaudir. Até aqui tudo bem, contudo eis que surge o patrocínio da empresa que explora talvez a pedreira mais polémica da região de Sicó. E é aqui que a polémica começa, pois surge uma questão ética, à qual a direcção da AHBVP não pode fugir. Ao aceitar este patrocínio aquela direcção está, na prática, a pactuar com o brutal impacto da exploração e questões associadas de uma pedreira muito polémica.
E não, não se trata de maldizer sobre os bombeiros ou mesmo sobre a direcção da AHBVP, como dois ou  três insinuam de forma demagógica e populista, mas sim sobre uma questão ética. Isto facilmente seria resolvido caso a AHBVP agradecesse o patrocínio da Iberobrita, mas declinasse o mesmo, argumentando que isso poderia afectar a imagem dos bombeiros. É algo que me parece simples de entender, contudo há sempre pessoas prodigiosas, que surgem com o populismo e demagogia do costume. Em vez de ouvirem argumentos como os que atrás referi, insurgem-se contra os mesmos, numa espécie de democracia ajustada ao gosto de suas excelências. Os Bombeiros Voluntários de Pombal são, imagine-se, meros espectadores nesta questão, sendo que o problema está ao nível de uma decisão tomada e assumida pela direcção da AHBVP.
Mas antes de prosseguir, faço questão de utilizar uma analogia para que aqueles que não compreendem o que está em causa. Se vocês tivessem interesse em participar num evento, seja ele qual for, patrocinado por uma empresa que destruisse as florestas tropicais, participariam à mesma no evento? Muitos claramente que não, já que está em causa uma questão ética, a de não pactuar com a destruição de algo muito importante, caso das florestas tropicais. E isto tem acontecido por todo o mundo, havendo cada vez mais uma recusa na compra de produtos associados à destruição da floresta ou afins. Ou então um caso bem conhecido, lembram-se do filme "diamantes de sangue"? A lógica não é comparável, obviamente, mas para fazer uma analogia dá bem.
Continuando, nunca participei nesta prova por uma questão de ética e de princípios. Quem, como eu, trabalha em prol do património da região de Sicó não pode pactuar com uma prova que tem um patrocínio tão polémico. E não, não estou contra os bombeiros, estou apenas contra a exploração daquela pedreira e todas as ilegalidades que têm sido tornadas públicas. Já pensaram que podem ir directamente à secretaria dos BVP e deixar o vosso donativo? Há pessoas que parece que não sabem que isto é possível...
Há que separar as coisas e pena é que haja quem não tenha o melhor discernimento e siga na linha da demagogia barata e populismo populista, passe o pleonasmo. Curiosamente, ou não, até sou bombeiro voluntário, portanto é escusado alguém referir que é uma posição que é contra os bombeiros. Não falo enquanto bombeiro, até porque além de não o poder fazer não tenho qualquer interesse em o fazer. Posso apenas referir que sou bombeiro e isso diz muito no que se refere ao debate da questão. Falo sim enquanto cidadão e activista do património da região de Sicó.
Indo então ao debate que vi numa das redes sociais mais pujantes, e pegando no que disse atrás, vi muita coisa absurda. Uma delas foi o comentário absurdo de um indivíduo, sobre uma pessoa que argumentava da mesma forma como eu, já que este indivíduo afirmava que a pessoa referida se tinha "empenhado em mal dizer de pessoas e organizações que são um exemplo no cumprimento das suas obrigações". É algo que mostra bem a falta de discernimento e muita demagogia à mistura.
Depois continuou o pessoal do "Trail Running Pombal", ao referir que se estava a "misturar as coisas e a pôr a AHBVP ao barulho em questões que não são da nossa competência nem responsabilidade". Nada mais absurdo e demagogo meus caros, pois ninguém está a misturar as coisas e a pôr a AHBVP ao barulho. Está-se sim a debater uma questão sem complexos nem tabús e a pôr em causa uma decisão de uma direcção de uma associação. Sobre a questão da competência e responsabilidade, basta apenas referir que vivemos em democracia e todos estão sujeitos ao escrutínio. Há questões que não são para ser debatidas publicamente, como é óbvio, mas há outras questões, como é este o caso, que são para debater publicamente, já que diz respeito a todos nós. Ética e princípios são valores basilares, contudo, e para dois ou três, mais parece que em certos casos se pode fazer uma pausa ou abrir uma excepção.
As direcções das Associações Humanitárias não são imunes ao escrutínio nem à crítica, sempre que se justifique. Trata-se de uma questão ética e parece que é isso que o pessoal do Trail Running Pombal e o presidente da AHBVP não alcançam. Ao debatermos esta questão, estamos a enriquecer um debate necessário, o qual não coloca em causa a AHBVP.
Já o que afecta de algum modo a imagem da AHBVP é, na minha opinião, a aceitação deste patrocínio, na medida que colide com a imagem da Associação (defesa de pessoas, bens e do património...), e, por outro lado a postura arrogante e, diga-se, pouco educada do seu presidente. Mas nada como mostrar quem disse o quê, de forma a que cada um faça um juízo de valores... 


E se pensam que isto é algo sem importância, pensem melhor, pois é isso que falta, reflexão e discernimento. E nada de tabús e estereótipos... Se houvesse quem ali estivesse a maldizer dos bombeiros, rapidamente levaria uma resposta incisiva da minha parte, contudo não foi isso que aconteceu.
Quanto ao Sr. Sérgio Gomes, não confunda o mérito de ser presidente da AHBVP com a competência para o ser. É o que digo aos meus camaradas bombeiros, uma coisa é o mérito de ser bombeiro outra coisa é a competência na acção. Só funciona bem se ambos andarem lado a lado...
Para terminar, e respondendo ao Sr. Sérgio Gomes, que por um lado disse que não queria saber quem eu sou, mas por outro me perguntou quem era eu para lhe falar de ética, respondo apenas que sou o João Forte.

terça-feira, 28 de março de 2017

Já está disponível para venda!



A apresentação pública deste belo livro foi no dia 25 de Março e foi um evento no qual valeu mesmo a pena estar presente, seja pelo facto de ser associado da Al-Baiaz, seja pelo facto de ser um activista do património, com um foco especial na região de Sicó. Ou então pelos belos momentos de convívio entre os muitos amigos do património presentes. No final, tive o privilégio de ter sido o primeiro a ter o meu exemplar autografado por um enorme amigo do património, o Professor Doutor Mário Lousã, que conheço pessoalmente há mais de uma década. Aproveitei e adquiri dois exemplares extra.
Tudo isto para vos dizer que este livro já está à venda. Caso assim o entendam, podem pedir que vos seja enviado por correio. Podem enviar um e-mail para a Al-Baiaz a solicitar o envio desta notável obra: albaiaz@sapo.pt
Podem também entrar em contacto comigo, pois faço parte da direcção da Al-Baiaz e terei todo o gosto em vos ajudar. O preço de venda deste livro é de 15 euros. Trata-se de um livro ilustrado com belas imagens e a cores, facto que importa referenciar. É uma referência para a região de Sicó e o espaço antes vazio está agora muito bem preenchido com este livro que recomendo vivamente a todos aqueles que gostam da região de Sicó. É de fácil leitura e é sem dúvida um bom auxílio para quem quer conhecer parte da biodiversidade da região de Sicó e do Sítio da Rede Natura 2000, Sicó-Alvaiázere. E está livre do "acordo" ortográfico, sendo portanto a cereja no topo do bolo. Parabéns aos autores do livro, parabéns à Al-Baiaz pela edição do livro e um agradecimento à Câmara Municipal de Alvaiázere pelo seu contributo para a edição do livro.

E já que estou com a mão nos livros, fica também a informação de que o livro sobre as orquídeas do Sítio Sicó-Alvaiázere está também disponível para venda através da Al-Baiaz, por 5 euros, portanto na hora de oferecer um presente a vós mesmos ou a um amigo....



sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Quando o marketing territorial não tem juízo, Sicó é que paga...


Não sei de quem é a culpa, contudo quem tem moral e tecnicamente essa responsabilidade nos ombros é mesmo a Terras de Sicó, que devia pugnar por um bom marketing territorial e pelas boas práticas. Nunca escondi o meu desagrado pela forma como esta Associação de Desenvolvimento funciona, pois a lógica não é a que deveria ser. Ao invés de ser uma Associação de Desenvolvimento Territorial independente, questão fundamental para o sucesso da mesma, trata-se meramente de uma extensão das autarquias de Sicó, daí o seu notório insucesso em termos práticos. Uma Associação de Desenvolvimento nunca deveria ser uma entidade eminentemente politizada, esse é um erro crasso que se teima em perpectuar.
Mas vamos aos factos. Esta fotografia foi tirada no dia 28 de Janeiro deste ano. Já o cartaz, esse refere-se a um evento realizado há 9 meses. Porque é que o cartaz não foi retirado poucos dias depois do evento, como seria de esperar? Será que quem vê este cartaz fica com uma boa imagem da região de Sicó? E, ironia das ironias, este cartaz está situado mesmo à frente do Museu PO.RO.S, o qual apesar de ser uma infra-estrutura recente, teve também uma série de problemas e atrasos (pormenor desconhecido por muitos...), facto bem ilustrativo do caos que se assiste neste fabuloso território. Tem-se por um lado o "state of the art" e, por outro, algo que lembra as "cavernas", numa dicotomia... curiosa. Trata-se portanto de um problema estrutural que afecta toda a imagem da região de Sicó. Até quando, resta saber. E pactuar com isto não é a solução, mas sim parte do problema!
Resumindo, cartazes como este devem ser retirados poucos dias depois do evento, pois além de ser assim que se trabalha, é assim que se ajuda a que a região tenha uma boa imagem. Há que actualizar as boas práticas e as formas de estar e trabalhar em prol da região de Sicó. Se assim for, ficamos todos a ganhar com isso!

Adenda ao comentário (a 20 de Fevereiro): Ontem, ao passar pelo local, constatei que o painel em causa foi retirado, ficando a questão resolvida. Uma acção tardia, mas a aplaudir!