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quarta-feira, 10 de maio de 2017

Arde porque deixamos que arda...


Por esta altura, e mesmo tendo em conta os inúmeros incêndios que já ocorreram um pouco por todo este país, ainda não se fala de incêndios florestais. A "festa", propriamente dita, ainda não começou, portanto, e para já, fala-se apenas de futebóis e outros factos que nada acrescentam a uma vivência sã e equilibrada. Quando os futebóis e afins terminarem, as televisões vão-se virar para a festa pirómana que todos os anos nos assola. E este ano em particular preocupa-me...
As causas são conhecidas, bem como os interesses que orbitam em redor da "festa", contudo, e estranhamente, tudo fica na mesma ano após ano. Não aprendemos com os erros e parece que fazemos questão que tudo ou quase tudo fique na mesma. Os discursos de ocasião ainda não surgiram, pois há que falar a quente, com as coisas acicatadas, lá para Julho ou Agosto.
Mas deixando estes pequenos pormenores de lado, vamos então aos factos. O que vêm na fotografia é uma plantação de eucaliptos, situada à entrada do lugar do Rabaçal, Penela, para quem vem de Ansião. Em 2016 foi efectuado um corte dos eucaliptos, pois já estavam em acção. Nessa altura fiquei surpreendido, já que os sobrantes ficaram todos no terreno. Inicialmente pensei que mais tarde iriam ser recolhidos, contudo os meses passaram e ali continuam. Em termos de risco de incêndio será "escusado" dizer o barril de pólvora ali está. Ninguém quer saber do caso.
Mas caso ocorra ali um incêndio, o que acontecerá? Eu digo, chama-se os desgraçados dos bombeiros e eles que se amanhem. São eles que correm risco de vida e são eles que se devem sacrificar, pensam alguns...
E o que será que o dono do terreno tem a dizer sobre isto? Não se dá ao trabalho de limpar, tal como era suposto, mas caso os bombeiros não aparecessem será, porventura, capaz de dizer que eles eram uns incompetentes ou que demoraram muito a chegar. O dono do terreno pensará inevitavelmente numa coisa, ou seja no lucro rápido. Tudo o resto, e como está à vista, não importa. E a nossa passividade será reconfortante para ele, digo eu.
É por isto e por muito mais que Portugal arde impunemente. E andamos nisto há 4 décadas...
No que me toca, e por mais estranho que possa parecer, não fico chocado ao ver arder eucaliptos. Fico chocado sim quando ardem carvalhos, azinheiras, sobreiros, oliveiras, castanheiros, nogueiras, freixos, choupos e afins. Perde-se demasiado tempo e gastam-se meios que deveriam privilegiar a protecção da nossa floresta, em vez da monocultura do eucalipto. Situações como esta deveriam ser severamente punidas!
Agora uma pergunta que vos faço, porque é que têm de ser os bombeiros voluntários a arriscar a vida e a gastar o seu tempo e meios a proteger algo que serve apenas para o lucro de algumas pessoas? Não seria normal quem tem eucaliptais pagar a protecção do seu investimento? Fica a dica para reflexão...

sábado, 10 de setembro de 2016

No Outono, no Inverno, na Primavera e no Verão, é só escolher!


É muito raro ter eventos deste tipo na região de Sicó, daí ser ainda mais importante divulgar este evento, o qual recomendo vivamente. Um dos problemas da região de Sicó é o facto dos seus residentes desconhecerem parte importante do seu território, sendo a geologia e a geomorfologia apenas dois de vários aspectos que importa divulgar. 
Apenas uma nota de desacordo, ou seja o facto de que deveria ler-se "a geologia sedimentar da região de Penela" em vez de "a geologia sedimentar de Penela". Em termos pedagógicos seria o mais correcto. No que concerne à geologia, os limites administrativos não se aplicam, devendo as entidades públicas ter algum cuidado na linguagem do tipo capelinha. O marketing territorial deve ser devidamente pensado.
Os meus sinceros parabéns às entidades por detrás deste notável evento!

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Sicó em acção!




Tinha ido dar mais uma volta, em busca de fotos para alimentar o azinheiragate. Quis o destino que nessa precisa altura o pessoal do parapente andasse por Trás-de-Fiqueiró, em Ansião. Não é comum andarem por ali, daí a minha surpresa. É mais comum andarem para os lados de Pombal ou Condeixa.
Por isto mesmo acabei por subir aquela colina e ficar por ali uns minutos, de modo a apreciar o espectáculo. Um dia destes quero experimentar a sensação de voar...



Há quem chame a este e a outro pessoal malucos, no entanto quem os rotula assim costuma ser o pessoal comodista, que prefere ficar pelas esplanadas ou pelo sofá o dia todo sem fazer patavina.
Este e outro pessoal desfrutam o melhor que a região tem para oferecer. Este pessoal opta por não ser um mero cidadão formatado, que, de facto, não aproveita a sua vida e a sua região e prefere ser uma "ovelha" seguidista numa sociedade afastada de tudo aquilo que dá mais sentido à vida e próxima a tudo aquilo que é supérfluo e ainda numa base da aparência.



Para os mais preguiçosos, experimentem sair do sofá e/ou da cadeira do café. Peguem na bicicleta ou no carro e vão à aventura, conhecendo esta região, já que há muita gente que não conhece bem a sua própria região, o que é uma pena tendo em conta o enorme património que esta ainda conserva. No final do dia vão ver que interiormente estão mais ricos, mais contentes e felizes da vida. Concerteza que irão ficar com vontade de repetir e conhecer mais e mais. Há todo o tipo de possibilidades e para todos os gostos. Sejam pessoas mais activas ou mais preguiçosas, há sempre algo para fazermos! E, já agora, façam o belo do piquenique, gesto tão esquecido por estes lados!

terça-feira, 16 de abril de 2013

Um fim-de-semana diferente!

Ficam várias sugestões para um fim-de-semana alternativo, pela região de Sicó:



Dia 20 de Abril - Teatro, na Associação Cultural da Melriça (Ansião), pelo Grupo de Teatro Olimpo. 





Fonte: http://teatroamadorpombal.pt.vu/


domingo, 20 de janeiro de 2013

Especulação imobiliária: o caso do Rabaçal


É uma imagem que muitos podem ver a cada vez que passam pelo Rabaçal, em Penela. É uma imagem que se repete dia após dia, e já há alguns anos. Mas porque será que isto acontece?
Um dos erros trágicos, no qual ainda se tenta insistir na região de Sicó, é o de que plantando betão no paraíso, se consegue o tão almejado desenvolvimento. Mera ilusão, digo eu. Mero negócio, dizem as Câmaras Municipais, que dependem em boa medida das receitas do IMI...
Estas obras, paradas há anos, são apenas um de muitos (maus) exemplos que podemos ver um pouco por toda a região. Promove-se a especulação imobiliária, e depois se vê. O rebentamento da bolha imobiliária, também em Portugal, está a mostrar, no concreto, que a especulação imobiliária é um erro que se paga caro. A agravante, na região de Sicó, é a de que esta especulação imobiliária tem desvirtuado algumas das mais valias da mesma, seja a componente paisagística, seja o património edificado, que naturalmente se vai degradando e, com isso, perdendo irremediavelmente. 
É, assim, natural, ver-se uma ruína a cada cantinho de Sicó, por recuperar, já que reabilitação não é palavra que tenha entrado no dicionário dos políticos que nos desgovernam e, há que dizê-lo, na maioria de nós, que preferem construir de novo em vez de recuperar o que já existe. Subsistem os estereótipos, um deles é o de que fica mais caro recuperar do que construir de novo. Mera ilusão, digo eu e cada vez mais pessoas, mero negócio, dizem os empreiteiros que apenas constroem de raiz. Por estas e por outras é que alguns empreiteiros, que nunca enveredaram pela reabilitação, foram abrindo falência...
Este exemplo que agora destaco, deve servir para que se debata também esta questão, já que a crise também se deve a isto mesmo.