Mostrar mensagens com a etiqueta Paisagem. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Paisagem. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Arquitectura e paisagem na região de Sicó


Arquitectura e paisagem são dois temas que muito me interessam, seja de forma dissociada, seja de forma associada. Em 2014 participei na consulta pública do Plano Nacional de Arquitectura e Paisagem (PNAP) e julgo que até sugeri alguns pontos relativos aos que agora destaco. Em Março último, estive também num evento que decorreu do PNAP, sobre Arquitectura e Paisagem, na CCDR-Norte, que teve casa cheia. Fui porque fiz parte da equipa que elaborou o primeiro Plano Municipal de Paisagem em Portugal, daí ser, para mim, muito importante estar presente naquele evento. E valeu a pena, vos garanto.
A foto que utilizo como "alibi" para este comentário é o exemplo perfeito do problema que pretendo abordar, ou seja os monos na paisagem, que afectam e degradam a paisagem cultural de Sicó. Esta imagem é da colina de Trás de Figueiró, em Ansião. Uma das primeiras coisas que chama à atenção é aquela habitação em construção. Não tem enquadramento paisagístico e isso deve-se à falta de legislação. É possível construir respeitando o território e a paisagem, em harmonia. Basta olharem com atenção e verão que do lado esquerdo daquele mono na paisagem existem mais habitações, contudo estão minimamente enquadradas.
Podem dizer que é só um mono na paisagem, mas não se esqueçam que existem centenas destes exemplos e que são exemplos como este que degradam cada vez mais a paisagem cultural de Sicó. Em vez de valorizarmos as nossas características e mais-valias, estamos apenas a contribuir para que estas sejam cada vez mais prejudicadas. E depois não há volta a dar...
É preciso debate e consciencialização, daí lançar aqui um repto, o de organizarmos um congresso sobre arquitectura e paisagem da região de Sicó, onde se englobe isto e outros aspectos mais. Sicó fica a ganhar e a auto-estima de cada um de nós também. Se alguma entidade pública ou privada estiver interessada, já sabem onde me encontrar...


sexta-feira, 19 de maio de 2017

Paisagem da vergonha...


Situações como esta são demasiado comuns na região de Sicó. Situações como esta ocorrem por vários motivos, sendo que um dos quais, e à parte da idiotice de alguns chico-espertos, é a falta de locais de recepção de resíduos de construção. Em 2010, e aproveitando o facto de ter sido coordenador concelhio do Limpar Portugal, em Ansião, sugeri, em reunião com a Câmara Municipal de Ansião e com algumas das entidades que deram apoio a esta iniciativa, caso da empresa ELIMUR, a criação de um espaço de recepção de resíduos de construção. Na altura foi uma ideia bem recebida por todos. Fi-lo porque dos 250 locais que georeferenciei como locais de deposição ilegal de resíduos, parte importante deles tinha resíduos de construção. 
Há poucos meses ouvi a referência de que deveria surgir algo do género em Ansião, talvez na antiga pedreira do Camporês, por parte de Rui Rocha, contudo, e até agora, já passaram 7 anos sem que surgisse algo de palpável, portanto a ver vamos o que se segue. Este problema ainda não é assumido, de facto, como um grave problema, já que se o fosse já teriam surgido soluções e a única solução de que tenho conhecimento surgirá daqui a 1 ou 2 anos, num outro município da região de Sicó. 
Até lá há que fazer sensibilização ambiental e cívica e denunciar quem despeja este e outros tipos de resíduos um pouco por todo o lado. Ficamos todos a ganhar e isso nunca é demais referir! 
A paisagem cultural de Sicó merece toda a nossa dedicação, portanto todos devemos pugnar pela preservação deste valioso recurso. Se não cuidarmos da nossa bela casa quem cuidará?!

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Onde pára a fiscalização? Sicó merece um destino melhor...

É uma situação que já tinha sinalizado há umas semanas, quando, por mero acaso, reparei que havia algo a passar-se por ali. Lembram-se de quando fiz aquela chamada de atenção aos produtores de azeite da região de Sicó? Nesse comentário utilizei uma fotografia onde consta um olival e, por detrás deste, já lá aparecia uma máquina (tractor verde) que estava a cortar a vegetação de estrato arbóreo. Poucos dias depois um dos meus "informadores" envia-me estas fotografias, onde se vê que a coisa já ia avançada...



Após a tomada de conhecimento, fiz o que costumo fazer, ou seja, informar-me sobre a classificação do solo naquele local, que fica no limite Norte do concelho de Ansião, ali na recta que liga a Ribeira de Alcalamouque ao Rabaçal. Qualquer pessoa dá com aquilo, pois vê-se bem da estrada. Consultada uma das ferramentas, gratuitas, ao dispôr de qualquer cidadão, o geoportal, cheguei rapidamente a uma conclusão, ou seja aquela área ser Reserva Ecológica Nacional, o que torna aquela mobilização de solo algo de ilegal. Aposto que será para plantar... eucaliptos. Por esta altura o local já deve ter sido fiscalizado pela SEPNA, o que significa que uma ou duas coimas já devem estar a ser preparadas para quem promoveu tal ilegalidade.
Curiosamente há um outro pormenor que se interliga perfeitamente com esta questão. No dia 3 de Maio, a CCDR-Centro, promoveu (muito bem!) uma acção de sensibilização para o ordenamento do território, onde se enquadrou, entre outros, o Regime Jurídico de Reserva Ecológica Nacional. O problema é que esta acção não teve como alvo principal a população, mas sim quem já deveria estar sensibilizado e quem supostamente deveria ter competências mínimas neste domínio, caso dos autarcas, especialmente presidente da câmara e vereador do ambiente. Faz isto algum sentido? 
Na minha óptica não, já que cedo defendi a necessidade de todos os autarcas serem obrigados a fazer uma formação mínima certificada no domínio do ordenamento do território. Faz todo o sentido, pois sendo o ordenamento do território a base fundamental do desenvolvimento socio-económico, a lógica deveria ser esta. Mas infelizmente não é...
É uma falha no sistema que tem obrigatoriamente de ser resolvida, a bem do desenvolvimento territorial. Faz algum sentido uma pessoa para se poder candidatar a uma vaga na função de técnico superior de geografia ter um curso (faz!) ao mesmo tempo que um autarca sem qualquer competência técnica/científica se candidata ao cargo político numa função com responsabilidades no ordenamento do território não ter curso ou formação alguma (não faz!)? Faz algum sentido a mera opinião de um autarca sem competências técnicas/científicas se sobrepor a um parecer técnico de um especialista? Não? Mas é o que muitas vezes acontece... 
Urge reflectir sobre esta questão algo peculiar, a bem do ordenamento do território, do património, da paisagem de Sicó e de tudo o que daí advém.


domingo, 17 de janeiro de 2016

E se acontecesse um "êxodo urbano"?


Êxodo rural e litoralização são dois termos com os quais comecei a conviver desde que entrei activamente no "universo geográfico". São dois fenómenos muito caros a Portugal, já que, com ambos, vieram muitos dos maiores problemas que afectam e afectarão Portugal nas próximas décadas. Portugal ficou bastante desequilibrado em termos sociais, culturais, ambientais e económicos.
Várias regiões ficaram desprovidas dos seus maiores valores, começando por uma imensa quantidade de valorosas pessoas que dinamizavam a economia, a cultura e, não menos importante, moldavam muitas das belas paisagens com as quais ainda vamos convivendo por este país fora. Sicó não é excepção e as últimas décadas demonstram bem isso mesmo.
Mas não é de êxodo rural que quero falar, mas sim de êxodo urbano. Claro que não desejo um êxodo urbano puro e duro (que seria tão nocivo como o êxodo rural), mas sim algo sustentado, sensivelmente na linha do projecto desenvolvido pelos Novos Povoadores.
Hoje em dia somos formatados para pensar que estarmos ligados ao sector primário é algo de "retrógado" e estar ligado ao sector secundário ou terciário é que é fixe. A corrente mainstream dita isto mesmo e a maioria vai atrás do que os outros dizem, que nem carneiros, em vez de parar para pensar e seguir um futuro idealizado e planeado por si mesmo.
Uma das coisas que mais me faz rir é ouvir os tecnocratas dizer que a "solução" A ou B é que resolve isto e aquilo. Ou seja, tecnocratas quase que alheados do mundo real, dos cheiros e das paisagens, pensam que conseguem fabricar soluções à medida das suas visões, quando afinal não é o mundo real que se tem de adaptar a eles, mas sim o contrário. Quando se fala em soluções, raramente se fala nos interesses económicos que nos pretendem na "cerca", de modo a não só não desenvolvermos o pensamento crítico, mas também sermos as "vítimas" do consumismo. Compro, logo existo, é este o lema do capitalismo predatório. No mundo real o único lema é, penso, logo existo. Eu acrescentaria que trabalho para viver e não vivo para trabalhar. Ou até que só quem não faz o que gosta é que precisa de férias.
Há uma solução para muitos dos problemas do país, e essa solução passa por uma migração de muitas pessoas para o interior do país. Há ainda uma geração que ainda tem um potencial muito grande em termos de apego à terra, de saber fazer no mundo rural e de fazer pontes com as gerações mais velhas. Dinamiza-se as economias locais, actualmente muito fragilizadas, seja pelo comércio, pela reabilitação do imenso edificado abandonado, pelo turismo, pela agricultura biológica (aproveitando as variedades tradicionais e não as culturas da moda....) e muito mais. E tudo isto acompanhado por uma não menosprezável qualidade de vida.
Claro que isto não interessa a um importante grupo de interesses económicos. Um deles eu denomino como gang do eucalipto.
O mundo rural tem uma imensidão de oportunidades, as quais estão à nossa espera. Seja na região de Sicó ou no interior de Portugal (Sicó não é interior, caros autarcas...), basta pensar as coisas com cabeça, planear os projectos e seguir em frente. Se é fácil? Não, não é, mas o resultado final ultrapassa todas aquelas dificuldades e angústia que temos na hora de mudar a nossa vida.
Resumido, é isto...

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Paisagens sonoras de Sicó


Já conhecia o lugar, no entanto fruto de uma passagem rápida. A vontade de voltar aquele lugar ficou, mais ainda porque é um lugar onde o tempo anda devagar e a qualidade de vida impera.
Uma das coisas que mais aprecio na região de Sicó é estar num qualquer lugar e não ouvir o barulho de um carro. Estar aqui e ouvir os sons rurais, e não de forma circense, é das coisas que mais aprecio. Daí que, ao deparar-me com este velho som, lembrei-me de registar o momento. Bem vindo às paisagens sonoras da região de Sicó! E o melhor é que há muitas e variadas paisagens!
Um conselho aqueles que quiserem visitar os muitos lugarejos da região de Sicó, deixem o carro à entrada dos mesmos e vão a pé, pois é assim que estimulam os sentidos...
Fartos da cidade? Bem vindos à região de Sicó!

Nota: não me esqueci de dizer que lugar é este. Posso apenas dizer que é em Penela...

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Paisagens do abandono: A Sicó do esquecimento

Calcorrear a bela região de Sicó é algo que vale mesmo a pena. Ao longo dos últimos anos, e milhares de fotografias depois, posso dizer que já tenho um espólio interessante de fotografias não menos interessantes. Não falo daquelas fotografias vistosas, que também as tenho, mas sim daquelas fotografias que nos fazem reflectir sobre o abandono de uma região, sobre o esquecimento do património e de muitos outros objectos, que não sendo património, servem perfeitamente para ilustrar um comentário sobre a temática patrimonial.
Vejo a fotografia como algo de belo, mas não me considero sequer um fotógrafo. Gosto apenas de tirar fotografias, mas sem perder muito tempo com aspectos muito técnicos. Detectar, observar e registar o momento. Para mim tem mais valor uma fotografia sobre um aspecto peculiar, tirada de um ângulo menos vulgar, do que uma fotografia XPTo sem alma, embora possa ser obviamente bonita.




Poderiam ser muitas mais fotografias de carros esquecidos no tempo e na memória, mas penso que estes 3 já dão que pensar. Cada um deles dista vários km um do outro, sendo que, e por ordem, o mini foi esquecido em Ansião, o BMW em Penela e o Carocha em Alvaiázere.
Mais do que continuar a escrever, prefiro sim ficar por aqui e convidar-vos a pensar sobre o significado destas fotografias...

quarta-feira, 5 de março de 2014

Viagem ao centro da Serra: petróleo de Pombal uma ova!




Regresso então a um dos temas mais fracturantes da região de Sicó, com mais um episódio das viagens ao centro da serra. Voltei igualmente à Serra de Sicó, pois esta era a última pedreira que aqui faltava fotografar em todo o seu horror. O pleno está quase, faltando apenas três das grandes pedreiras em laboração no Maciço de Sicó, além de outras, mais pequenas, já encerradas.
Apesar de não ter previsto falar agora desta pedreira, pois afinal tinha outra programada (que fica para daqui a breves semanas), acabei por tomar a decisão de abordar a mesma tendo em conta um comentário que li há alguns dias, num blog da região que acompanho regularmente, concretamente em questões de âmbito territorial. O comentário em causa, sobre as pedreiras, dizia assim:

"Este é o petróleo de Pombal, por muito que custe a todos temos de saber conviver com isso".

Confesso que fiquei perplexo, dado não só o facto do respectivo comentário ter sido efectuado de uma forma completamente leviana, bem como, e acima de tudo, por este não estar devidamente alicerçado em factos concretos ou justificações, tendo sido uma daquelas afirmações tipo enche chouriços.
Indo então aos factos, gostaria de sublinhar que não temos todos de saber conviver com isso, pois se há quem feche os olhos e assobie para o lado, eu não sou um desses. Depois de tanto tantos anos, onde o enredo foi densificando, como pode alguém afirmar levianamente que temos de conviver com isso? Se fosse um qualquer dono de pedreira ou um assalariado da mesma, até poderia compreender tal afirmação, embora não concordasse com a mesma, mas assim não.
Indo então à questão do petróleo, gostaria então de saber onde estão as imensas divisas que este "petróleo" já possibilitou a toda uma região, já que havendo "petróleo" eu não vejo riqueza alguma. Curioso é o facto de ainda há poucos meses atrás uma destas empresas, com os cofres, supostamente cheios de tanto "petróleo", renegociou a renda associada à exploração da pedra, com a Câmara Municipal de Pombal, por evidentes dificuldades económicas. Então há "petróleo" mas não há dinheiro, em que ficamos? E a sustentabilidade onde anda?
Utilizar o termo "petróleo" para ilustrar uma mera opinião no âmbito das pedreiras é, no mínimo, anedótico, carecendo de uma chamada de atenção para o erro/abuso linguístico. Sugiro que quem fez tal comentário olhe bem para estas 4 fotografias (panorâmicas) e pense bem no que diz, que pense que ali não há petróleo, há sim um crime ambiental que destrói uma das maiores riquezas do concelho de Pombal, a serra de Sicó. A exploração da pedra é uma actividade predatória, neste caso com a agravante de o ser numa área dita protegida e de imenso valor patrimonial.
Se há tantas formas de explorar um território, sem que para isso seja necessário destruir todos os valores ali existentes, será que é inteligente centrar a questão económica na exploração da pedra?
Se as pedreiras não são precisas? Sim, são, mas não tantas e não em locais de reconhecido valor patrimonial como o é Sicó. Exige-se ordenamento do território, puro e duro! O que se vê nas fotos é de uma gravidade que está para além da compreensão da maior parte das pessoas. É natural que assim o seja, mas eu aqui estou para, entre outros, ajudar à compreensão do problema, daí ter criado a série "Viagem ao centro da Serra", a qual traz literalmente a serra às pessoas através de um clique. As horas que invisto a ir para o campo, onde faço registos fotográficos extensos, e que depois resumo em panorâmicas como estas 4, valem cada minuto, pois só assim muitas pessoas vêm realmente o que está em jogo e o que representa uma pedreira. Mesmo eu, continuo a ficar tremendamente impressionado com estes cenários. Em todas as pedreiras faço questão de me sentar uns minutos e sentir aquilo com o qual estou confrontado e posso dizer sem a mínima dúvida que fico sempre abismado com estes monstros que consomem a maior riqueza da região, a qual é uma das mais valiosas paisagens culturais de Portugal. Esta região não tem de estar refém do sector da construção, o necessário crescimento e desenvolvimento não pode ser a qualquer custo.
A pedreira que destaco nas 4 panorâmicas irá infelizmente crescer ainda mais, esperando eu que o novo executivo tenha a coragem de dizer simplesmente:
- Chega!





domingo, 18 de agosto de 2013

Fragmentação e degradação da paisagem cultural de Sicó


Ao passar por este local, tive mesmo de parar o carro, de forma a fotografar a coisa. De vez em quando gosto de ir sem rumo pela região de Sicó e, ao me deparar com factos pertinentes, registar os mesmos com a máquina fotográfica. Isto permite que tenha imagens sobre assuntos concretos, de forma a que os possa debater aqui no azinheiragate com todos vós.
Uma das questões que mais me choca na região de Sicó, no que concerne à sua paisagem, tem a ver com a sua evidente e preocupante descaracterização e fragmentação, algo que aos poucos vai retirando valor a esta paisagem. Tornar o belo em algo vulgar é preocupante numa região onde a paisagem cultural tem expressão evidente e valiosa.
A construção de muros é um dos muitos problemas que tem ameaçado e degradado a paisagem desta região, tão pomposamente publicitada pelos nossos autarcas. Fala-se que a paisagem é uma mais-valia, no entanto, e na prática, pouco se faz para mitigar boa parte dos problemas que degradam esta mesma paisagem.
Vê-se de tudo, desde meros muros foleiros, muros sem nexo, muros onde não os devia haver e muros que apenas alegram o ego de quem tem dois palmos de terra. Nos PDM´s nada se faz para evitar aquilo que retira mais-valias à paisagem.
Esta fotografia mostra isso mesmo, pois havendo possibilidade de fazer ali um muro que não choque com a paisagem, ou seja integrado na mesma, faz-se um muro que não passa de um mamarracho paisagístico. Quase ninguém se importa com isto, menos sendo os que, como eu, manifestam o seu desagrado com o facto, justificando o porquê do mesmo.
Importa ponderar bem esta questão, pois daqui a uns anos, e por este ritmo, as diferenças serão colossais, para pior. Nessa altura muitos irão pensar como foi possível tal descaracterizar a paisagem sem que se tivesse feito algo para proteger a sua integridade de paisagem cultural, mas aí será tarde demais...

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Sicó, uma paisagem de se lhe cheirar e inspirar por mais!


Quando pensamos em paisagem, a maior parte de nós pensa numa imagem visual marcante, a qual é moldada pela nossa experiência de vida. A mesma imagem pode ter significados muito diferenciados, dependendo então do observador respectivo. Duas pessoas semelhantes podem ver a mesma paisagem de forma diferenciada, e duas pessoas diferentes podem ver a mesma paisagem de forma similar.
Mas não é o "visual" que venho destacar, é sim o olfactivo. Há muitas paisagens e as paisagens olfactivas fazem parte deste grande universo que agora pretendo destacar. Fala-se muito de aromáticas na região de Sicó, contudo não se explora a vertente paisagística respectiva. Não podemos ver esta questão de forma redutora, pois não se trata de meras flores disseminadas pelas colinas e serras, isso é para quem tem horizontes curtos. Trata-se sim de biodiversidade, que de redutora nada tem, embora a Monsanto e afins a tentem reduzir (repararam como as manifestações do último fim de semana passaram ao lado da imprensa?!).
Há uns dias atrás consegui ter um dia dedicado ao usufruto de uma região que gosto bastante, como aliás muitos bem sabem. Assim sendo, peguei na máquina fotográfica e lá fui eu "sem destino". Fiquei muito incomodado por não conseguir tirar uma fotografia panorâmica sem que tivesse o estorvo das eólicas de Sicó, área na qual nunca deveriam ter sido implantados parques eólicos.
Polémicas à parte, lá cheguei eu ao topo de uma colina emblemática, sentando-me num ponto onde, além das eólicas, nada mais me incomodava. Apesar de, para mim, não ser nada de novo, foi bom sentir  novamente aquele cheiro fabuloso. Foi bom "meter a cara no chão" e ficar aprisionado por um cheirinho que, para mim, só é ultrapassado por aquele que surge quando caem os primeiros pingos depois do verão. Inultrapassável!
As entidades públicas desta grandiosa região não têm sabido explorar, obviamente de forma sustentada, esta riqueza patrimonial que a paisagem olfactiva de Sicó nos oferece... gratuitamente! Tenta-se inventar a roda, mas afinal ela sempre existiu.
Resumindo, paisagem não é sinónimo de olhos, é sim sinónimo de vida. Como alguém muito bem disse, só se preserva aquilo que se ama e só se ama aquilo que se conhece. No caso de Sicó, faltam mais pessoas que a amem e mais pessoas que a conheçam, daí mandar mais esta pequena gota para um oceano cada vez mais poluído...

sábado, 20 de abril de 2013

Viagem ao centro da Serra: à descoberta do Soureossáurios

São muitos os que nunca ali passaram, pois afinal é uma estrada que foge ao percurso tipo que muitos fazem pela região de Sicó. Já aqueles que não são daqui, a maioria deles nem imagina aquilo que eu denomino como Soureossáurios, um espécime que não sendo novo no carso de Sicó, é sempre impressionante de se ver, pela negativa, claro.
Eis 4 panorâmicas sobre o bicho Soureossáurios:





Ninguém pode dizer que fica indiferente quando passa pela EN 348, em Soure, pois não há como fugir do bicho. Aquela estrada já por mais que uma vez viu o seu traçado alterado, pois havia que desviar a estrada para que o bicho se pudesse alimentar do carso moribundo e pouco protegido.
Este é apenas mais um episódio da "Viagem ao Centro da Serra", que tem o intuito principal de consciencializar os cidadãos para um problema gravíssimo, o qual não é mais do que um cancro que se alimenta do belo carso da região de Sicó.
Com estas fotografias panorâmicas tento mostrar a todos, episódio a  episódio, a verdade nua e crua, fazendo jus aquela expressão "uma imagem vale mais do que mil palavras", sendo que neste caso são 4 imagens.
Espero que todos se sintam obrigados a reflectir sobre esta importante questão, que afecta património natural, património cultural e que afecta a vida de mais pessoas do que aquelas que favorece. São muitas as comunidades afectadas pela acção destes monstros, os quais se regem apenas pelo interesse de privados e do puro lucro imediato.
Precisamos de tantas pedreiras? Não, não precisamos de tantas! Além disso precisamos de ordenamento do território, pois o que deve mover um território é o interesse comum e não de privados, os quais findada a exploração destes locais, deixam um passivo absolutamente inaceitável, o qual nunca será recuperado. Lembrem-se deste último ponto, pois é nesta fase que vos pergunto, é isto que querem deixar aos vossos filhos, netos e bisnetos?

terça-feira, 12 de março de 2013

Viagem ao centro da serra: o lago azul

Quando se utiliza a expressão "lago azul", costuma ser sempre associada a algo belo, como afinal o é um lago azul. No entanto, há excepções à regra, o que significa que há o inverso do belo...
É certo que ali há mesmo um lago azul, mas que de bonito não tem nada. Prossigo desta forma com mais um episódio da saga "viagem ao centro da serra", a qual visa abordar a problemática associada a estes monstros que consomem uma das maiores riquezas da região de Sicó, a sua paisagem (e não só...).
Esta pedreira, em especial, está longe da vista da maior parte das pessoas, pois não se vê ao longe como aquela que se vê da auto-estrada, ao chegar a Pombal. 
O monstro que se vê nestas 3 panorâmicas situa-se a Norte da Redinha, perto do limite do concelho de Pombal, a escassos metros do concelho de Soure. Mesmo eu, fiquei perplexo ao chegar ao primeiro ponto, representado pela primeira fotografia. Apesar de já ter uma noção da dimensão da pedreira, através da carta militar e do próprio google earth, não estava preparado para isto:


Uma das muitas formas de consciencializar as pessoas para esta tragédia é a de mostrar a realidade à qual tentamos fugir quando viramos o olhar, ao passar perto destes monstros. Como alguém, um dia disse, se X não vai à montanha, a montanha vai a X. Tenho a certeza que se não fossem estas fotos, muitas pessoas nunca iriam conhecer este monstro, daí eu fazer questão em vos trazer a montanha. Só assim as mentalidades ficam despertas para algo realmente problemático, que consome a serra e a vida de muitas pessoas. Algumas pessoas ganham milhões com a venda disparatada das nossas serras, enquanto que a maioria de nós sofre com isso de alguma forma.
Será que é isto que queremos para a região de Sicó? Quem ganha com estes monstros? Será que precisamos de tantos monstros? Claro que não! Puro negócio, e não absoluta necessidade.
Ficam mais estas fotos para a posterioridade, as quais espero que de alguma forma vos mobilizem para uma causa, a preservação da paisagem da região de Sicó! 
Muito brevemente irei dar seguimento à saga...

sábado, 6 de outubro de 2012

Agricultar na região de Sicó: uma de muitas oportunidades por potenciar...


Numa altura em que muitos passam dificuldades, nada melhor do que relembrar a todos da importância que é a agricultura de subsistência, ou seja, a nossa hortazinha. 
Não é da horta comum que quero falar, pois em Sicó são ainda muitos os que a têm e ainda mais os que sensivelmente nos últimos 2 a 3 anos voltaram a pegar na enchada. Quero sim falar dos muitos terrenos, com aptidão agrícola, que estão ao abandono e que poderiam estar a ser utilizados. Esta utilização poderia ser um excelente compromisso entre um rendimento extra de muitas famílias, e a produção de produtos agrícolas de qualidade que poderiam ajudar a abastecer cidades próximas como são o caso de Coimbra e Leiria. Ganhariam todos com isso e ganharia o país, já que estaríamos a aproveitar o que é nosso. Evitaríamos ter de recorrer a produtos vindos de, por exemplo, da "cidade de plástico" (Sul de Espanha, perto de Múrcia) uma imensa "cidade" de estufas que se prolonga por dezenas de km. Depois de por lá passar, há coisa de 2 anos, fiquei chocado com o cenário...
Voltando a Sicó, é um facto de que temos potencial que chegue e que sobre no domínio da agricultura de qualidade. Temos ainda uma certa protecção perante a agricultura massificada, facto permitido pelo minifúndio, o qual até considero que seja um mal necessário para a protecção de Sicó no que concerne a alterações de fundo a nível de paisagem, muitas vezes desvirtuadoras nato da paisagem. Isto tudo em prol de interesses que apenas se interessam pelo dinheiro. Felizmente que o minifúndio ainda protege Sicó, mesmo apesar de alguns problemas que não importa aqui destacar agora.
Será que muitos dos que tanto se queixam, e que têm afinal tanto tempo livre, não se poderiam dedicar a este importante complemento que é a agricultura, sabendo que temos condições para uma agricultura de qualidade? Isto ainda mais sabendo que poderia ser uma agricultura que não necessita de químicos e de OGM´s!
Este é um segmento que não está minimamente potenciado e que nem mesmo as entidades públicas têm tido a capacidade de potenciar. Será que ninguém compreende que estamos perante mais uma de muitas oportunidades?
Fica então mais uma adenda a um tema tão importante como é a agricultura na região de Sicó. Lembrem-se também que foi precisamente a agricultura que moldou a bela paisagem que nos dias de hoje ainda podemos desfrutar nesta bela região, Sicó. Se não promovermos as actividades que também embelezam a nossa região, estaremos a permitir que esta desapareça e a abrir caminho a interesses predatórios que nos querem espoliar das nossas riquezas, tudo para ganhar uns míseros tostões...
São estes mesmos interesses predatórios que nos fazem acreditar que a vida no campo é para gente pobre de espírito e que isso significa atraso em termos de desenvolvimento. Resta-nos ajudar a contrariar esta gentalha, a mesma que nos levou à situação actual!

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Paisagens electrizadas de Sicó



O motivo pelo qual me debruço agora sobre esta questão, deve-se ao facto de, já por várias vezes, me ter sentido bastante incomodado por, ao tentar tirar uma fotografia panorâmica de Sicó, ter sempre um estorvo no horizonte, não conseguindo assim uma imagem limpa. Alguns até poderiam dizer que isto é normal, no entanto eu não considero isto normal, já que afinal estamos numa região com atributos paisagísticos fabulosos, o que supostamente deveria significar o estar livre de estorvos paisagísticos.
Será que é normal numa região tão extraordinária como Sicó é normal uma pessoa querer tirar uma fotografia e ter sempre uma pedreira, um parque eólico, uma linha de alta tensão ou outro qualquer estorvo paisagístico? 
Estas duas fotografias representam bem o que pretendo dizer, especialmente a primeira. Este exemplo situa-se em Penela, mas não é único. Esta área, em especial, considero-a uma das mais bonitas da região de Sicó.
Poderia alongar-me aqui mais umas linhas, no entanto deixo "apenas" o apelo para que nos próximos tempos vejam bem à vossa volta e reflictam sobre esta importante questão. Não basta dizer que se gosta de Sicó, há que defender a região de tudo aquilo que a prejudica gravemente e que fere de forma muito objectiva os seus muitos atributos patrimoniais.
Sicó anda a perder partes significativas dos seus belos atributos, o que significa más notícias para todos os que cá vivem e para todos aqueles que cá podem vir. Pensem nisso sff...


segunda-feira, 9 de julho de 2012

Geovândalos TT de Sicó


E lá me deparei, mais uma vez, com o triste cenário... 
Mais uma vez volto a chamar à atenção para um problema real e que prejudica cada vez mais a região de Sicó, ou seja o geovandalismo promovido por meia dúzia de marmelos que acha graça andar a fazer coisas erradas no local errado. Geovândalos, é este o termo que também sugiro que se utilize quando alguns marmelos do todo-o-terreno façam o que se vê nesta fotografia.
Porque não vão estes marmelos para outras paragens? Porque não vão eles ali para o meio dos eucaliptais do Maciço Antigo, onde pouco há que estragar? Porque se tolera isto numa área tão rica e, contudo, tão frágil em termos ambientais como é Sicó?
Porque dizem estes marmelos que gostam da terra quando afinal a degradam de forma gratuita e inaceitável? Se gostam de TT tudo bem, não sou fundamentalista, mas ao menos que o façam em locais próprios ou em locais onde as consequências sejam diminutas.
É triste ver que, cada vez mais, surgem estas feridas na paisagem, feridas estas provocadas por gente sem consciência e sem paixão por Sicó. Há que apelar a todos para que não tolerem nem apoiem algo que degrada a olhos vistos locais extremamente belos como é este o caso. Há que punir severamente quem faz isto, a bem de Sicó!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Muros de Sicó


Muros de Sicó, isso mesmo. São "apenas" um dos muitos recursos, em termos de património, que esta região tem, infelizmente não têm o devido reconhecimento por parte de quem em primeiro lugar o deveria reconhecer. As entidades públicas, caso das Câmaras Municipais nunca tiveram atenção a este pequeno grande pormenor que são os belos muros de pedra da região de Sicó. Dão atenção sim aos patéticos muros de blocos que vemos em lugares onde nunca os deveria haver. Em vez de proteger este recurso em pleno desaparecimento, dão aval à construção de muros de blocos em locais que deveriam estar protegidos de obras de mau gosto, que apenas desvirtuam a bonita paisagem desta região.
Estes muros de pedra são o resultado do enorme trabalho de gerações que deram tudo de si a este território, que valorizavam o que era seu e moldaram a paisagem. Deu trabalho? Sim, deu, mas o resultado não é fantástico? Então porque não proteger estas belas marcas da paisagem regional?!
Falta a estratégia que permitiria não só proteger bem como valorizar também este recurso, o que é "apenas" mais uma das variáveis na bela equação que é o desenvolvimento territorial. Infelizmente há quem teime em incluir variáveis estranhas à equação, o que tem dado resultados vergonhosos. Notem que o turista pretende "coisas" como esta e não patéticos parques eólicos em áreas supostamente protegidas (façam-nos noutras áreas que não as protegidas!). Mas quem vive aqui não é o turista, somos nós, infelizmente caímos frequentemente no erro de pensar que devemos fazer as coisas pensando nos outros. Devemos em primeiro lugar fazer as coisas pensando em nós e depois o turista aparece e agradece o facto de sermos verdadeiros e valorizarmos a nossa cultura. Os muros são apenas parte desta questão, parte esta que faço questão em salientar.
Há alguns locais bem catitas onde podemos ver a beleza destes muros, já que de lá conseguimos ver a coisa no seu todo. Aconselho uma ida até ao Moinho de Janeanes, de onde podem avistar centenas de metros destes belos muros. As fotos que acompanham este meu comentário não são de Janeanes, pretendo com isto aguçar-vos o apetite para uma visita a Janeanes ou a outros lugares, o importante é sairem de casa e sentirem o território e o património desta nossa região.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Apreciar a paisagem de Sicó nos miradouros....


Pois é, duas semanas depois estou de volta ao azinheiragate. Peço desculpa ao público mais atento pela demora, mas precisei de uns dias desligado da corrente para recarregar baterias e trabalhar a saúde mental. Quando trabalhamos em tantas frentes torna-se complicado ao final de algum tempo...

Antes de começar mais um comentário, gostaria de fazer uma pequena nota sobre algo que li hoje mesmo, logo que cheguei. O cancro de Portugal, chamado incêndios florestais, continua impune, e hoje li algo que confesso que não esperaria. Um grande incêndio ocorrido a alguns dias atrás na região de Sicó (além de outros), mais precisamente em Alvaiázere, foi, segundo notícia vinculada pela imprensa, ateado por um cobardolas que trabalhava na construção do.... parque eólico de Alvaiázere. Infelizmente mais uma vez eis um triste exemplo de más escolhas, estando eu para ver que medidas o autarca local irá tomar contra o empregador de tal criminoso pirómano. Pessoalmente considero que moralmente há que tomar medidas. Até agora nada ouvi do autarca sobre o sucedido, algo que até é compreensível tal o incómodo.

Indo agora ao tema com que volto às questões do património, destaco a questão dos miradouros que podemos encontrar na região de Sicó. O miradouro que vêm na foto é apenas um de vários, pessoalmente conheço 6 deles, tendo utilizado alguns há alguns anos como base para vigilância a incêndios florestais.

O projecto que levou à construção destes miradouros foi financiado por fundos comunitários (não sei se na totalidade ou parcialmente) e tem um problema comum a muitos projectos deste género, é um projecto chave na mão.

Não compreendo como é que se faz um miradouro que não se enquadra na paisagem, que causou feridas à paisagem. O objectivo foi nobre, mas mais uma vez mal conseguido. Infelizmente são ainda poucos os que usufruem destes equipamentos, mais facilmente muitas famílias vão aos centros comerciais a Leiria e Coimbra com os filhos do que vão contemplar a paisagem uma ou duas horas ao fim de semana...

Além disso muitos deles são mais utilizados para actos de vandalismo e actos ilícitos, ou então para levar a mota e fazer uns peões no largo...

Não se apostou em miradouros naturais, os quais que com painéis de leitura da paisagem fariam sucesso. Obviamente que seriam inicialmente vandalizados por aqueles que não têm mais nada que fazer, mas as mentalidades mudam e evoluem, temos é de trabalhar para isso. Este é o objectivo final do azinheiragate, mudar as mentalidades para melhor informando e obviamente criticando construtivamente certos aspectos....

Apesar de mal estar feito, no que concerne a estes miradouros, houve uma boa ideia há alguns meses, a de colocar mesas e bancos de madeira para as pessoas poderem fazer o seu pic-nic num local bem diferente. Sair de casa e usufruir da Natureza de Sicó é uma necessidade premente, só assim se poderá dar o devido valor à região.

Infelizmente também já notei que em alguns casos alguns bancos e mesas foram... roubados, é a triste sina. Seria interessante investigar quem rouba, pois é algo que não é assim tão complicado!

Espero então por novidades neste domínio, nomeadamente na criação de painéis de interpretação. As câmaras e/ou juntas de freguesia podem e devem apostar nesta questão, com ou sem ajuda das universidades!

Para finalizar queria apenas destacar que o mês de Setembro será um mês particularmente duro em termos de críticas, pois há coisas que têm de ser faladas a bem da região, por mais que incomode. Há dois casos em que serei muito duro tendo em conta o que está em jogo em termos de património e ordenamento do território....

Só um extra, não posso esquecer também o facto de os amigos brasileiros serem cada vez mais leitores do azinheiragate, algo que me faz muito feliz, já que assim posso divulgar a região de Sicó num país que tem laços históricos com Portugal e que é o país com muito potencial.... Daqui a algum tempo irei passar uma temporada nesse belo país por motivos profissionais, estou ansioso e já tenho alguns contactos priveligiados!

Em terceiro lugar surgem os amigos norte-americanos (ou emigrantes ali residentes), havendo também muitas outras nacionalidades, caso de espanhóis, franceses, ingleses, italianos, angolanos, alemães, suiços e moçambicanos. São estes os públicos mais atentos, mas os portugueses são naturalmente a grande maioria, que conjuntamente com os brasileiros representam uns 95% do total apurado.

O meu muito obrigado pela atenção ao azinheiragate, continuarei a tentar fazer algo de bom na defesa o promoção da região de Sicó, dentro de fronteiras e além delas!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

A definição da imagem não será a melhor, mas foi o que consegui arranjar. Penso que será sem dúvida alguma uma exposição a visitar nas próximas semanas.
Muito brevemente irei suscitar o debate sobre uma (mais uma...) questão fundamental para a região de Sicó, a sua bela paisagem que a um ritmo cada vez maior começa a desaparecer. Com isto perde-se um valor que nunca mais volta, ameaçando a integridade da paisagem desta região, tornando-se esta mesma paisagem.... vulgar. Será que é isto que queremos para a nossa região?