Mostrar mensagens com a etiqueta Netos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Netos. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 24 de outubro de 2017

E assim nasce um ícone!


Preferi esperar todos estes meses, já que queria ver como isto ia correr. Ou seja, queria perceber como a coisa ia evoluir. Felizmente que a obra de arte se manteve e, já depois de ter apresentado alguns problemas de conservação, por efeito das condições meteorológicas, foi reabilitado e promovida a sua conservação, pensando no longo prazo.
Actualmente pode-se afirmar, sem receios, que temos ali um ícone cultural, feito pela mão dos amigos da Aln Netos, uma Associação que tem sido verdadeiramente dinâmica ao longo dos anos e uma guardiã da etnografia regional.
São exemplos destes que a região de Sicó precisa e, diga-se, associações valorosas não faltam. Falta é algum apoio às mesmas, de forma a dar-lhes mais pujança, ganhando com isso o património, a identidade local e a própria economia, já que a cultura consegue ser uma mais-valia económica muito importante. Mas isto, claro, não numa lógica circense, mas sim numa lógica de naturalidade, como tão bem a Aln Netos, e outras, nos têm mostrado.
E que tal pensar-se agora noutras ideias, pensadas pelas associações locais, que, na sua área, podem fazer maravilhas como esta que a fotografia demonstra? Fica o desafio ao associativismo de toda a região de Sicó.
Só para terminar, e para quem não conhece este ícone, situa-se numa rotunda à beira do IC8, em Ansião. Tenham cuidado a tirar fotos, pois todo o cuidado é pouco!

domingo, 15 de abril de 2012

Charcos sem vida...


Para quem conhece o projecto "Charcos com vida", que o azinheiragate publicita desde o seu início, não se trata de um engano, o título deste comentário é mesmo um contraponto ao notável projecto dos "Charcos com vida". Venho então destacar um exemplo do que não deveria acontecer, uma situação que é conhecida por alguns e desconhecida de muitos.
As fotografias mostram um local onde há uns anos existia um belo charco, no qual havia vida. Este charco era importante, tal como muitos dos que ainda existem pela região de Sicó, alguns deles belas dolinas.
Conheço este local (Netos, Ansião) há muitos anos, tendo ainda a imagem visual de como o charco era, e foi há 2 semanas que tive a sorte de ter uma breve conversa com um local, o qual me elucidou sobre os factos e me motivou a destacar esta situação em particular.
Inicialmente pensei que tinham sido os locais a entulhar o charco, facto que me incomodava, dada a ilegalidade do sucedido. No entanto não foram propriamente os locais a entulhar o charco, mesmo que alguns tenham deitado para ali uns carros de mão, quem entulhou este charco foi, imagine-se, um presidente de junta de freguesia. Este último facto incomodou-me ainda mais, já que, segundo a minha credível fonte, foi um autarca a promover uma ilegalidade! Isto só reforça uma ideia que defendo há vários anos, a obrigatoriedade dos autarcas terem formação obrigatória no domínio do ordenamento do território, adaptando esta formação às "particularidades autárquicas".
Há coisa de 2 semanas fui aos lugar dos Netos, ver isto com mais atenção. Neste momento o charco está praticamente atulhado com terra, mas dá ainda para ver o muro que circunda o antigo charco e uma outra infraestrutura, de pedra, que entra para dentro do charco. Fiquei ainda mais incomodado com a situação.
Pensei então o que poderia fazer e tive uma ideia, a qual vou agora partilhar com todos. A ideia é simples, a de fazer com que a terra que ali foi colocada ilegalmente, pelo autarca local, seja retirada, de modo a que o charco seja recuperado. Não sei ainda como o fazer, já que não é simples, mas fica aqui a nota para quem quiser ajudar. No mínimo umas pás e um carro de mão chegam!
Uma das muitas coisas que se poderá fazer, depois de recuperado este charco, é utilizar o mesmo enquanto ferramenta pedagógica, na linha do projecto "Charcos com vida". Isto para além das normais funções que um charco tem, sendo que são muitas e importantes, embora mal compreendidas pela maioria das pessoas (um charco não é sinónimo de mosquitos...). Penso que alguns dos locais poderão ser uma boa ajuda para levar esta ideia em diante, pois vi que efectivamente a maioria das pessoas respeita aquele património.
Fica a denúncia de algo que pode parecer pouco importante, mas que afinal até é. Fica também o desafio à resolução desta situação, pois sei que muitos interessados por esta temática estão atentos ao azinheiragate e aos seus apelos.